Arquivo mensais:fevereiro 2015

27 DE FEVEREIRO

Cresce o número de famílias com dívidas em fevereiro de 2015

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que em fevereiro o percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguros alcançou 57,8% em fevereiro de 2015, o que representa uma alta em relação aos 57,5% observados em janeiro de 2015, mas uma queda em relação aos 62,7% de fevereiro de 2014.

Apesar da alta do percentual de famílias endividadas, o índice de famílias com dívidas ou contas em atraso diminuiu na comparação mensal – de 17,8% para 17,5% do total. Também houve queda no percentual de famílias inadimplentes em relação a fevereiro de 2014, quando esse indicador alcançou 19,7% do total. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes ficou estável na comparação mensal, aumentando, contudo, em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando 6,4% em fevereiro de 2015, ante 5,9% em fevereiro de 2014.

“Fatores sazonais relacionados ao maior comprometimento de renda das famílias com gastos extras de início de ano ajudam a explicar essa alta mensal. Na comparação anual, entretanto, manteve-se a tendência de queda. A maior cautela do consumidor em relação ao consumo, além das taxas de juros mais elevadas, levou à redução não apenas do endividamento, mas também dos indicadores de inadimplência”, explica Marianne Hanson, economista da CNC. Segundo ela, a diminuição do número de famílias com contas ou dívidas, tanto na comparação mensal quanto em relação ao mesmo período do ano anterior, reflete a moderação do crescimento do crédito para as famí lias e o perfil mais favorável de endividamento, concentrando-se em modalidades de risco mais baixo e prazos mais longos, o que melhorou a percepção das famílias em relação ao seu endividamento e manteve a inadimplência em patamares baixos.

O estudo ainda mostra que houve melhora também na percepção das famílias em relação ao seu endividamento, com recuo na proporção daquelas que se declararam muito endividadas, que alcançou, este mês, o menor patamar da série histórica da pesquisa, iniciada em janeiro de 2010.

Fonte: Jornal do Brasil

26 DE FEVEREIRO

Novos tempos para as vitrines

Uma velha conhecida dos lojistas está se reinventando para continuar mantendo o seu lugar de destaque no comércio e entre os consumidores.

A vitrine (ou vitrina) é o principal chamariz de clientes que passam todos os dias pelos milhares de estabelecimentos comerciais espalhados pelo Brasil, mas também precisa acompanhar a evolução das transações de compra e venda do mundo moderno.
Com consumidores cada vez mais exigentes, que pesquisam preço, comparam a concorrência e buscam informações sobre produtos, os comerciantes devem levar em conta novas formas de atração e retração de clientes – e a vitrine faz parte do pacote. “A loja que expõe seus produtos de forma ordenada, limpa, atraente e com a comunicação adequada passa a ter vantagens em relação às demais, chamando mais a atenção dos seus clientes”, afirma Fátima Lourenço, especialista em Visual Merchandising e Vitrinismo e coautora do livro Vitrina -Veículo de comunicação e venda, publicado pela editora Senac São Paulo.

Segundo Fátima, os consumidores procuram nas lojas muito mais do que mercadorias: buscam um tratamento personalizado. “(Os clientes) procuram ser valorizados no ambiente comercial, assim também como no tratamento recebido, porque hoje os consumidores dão importância à experiência de compra. As pessoas estão cada vez mais bem informadas e, portanto, exigentes, tendo em vista a diversidade de ofertas, produtos e serviços oferecidos pelo comércio”, explicou a especialista.

Para integrar a vitrine a esse modelo mercadológico, é preciso modificar a forma como ela é pensada, considerando-se não somente a vitrine tradicional, mas a loja em geral. “Por meio de estudos, constatou-se que a vitrine é responsável por 70% das vendas de um estabelecimento. Ela estimula a compra, exibe a mercadoria, estabelece a identificação entre os seus valores e os do consumidor, informa e possibilita o conhecimento e o reconhecimento do produto”, diz Renata Pedron, professora do Senac Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.

É cada vez mais frequente a procura por cursos profissionalizantes por parte de lojistas, gerentes e outros profissionais que querem se aprofundar na criação de vitrines. O Senac é referência na oferta de cursos relacionados a Vitrinismo e Visual Merchandising em oito estados brasileiros – sejam cursos de curta duração ou módulos integrantes de outras áreas, como Moda e Design de Interiores. De janeiro a agosto de 2014, quase 500 alunos se inscreveram em cursos de curta duração em todo o Brasil. “Há uma procura maior a cada ano, e isso é muito bom. Acredito que os lojistas e empresários estão percebendo a diferença desse profissional em seu estabelecimento”, completou Renata.

Com o alinhamento entre a percepção do consumidor e a mensagem a ser transmitida pelo estabelecimento, as vitrines devem continuar com seu espaço garantido no comércio brasileiro. “Uma boa vitrina exige técnica, dinamismo, intenção e principalmente atenção ao atendimento da finalidade comercial. O segredo dessa atratividade está na capacidade de manter viva a novidade da imagem, quer na questão institucional, quer nas questões estética, cultural e artística”, conclui Fátima Lourenço.

Novas tendências

Com novos consumidores, vieram novas formas de chamar a atenção. As tendências atuais incluem materiais recicláveis, reaproveitamento e criatividade. “Muitos lojistas estão recorrendo a materiais sustentáveis para a elaboração de suas vitrines, como, por exemplo, galhos de árvores, cadeiras e mesas antigas, caixas de frutas reutilizadas, revistas, escadas de madeira (com pinturas diversas e formas diferentes de utilizá-la, como, por exemplo, para expor sapatos e pendurar cabides), pallets, entre outros”, afirmou a professora Renata Pedron. Pensar em utilizar os outros sentidos além da visão (olfato, paladar, tato e audição) também é uma tendência e uma forma de manter o mercado mais competitivo.

“O espaço expositivo deve não somente ‘mostrar’ o produto, mas também ‘informar’, de maneira direta, clara e objetiva, o conceito, a marca, a qualidade e o preço, com uma mensagem agregada a esse produto”, reforça Fátima Lourenço. “É importante, também, que a exposição seja valorizada com recursos promocionais, criando-se uma atmosfera adequada, pois a produção torna a apresentação mais encantadora e, consequentemente, atraente”, finaliza a especialista.

Para quem deseja seguir nessa carreira, Renata explica que o profissional precisa conhecer suas funções e as técnicas das vitrines, entender sobre o comportamento de consumidor, conhecer as Leis (a precificação é obrigatória em todos os produtos que estão na vitrine, por exemplo), entre outros atributos. “Os conhecimentos que o aluno adquire em um curso de vitrinismo incluem noções de marketing e merchandising, passando à evolução e à história da vitrine. Ele também aprende sobre iluminação, funções e tipos de vitrina e técnicas de exposição, trabalhando dentro das proporções e regras de composição”, informa Renata.

Fonte: CNC

25 DE FEVEREIRO

Setor de serviços cresceu 6% em 2014, diz IBGE

A maior taxa de crescimento veio de serviços prestados às famílias, com alta de 9,2% – abaixo da taxa de 10,2% de 2013.

O setor de serviços encerrou 2014 com crescimento de 6%, segundo dados divulgados sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a menor taxa anual da série do indicador, que tem início em janeiro de 2012. Em 2013, a expansão foi de 8,5%.

A maior taxa de crescimento veio de serviços prestados às famílias, com alta de 9,2% – abaixo da taxa de 10,2% de 2013. Nesse segmento, serviços de alojamento e alimentação cresceram 9,5%, e outros serviços prestados às famílias tiveram alta de 7,1%.

Já as menores taxas vieram de serviços de informação e comunicação, com crescimento de 3,4% em relação ao ano anterior. Dentro desse segmento, serviços de tecnologia da informação cresceram 2,9%, e serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias, 6,3%.

Serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 8,5% em 2014, e foram o único grupo a registrar taxa maior que a registrada em 2013, quando ficou em 8,1%. Já o segmento de outros serviços acumulou alta de 6,8%, enquanto o de transportes cresceu 6,4%.

Fonte: CNDL

24 DE FEVEREIRO

Inovação no Varejo: é possível?

Frente aos desafios de fazer negócios no Brasil, como logística e transportes, cargas tributárias, ambiente regulatório, dentre outros, o Varejo brasileiro se mostra muito criativo e inovador.

Para chamar a atenção do cliente, atualmente, ocorre uma nova onda de inovação em diversos segmentos associada a dois fatores fundamentais: a rápida evolução tecnológica e a transformação do perfil do consumidor. Por isso, os varejistas estão explorando essas realidades para criar vantagens e oferecer novas experiências que encantem seus consumidores.

Gabriel Brigidi, especialista em inovação que atua com Desenvolvimento de Negócios na ThoughtWorks Brasil, explica que no Brasil, os líderes estão cada vez mais se familiarizando com esses novos paradigmas e buscando alternativas para inovar na experiência do consumidor. Há, contudo, muitas empresas cujo principal desafio ainda é eficiência e produtividade interna do negócio. De maneira geral, varejistas que quiserem liderar a inovação no Brasil devem abraçar as oportunidades e enfrentar os desafios que delas decorrem.

“Um dos principais desafios para a inovação é a mudança do modelo mental. Para se tornar inovador neste mercado, as soluções e abordagens precisam mudar”, diz o especialista. “Muitos varejistas se dizem inovadores, porém, ainda tendem a preservar sistemas legados complexos, usar soluções de prateleira em áreas de grande potencial de diferenciação competitiva, manter estruturas organizacionais em silos, executar projetos de maneira tradicional, e isso impõe barreiras à inovação e à criação de experiências realmente diferenciadas entre consumidor e marca”, completa.

O novo consumidor quer ser engajado por um propósito, ser tratado de forma personalizada, e ter uma experiência de compra agradável e diferenciada. Quer ser protagonista de seu consumo. “Um exemplo deste tipo de engajamento é da Domino’s Pizza, na Austrália. Com um conceito de “crie uma pizza e recebe um pedaço do lucro”, o Pizza Mogul permite aos consumidores criarem a sua receita e a disponibilizarem para venda no menu da Domino’s. A cada pizza vendida, o cliente ganha uma moeda virtual (Mogul Dough), que pode ser trocada por dinheiro, usado em novas compras ou doada para instituições de caridade”, conta Brigidi. Este exemplo traz um novo modelo de negócios com um propósito superior, que permite um relacionamento muito diferenciado com a marca.

Inovação de verdade significa sair da zona de conforto. Envolve mudanças de paradigma, transformações estruturais. E é para este caminho que o Varejo se direciona. Brigidi acredita que o futuro pertence àquelas empresas que conseguirem continuamente ser criativas e reinventar seu negócio, descobrindo e explorando as oportunidades emergentes. “Veremos varejistas corajosos sendo pioneiros, enquanto outros hesitarão e ficarão para trás. Sabemos, contudo, que coragem o Varejo brasileiro tem de sobra. A grande questão é: em que capítulo da história cada empresa deseja estar?”, questiona o especialista.

Fonte: Decision Report

23 DE FEVEREIRO

Receita de Serviços cresceu menos que inflação em 2014

A receita bruta do setor de serviços cresceu 6,0% em 2014, segundo os últimos dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (20) pelo IBGE. O resultado do ano passado foi o pior desde o início da pesquisa, ficando atrás das variações verificadas em 2012 (+10,0%) e 2013 (+8,5%).

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os dados nominais de 2014 deflacionados pela inflação dos serviços apurada pelo IPCA (+8,3%) apontam para uma variação real de -2,5% da receita com a prestação de serviços no mesmo período, primeiro resultado anual negativo desde o início da pesquisa. Em 2012 e 2013, a receita real do setor variou 1,3% e 0,0%, respectivamente.

Na comparação com o mês de dezembro de 2013, a alta de 4,2% representou uma aceleração ante o fraco desempenho verificado no comparativo novembro de 2014/novembro de 2013 (+3,7%). Contudo, o resultado do último mês do ano passado manteve a tendência de desaceleração acentuada a partir do segundo trimestre de 2014. Descontada a inflação setorial, os serviços registraram queda real de receita pelo décimo mês consecutivo (-4,1%).

“Além de não contar com um deflator específico para a obtenção de um índice de volume dos serviços, a PMS ainda não conta com ajuste sazonal nos dados mensais”, explica Fabio Bentes, economista da CNC. Educação, saúde e serviços financeiros não integram a coleta mensal da PMS. Ainda assim, o indicador mensal do IBGE cobre aproximadamente 36,5% do valor adicionado bruto gerado no País e mais de 1/3 do pessoal ocupado no mercado de trabalho.

Fonte: Jornal do Brasil

20 DE FEVEREIRO

Presidente Dilma vai lançar projeto que facilita fechamento de empresas

Para reverter queda de popularidade, governo quer lançar, nos próximos dias, medidas que facilitem as atividades de micro e pequenas empresas e dos empreendedores individuais.

Medidas de desburocratização em benefício de pequenos negócios deverão ser anunciadas na próxima semana pela presidente Dilma Rousseff. Também é estudada a possibilidade da edição de uma medida provisória definindo em 6,5% o reajuste da tabela do imposto de renda.

O esforço do Planalto objetiva reverter a popularidade em baixa do governo e à iminente divulgação da lista de parlamentares e outras autoridades que serão investigados na Operação Lava Jato.

Ainda nesta semana, a presidente vai analisar proposta que cria faixas de transição para empresas saírem gradativamente do Supersimples, sistema fiscal que reduz a carga tributária em até 40%. É o projeto Crescer Sem Medo do ministro Guilherme Afif Domingos.

No caso da desburocratização, trata-se de para facilitar o fechamento de empresas no Brasil, considerado como um dos piores países do mundo em ambiente de negócios no Relatório Doing Business (Fazendo Negócios), do Banco Mundial.

Por meio de um programa de computador, o empresário poderá fazer isso pela internet em três minutos. Há 1,2 milhão de empresas inativas que não foram fechadas pelo do excesso de burocracia.

As medidas foram preparadas pelo ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), Guilherme Afif Domingos, e devem ser anuncias pela própria presidente. O evento deverá acontecer na próxima na quinta-feira no Palácio do Planalto.

Sem impacto para o caixa do Tesouro, a medida vai facilitar a vida de quem precisa encerrar o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) de seu próprio negócio, ação que leva hoje ao menos 130 dias em algumas cidades brasileiras. Por meio de um programa de computador, o empresário poderá fazer isso pela internet em três minutos.

“Essa é uma agenda positiva e real para provar que quando a gente se dedica a um projeto com afinco é possível concretizá-lo”, afirmou Afif.

Na ocasião, serão apresentados dados sobre os efeitos favoráveis para fortalecer a economia. Em Brasília, já é possível abrir uma empresa rapidamente desde o final do ano passado. A ideia é difundir a experiência para todo o país.

Em junho, o governo federal deve anunciar também medidas para a desburocratização da abertura de empresas.

Em recente pesquisa Datafolha, Dilma apareceu com o menor índice de popularidade desde que chegou ao Palácio do Planalto, em 2011.

A avaliação negativa do governo chegou a 44% e a aprovação, a 23%.

O levantamento também mostrou que a maioria dos entrevistados está pessimista com os rumos da economia e considera que a presidente sabia dos desvios na Petrobrás.

“Empresômetro” e Crescer

Na mesma data, também será lançado a nova versão do “Empresômetro”, uma ferramenta desenvolvida para medir, em tempo real, o número líquido de criação de novas micro e pequenas empresas em território nacional.

Dilma deve se reunir ainda nesta semana com Afif para discutir se incluirá no anúncio da semana que vem o lançamento do Projeto Crescer Sem Medo. Trata-se da mudança nos cálculos da tributação para incluir uma faixa maior de pequenas empresas no regime Simples Nacional.

No entanto, para lançar este projeto na próxima semana, o governo precisaria antes finalizá-lo e enviá-lo ao Congresso Nacional, o que pode levar ao adiamento do anúncio.

Diante de uma possível derrota no Congresso, a presidente Dilma Rousseff avalia a possibilidade de reajustar em 6,5% ou próximo disso a tabela do Imposto de Renda (IR), apesar de ter vetado em janeiro esse aumento inserido em medida provisória.

O provável recuo tem a ver com a fragilidade da nova equipe de articulação política do Palácio do Planalto.

Fonte: Fenacon

19 DE FEVEREIRO

Varejistas precisam aprimorar experiência de compra do cliente

Após a realização da NRF 2015, maior feira de varejo do mundo, que aconteceu entre os dias 11 e 13 de janeiro, em Nova York, nos Estados Unidos, algumas tendências puderam ser observadas e, de acordo com especialistas, devem ser seguidas por comerciantes do setor. Entre elas, uma em destaque chamou a atenção: se não quiserem ficar para trás, varejistas terão de aprimorar a experiência de compra do consumidor.

Em palestra, o consultor de Marketing e Varejo do Sebrae-SP Gustavo Carrer, que esteve na NRF, apontou essa e outras tendências importantes para o setor. “Pudemos observar que, ao contrário do que se pensava, a loja física voltou a ganhar importância para o consumidor. Por isso, é importante que os varejistas apostem na interação entre os meios digitais e a loja comum e assim aumentarem o seu potencial de vendas”, diz o consultor.

Pesquisas divulgadas durante o evento norteamericano confirmaram a tendência observada por Carrer. Um estudo da Delloite em parceria com a organização do evento e a JDA Reports apontou que a interação digital aumenta em 40% o potencial de vendas de uma loja e em 22% o valor final das compras.

O mesmo levantamento mostrou que 95% das vendas no mercado americano acontecem através do varejo físico, restando apenas 5% para o comércio eletrônico. O resultado, segundo o consultor, mostra que o consumidor ainda prefere realizar suas compras pessoalmente. “Por isso, é importante que as lojas foquem seus esforços em melhorar a experiência de compra dos consumidores. A preferência é pela loja física. No entanto, eles não querem pegar filas, serem mal atendidos ou enfrentar outros problemas durante o consumo. O varejo está mudando por conta disso”, conta.

Baseado no que viu durante a NRF 2015, o consultor apontou suas quatro principais apostas para o futuro do varejo. Elas se dividem entre os aspectos social, móvel, efêmero e local. A primeira trata da interação entre a tecnologia e a loja, com uso, inclusive, das redes sociais para isso. “Essa integração entre o online e o offline é uma tendência de extrema importância. Deve ser seguida e aprimorada. O varejista tem de estimular o consumidor a curtir sua página nas redes sociais, interagir com ele, divulgar seus produtos e organizar campanhas que tragam o cliente da rede para a loja. É preciso que ele crie um envolvimento com esse consumidor”, explica Carrer.

A segunda tendência (móvel) aponta para um crescimento do comércio ambulante, como foodtrucks e negócios em movimento. “O bikebusiness, por exemplo, me chamou muita atenção. As bicicletas estão sendo adaptadas para todo tipo de serviço. Desde entregas, até produção de alimentos”, comenta o consultor.

A terceira tendência foca no aproveitamento de oportunidades pontuais (efêmero). Carrer explica que se trata de campanhas específicas, como em datas festivas ou de eventos importantes.

Por último, a tendência local. Essa trata de investir no público próximo ao seu comércio, como vizinhos ou pessoas que trabalham na região. “O varejista pode apostar nessa aproximação porque é um investimento que dá certo. O cliente está ali, próximo, basta trazê-lo para dentro da loja”, diz ele. Ainda de acordo com o consultor, transformar o local num ponto de encontro, por exemplo, é uma forma de aproximar esse consumidor.

Clientes mais exigentes

Carrer falou também sobre o perfil atual dos consumidores. Para ele, os clientes estão mais impacientes e exigentes do que antes. Além disso, claro, estão mais conectados.

“A tecnologia está praticamente ao alcance de todos. É por isso que é importante que se invista nisso. Se você tem uma loja e não tem um site ou uma página na internet, vai ficar muito para trás”, alerta.

Para facilitar a vida dos empresários, Carrer montou uma lista com sete questões referentes ao preparo deles para enfrentar as novas tendências do varejo. Caso a resposta seja negativa em uma delas, você deve apostar no aprimoramento da questão. Veja abaixo:

- Você possui comércio eletrônico? Ele está adaptado para os dispositiveis móveis?

- Você está presente e atuante nas mídias sociais?

- Você cuida do visual e da organização da sua loja?

- Você avalia a satisfação do seu cliente?

- Você estabelece e acompanha as metas de vendas da sua empresa?

- Você estimula o engajamento dos funcionários?

- Você proporciona a melhor experiência de compras ao seu alcance?

Gustavo Carrer é consultor de Marketing e Varejo do Sebrae-SP.

Fonte: Varejista

18-DE-FEVEREIRO

“Vai haver impacto no comércio se tivermos racionamento”, alerta presidente da CDL Vitória

Boates, bares e restaurantes comem R$ 1.094 da renda média dos brasileiros, que é de pouco mais de R$ 2 mil (IBGE 2013). As viagens de fim de semana são outro gargalo de R$ 425 mensais. É daí que a população vai ter que cortar, justamente de onde mais gosta. O consumo dos brasileiros está ligado às boas sensações e ao prazer. A diversão que era supérfluo hoje é a chave do anseio de ter.

Carlo Fornazier, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Vitória, comenta essa realidade onde 47% dos consumidores gastam para relaxar, 43% compram por prazer, 37% para melhorar o humor e outros 35% por satisfação pessoal.

O presidente da CDL avisa justamente que a tesoura da recessão que se impõe começa nas tais compras e hábitos do prazer. Utilidade não está com nada. A necessidade de se ter o produto (71%) é mais importante que preço (44%) do mesmo. Os números são da pesquisa sobre a Experiência de Consumo do Brasileiro encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo Portal de Educação Financeira Meu Bolso Feliz – saiba mais detalhes.

Diferenças de classe:

O estudo foi realizado junto a 620 pessoas maiores de 18 anos, de todas as 27 capitais brasileiras. Ele revela novas nuances quando visto em diferentes classes sociais. Para os entrevistados das classes A e B, os gastos mensais com viagens de fim de semana são de R$ 573, enquanto que na Classe C, D e E, essas despesas são de R$ 281. A ida a restaurantes com familiares e amigos também aponta disparidade semelhante em relação ao gasto médio mensal: R$ 348 nas classes A e B e R$ 178 na Classe C, D e E. Somando os gastos com viagens de fim de semana e idas a restaurantes do dia a dia, observa-se que os entrevistados mais abonados gastam o dobro em relação aos consumidores das classes C, D e E: R$ 921, contra R$ 459.

Capixaba se retraiu:

Apesar de achar que o capixaba se retraiu demais nas compras, o presidente admite que os dias pedem cautela e pouco cartão de crédito. A seca atual mata lavouras e encarece a agricultura e os produtos que chegam no supermercado. O transporte encareceu com a subida da gasolina e indústrias já esperam restrições de energia em um país efetivamente construído em uma matriz energética que depende da chuva que não vem. “Vai haver impacto no comércio se tivermos racionamento”, avisa Fornazier, que avalia que o momento é de mudança de hábitos.

O impulso de comprar é maior que a compra hoje em dia. É por isso que nos arrependemos tanto de muita coisa que compramos?

É uma compra por puro prazer, na maioria das vezes. É aquela famosa procura pela felicidade. São viagens, saídas nos finais de semana. Os cursos para frequentar esses ambientes estão grandes. A população jovem entrou nisso. Antes eram apenas os mais velhos. Pela facilidade de compra de cartão e parcelamento os jovens agora tem esse poder de compra também.

Isso se refrete em endividamento e nos juros do cartão de crédito?

Sim. Para usar cartão de credito… É um excelente meio de pagamento se bem utilizado. Para usar devemos ter disciplina financeira. Isso é mais difícil do que se imagina. Recomendo ter dinheiro e pagar a vista, cartão só por segurança. Se você vai fazer uma viagem, é algo programável. Se é possível programar dinheiro para ela. É certa incoerência se endividar por causa disso. Não que o hábito do lazer seja desperdício. O maior desperdício é gastar o que não se tem.

Custos como água, luz e alimentos têm subido. Vamos ter que cortar na cervejinha?

Com certeza. As coisas básicas dependemos para viver. Primeira coisa que se corta em época de baixo orçamento é a diversão, que em tese você pode ficar sem. Infelizmente é isso.

Mas as pesquisas revelam que justamente aí está nosso maior prazer de consumo?

Infelizmente são as incongruências da vida. Temos que partir para isso. O cara as vezes estabelece uma fuga no consumo. Isso é uma questão de equilíbrio, não tem receita de bolo. Cada um de viver na sua realidade.

E o consumo dos capixabas? Estamos endividados?

O consumidor capixaba tem se comportado, nos últimos meses, melhor que a media nacional. Ritmo de crescimento da divida no ES é menor que na região sudeste e menor que do Brasil. O que o consumidor capixaba tem de diferente é que tem um numero de dividas um pouco maior que a média brasileira.

Pode-se dizer que nós chegamos ao ponto de fechar demais as mãos?

Varejo não cresceu, diminuiu. O consumidor está bem retraído, muito consciente. Acredito até que está consiste demais, está muito conservador. Houve uma enorme retração. Uma retração talvez maior do que deveria ter havido.

Nós ficamos com medo de comprar, as empresas brasileiras já estão com medo de produzir?

Acho que a retração também foi das empresas. As pessoas jurídicas deixaram de investir. Se elas não voltarem logo a investir, isso vai cobrar um preço alto lá na frente. Quando você começa a investir um projeto tem um tempo de maturação, mas isso já foi postergado demais.

A crise da água e energia podem complicar muito as coisas que já estão complicadas?

Vai haver impacto no comércio se houver racionamento. Se formos obrigados a racionamento teremos impasse. Se administramos a água e energia podemos sair melhor e ter menos impacto nas vendas. Se a gente souber equacionar, fazer isso, economizar para evitar racionamento não teremos grande impacto. Ainda não tivemos grandes indícios de racionamento do ES. Mas dependemos das chuvas, não tem jeito.

Fonte: Site Leia-se

13 DE FEVEREIRO

Evite fraudes no carnaval: Dicas de como agir em caso de perda/roubo de documentos

Descuidos durante o feriado de Carnaval aumentam o risco de golpes como
a clonagem de cartões. Saiba como evitar e como agir diante dessas situações

Os feriados prolongados como o Carnaval são épocas propícias para as pessoas perderem documentos ou serem vítimas de roubos. Perder a carteira de identidade ou o CPF pode se tornar uma dor de cabeça, se os documentos caírem na mão de golpistas. Segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), três em cada dez brasileiros (28%) já foram vítimas de fraudes ? incluindo a clonagem de cartão de crédito e o uso de nome falso para fazer compras ou tomar empréstimos.

Para os especialistas do SPC Brasil, o primeiro passo para diminuir o risco de ser vítima de algum tipo de golpe é evitar levar documentos pessoais e importantes, quando o folião for curtir o Carnaval ? principalmente onde a concentração de pessoas é maior como nos blocos de rua, nos ensaios de escolas de samba, em festas ou em casas noturnas.

“O ideal é carregar apenas o essencial e manter tudo protegido de assaltantes. É importante também anotar em outro lugar os dados do cartão e do cheque, além do telefone do serviço de atendimento ao consumidor do banco”, explica José Vignoli, educador Financeiro do SPC Brasil.

Importância de fazer um boletim de ocorrência

De acordo com a pesquisa do SPC Brasil, 72% dos entrevistados cancelaram o cartão de crédito após a perda ou o roubo, mas somente 34% deles registraram um boletim de ocorrência. “O boletim de ocorrência é o registro que o consumidor tem de que aquele cartão já não está mais nas mãos do verdadeiro titular. Já o cancelamento, além de comunicar o banco sobre a perda, evita que que o cartão seja usado por terceiros para fazer compras indesejadas”, explica Vignoli.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, também reforça a importância de tomar outras providências, além, é claro, de registrar um boletim de ocorrência. “O consumidor pode se precaver entrando em contato com o Procon [Instituto de Defesa do Consumidor] mais próximo e com o SPC Brasil de sua cidade. Com isso, os estabelecimentos comerciais são informados do problema ao consultarem o SPC Brasil, o que inibe a atuação de terceiros mal intencionados”, explica a economista.

Dicas para evitar fraudes:

1 - Leve só os documentos extremamente necessários para curtir a festa. Se possível, deixe os cartões em casa e leve dinheiro;

2 - Guarde seus pertences em compartimentos seguros, preferencialmente junto ao corpo;

3 - Anote os dados dos seus cartões de crédito e o número do serviço de atendimento ao consumidor do seu banco ou de sua operadora de cartão;

4 - Em caso de perda, furto ou roubo, registre imediatamente um boletim de ocorrência, comunique o fato ao banco e bloqueie seus cartões. Depois do feriado, procure o Procon mais próximo e comunique a perda ou o roubo no SPC Brasil de sua cidade, com inclusão de um alerta de documento.

Fonte: SPC Brasil

12 DE FEVEREIRO

Vendas no comércio fecham 2014 com alta de 2,2%, diz IBGE

Avanço é o menor desde 2003, quando o setor mostrou queda de 3,7%. Lojas de departamento, brinquedos e esportes influenciaram resultado.

As vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 2,2% em 2014, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O avanço é o menor desde 2003, quando o setor mostrou queda de 3,7%.

O resultado, apesar de positivo, também foi quase a metade do registrado em 2013. No ano anterior, a alta havia sido de 4,3%.

Em dezembro de 2014, segundo o IBGE, as vendas do varejo caíram 2,6% frente novembro – a primeira queda após quatro meses seguidos de expansão. Na comparação com o último mês de 2013, houve uma alta modesta, de 0,3%.

Desempenho por setores

O que puxou o crescimento do varejo – porque tem peso maior – foram as vendas das lojas de departamentos, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos. A alta foi de 7,9% em relação ao ano anterior. “A diversidade de itens comercializados neste segmento favorece o desempenho das vendas no período natalino”, diz o IBGE, em nota.

Também contribuiu com desempenho do varejo as vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com alta de 9%. “A variação de preços de medicamentos abaixo do índice geral do IPCA [a inflação oficial] e o caráter de uso essencial de seus produtos são os principais fatores explicativos do desempenho do segmento acima da média geral do varejo.”

A atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo teve aumento de 1,3% nas vendas.

“O declínio da taxa de crescimento em relação ao ano passado, quando o aumento foi de 1,9% em relação a 2012, pode ser explicado pela desaceleração do crescimento da massa real de rendimento, com taxa de variação de 1,4% em 2014, contra os 2,4% de 2013″, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego.

Cresceram ainda as vendas dos setores de combustíveis e lubrificantes (2,6%) e de móveis e eletrodomésticos (0,6%).

Caíram as vendas de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-1,7%), tecidos, vestuário e calçados (-1,1%), além de livros, jornais, revistas e papelaria, (-7,7%).

Receita

Em dezembro de 2014, a receita nominal do comércio (balanço entre receitas e despesas, sem considerar a inflação) caiu 2,4% e, no acumulado no ano, o avanço foi de 8,5%, abaixo da alta de 11,9% em 2013.

Aumento no Norte

A maioria dos locais mostrou aumento nas vendas na comparação de dezembro de 2014 com o mesmo período do ano anterior. Em Roraima, o avanço foi de 26,3%, no Acre, de 9,5%, no Amapá, de 5,6%, e em Rondônia, de 5,5%.

Fonte: CNDL