Arquivo mensais:março 2015

31 DE MARCO

Onde termina o atendimento ao cliente?

Quero começar este artigo fazendo uma pergunta: Como está o pós-venda do seu negócio? Estudo mostra que 86% dos consumidores consideram o pós-venda importante na hora de adquirir um produto ou marca.

Entre os principais motivos para usufruir deste serviço estão reparos e manutenção (40%), instalação (36%) e troca (16%). Os canais mais usados para contatar o serviço são a assistência técnica (39%), lojas (34%) e o próprio fabricante (24%), de acordo com dados da GfK.

Todos os empresários e vendedores sabem que o atendimento ao cliente é o principal recurso para concretizar uma venda, mas, muitos deles, não entendem a importância de realizar um pós-venda satisfatório. Para que o consumidor retorne a sua empresa e dê recomendações, invista em um pós-venda eficiente.

Para que os bons negócios sejam realizados, continue investindo em um atendimento de qualidade e com profissionais preparados para representarem a sua marca. Ofereça todo o suporte que o consumidor precisa. Veja o pós-venda como o início de uma nova negociação. Sabe aquela parábola: “O bom filho a casa torna”? Então, podemos transformá-la em “O cliente bem atendido a empresa volta”.

Será que seus atendentes de pós-venda estão preparados para tirar dúvidas e serem educados e simpáticos mesmo em caso de consumidores insatisfeitos? A hora de fortalecer a relação cliente/empresa é o momento que o usuário encontra alguma dificuldade em relação ao produto comprado: quando precisa trocar, receber informações sobre assistência técnica e, ainda, sobre como usar um determinado item.

Grandes empresas já contam com departamento de pós-venda, mas as pequenas também podem oferecer o serviço. Aposte em ligações esporádicas para saber o grau de satisfação do cliente com o produto adquirido. Em caso de reclamações já solucionadas, retome o contato para saber se as necessidades foram supridas. Que tal analisar o histórico do cliente e ver aquele que não efetuou uma aquisição em sua empresa há um tempo e ligar para falar sobre as novidades que o seu negócio oferece?

Todo o trabalho realizado em prol do cliente contribui com o crescimento do negócio. Compradores satisfeitos geram boas recomendações e isso pode resultar em novas vendas para a sua empresa. Lembre-se sempre: A valorização do cliente deve estar acima de tudo. Por isso, treine ao máximo a sua equipe de agentes para que realizem uma comunicação eficiente ao consumidor. Ninguém quer entrar em contato com uma central de relacionamento que não consegue dar respostas esclarecedoras e que o agente não soluciona o problema.

Encare o pós-venda como tão importante quanto o setor de vendas, seja ele pessoalmente ou através de outros canais de vendas: telefone e e-mail, por exemplo. Certifique-se que os seus colaboradores também estão satisfeitos com trabalho, se estiverem, essa satisfação será recíproca.
Carlos Carlucci é country manager da Vocalcom Brasil – empresa especializada em soluções para contact center.

Fonte: Varejista – Artigos

Dollar ladder

Ruim para muitos, dólar alto pode dar fôlego à economia

O dólar valorizado pressiona os preços no mercado interno, aumentando a inflação, e é ruim para quem vai viajar.

Mas, em um ano em que é prevista retração do Produto Interno Bruto
(PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), o fortalecimento da moeda norte-americana pode dar algum fôlego às exportações e, por tabela, à própria atividade econômica. O dólar tem fechado acima dos R$ 3, e a previsão dos
investidores ouvidos pela pesquisa Focus, do Banco Central (BC), é de que a moeda encerre 2015 cotada em torno de R$ 3,15.

A consequência disso, segundo o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, será as empresas focarem nas exportações. “Com o ajuste fiscal, forte retração no mercado interno, vai ter que buscar
o externo”, avalia, prevendo aumento das vendas principalmente para os Estados Unidos. “As importações de todos os países da América da Sul [que compram do Brasil] estão caindo, pois suas exportações de commodities [produtos básicos com
cotação internacional] estão recuando, em função da queda de preços”, explica, projetando que as vendas para os EUA crescerão de 15% a 20%.

Castro destaca que o mercado norte-americano é o mais promissor, no momento. Na Europa, a recuperação econômica é lenta. A China deve ter desaceleração do crescimento. “O único mercado consistente hoje são os Estados Unidos. Estão tendo
recuperação da crise, e o Brasil está redescobrindo o mercado. Para a América do Sul, as exportações vão continuar caindo, qualquer que seja a taxa de câmbio. Para a Venezuela, houve queda de 47% nos dois primeiros meses do ano”, disse.

A própria equipe econômica do governo adota o discurso de que as vendas externas, com destaque para os Estados Unidos, são a alternativa ante a perspectiva de uma atividade interna fraca em 2015. Ao assumir o cargo, em janeiro, o
ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, prometeu reaproximação comercial com os EUA e disse que o dólar mais alto estimularia as exportações. O ministro foi aos Estados Unidos em visita oficial, em
fevereiro. Os dois países têm dialogado e já assinaram acordos com o compromisso de estreitar as relações comerciais bilaterais.

Na mesma linha, na última semana, o presidente do BC, Alexandre Tombini, disse na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado que o setor externo deve contribuir para a economia em 2015, já que o dólar em alta favorece as exportações. Ele
previu que a balança comercial fechará superavitária este ano, apesar da queda nos preços das commodities. Segundo o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado na última quinta-feira (26), a autoridade monetária projeta fechamento
positivo em US$ 4 bilhões para a balança.

O dólar alto deixa os produtos brasileiros com preços mais atraentes no exterior. Na teoria, se forem fechados mais negócios de exportação, a indústria nacional vai produzir e empregar mais. Mas o movimento pode ser uma faca de dois
gumes, já que muitos insumos usados pelas empresas são importados, e estão mais caros com a alta da moeda norte-americana.

Tiago Henrique Kuhn é gerente de exportações da Pak, empresa que cuida das operações de comércio exterior da fábrica paranaense de biscoitos Nutrisul S.A. Ele explica que o custo de produção dos biscoitos aumentou, porque a farinha de
trigo, matéria-prima do produto, é importada. Os preços dos biscoitos tiveram de ser ajustados no mercado interno, mas, no exterior, o dólar em alta tem ajudado a pelo menos segurar os valores atuais.

“No patamar que está, a gente consegue manter as condições que tinha e, em um ou outro caso, até negociar”, comenta. Segundo Tiago, a ordem é investir nas exportações. Ele conta que, no início do ano, a empresa participou de uma feira
de alimentos em Dubai, com o objetivo de ampliar o leque de compradores para os biscoitos no exterior. “Com a participação, já estamos em negociação com pelo menos mais três mercados: Arábia Saudita, Moçambique e Mauritânia”, informa.

Fonte: Jornal do Brasil

27 DE MARCO

Cresce a participação de dispositivos móveis em compras no varejo on-line

O acesso e o fechamento de compras no varejo on-line por meio de aparelhos como celulares e tablets cresceu de forma rápida em 2014, segundo empresas do setor.

Na B2W Digital, que reúne Americanas.com, Submarino e Shoptime, a conexão através de dispositivos móveis atingiu 24% do tráfego total no quarto trimestre de 2014. No mesmo período de 2013, a parcela havia sido de 12%.

Também na Cnova, que inclui o e-commerce de Extra, Pontofrio e Casas Bahia, as vendas concluídas por meio de smartphones e tablets saltaram de 4,4% em 2013 para 10,5% no ano passado.

Os números mostram que, apesar do avanço, o percentual de internautas que usam os meios móveis apenas para consulta ainda é maior.

“A participação do smartphone na compra é menor, mas o aparelho cada vez mais influencia na decisão do consumidor”, diz Romero Rodrigues, CEO global do Buscapé.

Em 2014, os acessos ao comparador de preços pelo mobile atingiram 32% –eram 13% no ano anterior. Hoje, aos finais de semana, há picos de até 40%.

Entre os consumidores que preferem os computadores tradicionais, as principais razões são o receio com a segurança e a falta de praticidade para obter detalhes do produto em uma tela menor.

“Há ainda uma boa parcela que paga com boleto e precisa usar o computador para imprimir o documento”, diz Rodrigo Borer, presidente do Buscapé na América Latina.

Importação de bens de consumo cai 70% no 1º tri

O setor de importação de bens de consumo reduziu em cerca de 70% as compras de mercadorias no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2014, puxado pelo câmbio desfavorável.

Este deverá ser o pior ano do segmento em dez anos, segundo a Abcon (que representa as empresas importadoras de utilidades domésticas, presentes e confecções, entre outros artigos).

“Nem quando o dólar chegou a R$ 4 [em 2002] foi tão ruim, pois a confiança do consumidor era elevada e eles aceitavam pagar mais pelo produto”, diz Gustavo Dedivitis, presidente da entidade.

As mercadorias de bens de consumo importados estão entre 30% e 40% mais caras.

Um jogo de jantar, por exemplo, que em dezembro custava R$ 276, não é encontrado por menos de R$ 380, segundo o executivo.

“Esse é o momento para as fabricantes brasileiras tentarem se sobressair aos importados em relação a preços. ”

Alguns empresários que contrataram financiamentos específicos para esse setor passaram a arcar com débitos maiores que o planejado, devido à cobrança em dólar.

“Mesmo as empresas que não compraram com o dólar alto reajustaram os preços.”

O setor faturou R$ 9 bilhões em 2014, 18% a menos que no ano anterior.

MAIS CONTAS NO FIM DO MÊS

O percentual de famílias endividadas no país cresceu em março, na comparação com o mês anterior, segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio).

O número saltou de 57,8% para 59,6% no período –a parcela inclui famílias que têm algum tipo de despesa a pagar, mas não necessariamente contas vencidas.

A elevação no custo de vida causada pelo reajuste de preços de itens como energia e gasolina foi um dos motivos para o crescimento, de acordo com Marianne Hanson, economista da entidade.

“O início do ano já é um período em que, por questões sazonais, como pagamentos de impostos, ocorre uma elevação no percentual de famílias endividadas”, afirma.

“Com o aumento de preços causado por pressões inflacionárias neste início de 2015, houve um maior comprometimento da renda.”

O percentual de famílias que tem dívidas em atraso também registrou uma leve evolução no período, de 17,5% em fevereiro para 17,9% no mês seguinte.

O cartão de crédito apareceu como o principal motivo do endividamento (73,4%), seguido por carnês (18,2%), financiamentos de carro (14,4%) e da casa (8,3%).

DURÁVEIS COMPACTOS

A intenção dos brasileiros em comprar aparelho celular e computador teve a maior parcela em um mês de janeiro desde o início da série histórica da Fecomércio-RJ, em 2007, segundo estudo encomendado à consultoria Ipsos.

Dos 17,6% dos brasileiros entrevistados que pretendem adquirir algum bem durável até abril deste ano, 14,8% querem comprar um celular e 10,7% um computador.

“Itens de maior valor e que antes recebiam incentivos do governo, como carros e produtos da linha branca, passaram a competir por espaço com produtos de tecnologia”, afirma Christian Travassos, economista da federação.

A televisão é o artigo mais cobiçado, com 15,4%. Entre os eletrodomésticos, a geladeira lidera, com 12,7%.

Em janeiro de 2014, a parcela disposta a comprar bens duráveis era de 17,9%.

“Em meio ao cenário pelo qual o país passa, se manter no mesmo patamar é uma boa notícia”, diz Travassos.

Olho… O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB/PE) apresentou nesta quarta (25) projeto que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal e impede mudança do superávit fiscal.

…no fiscal Medida para mudança só seria aceita em casos como de calamidade pública. O objetivo é evitar que o Executivo envie proposta de alteração da LDO perto do fim do exercício financeiro.

Frota O setor automotivo deve se reunir com o ministro Armando Monteiro, do MDIC, hoje. Na pauta, a linha Finame/PSI, do BNDES.

Fonte: Varejista

26 DE MARCO

Por que o treinamento é tão importante na área de vendas?

Desde que passei a atuar em vendas, há mais de 20 anos, a ladainha é quase a mesma: se por um lado, empresas investem um bom dinheiro em programas de treinamento, por outro, profissionais de vendas os desdenham.

Ano após ano, os programas se repetem, mas o desempenho não melhora. Na prática, participar destes treinamentos parece não ter levado os profissionais a venderem mais. E, cada vez mais, estes profissionais dão pouca importância a eles.

Da mesma forma que não adianta um velocista estar à frente em uma pista de corrida sem estar preparado, não basta a um vendedor aparecer na frente do cliente sem saber o que fazer e apenas improvisar. Pode ser, que por sorte, até tenha resultados satisfatórios. Mas, para um profissional de sucesso, resultado satisfatório é muito pouco. E hoje, um profissional de vendas precisa ter sucesso para sobreviver.

Então, por que você, profissional de vendas, deveria dar mais importância a isso?

Um argumento que escuto muito de vendedores mais antigos é que a intuição e experiência é que são importantes. O resto, o campo e o dia a dia na frente do cliente vão “dizendo” o que precisa ser feito. Certo. Não posso discutir isto. A sua experiência, intuição e o bom senso o trouxeram até aqui. Como negar o seu valor? Porém, aprender técnicas que permitissem validar tudo isto, aliadas aos anos de prática consolidada e comprovada no mercado, só poderia trazer benefícios, certo? Sempre há gatos cujos pulos a gente não conhece. E eles podem ser a diferença entre a média e o topo!

Existe também aquele profissional que acabou de começar e que acredita precisar de um tempo para vivenciar, conhecer o campo para, daí, o treinamento ser efetivo. Não é verdade. Ninguém nasce sabendo, da mesma forma que, apesar de existirem aptidões ou características que ajudam, ninguém nasce vendedor. Para você que está começando e, certamente, precisa de resultados rápidos, a curva de aprendizado precisa ser menor. Quanto mais rápido aprender as principais práticas, mais cedo começará a colher os frutos. Para você, o foco no coaching, que permita resolver suas dúvidas e indicar o melhor caminho, é o ponto chave a perseguir.

Para que os programas de treinamento valham a pena e tenham o retorno sobre o tempo e valor investidos, é preciso conter cinco grandes grupos de aprendizado: analisar as oportunidades e rastrear os ciclos de venda delas decorrentes; agregar sua experiência a um método e modelo preciso que habilitará você a avaliar riscos e chances. É fundamental saber, a cada ponto do ciclo de vendas, qual o seu risco de não ganhar a oportunidade; avaliar o esforço necessário face o seu posicionamento no ciclo de vendas e o risco apurado e decidir o que fazer; obter cenários, para cada nível de risco, esforço e posicionamento no ciclo de vendas, e ter dicas do que é melhor fazer naquele momento; ter um modelo de decisão que o ajude a validar sua intuição e experiência.

Um treinamento de vendas, para valer a pena, não pode dar outro resultado senão ajuda-lo a vender mais.

A questão é que você fica tão preocupado com o que fazer na frente do cliente que esquece o fundamental para vender mais: reconhecer e controlar a dinâmica do ciclo de vendas. E isto se aprende através dos cinco pontos que mencionamos. E é por esta razão que você deveria achar importante o treinamento em vendas. Se você ainda não deu a importância devida é porque ainda não encontrou programas que o ajudem nisto. Eles existem! Seja perseverante e ache-os. Você não vai se arrepender!

Fonte: Artigo Enio Klein – Site Varejista

25 DE MARCO

65% dos brasileiros que investem na poupança buscam se sentir seguros, diz SPC Brasil

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal de Educação Financeira – Meu Bolso Feliz analisou como os brasileiros lidam com seus investimentos e reservas financeiras.

O estudo revela que a poupança é o investimento mais comum, citado por 75% dos consumidores – entre os pertencentes às classes A e B, o índice é ainda mais expressivo (82%).

Porém, especialistas alertam que a alta porcentagem se deve mais à necessidade de segurança e ao desconhecimento de outras formas de investimento do que aos benefícios financeiros da poupança.

De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os dados mostram que a maior parte dos entrevistados adota uma postura conservadora na hora de investir. “Para 65% dos que possuem poupança, esta opção é motivada pela segurança e pelo fato de não gostarem de lidar com perdas”, diz.

“Apesar de a poupança ser uma opção conservadora, prática e com a possibilidade de retirada do dinheiro a qualquer momento, existem outras formas de investimento com as mesmas características e que podem dar rendimentos maiores”, explica Kawauti. “Entre as melhores opções estão os papeis do tesouro direto, CDB, e fundos de renda fixa”.

Ainda que 27% dos brasileiros garantam sempre procurar outras formas de investimento, a grande maioria não muda. O dado é expressivo: 61% afirmam que nunca trocam os investimentos feitos – 66% entre as mulheres e 67% entre os pertencentes às classes C, D e E.

Porém, também existem os investidores mais arrojados. “Ao todo, 59% dos que optam pela Bolsa de Valores como investimento, justificam dizendo que desejam ganhar mais, a despeito dos riscos”, diz a economista.

“Outro dado importante, e que gera uma certa preocupação, é que grande parte dos entrevistados garante ser baixo o conhecimento sobre quais as melhores modalidades de investimento para seu perfil”. A média é de 5,8 (numa escala de 1 a 10) quanto ao conhecimento da melhor modalidade de investimento de acordo com a realidade de cada um; e média de 5,2 para o conhecimento dos investimentos com melhores taxas de retorno.

Segundo a pesquisa, 49% dos entrevistados que têm poupança garantem realizar depósitos todos os meses, com média de R$ 809,00 para o último aporte. Em seguida, aparecem fundos de investimento (38%), bolsa de valores (31%), LCI (31%) e o dólar (30%). A média geral de economia em 2014 é de R$ 1.321, considerando todos os tipos de investimento e excluindo aqueles que não pouparam nada.

Quanto às razões que levam os brasileiros a fazer algum investimento, as justificativas mais citadas são os imprevistos, como doenças ou morte (33%), a compra da casa (31%), a garantia de um futuro melhor para a família, as viagens (28% no geral e 36% na Classe A/B) e a realização de um sonho de consumo (23%).

Dentre os investimentos mais usuais, após a poupança, também apareceram os investimentos em imóveis (21%), fundos de investimento (18%), o dólar (11%) e o CDB (9%). Os consumidores que possuem poupança afirmam manter essa reserva há quase quatro anos (3,8), sendo que 43% dos que têm este investimento a possuem há mais de cinco anos.

Considerando os imóveis, o tempo de posse é de 3,7 anos e mais de cinco anos para 44% dos entrevistados que dizem ter este investimento. Observa-se ainda que o tesouro direto apresenta o menor tempo médio de posse dentre todas as modalidades investigadas no estudo, com 2,1 anos.

Fonte: SPC Brasil

24 DE MARCO

Crise faz classe média mudar hábitos para escapar da inflação

Vale de tudo na hora de tentar driblar a pressão dos preços dos serviços, que, depois de completarem em 2014 uma década de alta superior à inflação oficial no país, continuam a despontar à frente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nos últimos 12 meses até fevereiro, subiram 8,58% as despesas com serviços pessoais, de saúde, cursos, consertos e manutenção e pintura de veículos, segundo levantamento feito pelo Banco Central com base nos dados do IPCA. No mesmo período, aumentaram 9,66%, em média, os preços dos chamados serviços administrados ou monitorados, que incluem as tarifas de energia, combustíveis, planos de saúde e transporte público. A inflação oficial no país alcançou 7,70%.

O aperto impôs mudanças de hábitos à classe média, que, além dos ajustes na despensa e no guarda-roupa, reduziu a frequência no uso dos serviços dos salões de beleza, do lava a jato e da academia, entre outras despesas com lazer e educação. Segundo o professor de finanças da escola de administração e negócios Ibmec e diretor da Versus Quantitative Finance, Ricardo Couto, as classes A e B já vinham sofrendo com a inflação dos serviços há dois anos. Em razão da expansão do emprego, os salários encareceram, o que refletiu nos preços nos salões de beleza, lava a jatos e nas pequenas reformas e consertos em casa, entre outros itens.

“Os consumidores sofrem com a alta de preços tanto de serviços, quanto de produtos. A renda fica mais apertada e eles precisam diminuir o consumo. Por exemplo, quem lavava o carro e frequentava o salão uma vez por semana passou a fazer isso de 15 em 15 dias”, afirma. O cenário desfavorável da economia passou, de fato, a afetar a rotina de famílias como a da arquiteta Luciana Cardoso. Com três pessoas morando na casa dela e uma renda familiar de cerca de R$ 20 mil, os produtos considerados supérfluos começaram a ser cortados. Roupas e acessórios não fazem mais parte da lista de compras.

Além disso, Luciana trocou a academia em que fazia exercícios regularmente, passando a pagar na nova empresa escolhida menos da metade do gasto feito três meses atrás. “Antes, eu frequentava um local que me cobrava mais de R$ 400 pela mensalidade. Com a troca, passei a pagar R$ 170. Os benefícios são os mesmos”, observa. A arquiteta conta, ainda, que adiou tratamentos de beleza, tem substituído produtos mais caros, sem sacrificar a qualidade, mas reduzindo as contas no fim do mês. “Estamos inseguros quanto à situação econômica do país. A gente freia nos gastos, os clientes também e a economia não se movimenta. Já cancelei os planos de uma viagem que eu faria para a Europa em setembro”, completa.

Pesquisa Silvânia Araújo, economista do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG), ressalta que as classes A e B estão mais blindadas frente à crise, quando comparadas à base da pirâmide social. Elas têm maior renda e podem optar por trocar produtos, sem abrir mão da qualidade. A economista destaca que os itens importados, viagens ao exterior, intercâmbios e serviços, como estética, salões de beleza, educação, planos de saúde, serviços médicos e odontológicos devem pesar com maior força no orçamento do topo da pirâmide. Com isso, os consumidores dessas faixas de renda podem vir a pesquisar mais antes de comprar. “Acredito que esse será um ano em que o consumidor ficará mais atento e vai haver maior concorrência por preço e qualidade entre empresas”, afirma.

A especialista lembra, ainda, que a inflação ameaça e assusta os brasileiros, e por isso, em 2015 a expectativa é de uma retração generalizada no consumo das famílias. “A busca da classe B, principalmente, será por produtos e serviços de qualidade e preço compatível.” Silvânia Araújo acredita que a retomada da atividade econômica virá a partir de 2016. Os critérios de renda no Brasil por classe social são variados e há estratificações. Segundo a Fundação Getulio

Vargas (FGV), a classe B tem renda familiar entre R$ 7.250 e R$ 14.499,99. A classe A é composta por família com ganhos a partir de R$ 14.500. A classe C oscila entre R$ 2.900 e R$ 7.249,99.

Fonte: Varejista

23 DE MARCO

Vendas parceladas na Páscoa devem cair 2,5%, estimam lojistas

Se o resultado se confirmar, será a primeira queda em seis anos do indicador

O volume de vendas parceladas na semana da Páscoa deste ano (entre 29 de março e 4 de abril) deve cair 2,5% em relação à mesma semana do ano passado (entre 13 e 19 de abril). A expectativa foi traçada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Se as expectativas se confirmarem, as vendas devem apresentar a primeira queda em seis anos. Nos anos anteriores, as expansões foram de 2,55% (2014), 5,31% (2013), 4,84% (2012), 7,26% (2011) e de 4,50% (2010).

Para os lideres do movimento lojista, o desempenho negativo reflete o baixo crescimento da atividade econômica brasileira e a continuidade da tendência de queda nas vendas observada ao longo de 2014 em outras datas comemorativas de impacto significativo no varejo, como Dia das Mães, Dia das Crianças e Natal.

Os economistas do SPC Brasil atribuem o resultado à piora nos dados de emprego, ao menor crescimento da massa salarial, à alta dos juros e, principalmente, à alta inflação. “A inflação em patamar elevado diminui o poder de compra do consumidor e impacta no desempenho das vendas”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Para Honório Pinheiro, presidente da CNDL, a Páscoa é uma data importante para o comércio e tradicionalmente funciona como uma prévia não só para o Dia das Mães, como para o desempenho da atividade comercial ao longo do ano. “Como todos os indicadores de confiança dos empresários e dos consumidores apontam que 2015 deverá ser um período difícil para varejo, devemos observar quedas nas vendas a prazo em algumas datas comemorativas deste ano”, avalia Pinheiro.

Metodologia

A estimativa se refere ao índice que será calculado com base nas consultas para vendas parceladas nos sete dias que antecedem o início do feriado de Páscoa, entre o Domingo de Ramos e o Sábado de Aleluia (em 2015, de 29 de março e 4 de abril).

Fonte: CNDL

20 DE MARCO

Mais de 3,7 milhões de contribuintes entregaram declaração de Imposto de Renda

Quase três semanas após o início do prazo de entrega do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), 3.784.588 declarações foram entregues pelos contribuintes até as 17h do último dia 19, segundo informação da Receita Federal.

O número representa 13,8% do total de 27,5 milhões de declarações que a Receita espera receber até 30 de abril, quando termina o prazo.

Este ano, os contribuintes com certificação digital podem fazer a declaração pré-preenchida na página da Receita na internet, na área do e-CAC. Isso também poderá ser feito por um representante do contribuinte que tenha certificação
digital e procuração eletrônica registrada no órgão.

No ano passado, 26.883.633 de contribuintes enviaram a declaração do IRPF até o fim do prazo. O número ficou aquém do esperado pela Receita na ocasião, 27 milhões de formulários. Em 2013, 26,1 milhões de pessoas físicas entregaram o
documento.

Quanto antes o contribuinte entregar a declaração, com os dados corretos à Receita, mais cedo receberá o valor correspondente à restituição. Têm prioridade no recebimento pessoas com mais de 60 anos de idade, contribuintes com
deficiência física ou mental e os que têm doença grave.

A multa por atraso de entrega é estipulada em 1% ao mês-calendário até 20%. O valor mínimo é R$ 165,74. Um passo a passo com cada etapa da entrega está disponível na página da Receita. Basta o usuário clicar em cada ponto para obter
mais detalhes. O prazo de entrega vai até 30 de abril.

No último dia 19, a Receita Federal lançou uma série de 11 vídeos no site Youtube para tirar dúvidas em relação ao preenchimento e à entrega do Imposto de Renda. Chamada de TV Receita Responde, a série tem como objetivo explicar de
forma simples os principais assuntos relacionados à declaração do IRPF.

Fonte: Jornal do Brasil

19 DE MARCO

Empresas brasileiras devem ficar atentas à nova ‘malha fina’

Cerca de 26 mil empresas serão notificadas pela Receita Federal após o fisco ter criado uma espécie de malha fina, assim como já ocorre com a pessoa física em caso de inconsistência na declaração do Imposto de Renda.

Para o advogado Marcelo Risso, coordenador da área tributária da Saito Associados a malha fina para as empresas funcionará como uma “colher de chá” para o contribuinte, visto que será possível evitar autuações. “É importante quando a Receita Federal indica inconsistências porque existe a possibilidade de retificação. Esta é uma fase de denúncia espontânea e evita autuações e uma colher de chá para os contribuintes”, diz.

O especialista alerta que a falta de esclarecimentos e retificações na base de dados da Receita Federal podem resultar em autuações cujas multas variam entre 75% a 225% do valor do imposto. Risso diz que um monitoramento realizado por um staff fiscal poderia evitar problemas com o fisco, porém, muitos empresários ainda não têm essa cultura.

“Como é um serviço que gera muito custo, muitas empresas , quando autuadas, preferem pagar ou ainda parcelar os valores das multas ou discutir administrativamente, o que pode levar alguns anos, com a suspensão da cobrança até a última instância administrativa e caso seja mantida a autuação parcelar, obtendo financiamento bancário ou aguardar um parcelamento especial com benefícios”, explica o advogado.

Fonte: Fenacon

18 DE MARCO

Dia do consumidor: Especialista fala sobre a fidelização no varejo

Reconhecido pela ONU e celebrado por varejistas do mundo todo, o Dia Mundial do Consumidor é uma data em que os direitos e mudanças no perfil dos consumidores estão em pauta.

As oportunidades, desafios e novidades tecnológicas geraram um novo perfil de consumidor, que toma decisões pela tela do seu celular e permanece conectado full time.

Por conta dessa mudança, cada vez mais os empreendedores estão oferecendo diferenciais em seus negócios para fidelizar e oferecer valor aos serviços propiciados aos clientes. É o caso do restaurante Famíglia Mancini, que oferece um serviço exclusivo: baterias portáteis da marca Carrega+ implantadas diretamente nas mesas, sem a necessidade de tomadas, onde os clientes podem carregar os seus dispositivos (celulares ou tablets) gratuitamente.

Na visão do consultor de gestão da Inside Business Design (www.insidebd.com), Marcelo Scharra, o marketing é peça fundamental para o avanço tecnológico do mercado na fidelização dos clientes. Confira a entrevista concedida pelo especialista:

- Qual a sua visão da data para o mercado e para os consumidores?

O Dia do Consumidor surgiu em 1962, quando o presidente americano John Kennedy defendeu pela primeira vez este tema oficialmente. Isto ocorreu logo após o início da guerra do Vietnã, e também em paralelo aos primeiros grandes conglomerados industriais, que por sua enorme força não possuíam políticas muito nobres com seus consumidores e piores ainda com seus trabalhadores. Olhando por este ponto de vista histórico fica mais fácil entender as motivações por trás desta oficialização. Era preciso colocar um limite nas empresas para que o ambiente se tornasse mais estável e sustentável.

Ainda neste mesmo período, como reflexo dos pontos apresentados é que surgem as primeiras preocupações com os colaboradores, com a criação pioneira dos programas de RH e também dos primeiros passos do marketing. No início, a preocupação do marketing era de apresentar e se apegar às características técnicas dos produtos, por exemplo, divulgar os carros que corriam mais ou que tinham tecnicamente o maior espaço interno.

- Qual a relação do marketing com o Dia do Consumidor?

Após a sua primeira etapa de divulgação dos atributos dos produtos, o marketing passou a valorizar questões mais qualitativas desses itens, como o design e outras funcionalidades. Recentemente, vemos o marketing bastante atento aos aspectos emocionais dos produtos, ou seja, ele não mais busca vender o sabão em pó apenas pelas suas características técnicas, mas sim porque com a sua eficiência o consumidor poderão ficar mais tempo com a sua família.

E o que isso tem a ver com o dia do consumidor? Tudo, pois esta preocupação, que teve sua origem nas questões sociopolíticas, evoluiu em conjunto com o marketing e com a modernização das legislações relativas ao consumo, pois se o marketing entendeu as expectativas dos consumidores e buscou explorá-las, ele também as executou muitas vezes em excesso, aproveitando-se das brechas existentes na lei. Desta forma, a formalização do dia internacional do consumidor e a sua celebração é a congruência da evolução do marketing em conjunto com as leis de proteção do consumo.

- Quais avanços tecnológicos o mercado vem implantando para a fidelização dos clientes?

Os programas de fidelização já são inúmeros e estão bastante avançados. É comum nos pequenos estabelecimentos o oferecimento de um cartão simplificado, que a cada dez compras, propicia um prêmio ao cliente. Isto mostra que o princípio dos programas de fidelização já está bastante enraizado em todos os níveis do varejo.

Atualmente, com o aumento expressivo do e-commerce, estas técnicas passaram a ficar cada vez mais elaboradas com o crescimento das possibilidades de estratificação, monitoramento e individualização de ações. Esses processos tornaram-se tão precisos que, nas grandes empresas, há gerentes para cada canal digital de vendas, e-mail marketing, loja online e redes sociais, entre outros. Portanto, a maior inovação são as inúmeras ferramentas do consumo digital de mapeamento de comportamento de compras.

- De que forma os empreendedores podem se destacar no mercado e oferecer opções para os novos perfis de consumidores, altamente conectados em seus smartphones?

A transparência e a lealdade sempre foram atributos admirados desde o início dos tempos. Portanto, explorar os benefícios de seus produtos e a sua responsabilidade no fornecimento deles sempre foi e sempre será um diferencial.

É passada a época em que entregar o que era comprado era o suficiente. Hoje, é preciso agregar valor aos produtos, além de cumprir as obrigações legais e todos os outros quesitos exigidos pelo código do consumidor. Com certeza, a evolução da agregação de valor dos produtos vem beneficiando milhões de pessoas ao redor do mundo e delimitando os eventuais abusos da inteligência mercadológica.

*Marcelo Scharra é consultor de gestão da Inside Business Design.

Fonte: Varejista