Arquivo mensais:janeiro 2015

30 DE JANEIRO

Faturamento do setor de franquias brasileiro cresce 7,7% em 2014

A indústria de franquias nacional cresceu 7,7% no ano passado em termos de faturamento, atingindo R$ 127 bilhões, informou no último dia 28 a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Segundo a presidenta da entidade, Cristina Franco, apesar do fraco desempenho da economia, o setor registrou expansão de 8,8% no número de marcas em operação no país (2.942 redes, no ano passado, contra 2.703 marcas no final de 2013) e aumento de 9,6% no total de unidades franqueadas, que atingiram 125.378, em 2014. A estimativa é que o setor gere cerca de 1,2 milhão de empregos diretos.

“O franchising tem, na essência, o contínuo treinamento, o acompanhamento de indicadores de desempenho e tem, tanto na ponta como na gestão do negócio, empresários empreendedores, cada um desempenhando seu papel. Para que seja um ciclo virtuoso, é preciso estar o tempo todo amolando o machado, ou seja, treinando, capacitando o time, acompanhando os indicadores”, disse Cristina. Ela destacou que, em um momento de crise, esse tipo de atuação e a essência da indústria falaram mais forte, por causa do foco na conquista de resultados. Cristina enfatizou que, em períodos de crise, esse canal de distribuição do varejo, que é a franquia, tem mais êxito, porque luta mais pela conquista do consumidor final.

A ABF iniciará agora uma avaliação dos segmentos de franchising e os resultados deverão ser divulgados após o carnaval. Para Cristina Franco, o momento agora BF, é de consolidação das franquias que têm investimentos até R$ 80 mil, as chamadas microfranquias, para as quais a perspectiva é de crescimento “até mais expressivo”.

Ela ressaltou que há também uma taxa de falência maior, que não pode ser desprezada, e que, como na atuação da microfranquia, há muito varejo de serviço, o que aumenta a capacidade de crescimento do faturamento desse segmento.

No último trimestre de 2014, a receita do franchising brasileiro aumentou 12,8% em comparação com a do trimestre anterior, alcançando quase R$ 36,40 bilhões. Em relação ao último trimestre de 2013, houve incremento de 4,9%.

Para este ano, o foco é a produtividade de cada ponto de venda. Cristina lembrou que o Brasil não é um país de economia linear, que há bolsões de crescimento. “Onde há pujança, há varejo e, em consequência, possibilidade de crescimento do franchising”, afirmou. Ela destacou o potencial de ampliação dos negócios do setor para o interior brasileiro. Nos Estados Unidos, por exemplo, há 850 mil unidades franqueadas e, no Japão, mais de 400 mil.

“Há possibilidade de se ter esse varejo estruturado pelo franchising permeando todo o interior do país e, principalmente, onde há centros regionais ou polos econômicos de consumo.” A projeção da ABF para este ano é de expansão do faturamento entre 7,5% e 9%. A estimativa considera um cenário ainda de fraca economia no Brasil, em que os juros altos impedem o crédito e a abertura de novos pontos de venda. Os indicadores, contudo, sinalizam que haverá retomada econômica após “esse momento difícil da economia”.

Cristina destacou, ainda, que o desenvolvimento das crises hídrica e de energia elétrica, que poderão impactar no varejo como um todo, poderá levar a uma revisão da estimativa de expansão mais à frente. Uma reunião para analisar o comportamento do setor varejista está programada para o mês de abril.

Fonte: Varejista 

29 DE JANEIRO

Intenção de investimento da indústria da construção cai a 40,8 pontos, diz CNI

Na mesma linha que já havia sido verificada com a indústria de transformação, os empresários do setor da construção começam 2015 com menos vontade de investir e mais pessimistas com as condições que encontrarão no primeiro semestre do ano.

O índice que mede a intenção de investimento na indústria da construção ficou em 40,8 pontos (15,1 pontos abaixo de janeiro de 2014 e 0,7 ponto abaixo do índice de dezembro), segundo a Sondagem Indústria da Construção, divulgada na manhã desta quarta-feira, 28, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Quanto menor o índice, que varia de zero a cem pontos, menor a disposição de investimento nos próximos seis meses. “A menor propensão a investir é resultado do cenário adverso vivenciado pelo segmento, que tem enfrentado desaquecimento da atividade, situação financeira negativa e baixa expectativa de recuperação”, apontou a entidade.

O desaquecimento da indústria da construção, que já vinha sendo desenhado pela pesquisa em meses anteriores, ficou mais claro em dezembro. O indicador que mede a evolução do nível de atividade ficou em 39,4 pontos em dezembro de 2014, o que representa uma queda mais acentuada do que a de novembro, quando o índice ficou em 43 pontos.

O índice da evolução do número de empregados também mostrou uma queda mais intensa: passou de 41,5 pontos em novembro para 39,5 pontos em dezembro do ano passado. “Os resultados de dezembro reforçam a tendência de queda da atividade da construção”, apontou a CNI.

O índice de nível de atividade em relação ao usual, que ficou em 38,2 pontos, é o menor da série histórica. A utilização da capacidade de operação caiu de 66% em novembro para 63% em dezembro.

Pessimismo

Em relação às expectativas para os próximos seis meses, os empresários mostraram pessimismo mais uma vez. Além de estarem insatisfeitos com o lucro operacional e com a situação financeira das empresas, eles acreditam que o acesso ao crédito se tornou mais difícil e o preço das matérias-primas está crescendo mais.

Entre os principais problemas apontados pelos empresários do setor, estão a elevada carga tributária, a falta de demanda, as taxas de juros elevadas, a falta de trabalhador qualificado e o alto custo da mão-de-obra.

Fonte: Agência Estado

28 DE JANEIRO

Para brasileiros, sensação de prazer pessoal é fator determinante na compra

De acordo com a pesquisa do SPC Brasil, valor acima do esperado é a causa de desistência de compra para 59 % dos entrevistados

Uma pesquisa sobre a Experiência de Consumo do Brasileiro encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo Portal de Educação Financeira Meu Bolso Feliz revela que para metade dos consumidores ouvidos no estudo (68% entre os consumidores da Classe A e B), o consumo está ligado a boas sensações e ao prazer. As sensações e experiências positivas são os principais destaques: relaxar (47%) prazer de comprar (43%), melhora de humor (37%), satisfação pessoal (35%). A melhora de humor é ainda mais comum entre as mulheres (43%, contra 29% entre os homens). O estudo foi realizado junto a 620 pessoas maiores de 18 anos, de todas as 27 capitais brasileiras.

Os entrevistados também citaram outras variáveis determinantes da compra como a necessidade de se ter o produto (71%), o preço (44%), as promoções (37%) e a qualidade, marca ou modelo (21%) do que se deseja comprar. Por outro lado, entre os fatores com relativa importância, numa decisão de compra, estão o atendimento (18%), a forma de pagamento (15%) e a propaganda (4%).

Influenciadores dentro do ambiente de compra

Por outro lado, os pesquisadores também procuraram identificar as principais influências relacionadas ao ambiente e às condições oferecidas aos consumidores no momento da compra. O estudo conclui que as questões financeiras são as mais importantes para os consumidores. De acordo com 88% dos entrevistados, o preço é o principal motivo para justificar uma compra. Em seguida aparecem as promoções e liquidações (78%), a qualidade do produto ou serviço (71%) e as facilidades e os vários meios de pagamento (51%). O apelo das vitrines foi citado por 12% dos entrevistados, sendo mais representativo entre as mulheres (19%, contra 5% dos homens).

O que leva a pessoa a desistir de uma compra?

O estudo também identificou quais fatores levam o consumidor a desistir de fazer uma compra. O valor acima do esperado foi citado por 59% dos consumidores. Taxas extras e outros custos aparecem em segundo lugar com 44% das respostas, além da falta de opção da forma de pagamento desejada pelo consumidor (40%).

Quais motivos levam o consumidor ao arrependimento?

Ao perguntar sobre os principais motivos que levam as pessoas a se arrependerem pelos gastos feitos, os motivos que mais aparecem com frequência têm a ver com a alteração no planejamento financeiro (88% no caso de compra de acessórios para automóveis e motos), gasto sem proveito (100%, no caso de acessórios de moda) e dívidas adquiridas (61%, no caso dos eletroeletrônicos e 88% no caso dos eletrodomésticos).

De modo geral, observa-se que as compras desnecessárias são mais comuns entre as mulheres (48%, contra 38% dos homens). Além disso, elas também são as que mais se arrependem de compras que resultam no uso parcial do produto comprado (20%, contra 12% dos homens). Já em relação à classe social, os entrevistados da Classe C, D e E mostram-se mais propensos a realizar compras desnecessárias (43%, contra 38% da Classe A/B).

Fonte: CNDL

27 DE JANEIRO

Número de empresas em débito cresce 7,53% em dezembro, segundo SPC Brasil

O volume de empresas com dívidas atrasadas registrou nova alta no mês de dezembro. De acordo com o indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a quantidade de empresas inadimplentes apresentou crescimento de 7,53% em dezembro de 2014 na comparação com o mesmo mês de 2013. Foi a segunda menor variação anual da série histórica para o último mês do ano. Já na passagem de novembro para dezembro, sem ajuste sazonal, houve crescimento de 0,40% na quantidade de pessoas jurídicas inadimplentes.

Os devedores com dívidas mais antigas, que venceram há um prazo entre três e cinco anos, apresentaram a maior variação: alta de 12,54% em relação a dezembro de 2013. Já aqueles com as dívidas atrasadas num período mais recente, com até 90 dias mostraram o segundo maior crescimento, com variação positiva de 9,14%.

Comércio concentra metade das dívidas não pagas

Todos os ramos da economia apresentaram crescimento no número de empresas inadimplentes. A abertura do indicador por segmento revela que o setor de serviços foi o que apresentou maior crescimento no atraso no pagamento de contas: alta de 10,96% na comparação entre dezembro de 2014 contra o mesmo mês de 2013. A segunda maior alta ficou por conta das indústrias (7,13%), seguida por aquelas que pertencem ao comércio (6,51%) e também pelas empresas que formam o ramo da agricultura (2,09%). O setor do comércio concentra sozinho quase a metade (49,50%) do total de empresas que devem a outras empresas jurídicas. Dentre os setores credores, ou seja, aqueles que deixaram de receber os valores que lhes são devidos, o segmento de serviços, que engloba bancos e financeiras além de outros segmentos, é quem mais se destaca, concentrando 71,39% de todas as dívidas.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a significativa participação do comércio dentre as empresas inadimplentes se deve ao seu crescente papel na cadeia de consumo. “Como muitas empresas do comércio desempenham funções não só frente ao consumidor final, mas também intermediam outras relações de negócio como atacadistas exercendo o papel de distribuidoras, o segmento ganha importante participação na economia e responde também pela maior parte da inadimplência”, explica a economista.

Crescimento mais intenso na região Sudeste

O maior crescimento no número de empresas inadimplentes foi registrado pelo Sudeste, onde a quantidade de devedores cresceu 7,62%, seguido pelo Nordeste, cuja alta anual foi de 7,28%. A alta menos expressiva ficou por conta do Sul, cuja variação apresentada no período foi de 3,85%. As regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram crescimento de 5,31% e 4,70%, respectivamente, na quantidade de empresas que não honraram compromissos financeiros. O Sudeste é a região que concentra a maior parte das pessoas jurídicas inadimplentes (43,80%), seguido pelo Nordeste (19,20%) e pelo Sul (17,15%).
Na avaliação dos economistas do SPC Brasil, a dificuldade dos empresários em manter em dia os compromissos financeiros está diretamente relacionada ao cenário econômico de baixo crescimento e de inflação e juros em patamares elevados. “A baixa confiança do consumidor, que também atua sobre a confiança dos empresários, influenciou ao longo de todo o ano de 2014 a deterioração da capacidade de pagamento das empresas”, explica a economista.

Fonte: SPC Brasil

26 DE JANEIRO

Consumidores estimam, em janeiro, inflação de 7,2% em 2015, diz FGV

A expectativa de inflação dos consumidores brasileiros para 2015 recuou em janeiro, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador que indica a estimativa de inflação recuou de 7,4% em dezembro para 7,2% no primeiro mês do ano. O valor é superior ao teto da meta de inflação do Banco Central, de 6,5%.

No ano passado, a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou em alta de 6,41%, a maior desde 2011.

Apesar da queda, este é o 13º mês consecutivo em que a inflação mediana prevista pelos brasileiros para os 12 meses seguintes mantém-se no intervalo entre 7,2% e 7,5%, o patamar mais elevado desde o início da pesquisa. Em médias móveis trimestrais, o indicador seguiu a trajetória dos dados pontuais, ao passar de 7,5% para 7,4% entre dezembro e janeiro.

“O índice parece indicar que, apesar do aumento de diversos preços nesse início de ano (principalmente administrados), as famílias estão acreditando em um maior compromisso com controle dos preços e consequentemente, ajustando suas expectativas com relação à inflação. Essa análise é ainda preliminar, mas o resultado sinaliza que devemos acompanhar esse indicador com mais atenção”, afirma o economista Pedro Costa Ferreira, da FGV/Ibre, em nota.

Fonte: CNDL

23 DE JANEIRO

Dúvidas ainda rondam emissão da Nota Fiscal Eletrônica

A implantação da nota fiscal eletrônica completa dez anos em 2015, mas os micro, pequenos e médios empreendedores ainda reclamam sobre a falta de informação sobre o processo de emissão, as etapas a serem cumpridas e quem está autorizado a emitir este tipo de nota fiscal. De acordo com as normas implementadas pelo Sistema Integrado Nacional de Informações Econômico Fiscais (Sinief), de julho de 2005, toda empresa precisa emitir o documento, através de um programa específico que é disponibilizado pelo fisco estadual.

“A Nota Fiscal Eletrônica, ou NF-e, como também é conhecida, otimiza os processos, trazendo maior eficiência e racionalidade, além de proporcionar maior organização à questão fiscal das empresas”, afirma Sonia Regina Izzo, consultora da IOB Sage. “Há mais praticidade, segurança e redução de custos”, destaca.

A Nota Fiscal Eletrônica, mais eficiente que a antiga de papel, é um documento emitido e transmitido eletronicamente. Assim, todos os processos relativos à nota de papel podem ser extintos da empresa. Em processo simplificado, todas as informações da nota são armazenadas no computador ou até mesmo em nuvem, o que reduz ainda mais a probabilidade de alguma perda de dados.

“Cada estado tem um sistema para gerar a Nota Fiscal Eletrônica. Os sistemas têm sido modernizados ao longo dos anos e, hoje, funcionamcomo se fossem sistemas operacionais de cálculo de impostos. Isso facilita muito para a empresa e para quem adquire algum produto ou serviço. Tudo é feito em tempo real e vai diretamente para o banco de dados dos fiscos estaduais”, explica Wellington Mota, diretor tributário da Confirp Consultoria Contábil.

Atualmente, a legislação nacional permite que a NF-e substitua apenas a chamada nota fiscal modelo 1 / 1A, que é utilizada, em regra, para documentar transações comerciais com mercadorias entre pessoas jurídicas. Vale destacar que a Nota Fiscal Eletrônica não se destina a substituir os outros modelos de documentos fiscais existentes na legislação como, por exemplo, a Nota Fiscal a Consumidor (modelo 2) ou o Cupom Fiscal, de emissão obrigatória.

“A nota eletrônica substitui a Nota Fiscal Modelo 1 e 1-A em todas as hipóteses previstas na legislação em que esses documentos possam ser utilizados. Isso inclui, por exemplo, a Nota Fiscal de Entrada, operações de importação, operações de exportação, operações interestaduais ou ainda operações de simples remessa”, destaca a consultora da IOB Sage Sonia Izzo, que alerta ainda que a nesses casos a nota em papel não tem validade.

Como aderir ao sistema

As empresas interessadas em emitir NF-e devem solicitar seu credenciamento como emissoras do documento na Secretaria da Fazenda em que possua estabelecimentos. Como lembra o consultor, o credenciamento em um estado não habilita a empresa perante os demais, o que leva muitas empresas a cometerem erros. Sendo assim, a empresa deve solicitar credenciamento em todos os estados em que possuir negócios e nos quais tenha que emitir notas fiscais.

Além disso, a empresa precisa possuir certificação digital do tipo A1 (arquivo digital armazenado no computador) ou A3 (dispositivo físico do tipo smart card ou do tipo token), que contenha o CNPJ de qualquer estabelecimento do contribuinte. Além disso, um passo importante e que deve ser prioridade é a empresa adaptar o seu sistema de faturamento para emitir a NF-e ou utilizar o “Emissor de NF-e” desenvolvido pela Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo, para empresas de pequeno e médio porte.

“Quem deixar de fazer a nota já cria contingências com o fisco. Vale destacar que a Nota Fiscal Eletrônica é obrigatória e não facultativa. É preciso que o empreendedor fique atento para implementar imediatamente o documento quando abrir um negócio”, alerta Mota.

Cada estado possui uma norma específica que regula a emissão da Nota Fiscal Eletrônica e, sendo assim, o contribuinte precisa ficar atento a cada especificidade. Para saber se há a obrigatoriedade da emissão, cada empreendedor deve consultar a norma interna dos fiscos estaduais disponíveis na internet. A pesquisa, lembra os consultores, deve ser feita através do código de Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).

Fonte: Fenacon

22 DE JANEIRO

Quatro em cada dez consumidores não se consideram organizados financeiramente

Uma pesquisa nacional realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal de educação financeira ‘Meu Bolso Feliz’ revela que a falta de disciplina é o principal empecilho para um planejamento adequado do orçamento pessoal. Segundo o estudo, quatro em cada dez consumidores (37%) não se consideram pessoas organizadas financeiramente e 69% dos entrevistados admitem sentir algum tipo de dificuldade para realizar o controle de suas receitas, despesas e investimentos.

Embora seis em cada dez consumidores (59%) tenham afirmado que realizam algum controle sistemático de seu orçamento pessoal – seja com a ajuda de planilhas (32%), caderno de anotações (23%) ou por meio de aplicativos digitais (4%) – apenas 16% dos entrevistados reconhecem fazer o registro das informações diariamente, prática que garante maior efetividade no planejamento. O percentual é um pouco maior entre os homens (19%), entre as pessoas de 25 a 34 anos (21%), com ensino superior (21%) e pertencentes às classes A e B (23%).

Consumo sem planejamento

Disciplina para registrar os ganhos e gastos com regularidade (32%), lembrar-se dos gastos em dinheiro e que, portanto, não constam no extrato bancário (16%), falta de tempo (8%), preguiça (4%), não saber como fazer ou por onde começar (4%) e considerar a tarefa chata ou desimportante (4%) são as principais dificuldades mencionadas pelos brasileiros ouvidos pela pesquisa. Desse modo, o estudo conclui que para 64% dos entrevistados o controle orçamentário não é considerado uma prioridade em suas vidas. Há ainda aqueles que afirmam gerenciar seus recursos financeiros apenas “de cabeça”, representando mais de um quarto (26%) da amostra.

“A pesquisa comprova que a administração eficiente do orçamento pessoal não é muito usual entre os brasileiros. Há uma parcela significativa de entrevistados que não faz um controle sistemático de seus rendimentos e muitos dos que dizem fazer, quando argumentados da forma mais profunda sobre métodos adotados, caem em contradição ou o fazem com uma frequência bastante aquém da adequada. Segundo o levantamento, seis em cada dez consumidores não se sentem totalmente seguros para gerenciar os próprios recursos”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Para o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz, José Vignoli, a disciplina é parte fundamental para uma vida financeira saudável. “Somente com um pouco de esforço e vontade de manter uma vida financeira equilibrada é que se adquire este hábito. Não importa a ferramenta utilizada para anotar os gastos, importa que o método seja organizado. Algumas pessoas têm facilidade com planilhas ou aplicativos, mas outras não. O fundamental é sempre registrar tudo o que se ganha e se gasta e jamais confiar na memória porque ela falha”, aconselha.

Conhecimento e experiências

O estudo perguntou aos entrevistados quais são os atributos mais importantes para definir uma vida financeira saudável, aplicando notas numa escala que varia de zero a 10. Itens relacionados ao consumo, como a pesquisa de preços (nota média de 8,6 atribuída pelos entrevistados) e o ato de pechinchar (7,8) foram os que tiveram maior reconhecimento de importância. Por outro lado, ações que poderiam trazer resultados mais eficazes, como economizar todos os meses (7,0) e fazer o controle do orçamento (7,0) anotando todos os gastos, tiveram importância menor atribuída pelos pesquisados. “Os entrevistados valorizam atitudes financeiras conscientes, como pesquisar preços, anotar os gastos e pedir descontos. No entanto, o discurso dos consumidores não correspondente fielmente à prática, uma vez que essas atitudes acabam sendo adotadas com menor frequência do que deveriam”, afirma a economista.

Exemplo disso é que quase a metade (48%) dos entrevistados afirma não contar com uma reserva financeira para lidar com os gastos extras que surgem no início do ano, como presentes de Natal, impostos, material escolar, entre outros.

A pesquisa traz ainda revelações a respeito das fontes de conhecimento mais comuns por meio das quais os consumidores adquirem informações sobre dinheiro e finanças. O conhecimento informal, em conversas com familiares e amigos (48%) e a influência de noticiários, jornais, revistas e da imprensa, de modo geral (46%) são as fontes mais utilizadas. Outros 33% disseram navegar em sites e blogs especializados em busca de dicas e melhores práticas.

“Na média, o consumidor sabe pouco sobre como conduzir seu orçamento pessoal. Assim, ele tem pouco a contribuir, no sentido de ajudar os outros consumidores a conhecer e aplicar práticas saudáveis para a vida financeira. Pelo alcance que possuem e pela linguagem didática para o grande público, os veículos de comunicação ganham importância nesse processo”, observa a economista do SPC Brasil.

Dentre os consumidores organizados, o aprendizado com experiências difíceis em relação ao dinheiro desponta como a principal razão na mudança de comportamento (42%).

Comportamento de risco

Dois em cada dez (17%) consumidores chegam ao fim do mês sem conseguir pagar as contas em dia. Outros 22% até conseguem honrar com seus compromissos financeiros, mas ficam no zero a zero, ou seja, não sobra nenhum centavo para poupança ou investimento. E, finalmente, 61% dos entrevistados conseguem pagar as contas em dia e guardar alguma quantia para gastos futuro.

Quando falta dinheiro no orçamento para fechar as contas do mês, as estratégias mais utilizadas pelos entrevistados são usar o limite do cartão de crédito para completar as despesas (19%), pedir dinheiro emprestado para amigos ou familiares (17%), utilizar o limite do cheque especial (13%), fazer empréstimos junto a bancos e financeiras (13%) e gastar parte das reservas financeiras que possui (10%). O levantamento aponta ainda que dentre aqueles que precisam utilizar o cartão de crédito para pagar as contas e gastos imprevistos por não conseguirem fechar as contas do mês, 39% o fazem todos os meses.

Ao analisar hábitos de consumo, o estudo mostra outro dado que acende o sinal de alerta: 35% dos consumidores têm o costume de adquirir produtos sem avaliar a sua condição financeira. Na avaliação dos especialistas do SPC Brasil, a constatação é reflexo da preferência que o consumidor brasileiro tem por parcelar suas compras sem se preocupar com as consequências que esses compromissos podem ocasionar no futuro. Ao enfrentar alguma dificuldade financeira, 48% das pessoas ouvidas afirma que conseguiria manter o mesmo padrão de vida por no máximo seis meses, sendo que 14% não chegariam nem a um mês.

“O uso do crédito para complementar a renda mensal é uma atitude muito arriscada porque faz o consumidor gastar um dinheiro que ele não possui. A taxa média cobrada em operações com cartão de crédito gira em torno de 300% ao ano no Brasil. É uma das maiores do mundo”, afirma o educador financeiro, José Vignoli.

Metodologia

Realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal de educação financeira ‘Meu Bolso Feliz’, o estudo buscou identificar como o consumidor brasileiro se relaciona com suas finanças nos aspectos ligados ao orçamento pessoal, consumo e conhecimentos financeiros. Além de mapear os fatores que influenciam uma vida financeira saudável e as dificuldades que os consumidores enfrentam no dia a dia quando o assunto é dinheiro.

Foram ouvidos 662 consumidores acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro é de 3,7 pontos percentuais com margem de confiança de 95%.

Fonte: SPC Brasil

21 DE JANEIRO

Varejo deverá ter aumento de preços e diminuição das vendas

Dirigentes de entidades do varejo alertam: o pacote de medidas anunciado na segunda-feira pelo Ministério da Fazenda deverá afetar negativamente a saúde financeira do setor. Preços elevados nas prateleiras, menor procura por crédito e queda nas vendas são algumas das possíveis (e já esperadas) consequências dos aumentos de impostos. O argumento da equipe econômica do governo de arrecadar R$ 20,6 bilhões com as alterações – dando fôlego aos cofres públicos – não convence os lojistas de que este é o melhor caminho.

“Essas medidas tendem a tornar o crédito ao consumidor mais caro. Além disso, encarecerão fretes e influenciarão em uma menor competitividade dos produtos importados, tirando ainda a possibilidade dos lojistas de reduzirem custos de produtos internos”, dispara o presidente da Associação Gaúcha para o Desenvolvimento do Varejo (AGV), Vilson Noer. Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL-POA), Gustavo Schifino, o setor varejista está “decepcionado” com a notícia. “Havia um compromisso de campanha de que isso não aconteceria. Uma das questões que mais preocupam é que, com todos estes aumentos, haverá impacto imediato no consumo.”

De acordo com a estimativa da CDL-POA, o avanço de 9,25% para 11,75% nas alíquotas de PIS e Cofins nas importações deve gerar – de saída – um incremento de 4% a 5% nos preços fixados nas prateleiras do comércio. “Isso deixa o Rio Grande do Sul em uma situação difícil em relação aos importados, piorando um cenário que já não era bom.” Schifino admite que o acréscimo em torno de 5% nos preços das mercadorias não só terá impacto de redução de vendas – já calculado em torno de 10% – mas também de oferta destes produtos.

O crédito ao consumidor, que seria uma alavanca para vendas, em tempos de massa salarial “não crescente”, será ainda mais reprimido, aponta o presidente da CDL-POA. “Com menos recursos, haverá menos dinheiro circulando no comércio, e isso deve afetar também o emprego. Certamente, haverá contenção nas contratações.”

A questão do crédito é complexa e complicada em função dos aumentos que já vinham acontecendo nas taxas de juros, completa Noer. O aumento de 1,5% para 3% ao ano da alíquota de IOF para pessoas físicas sobre operações do gênero é visto pela AGV como um complicador para os financiamentos futuros. “Se já está difícil, com os bancos encarecendo taxas de juros nos empréstimos (em vista do endividamento das famílias), vai piorar, prejudicando também o consumidor.”

O orçamento familiar será o mais pressionado, concorda o consultor empresarial Vinicius Piazzeta, presidente da Pactum. “As pessoas vão ter que escolher entre comprar produtos no supermercado ou ir ao cinema, por exemplo, pois haverá menos dinheiro. A família terá que revisar seu orçamento”, alerta o especialista, advertindo que tudo que é produzido no País ficará mais caro. “Além do pacote de aumento de tributos, ainda há a questão da Lei N º 12.973 de 2014 (inclusão do ICMS no PIS e Cofins), que vai impactar no preço de produtos e serviços produzidos internamente. “Além disso, muitos insumos da indústria tem que ser importados, encarecendo tudo, inclusive o que é produzido aqui”, ressalta.

“Dobrando a alíquota do IOF, se encarece o crédito, o dinheiro fica mais caro, e os critérios de liberação de empréstimos mais rígidos. A consequência é menos capital circulando na economia”, conclui o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado (FCDL-RS), Vitor Augusto Koch. “Em resumo, este conjunto de medidas vai refletir em inflação mais alta e empobrecimento das famílias, o que é lamentável.”

Fonte: Varejista

20 DE JANEIRO

Governo sobe IOF sobre crédito, tributos na importação e combustíveis

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou nesta segunda-feira (19) aumento de tributos sobre combustíveis, sobre produtos importados e, também, sobre operações de crédito. A expectativa da equipe econômica é arrecadar R$ 20,6 bilhões neste ano com as alterações.

Essas medidas tendem a tornar o crédito ao consumidor mais caro e, caso a Petrobras não reduza o preço que cobra das distribuidoras, a gasolina e o diesel vão subir.

Segundo Levy, as medidas fazem parte do esforço do governo para ajustar as contas públicas “com o menor sacrifício possível”. “As medidas têm por objetivo aumentar a confiança da economia, a disposição das pessoas e dos investidores em tomarem risco, e dos empresários em começarem a tentar novas coisas”, explicou o ministro, acrescentando que elas tendem a baixar a curva de juros de longo prazo.

Desde que foi anunciada a nova equipe econômica, no fim de novembro, o governo vem anunciando medidas para ajustar as contas públicas, que tiveram forte deterioração em 2014 – ano em que a arrecadação registrou comportamento fraco, devido às desonerações e ao baixo ritmo de crescimento da economia, e no qual os gastos públicos continuaram a avançar.

Veja as medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda:

Crédito

Levy anunciou que haverá alta no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide sobre as operações de crédito para o consumidor. A alíquota passará de 1,5% para 3% ao ano (o equivalente à alta de 0,0041% para 0,0082% por dia). Esse valor será cobrado além dos 0,38% que incidem na abertura das operações de crédito. Com essa medida, o governo espera arrecadar R$ 7,38 bilhões neste ano.

Combustíveis

De acordo com o ministro da Fazenda, estão sendo elevados o PIS, a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre os combustíveis.
Segundo ele, o impacto será de R$ 0,22 para a gasolina e de R$ 0,15 para o diesel. O PIS e a Cofins terão alta imediata, mas o aumento da Cide só terá validade daqui a 90 dias. A expectativa do governo é arrecadar R$ 12,18 bilhões com esta medida em 2015.
“Daqui a três meses [quando começar a valer o aumento da Cide], temos intenção de reduzir o PIS e a Cofins”, declarou ele. Questionado sobre qual será o impacto no preço dos produtos para o consumidor, o ministro informou que “isso vai depender da evolução do mercado e da politica de preços da Petrobras”.

Importações

as importações, o ministro informou que está elevando o PIS e a Cofins. As alíquotas avançarão de 9,25% para 11,75%. O objetivo, segundo Levy, é compensar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que excluiu o ICMS das importações. “A gente ajusta a alíquota para que não se prejudique a produção doméstica. Correção da própria economia”, declarou. A expectativa é arrecadar R$ 694 milhões neste ano. A incidência começa em maio e a arrecadação em junho.

Cosméticos

Um decreto presidencial vai equiparar o setor atacadista e o industrial no Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre cosméticos. A medida, informou Levy, não implica em aumento da alíquota e apenas “equaliza” a tributação ao longo da cadeia de produção e distribuição desse setor. Mesmo assim, o governo espera arrecadar R$ 381 milhões com a medida neste ano e R$ 653 milhões em 2016. As alterações entram em vigor em maio e a arrecadação passa a acontecer a partir de junho.

Fonte: G1

19 DE JANEIRO

Comércio vai perder R$ 29,7 bi com feriados

Na contramão da expectativa dos muitos brasileiros que vibram com os feriados em dias úteis ao longo de 2015, os lojistas temem amargar mais um ano de vendas fracas com o esvaziamento nas datas comemorativas. Serão nada menos que 11 feriados nacionais em dias úteis, contra sete no ano passado.

A Confederação Brasileira do Comércio de Bens, Consumo e Turismo (CNC) calcula que o varejo deixará de movimentar R$ 29,7 bilhões nesse período.Diante da necessidade de arrecadar, a redução na atividade econômica fará falta aos cofres públicos e, na opinião de especialistas, pode empurrar o país mais rapidamente para uma recessão.

O cenário é tão desfavorável que há quem compare ao período de Copa do Mundo, quando o Brasil parou para ver os jogos. “Devemos ter, em junho e julho, meses de melhores vendas em comparação ao ano anterior, mas isso não exclui a perspectiva de que teremos um impacto negativo no ano”, disse a economista-chefe do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Marcela Kawauti.

“A cada feriado nacional, a lucratividade é corroída em 9,2%, ou R$ 2,7 bilhões em comparação a um dia comum”, explicou Fábio Bentes, economista-sênior da entidade. E a conta pode ser ainda maior. A Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) estima que, somente no varejo carioca, deixem de circular R$ 974 milhões por dia improdutivo. “Apesar de o turismo ser aquecido nos feriados, há, sim, perdas para o comércio. E não são apenas os feriados que geram impacto, mas os pontos facultativos também”, afirmou Christian Travassos, economista da Fecomércio.

Além das datas nacionais, as locais engordam os prejuízos ao setor. No caso do Distrito Federal, o Dia do Evangélico, celebrado em 30 de novembro, cairá em uma segunda-feira, o que pode ser um incentivo para que muitos brasilienses emendem com a sexta e o fim de semana anterior à data. “A maioria dos feriados cairá na segunda, terça ou sexta-feira, o que prolonga os fins de semana, possibilitando que muita gente viaje, esvaziando as cidades”, prevê o presidente do Sindicato do Comércio Varejista do DF, Edson de Castro.

Como muitas lojas fecham durante o carnaval, desaquecendo assim o comércio ao longo dos dias de festa, Castro espera para 2015, entre feriados e dias “enforcados”, um total de 43 dias em que milhares de brasileiros deixarão de trabalhar. “Teremos nesses dias uma paralisação total ou parcial da atividade econômica, o que provocará queda nas vendas e até desemprego”, avaliou.

Arrocho

Não existem muitas opções para os empresários: ou fecham as portas e ficam sem lucro no dia inativo ou abrem e correm o risco de pagar horas extras e fazer menos vendas. “O prejuízo que o feriado causa para cada comerciante, de forma individual, varia muito. Mas, independentemente de o comércio estar instalado em rua ou shopping, o dano é grande”, acrescentou Fabio Bentes, da CNC.

O custo trabalhista para o empresário que abrir o comércio em feriados é elevado. Segundo números da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio-SP), em um dia, o acréscimo à folha de pagamento com os gastos adicionais é de 137%, sendo 100% devidos ao valor da hora paga e 37% de encargos diretos. “Se todas as empresas abrissem as portas, o comércio teria um custo adicional de R$ 6 bilhões”, afirmou Fábio Pina, assessor econômico da entidade.

Vida mansa

Ano será de muitos dias parados. Comerciantes reclamam. Veja a lista

Meses Dias Feriados

Janeiro 1º, quinta Dia da Confraternização Universal

Fevereiro 17, terça Carnaval

Abril 3, sexta Paixão de Cristo 21, terça Aniversário de Brasília e Tiradentes

Maio 1º, sexta Dia do Trabalho

Junho 4, quinta Corpus Christi

Setembro 7, segunda Independência do Brasil

Outubro 12, segunda Nossa Senhora Aparecida 28, quarta Dia do Servidor Público

Novembro 2, segunda Finados 15, domingo Proclamação da República 30, segunda Dia do Evangélico

Dezembro 25, sexta Natal

Fonte: CNDL