Arquivo mensais:janeiro 2016

29 DE JANEIRO

Lançamento da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica

Será lançada nesta sexta-feira (29/01), no Gabinete do Governador Paulo Hartung, a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e), um projeto da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) que conta com a parceria da CDL Vitória.

A NFC-e é um documento eletrônico (arquivo de computador) que substituirá as notas fiscais de venda ao consumidor e o cupom fiscal emitido por ECF com grandes vantagens para as empresas, para o Fisco e a sociedade. Trata-se de um documento fiscal emitido e armazenado de forma eletrônica, com o objetivo de registrar operações, cuja validade jurídica é garantida por meio de Assinatura Digital do emitente.

Com a NFC-e o consumidor poderá visualizar a sua nota fiscal logo após a compra. A consulta pode ser feita mediante leitura do QR Code impresso no documento auxiliar de nota fiscal eletrônica (Danfe). Para isso, a pessoa precisará instalar um aplicativo leitor do código (disponibilizado gratuitamente na internet) em seu smartphone ou tablet. Em breve, também será possível visualizar a nota diretamente no site da Secretaria da Fazenda.

Segundo o presidente da CDL Vitória, Cláudio Sipolatti, a NFC-e é uma iniciativa de grande utilidade, que trará agilidade e economia para o comércio, além de comodidade para o consumidor.

“Entre os principais benefícios para o varejo, podemos destacar a eliminação das impressoras fiscais, que dará mais flexibilidade na abertura de novos pontos de venda, além de simplificar algumas obrigações dos lojistas, gerando menos custos para o negócio. Já para o consumidor, podemos destacar a agilidade no fechamento da compra, que será possível graças à introdução de dispositivos móveis na finalização dos pedidos. Além disso, o acesso às informações em formato eletrônico permitirá o armazenamento das notas fiscais”, comenta o presidente da CDL Vitória.

Projeto-piloto 

O projeto da NFC-e já está em funcionamento em uma das lojas da rede Sipolatti. Implantado em dezembro de 2015 para avaliar sua eficiência tanto para o lojista como para o consumidor, os resultados têm sido bastante satisfatórios. “Fomos a primeira empresa autorizada a emitir a NFC-e no Espírito Santo e os resultados não poderiam ser melhores. O processo da venda está mais ágil e simplificado. E o cliente está satisfeito com a novidade”, comenta o diretor da empresa, Cláudio Sipolatti.

Benefícios para os contribuintes (lojistas)

• Dispensa de homologação do software pelo Fisco;
• Uso de impressora não fiscal comum térmica ou a laser;
• Simplificação de obrigações acessórias (dispensa de impressão de Redução Z e Leitura X, Mapa Resumo, Lacres, Revalidação, Comunicação de Ocorrências, Cessação etc);
• Dispensa de intervenção técnica;
• Uso de papel comum não certificado, com menor requisito de tempo de guarda;
• Não há necessidade de autorização prévia do equipamento a ser utilizado;
• Uso de novas tecnologias de mobilidade (smartphone, tablet, notebook e outros);
• Integração de plataformas de vendas físicas e virtuais;
• Apelo ecológico com redução significativa dos gastos com papel.

Benefícios para o consumidor

• Confirmação em tempo real da veracidade da nota;

• Mais agilidade no fechamento compra;

• Seus documentos estarão sempre disponíveis para consultas sem precisar guardar as notas em papel.

 

28 DE JANEIRO

Contas do governo têm rombo recorde de R$ 114,9 bilhões em 2015

Com recessão, receita sobe menos, mas despesa bate recorde.
Em 2015, governo quitou ‘pedaladas fiscais’ e isso impactou contas.

Em um ano marcado pela recessão na economia e pelo pagamento das chamadas “pedaladas fiscais”, as contas do governo tiveram forte deterioração e registraram um rombo recorde de R$ 114,98 bilhões, ou 1,94% do Produto Interno Bruto (PIB), informou a Secretaria do Tesouro Nacional nesta quinta-feira (28).Foi o segundo ano seguido de déficit fiscal primário – que considera apenas receitas e despesas, sem contar juros da dívida. Este foi, de longe, o pior resultado das contas públicas desde o início da série histórica, em 1997, ou seja, em 19 anos. Até então, o pior saldo havia sido registrado em 2014, quando foi contabilizado um déficit primário de R$ 17,21 bilhões, ou 0,3% do PIB. Os números mostram que a piora do resultado, de 2014 para 2015, foi de R$ 97,77 bilhões.

As receitas totais do governo subiram 2,1% em todo ano passado. Já as despesas totais cresceram 11,6% em 2015, ou seja, mais que o cinco vezes a expansão das receitas.

Previdência Social

O resultado das contas do governo engloba a União, o Banco Central e da Previdência Social. Segundo o governo, houve uma forte piora nas contas do Instituto Nacional do Seguro Social no ano passado, quando foi contabilizado um déficit de R$ 85,81 bilhões (diferença entre as receitas e o pagamento de benefícios previdenciários), ou 1,5% do PIB.

Em 2014, o resultado negativo havia sido de R$ 56,69 bilhões – o equivalente a 1% do PIB. A piora foi de R$ 29,12 bilhões de um ano para o outro e rombo subiu em 51%. O déficit do INSS de 2015 foi o maior valor nominal (R$ 85 bilhões), mas, em proporção com o PIB, ficou abaixo do patamar registrado de 2004 a 2007. O governo debate, neste momento, uma reforma da Previdência Social.

“Houve um crescimento muito forte de uma despesa obrigatória, que é a Previdência Social. Essa foi uma variável bastante importante na compreensão do déficit neste ano. Junto a isso, temos a perda da receita total de mais de R$ 100 bilhões [em relação à previsão inicial] principalmente por conta da atividade econômica e, também, efeito do preço do petróleo. Se retirarmos as despesas discricionárias, que caíram em termos reais, as obrigatórias também subiram”, avaliou o secretário interino do Tesouro Nacional, Otávio Ladeira.

Meta fiscal

Por conta das dificuldades enfrentadas com as contas públicas neste ano, o governo enviou ao Congresso Nacional uma proposta de alteração da meta fiscal no ano passado – que acabou sendo aprovada pelo Legislativo.
O texto, enviado pelo Palácio do Planalto diante das dificuldades para fechar as contas, autorizou o governo federal a encerrar 2015 com um déficit de R$ 51,8 bilhões – sem contar as pedaladas fiscais e as receitas da concessão de hidrelétricas, que acabaram ficando para 2016.

Com o pagamento das pedaladas fiscais, limitado a R$ 55,6 bilhões, o resultado negativo das contas do governo poderia subir para até R$ 118,7 bilhões. O Executivo dependia da revisão da meta para não descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Com a revisão, a meta fiscal do ano passado acabou sendo cumprida pelo governo.

As chamadas “pedaladas fiscais” consistiram no atraso dos repasses da União para bancos públicos do dinheiro de benefícios sociais e previdenciários. Essa prática fez com que instituições financeiras como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil usassem recursos próprios para honrar esses compromissos.

Receitas X despesas

De acordo com dados do governo federal, as receitas totais subiram 2,1% em todo ano passado, contra 2014, para R$ 1,25 trilhão. O crescimento das receitas foi de R$ 26,14 bilhões no último ano.

Em 2015, o governo subiu tributos sobre combustíveis, automóveis, empréstimos, importados, receitas financeiras de empresas, exportações de produtos manufaturados, cerveja, refrigerantes, cosméticos.

Na comparação com o PIB, as receitas totais somaram 22% no ano passado, contra 21,5% em 2014. O valor registrado em 2015, porém, não é recorde histórico, uma vez que, entre 2005 e 2013, haviam atingindo um patamar mais alto.

Ao mesmo tempo, as despesas totais cresceram 11,6% em 2015, ou seja, mais que o cinco vezes a expansão das receitas, para R$ 1,15 trilhão. Neste caso, a elevação foi de R$ 119 bilhões no ano passado. Os gastos somente de custeio, por sua vez, avançaram bem mais no ano passado: 19,5%, para R$ 265 bilhões.

Na proporção com o PIB, ainda segundo números da Secretaria do Tesouro Nacional, as despesas totais bateram recorde no ano passado ao somarem 20,2% do PIB. Foi a primeira vez em que as despesas do governo superaram a marca dos 20% do PIB (com PIB revisado). O recorde anterior havia sido registrado em 2014 (18,1% do PIB).

A dívida pública federal teve aumento recorde de 21,7% no ano passado, para R$ 2,79 trilhões. Em valores nominais, o crescimento da dívida pública em 2015 foi de R$ 498 bilhões – impulsionada principalmente pelas despesas com juros, que somaram o valor recorde de R$ 367,67 bilhões.

Investimentos caem fortemente

No caso dos investimentos, os gastos somaram R$ 55,53 bilhões no ano de 2015, valor que representa uma queda de R$ 22 bilhões, ou 28,3%, frente ao patamar registrado em 2014 (R$ 77,5 bilhões). O valor é o mais baixo desde 2011 (R$ 52,6 bilhões). Na proporção com o PIB, os investimentos somaram 1% em 2015. Trata-se do menor valor desde 2008, quando totalizaram 0,9% do PIB.

Dividendos, concessões e subsídios

Segundo o governo, as receitas de concessões e dividendos recuaram no ano passado. De acordo com dados oficiais, as receitas com concessões somaram R$ 5,89 bilhões em 2015, em comparação com R$ 7,92 bilhões no ano anterior. A queda foi de R$ 2 bilhões.

Ao mesmo tempo, o governo também recolheu menos dividendos (parcelas do lucro) das empresas estatais no ano passado. De acordo com o Tesouro Nacional, os dividendos pagos pelas empresas estatais ao Tesouro Nacional somaram R$ 12,07 bilhões em 2015, contra R$ 18,93 bilhões em 2014. O recuo foi de R$ 6,86 bilhões no último ano.

Por outro lado, o governo informou ainda que caíram os pagamentos feitos à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em 2015. Segundo o governo, foram pagos R$ 1,26 bilhão para a CDE em 2015, em comparação com R$ 9,2 bilhões em 2014.
Em todo ano passado, com o pagamento das “pedaladas fiscais”, cresceram fortemente o pagamento dos subsídios (entre eles a chamada equalização de taxas de juros com bancos públicos), somando R$ 58,93 bilhões em 2015. No ano anterior, com o represamento (as pedaldas fiscais), haviam somado somente R$ 8,94 bilhões.

Meta fiscal para 2016

Para este ano, o Congresso Nacional aprovou o texto do Orçamento de 2016 estabelecendo uma meta de superávit primário (economia que o governo tem que fazer para pagar os juros da dívida) de 0,5% do PIB, o equivalente a R$ 30,5 bilhões. Esse valor, porém, é para todo o setor público – que inclui a União, estados, municípios e estatais. A parte somente do governo é de R$ 24 bilhões, ou 0,4% do PIB, enquanto R$ 6,5 bilhões são a meta de estados e municípios (0,1% do PIB).
Entre outros pontos, o texto da lei orçamentária prevê arrecadação federal com a criação da nova CPMF – tributo que sofre resistência por parte da sociedade e de parlamentares. Bancos ouvidos pelo Ministério da Fazenda em dezembro, porém, não acreditam que a meta fiscal de 2016 será atingida. A previsão é de um rombo de R$ 68,23 bilhões.

Fonte: G1

27 DE JANEIRO

46% dos brasileiros não controlam o seu orçamento, revela pesquisa

Muitos consumidores brasileiros não controlam o quanto gastam, não sabem quanto pagam de juros, não se planejam para imprevistos, desconhecem o valor de seus rendimentos mensais e ainda assumem ser pessoas desorganizadas financeiramente.

De acordo com uma pesquisa realizada em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 45,8% dos entrevistados não realizam um controle sistemático do seu orçamento, sendo que 29,3% o fazem apenas ‘de cabeça’ – ou seja, recorrem a um método pouco confiável para organizar suas finanças. Entre os entrevistados que utilizam algum método organizado para gerenciar seus recursos financeiros (53,9%), o mecanismo mais comum é o caderno de anotações, mencionado por 29,8% da amostra, seguido pela planilha (21,0%) e pelos aplicativos digitais (3,1%).

O levantamento mostra ainda que boa parte dos brasileiros reconhece a falta de organização para lidar com o próprio dinheiro. Menos da metade (48,1%) dos entrevistados ouvidos consideram-se pessoas organizadas financeiramente. Considerando uma escala de um a dez, a nota média que o brasileiro atribui para o seu próprio nível de educação financeira é de apenas 6,3.

“Como a falta de conhecimento sobre as próprias finanças é um problema crônico no Brasil, é importante incluir a educação financeira como tema na formação básica dos cidadãos.

Controlar gastos, fazer um planejamento antes de ir às compras e evitar consumir por impulso são algumas atitudes simples que deveriam ser assimiladas desde criança”, defende o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

Consumidor anota despesas básicas, mas falha com os gastos extras

A pesquisa mostra que o controle dos gastos extras e de itens que não são considerados de primeira necessidade acaba ficando para o segundo plano em detrimento dos gastos fundamentais. Despesas com supermercado e contas de água e luz (93,5%) e também os rendimentos (90,1%) são anotados ao menos uma vez por mês pela maioria absoluta dos entrevistados. No entanto, apenas 39,5% dos consumidores anotam semanalmente os gastos com lazer, alimentação fora de casa, serviços de estética, salão de beleza, roupas, sapatos e acessórios, por exemplo.

“A pesquisa comprova que muitos dos que dizem fazer um controle sistemático de seus gastos o fazem com uma frequência bastante aquém da adequada”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Brasileiro assume não ter disciplina para controlar finanças pessoais

Não é a falta de conhecimento que impede o brasileiro de colocar a vida financeira em ordem. Os entrevistados demonstram ter conhecimentos mínimos sobre quais atitudes tomar para fazer o controle de suas finanças, mas acabam falhando na hora de colocar as ideias em prática. Disciplina para registrar os ganhos e gastos (26,3%), recordar das compras em dinheiro e que não constam no extrato bancário (19,4%) e falta de tempo (8,2%) são as principais dificuldades das quais o brasileiro mais se queixa na pesquisa. Não saber como fazer ou por onde começar são justificativas citadas apenas por 8,9% dos
entrevistados.

“Não é fácil espantar a preguiça e manter a disciplina de anotar as inúmeras despesas do dia a dia, sem perder de vista o controle das compras parceladas e das aquisições não planejadas, mas tudo isso é importante a fim de equilibrar o orçamento mensal”, garante Marcela Kawauti.

Faça o que eu digo, não faça o que eu faço

Pesquisar preços antes de adquirir um produto (86,5%), juntar dinheiro para comprar algo à vista (77,0%), pechinchar (74,4%), mudar o local de compra por outro com preços melhores (69,5%), poupar ou investir (67,2%) e economizar com as despesas da casa (66,7%) são as práticas de educação financeira que os consumidores entrevistados mais consideram importantes e saudáveis no dia a dia.

No entanto, apesar da maior parte dos entrevistados atribuir alta importância a determinadas atitudes, a prática está longe de ser frequente na vida dos entrevistados. Apenas 51,1% dos brasileiros fazem pesquisa de preço antes de concretizar uma compra, 34,7% dos consumidores não têm o costume de pechinchar, apenas 24,0% têm o hábito de mudar o local de compra por outro com preços mais baratos e apenas dois em cada dez (20,4%) possuem o costume de juntar dinheiro para comprar a vista.

47,2% não sabem o quanto pagam de juros ao parcelar uma compra

A pesquisa também investigou qual é o grau de conhecimento dos brasileiros sobre a sua situação financeira, incluindo ganhos e despesas. Um dado que acende o sinal de alerta é que três em cada dez (29,1%) consumidores admitem nem sempre saber qual será a sua renda total do próximo mês e 17,4% reconhecem não ter plenos conhecimentos sobre o valor de suas contas básicas mensais. Também é considerável o percentual de consumidores que se perdem na quantidade de compras parceladas: 26,4% dos entrevistados disseram que nem sempre se atentam ao número de prestações que já possuem quando realizam uma nova compra a prazo.

Quando o assunto são os gastos com juros, encargos, taxas e tarifas bancárias, o conhecimento também é insuficiente. Dentre os entrevistados, 60,0% afirmaram nem sempre saber os valores gastos anualmente com essas despesas e quase a metade (47,2%) dos entrevistados garante não calcular com frequência o quanto estão pagando de juros quando fazem uma compra a prazo.

“Esses são conhecimentos imprescindíveis para o bom controle do orçamento. Ao ignorar as regras básicas de juros e encargos numa compra parcelada, por exemplo, ou mesmo abrir uma conta bancária sem conhecer de fato todos os serviços que está adquirindo, o consumidor assume riscos que vão desde gastos desnecessários até o endividamento e a inadimplência”, alerta Marcela Kawauti.

Cai o número de quem consegue terminar o mês com dinheiro sobrando

O levantamento aponta que neste último ano se tornou tarefa ainda mais difícil administrar o orçamento pessoal com alguma sobra. Entre dezembro de 2014 e dezembro de 2015, caiu de 60,9% para 41,1% o percentual de consumidores que alegaram quase sempre conseguir pagar todas as contas e ainda fechar o mês com alguma sobra de dinheiro.

Reforçando o cenário de agravamento da crise econômica e a sensação de bolso mais vazio entre o brasileiro, aumentou de 21,6% para 37,8% a proporção de brasileiros que terminam o mês no ‘zero a zero’, ou seja, conseguem pagar todas as contas, porém sem sobras de dinheiro. Também cresceu o percentual dos brasileiros que nem sempre conseguem pagar as contas e acabam tendo de fazer ‘ginástica’ ou se endividando para não terminar o mês no vermelho (de 17,6% para 21,0%).

Quando o orçamento não é o suficiente para quitar todas as contas, a maior parte dos entrevistados disse mudar de hábito, comprando coisas mais baratas e fazendo pesquisa de preço (44,2%) ou diminuindo os gastos dentro de casa, como TV por assinatura e alimentação (30,7%).

No entanto, há pessoas que se endividam ainda mais para poder pagar suas dívidas: 30,7% usam o cartão de crédito para comprar o que precisam, 28,9% sacam dinheiro da poupança ou de outras reservas financeiras, 23,3% pedem dinheiro emprestado a amigos e familiares, 16,8% deixam de pagar outras prestações e 14,8% usam o limite do cheque especial. “Criar um problema a fim de resolver outro.

Apesar de paradoxal, essa é a situação vivida por muitos brasileiros ao tentarem lidar com as despesas do orçamento. Na tentativa de honrar os compromissos, os consumidores adquirirem novas dívidas ou atrasam o pagamento de algumas delas, o que os insere em um círculo vicioso difícil de interromper”, observa a economista Marcela Kawauti.

Dentre os que não têm sobras, 24,1% atrasam contas todos os meses

Para conseguir pagar suas contas e cumprir com os compromissos financeiros, 15,7% dos consumidores que fecham o mês no vermelho admitem usar todos os meses o limite disponível no cartão de crédito e no cheque especial. Entre os que deixam contas sem pagar quando não conseguem honrar seus compromissos, 24,1% atrasam pelo menos uma conta todos os meses.

“O aperto financeiro e a necessidade de quitar as contas leva alguns consumidores a enxergarem o endividamento como uma saída natural, o que pode trazer consequências graves para as finanças pessoais. E mesmo quando não recorrem a novas dívidas, sacrificam a reserva financeira que deveria servir para alcançar metas ou ser utilizada em situação de extrema emergência ao invés de cobrir rombos corriqueiros no orçamento”, afirma o educador Vignoli.

Metodologia

O estudo buscou identificar como o consumidor brasileiro se relaciona com suas finanças, levando em conta as práticas adotadas para controle do orçamento e as dificuldades enfrentadas no dia a dia. Foram entrevistados 804 consumidores acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais
nas 27 capitais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.

Fonte: CNDL

25 DE JANEIRO

Mercado prevê retração de 3% para o PIB neste ano e mais inflação

Analistas do mercado estimam mais inflação para 2016 e 2017.
Previsão para o nível de atividade no ano que vem também piorou.

Os economistas do mercado financeiro passaram a prever uma contração de 3% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e elevaram sua estimativa de inflação para 2016 e 2017, informou o Banco Central nesta segunda-feira (25). A instituição realizou pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na semana passada.

Para 2016, a expectativa dos economistas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, subiu de 7% para 7,23%. Com isso, permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas do ano que vem e bem distante do objetivo central de 4,5%.

Para 2017, a previsão do mercado financeiro para a inflação passou de 5,4% para 5,65%. Com isso, a estimativa se distanciou da meta central de 4,5% do ano que vem e se aproximou do teto de 6% do regime de metas para o período.

O aumento das expectativas dos analistas das instituições financeiras para a inflação aconteceu na mesma semana em que o Banco Central manteve a taxa básica de juros estável em 14,25% ao ano – o maior patamar em quase dez anos. Até o início da semana passada, o BC indicava que subiria os juros para tentar controlar a inflação, mas depois acabou deixando a taxa inalterada por conta do baixo nível de atividade no Brasil e no mundo. Há analistas que apontam que o BC sucumbiu a pressões políticas.

A autoridade monetária tem informado que buscará “circunscrever” o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016 (ou seja, trazer a taxa para até 6,5%) e, também, fazer convergir a inflação para a meta de 4,5%, em 2017. O mercado financeiro, porém, ainda não acredita que isso acontecerá.

Produto Interno Bruto

Para o PIB de 2016, o mercado financeiro passou a prever uma contração de 3% na semana passada, contra uma retração de 2,99% estimada na semana anterior.

Como o mercado segue estimando “encolhimento” do PIB em 2015, se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem início em 1948.

Para o comportamento do PIB em 2017, os economistas das instituições financeiras mostraram mais pessimismo e baixaram a previsão de crescimento de 1% para 0,80% na semana passada.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou a piora de suas estimativas e passou a prever uma contração de 3,5% para o PIB brasileiro neste ano e um crescimento zero para 2017.

Taxa de juros

O mercado financeiro reduziu sua estimativa para a taxa básica da economia no final deste ano de 15,25% para 14,64% ao ano. Isso quer dizer que os analistas acreditam em uma alta menor do juro em 2016.

Já para o fechamento de 2017, a estimativa para a taxa de juros recuou de 12,88% para 12,75% ao ano – o que pressupõe queda dos juros no ano que vem.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

Câmbio, balança e investimentos

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 subiu de R$ 4,25 para R$ 4,30. Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar subiu de R$ 4,30 para R$ 4,40.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2016 subiu de US$ 35,5 bilhões para US$ 37,4 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a previsão de superávit avançou de US$ 38,8 bilhões para US$ 40 bilhões.

Para 2016, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil ficou inalterada em US$ 55 bilhões e, para 2017, a estimativa dos analistas permaneceu em US$ 60 bilhões.

Fonte: G1

22 DE JANEIRO

Pesquisa aponta falta de planejamento financeiro dos brasileiros

Um estudo realizado em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apenas com consumidores que vivem fora do seu padrão de vida – ou seja, gastam mais do que podem ou terminam o mês no ‘zero a zero’ – revela que 35% dos brasileiros que estão ‘no vermelho’ não conseguiriam manter o seu atual padrão de vida nem por um mês caso ficassem desempregados ou passassem por dificuldades financeiras.

A falta de planejamento para lidar com imprevistos é comprovada por outro dado: apenas 28% desses entrevistados garantem contar com alguma reserva financeira para recorrer em momentos de aperto.

Para o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, “o imediatismo com relação ao consumo faz com que o brasileiro deixe de pensar no seu futuro financeiro e priorize o prazer momentâneo de realizar compras, mesmo que isso tenha como consequência estar com o bolso sempre vazio ou não deixar de realizar seus sonhos e projetos de vida”.

O hábito de se planejar antes de ir às compras ou para realizar um sonho de consumo não é tarefa comum para os brasileiros que estão com as contas no vermelho. Somente 22% desses entrevistados afirmaram que sempre se planejam antes de fazer uma compra e que só adquirem o produto desejado se não estiverem com as finanças comprometidas.

A despreocupação com as finanças pessoais é tão comum entre essa parcela de entrevistados, que três em cada dez (28%) consumidores que terminam o mês devendo admitiram recorrer a algum tipo de financiamento ou cartão de crédito quando querem adquirir algum produto que não tem condições de comprar.

Devedores usam cheque especial e cartão como extensão da renda

Outro sinal de que os consumidores que estão ‘no vermelho’ agem de maneira mais imprudente é o fato de que 41% deles consideram o limite do cartão ou do cheque especial como parte do dinheiro disponível no orçamento mensal. Entre aqueles que estão no vermelho, há percentuais consideravelmente maiores em relação a métodos que visam ao aumento do padrão de vida na comparação com os que terminam o mês sem sobras de dinheiro, como o uso do cartão de crédito (33% contra 19% daqueles que estão no ‘zero a zero’), do cheque especial (19% contra 2%) e de empréstimos ou financiamentos (16% contra 4%).

Segundo José Vignoli, esse é um comportamento de alto risco, pois apesar de permitir a ilusão de que o orçamento mensal foi ampliado, as altas taxas de juros embutidas na modalidade podem agravar rapidamente o endividamento, fazendo com que os consumidores percam de vez o controle sobre suas finanças. Para exemplificar como uma dívida relativamente baixa pode se transformar numa bola de neve, a média das taxas de juros no cheque especial, em média de mais de 260% segundo o Banco Central, fazem com que uma dívida não paga de R$ 1.000 aumente para mais de R$ 3.000 em um ano e para mais de 12.000 em dois anos.

“Neste momento de crise é importante que os consumidores tenham alguns cuidados na hora de realizar compras. Em especial se as dívidas são no cartão de crédito ou no cheque especial, já que os juros cobrados nestas modalidades de crédito são os mais altos do mercado”, alerta o educador financeiro José Vignoli.

Segundo a pesquisa, 39% dos brasileiros que terminam o mês com as contas no vermelho admitiram estar com o nome em cadastrados de inadimplentes.

34% dos devedores andam irritados

Quando são considerados os gastos responsáveis por levar os consumidores a extrapolar o limite financeiro do orçamento, observa-se que entre aqueles que estão no vermelho são maiores os percentuais de despesas com supermercado, em relação aos que fecham a conta no zero a zero (67% contra 54%), almoço, lanches, churrasco para receber amigos e parentes em casa (57% contra 46%), mensalidade de escola ou faculdade (31% contra 19%) e carro (29% contra 19%).

Viver fora do padrão de vida mais adequado à própria realidade financeira pode trazer inúmeras consequências, não apenas o endividamento e a inadimplência, como inclusive, impactos emocionais como, irritação e ansiedade. Seis em cada dez consumidores que estão no vermelho (64%) mostram-se insatisfeitos com o padrão de vida atual e mais de um terço (34%) dos entrevistados disseram andar sempre irritados por causa das suas dívidas. Quando questionados sobre a satisfação e a felicidade com relação à sua vida financeira, eles atribuem uma nota baixa: apenas 4,58, considerando uma escalada que varia de zero a 10.

Para o especialista do SPC Brasil, os consumidores que estão no vermelho vivem num círculo vicioso, pois planejam menos do que deveriam, gastam mais do que podem e estão constantemente ansiosos e preocupados com as contas que vão chegar. “Quando é hora de acertar as despesas, eles quase nunca têm os recursos necessários, o que é fonte de novas frustrações. Mas basta que se interessem por algo na vitrine para que o ciclo recomece outra vez.

Os resultados da pesquisa indicam que quem está no vermelho se vale de estratégias arriscadas para manter ou mesmo elevar o padrão de vida. No esforço de viver em uma realidade que não condiz com sua verdadeira condição financeira, esses consumidores se valem de recursos financeiros que, de fato, não possuem, o que pode agravar drasticamente seu orçamento, em pouco tempo”, alerta Vignoli.

Fonte: CNDL

21 DE JANEIRO

SPC lança serviço para agilizar entrega de documentos em todo o país

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) lança mais um serviço para facilitar a vida dos consumidores de todo o Brasil. Com o SPC Brasil Cartórios, todo o trabalho de solicitar documentos oficiais nesses órgãos e outras instituições é facilitado, com o pedido podendo ser realizado pela internet. São 60 tipos de documentos disponibilizados, como histórico escolar, tradução juramentada, certidão de nascimento, casamento e batismo, reconhecimento de firma, certidão de protesto, matrícula de imóveis.

Alguns dados, como por exemplo a segunda via da certidão de nascimento, só são possíveis se a solicitação for feita no mesmo cartório onde o documento foi emitido. Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior, uma das principais facilidades e utilidades do novo serviço é o consumidor conseguir documentos emitidos em outras localidades.

“Pela internet ou no balcão da CDL (Câmara de Dirigente Lojista) da cidade, será possível fazer esse tipo de solicitação e receber onde quiser, com total comodidade, evitando processos burocráticos e altos custos com transporte e logística”, diz.

O presidente explica que o SPC Brasil inicia o serviço com mais de 2.000 pontos de contato e uma plataforma online. “Os consumidores interessados terão, ainda, diversas opções de pagamento pelos documentos, com preços competitivos e atendimento qualificado, seja online ou presencial”, conta Pellizzaro. “O SPC Brasil Cartórios, então, emitirá a segunda via de origem de qualquer localidade do País e entregará no endereço informado.”

Confira mais detalhes de alguns dos documentos mais procurados disponíveis:

– Diploma e Histórico Escolar

O diploma é um documento importante em toda a vida, podendo ser solicitado em diversas situações. Atestando a graduação em uma determinada instituição de ensino, como escola, universidade ou instituto politécnico, o Diploma Escolar é a prova de que alguém completou um determinado curso ou recebeu um grau acadêmico.

Já o Histórico Escolar é um documento que pode ser solicitado em um novo emprego, curso superior ou concurso público, por exemplo. O consumidor não precisa mais ir até a escola que estudou, podendo fazer o pedido pela internet e receber em casa suas informações como notas, conceitos, disciplinas, entre outras.

– Histórico de Graduação

O Histórico de Graduação é um documento que informa as atividades de ensino cursadas pelo aluno em uma determinada faculdade, constando a grade curricular e as matérias que foram retiradas do currículo atual do curso.

Além disso, o Histórico de Graduação possui os planos de ensino das disciplinas que o aluno cursou ou nas quais está matriculado e também apresenta informações detalhadas sobre as atividades de Estágio e Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), tais como: área de atuação, período, conceito e carga horária.

– Tradução juramentada

Documentos emitidos em língua estrangeira precisam ter também uma validade oficial no Brasil, por isso, existe a Tradução Juramentada, um documento regulamentado pelo decreto nº 13.609 e que reproduz fielmente o conteúdo do documento original e apenas o acompanha, não faz a substituição.

Utilizada para garantir que certidões, contratos e procurações, por exemplo, tenham eficácia no País, a tradução juramentada deve ser feita por um tradutor público juramentado, concursado e com nomeação concedida pelas Juntas Comerciais ou órgãos encarregados do registro do comércio.

– Certidão de Nascimento

A Certidão de Nascimento é a transcrição integral e completa daquilo que está escrito no livro de registros do cartório, reproduzindo fielmente o que consta ali. Existe também uma versão mais resumida da Certidão de Nascimento, com um resumo dos dados desse registro.

– Certidão de Casamento

A Certidão de Casamento é o documento emitido por um Cartório de Registro Civil que contém os dados relativos à união matrimonial. Essa certidão atesta registros como: a data do casamento, o nome dos noivos, suas profissões, estado civil, endereços, naturalidade, nacionalidade, entre outros. Uma Certidão de Casamento pode ser emitida no Brasil em dois formatos: em breve relato ou inteiro teor.

– Batismo

A Certidão de Batismo é fornecida após a realização da cerimônia e é um requisito para fazer o casamento religioso na igreja católica.

– Autenticação de documentos

Uma cópia fotográfica de documento pode ter o mesmo valor do original, por meio de um processo de Autenticação, sendo a prova plena de que a cópia é idêntica ao original.

Fonte: CNDL

20 DE JANEIRO

Apenas 9% dos micro e pequenos empresários pretendem contratar crédito

O ano de 2015 definitivamente demonstrou uma baixa disposição dos micro e pequenos empresários (MPEs) em contratar crédito para seus empreendimentos, refletindo o cenário econômico adverso no Brasil. Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que apenas 9,4% desses empresários têm a intenção de procurar crédito pelos próximos três meses. O indicador mensal registrou em dezembro apenas 13,14 e ficou praticamente estável na comparação com o mês anterior, quando registrou 13,47 pontos.

O resultado é considerado baixo, visto que a escala do indicador varia de zero a 100. Quanto mais próximo de 100, maior é a probabilidade de os empresários procurarem crédito e, quanto mais próximo de zero, menos propensos eles estão para tomar recursos emprestados para os seus negócios.

Na avaliação do presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a economia brasileira não inspira a confiança necessária para que os empresários assumam compromissos de longo prazo, principalmente em um momento em que os brasileiros estão diminuindo o consumo de bens e serviços. “Os problemas que compõem o complicado cenário econômico atual contribuem para aumentar as incertezas em relação ao futuro da economia e dos negócios”, diz Honório.

O ambiente de recessão e juros em alta não é, contudo, a única explicação para a baixa demanda por crédito. Entre os empresários que não pretendem contratar, mais da metade (51,6%) dizem que conseguem manter o negócio com recursos próprios, e 25,5% alegam que no momento não estão pensando em fazer investimentos na empresa.

Para aqueles que pretendem tomar crédito nos próximos meses, o microcrédito aparece como a principal modalidade a ser contratada, sendo mencionada por 47,4% dos entrevistados, seguida pelo cartão de crédito empresarial (19,7%). De acordo com o SPC Brasil, o crédito destina-se, principalmente, para capital de giro (46,1%), compra de estoques ou insumos (30,3%) e para a reforma da empresa (25%).

70% dos MPEs não pretendem investir

O Indicador de Investimentos MPE também registrou um baixo patamar, o que demonstra que a recessão econômica também está afetando os planos de expansão dos micro e pequenos empresários. Na comparação entre novembro e dezembro, o indicador caiu de de 27,18 pontos para 25,16 pontos, sendo que quanto mais próximo de 100, maior é a propensão ao investimento.

Cerca de 70,0% desses empresários não pretendem investir nos próximos 90 dias. “O número reflete a desconfiança com o cenário econômico. As projeções para 2016 apontam para mais um ano de queda do PIB, que pode chegar a 3%. Diante desse quadro, o incentivo para expandir os negócios ou realizar melhorias é menor”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

O principal investimento a ser realizado pelos entrevistados que pretendem investir é a reforma da empresa, mencionada por 40,6%. Também aparecem com destaque a aquisição de equipamentos e maquinário (33,7%), mídia e propaganda (26,9%) e a ampliação dos estoques (25,7%). Entre eles, a maioria pretende usar capital próprio (66,3%) e outros 27,4% pretendem recorrer a empréstimos em bancos e financeiras.

Metodologia

Os Indicadores de Demanda por Crédito e de Propensão para investimentos do Micro e Pequeno Empresário (IDCI-MPE) calculados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) levam em consideração 800 empreendimentos com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior.

Fonte: CNDL

19 DE JANEIRO

Consumidor e experiência de venda são destaque no segundo dia da NRF

O segundo dia do maior evento de varejo do mundo começou com as boas-vindas do presidente e CEO da NRF, Matthew Shay, que em seu discurso comentou sobre a importância de eventos como esse para o varejo mundial, já que a troca de informações e aprendizados que são realizadas durantes os quatro dias de evento são únicos.

Logo após a abertura, houve a palestra sobre “Diplomacia: persuasão, confiança e valores”, ministrada pelo General Colin Powell, que durante uma hora comentou sobre sua trajetória no governo americano na época do presidente Bush e toda a sua experiência como líder militar.

Nesta condição, Powell foi o estrategista da operação Tempestade no Deserto, que corresponde à primeira invasão do Iraque, em agosto de 1990. Ele se aposentou no exército em 1993. O ex-general, que hoje tem 10 escolas e 1 universidade que levam o seu nome, parabenizou o evento por oferecer bolsas de estudos para jovens. “Os jovens do futuro serão seus clientes ou funcionários, é preciso sim investir no melhor para eles”, comentou ao falar da iniciativa. Powell também citou a importância de ser um bom líder e contou um pouco sobre a sua trajetória no varejo durante sua juventude.

Outro assunto que marcou o segundo dia da NRF foi a mudança de comportamento do consumidor, que agora está no centro de tudo e sim, a organização precisa se voltar para ele cada vez mais. Durante a tarde, a palestra “Tomando a dianteira do mercado: Os vanguardistas do varejo para ficar de olho”, com o vice-presidente de planejamento da loja Toys, Somon Cartey, e o co-fundador da Vigga Svensson, ressaltou as mudanças que forçam os varejistas a repensarem suas estratégias de acordo com o comportamento do consumidor. Para eles, hoje os compradores são bem mais criteriosos na hora de consumir.

Outro destaque do dia foi a palestra “ Conquistando consumidores do Brasil”, com Alberto Serrentino, sócio fundador da Varese Retail, Gustavo Fagundes, CEO da Duty Free Brasil e Rodrigo Bacher, diretor de negócios da Paquetá Calçados. Ambos comentaram sobre a presença das marcas internacionais no país, principalmente por conta da Copa, que ocorreu em 2016, e das Olimpíadas, que acontecerá ainda este ano. Serrentino comentou também como o varejista deve capturar as oportunidades na América do Sul.

Para o Honório Pinheiro, presidente da CNDL, a NRF faz com que os varejistas entendam mais os seus negócios, já que essa mudança de comportamento do consumidor deixou de ser tendência e passou a ser realidade. “O evento traz pesquisas, experiências e informações que devemos aplicar no nosso setor. É muito válido aqui analisarmos como temos desempenhado esse papel como gestores e como estamos aplicando todas as tendências que vem ocorrendo”, comenta.

18 DE JANEIRO

Nordeste termina 2015 com o maior crescimento de inadimplentes

Ano turbulento para os registros de consumidores com contas em atraso, 2015 terminou com a região Nordeste tendo a maior variação no número de inadimplentes na comparação com 2014.

De acordo com o indicador do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), foi registrado um avanço de 7,62% frente ao ano anterior. Apesar de apresentar uma desaceleração em relação à alta de novembro, o resultado de dezembro permanece em patamares elevados.

Das quatro regiões comtempladas por este estudo, é no Nordeste que o número de inadimplentes mais tem crescido nos últimos meses. Em seguida aparecem a região Centro-Oeste (6,24%), Sul (5,10%) e Norte (3,92%). O indicador não considera os dados da região Sudeste, que estão suspensos devido à entrada em vigor da Lei Estadual 16.569/2015, conhecida como Lei do AR, que dificulta a negativação de inadimplentes em São Paulo.

Segundo o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o aumento da quantidade de consumidores inadimplentes reflete o difícil cenário macroeconômico visto em 2015, com piora dos índices de emprego e avanço da inflação. “A alta dos preços aliada ao aumento do desemprego afetou a renda das famílias, que sentem dificuldades para pagar as dívidas pendentes”, diz o presidente.

A projeção da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, para 2016 é que mesmo com bancos e comerciantes restringindo a concessão de crédito – fato que limita o endividamento do consumidor – a inadimplência deve continuar acelerando pelos próximos meses, devido à crise da economia brasileira.

Na comparação mensal, isto é, entre dezembro e novembro de 2015, foi a região Sul que registrou a maior queda, com -1,78%, seguida do Norte (1,10%), Centro-Oeste (-0,89%) e Nordeste (-0,88%).

Dívidas bancárias são a maioria nas quatro regiões

Nas regiões Norte e Nordeste, foi o setor de Comunicação o que registrou a maior variação anual do número de dívidas, com crescimento de 11,84% e 11,93%, respectivamente, na comparação com dezembro de 2014.

No Centro-Oeste, as pendências devidas ao setor de Água e Luz foram as que mais cresceram, com variação de 33,63% na comparação anual. No Sul, também se destaca o número de pendências de Água e Luz, mas com um crescimento menor, de 16,70%.

Porém, a maioria relativa do total de dívidas dos moradores das quatro regiões analisadas possui como credo o segmento de Bancos: Sul, com 43,95% do total; Nordeste, com 41,58%; Centro-Oeste, 40,75%; e Norte, com 33,02%.

Entenda a Lei do AR do estado de São Paulo

Desde setembro de 2015, quando passou a vigorar a nova Lei Estadual 16.569/2015, os consumidores do estado de São Paulo que atrasam suas contas só podem ter seu nome incluído em cadastros de devedores se assinarem um aviso de recebimento (AR) enviado pelos Correios. No modelo antigo, que vigorava desde a implantação do Código de Defesa do Consumidor, em 1991, a notificação era feita por carta simples e o consumidor tinha dez dias corridos para regularizar sua dívida antes de ter o CPF negativado.

Como os Correios enfrentam dificuldades para localizar os consumidores em horário comercial para colher a assinatura do AR e alguns inadimplentes se recusam a assinar o protocolo, muitos consumidores que atrasam suas contas estão deixando de constar na lista de inadimplentes, o que causa distorção no mercado de crédito no país. Com menos informações na base de devedores, a concessão de crédito deve sofrer impactos, resultando em juros mais elevados para todos os consumidores, estando eles com as contas em dia ou não.

Outro ponto prejudicial da nova lei é que, caso o consumidor não seja localizado pelos Correios e não assine o aviso de recebimento, ele só poderá ser considerado inadimplente se a dívida for protestada em cartório, o que implica na cobrança de taxas para ter a pendência excluída após o seu pagamento. Antes da nova lei entrar em vigor, o consumidor não era onerado financeiramente, pois bastava pagar a dívida para ter o nome ‘limpo’ de volta, independentemente de o lojista optar ou não pelo protesto.

O SPC Brasil e a CNDL acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) pela inconstitucionalidade da lei e aguardam o julgamento.

 

Fonte: CNDL