Arquivo mensais:fevereiro 2016

29 DE FEVEREIRO

O varejo tem pressa e a tecnologia precisa acompanhar

Rapidez de insights nos negócios pode fazer a diferença entre uma oportunidade perdida e um ganho enorme. Se você for um varejista na área de moda ou alimentos, por exemplo, ter um estoque suficiente de chapéus de sol ou de sorvetes para atender a demanda durante os dias de calor fará total diferença se você não quiser morrer na praia.

Localizar picos de interesse de um produto – ou mesmo prever quais serão os itens mais vendidos e planejar o futuro – pode significar mais sucesso para a sua empresa.

Vamos tornar este exemplo um pouco mais prático. O processo completo de varejo – da emissão da nota fiscal até o processamento do lote, combinado com a cadeia de fornecimento – muitas vezes representa o tempo de resposta daquele varejista para as oportunidades com que se depara.

E se essas consultas fossem feitas em minutos em vez de horas? E se isso pudesse ser feito sem interromper os processos regulares na emissão de mercadorias para determinar uma posição de estoque ao final de uma hora, de uma semana ou de um dia de comércio?

Acessando rapidamente as informações

A fabricante líder de cerveja artesanal Sierra Nevada teve que enfrentar esse desafio. O seu armazenamento em disco rígido convencional não atendia às necessidades de uma empresa que precisava de acesso rápido às informações.

A empresa precisava de uma tecnologia que pudesse gerenciar os dados – que em última análise, controlam o seu processo de fabricação – de uma forma mais simples e eficiente. Por isso, optou pelo flash. As matrizes de armazenamento em flash ajudaram a Sierra Nevada a agilizar o processo de fabricação, proporcionando rápida compreensão dos dados e resolvendo quaisquer problemas da linha de produção ali mesmo, na hora, ao invés de amanhã.

Um dos maiores problemas do setor de varejo é que ele é um alvo muito, muito atraente para ataques de todos os tipos de organizações. O caso da gigante americana de varejo Target, por exemplo, onde uma violação em grande escala causou um prejuízo de milhões de dólares quando hackers roubaram dados financeiros confidenciais de clientes de seu banco de dados e os venderam no mercado negro.

Sim, é claro que isso remete ao campo da segurança cibernética, mas as organizações inteligentes já aprenderam que assegurar automaticamente o componente mais básico de qualquer sistema, o próprio meio de armazenamento, é fundamental para manter os dados vitais a salvo de caírem em mãos erradas.

Com o flash, no entanto, essa preocupação pode receber uma prioridade mais baixa, porque nada é escrito em um FlashArray sem ser criptografado, reduzindo assim a possibilidade de ataque de um hacker. Essa é apenas uma das vantagens que o flash acrescenta ao seu pacote de benefícios para possibilitar que as empresas trabalhem melhor, mais rápido e, acima de tudo, de uma forma mais segura para os clientes.

Acelerando o fluxo de informações

Também vale a pena observar outros casos reais em que o flash tornou possível ganhos essenciais para um modelo de negócio de varejo baseado na movimentação de grandes volumes de produtos.

A Picard, varejista de alimentos congelados com 920 lojas, teve grande sucesso com seus aplicativos internos de previsão SAP usando flash para obter rápido conhecimento de sua cadeia de fornecimento. Já a equipe da Kiabi, outra varejista francesa, desta vez de moda, reduziu de 24 para apenas quatro horas o tempo de processamento em série de seu banco de dados, permitindo que ele trabalhe a uma velocidade mais rápida que nunca.

Ou seja, agilizar o tempo de acesso dá aos varejistas a capacidade de alavancar seus sistemas corporativos de planejamento de recursos, além de facilitar a rápida reposição de produtos à medida em que são vendidos.

Outro benefício é que ao proporcionar aos varejistas rápido acesso e leitura de seus dados, o flash também permite um desenvolvimento mais rápido dos negócios de uma empresa. Se antes os varejistas levavam dias para fazer cópias de seus bancos de dados ao aprimorar um novo sistema ou site, com o flash este processo é quase instantâneo.

A lição tirada desses exemplos é a seguinte: a velocidade de acesso e uma inteligência de negócios precisa poderão levar uma empresa ao sucesso. Fazer isso de uma maneira que simplifique o processo por trás da leitura de dados também poderá gerar uma economia operacional.

O varejo é e sempre será um teste pelo qual cada fornecedor de tecnologia deverá passar, simplesmente para poder sobreviver. Atualmente, fazer tudo certo não é apenas ser o mais rápido ou o maior, mas também compreender o problema, em vez de apenas jogar dinheiro nele.

Fonte: Varejista – Artigo de Wagner Tadeu, country manager da Pure Storage

26 DE FEVEREIRO

Nordeste tem maior crescimento no total de empresas inadimplentes

O ano de 2015 não foi turbulento apenas para os consumidores com contas em atraso, mas também para as pessoas jurídicas. De acordo com o indicador do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o crescimento do número de empresas negativadas foi de 14,5%, na comparação com 2014, se considerarmos todas as regiões do país, excluindo o Sudeste.

A aceleração da inadimplência ao longo do último ano foi observada em todas as quatro regiões consideradas pelo indicador: Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte.

Os dados do Sudeste não foram divulgados devido à Lei Estadual nº 15.659, que vigora no estado de São Paulo e dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas no estado.

Assim, a região em que mais aumentou o número de empresas negativadas em 2015 foi o Nordeste, com avanço de 17,35% na comparação com 2014. Em seguida aparece o Centro-Oeste, que registrou avanço de 14,84% na mesma base de comparação, e o Sul (12,09%).

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, os dados refletem o aprofundamento do quadro recessivo da economia brasileira.

“Ao longo de 2015 não foi estabelecido o consenso político necessário para corrigir os desequilíbrios fiscais e acabar com a crise de confiança”, explica o presidente. “O recuo da atividade econômica fez cair o faturamento das empresas e, com isso, afetou sua capacidade de honrar compromissos. Além disso, a alta dos preços forçou o aumento da taxa de juros e elevou o custo do capital. Como resultado, as previsões para o PIB em 2015 apontam para uma queda próxima de 4%”, diz Pinheiro.

Já em janeiro de 2016, na comparação com o mesmo mês de 2015, a região Nordeste registrou leve desaceleração da inadimplência e a variação anual passou de 17,35% para 16,38%.

“Ainda assim, a região continuou a liderar o avanço do indicador anual de empresas devedoras”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. No Centro-Oeste, a comparação entre janeiro de 2015 e o mesmo mês do ano anterior mostra crescimento de 14,92% do número de empresas inadimplentes. Já na região Norte o crescimento foi de 12,50%, e no Sul de 12,40%.”

Além da queda do PIB, o cenário econômico combinou alta dos preços, com a inflação rompendo o teto da meta, e, por consequência, a elevação dos juros”, explica Kawauti.

“Diante desse quadro, o movimento da inadimplência foi influenciado por dois vetores: a maior restrição do crédito e a piora das condições econômicas. Os dados deste relatório mostram que o segundo prevaleceu.”

Setor de serviços

O setor credor que concentra a maior parte das dívidas de pessoas jurídicas, ou seja, para quem as empresas estão devendo, é o setor de serviços, em todas as quatro regiões analisadas pelo SPC Brasil e pela CNDL. É na região Sul a maior participação, proporcionalmente, do número de dívidas de empresas de serviços: 72,46%. Em seguida, as maiores participações são no Centro-Oeste, com 67,77% do total das dívidas; no Nordeste (60,88%); e na região Norte (58,70%).

O segundo maior credor em todas as quatro regiões analisadas é o setor de comércio.

Fonte: CNDL

25 DE FEVEREIRO

65% das mulheres já mudaram seus hábitos de compra por causa das redes sociais

Que as redes sociais e a mídia são utilizadas para diversos fins de consumo já é um fato amplamente conhecido. Porém, mostrar como especificamente as mulheres se comportam e respondem às influências de compra e avaliar a percepção da sua imagem utilizada pelos meios de comunicação é o objetivo da série de pesquisas “O Perfil de Consumo das Mulheres Brasileiras” do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Segundo o estudo, 64,8% das brasileiras entrevistadas admitem que já mudaram seus hábitos de compra por causa das redes sociais. Ou seja, o fato de acompanhar posts, dicas e comentários teve algum efeito sobre o cotidiano e comportamento de consumo dessa mulher, fazendo com que ela passasse a comprar produtos sugeridos ou mudasse algumas prática do dia a dia.

De acordo com os dados obtidos, as redes sociais são utilizadas por 94,3% das entrevistadas. A plataforma mais popular é o Facebook, citado por 89,2% das mulheres entrevistadas, seguido pelo Youtube (43,4%) e pelo Instagram (34,4%). A pesquisa também abordou os temas que mais mobilizam as postagens, compartilhamentos e acompanhamento das mulheres nas redes sociais: culinária (65,1%), moda (46,8%) e beleza (40,3%).

Em contrapartida, o tema finanças pessoais está entre as áreas menos acompanhadas entre as brasileiras, citado por 9,2% das entrevistadas. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o baixo interesse pelos assuntos relacionados ao orçamento pessoal não é um bom sinal.

“É importante buscar instrumentos que facilitem a organização da vida financeira e o melhor controle dos gastos, e as redes sociais podem ser de grande ajuda nesta tarefa”, diz Kawauti. “Ao compartilhar informações sobre esse tema, as consumidoras podem ampliar seu conhecimento sobre finanças pessoais e agir de forma mais consciente, inclusive ensinando outras pessoas como amigos e parentes.”

Produtos na internet

Se as redes sociais são importantes ferramentas para aprender e debater, também servem para divulgar suas opiniões sobre os produtos comprados. Mais da metade das mulheres entrevistadas (52,6%) costuma fazer avaliações ou comentários na internet sobre os produtos que compra, sendo que três em cada dez (32,4%) o fazem independente de a compra ter sido considerada boa ou ruim; e 20,2% somente quando o produto é ruim.

Dentre as mulheres que possuem este hábito, os itens mais avaliados são os celulares (63,0%), as roupas (56,6%), calçados (45,8%), alimentos (32,8%) e equipamentos de TV, DVD e som (30,6%).

“Ao potencializar a circulação e a troca de informações dos produtos comprados, as redes sociais aumentam o poder de escolha das consumidoras, podendo até mesmo provocar mudanças consideráveis em suas preferências e hábitos”, explica Kawauti.

Para a economista, as redes sociais assumem um papel cada vez mais importante no dia a dia das brasileiras. “Novos meios online de acesso à informação proporcionam um espaço ilimitado para que as mulheres interajam e compartilhem suas experiências de consumo, funcionando como fóruns de discussão e ajudando na decisão de compra de outras consumidoras”, diz.

Com o aumento do uso de smartphones, os aplicativos também ganham cada vez mais espaço no consumo das mulheres. A pesquisa mostra que cinco em cada dez entrevistadas (49,9%) fazem uso de apps no dia a dia, sobretudo as pertencentes às classes C, D e E (45,1%).

Dentre as mulheres que utilizam essa ferramenta, os mais populares são aqueles que servem para compra online de roupas e sapatos (24,4%), pedir comida (11,2%), auxiliar a dieta (9,6%) e chamar táxi (9,5%). Já os aplicativos para auxiliar o planejamento do orçamento são citados por 8,8% das entrevistadas.

TV ainda é a principal fonte de informação

Considerando os diversos canais que são utilizados para obter informação, o estudo do SPC Brasil e da CNDL revela que a internet já ultrapassou parte dos meios mais tradicionais como jornais e revistas, assumindo um papel cada vez mais importante na vida das brasileiras.

Ainda assim, a televisão lidera, sendo mencionada por 68,4% das entrevistadas. Logo após foram citados o Facebook (64,7%), o aplicativo Whatsapp (48%) e os portais de notícias (42%).

Além de ocupar uma boa posição entre as fontes mais populares para obter informação, o Whatsapp também é citado como o meio de comunicação com maior média de horas dedicadas por dia: são 4,2 horas contra 3,0 horas diárias para o Facebook; 2,9 horas para a TV e 2 horas para o rádio.

Apesar da tecnologia e da variedade de canais informativos, o boca-a-boca com amigos ou familiares foi identificado na pesquisa como o meio mais confiável para as entrevistadas, seguido pela conversa com outros consumidores e pelos jornais. Já as propagandas menos confiáveis na visão das mulheres são aquelas feitas por SMS e por vendedores.

Fonte: CNDL

23 DE FEVEREIRO

Corecon-ES promove nesta quarta-feira debate sobre oportunidades de negócios para empresas

Além do ajuste fiscal, de que reforma o Brasil precisa para crescer? Quais as soluções para a crise? Especialistas vão debater sobre o assunto durante o painel “Tendências econômicas e oportunidades de negócios para empresas”, evento que será realizado pelo Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES), nesta quarta-feira (24), no auditório do Bandes, a partir das 17 horas.

Na ocasião, também haverá a solenidade de posse dos novos conselheiros do Corecon, eleitos para o triênio 2016/2018. O evento contará com a presença do governador Paulo Hartung, que fará a abertura do painel de debate.

“O cenário econômico previsto para 2016 é de estagnação. A situação é mais difícil no Espírito Santo devido à influência das commodities e à paralisação de negócios na área de mineração. É papel dos economistas ir além do diagnóstico dos problemas, mostrando uma agenda positiva, com propostas para a superação da crise. Vamos apresentar uma visão que ultrapasse o ajuste fiscal e falar também das oportunidades que existem para os brasileiros fora do País”, explicou o presidente do Corecon-ES, Eduardo Reis Araújo.

Entre os especialistas convidados, estão a economista Celina Ramalho, de São Paulo, doutora em Economia de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e membro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), e o secretário de Estado de Desenvolvimento, José Eduardo Faria de Azevedo.
O evento é aberto ao público. Os interessados devem se inscrever pelo site www.corecon-es.org.br ou pelo telefone 3223-0618.

Serviço

Painel: “Tendências econômicas e oportunidades de negócios para empresas”
Dia: amanhã (quarta-feira)
Horário: a partir das 17 horas
Local: Auditório do Bandes, na Av. Princesa Izabel, 54, 10° andar, Centro de Vitória
Inscrições: pelo site www.corecon-es.org.br ou pelo telefone 3223-0618

Programação

17h – Café de relacionamento
17h30 – Mensagem de abertura e posse dos conselheiros eleitos
17h40 – Mensagem do governador Paulo Hartung
17h50 – Painel: “Tendências econômicas e oportunidades de negócios para empresas”
18h40 – Encerramento

Conheça os debatedores

Celina Ramalho
Doutora em Economia de Empresas pela FGV. Professora e pesquisadora da Eaesp – Escola de Administração de Empresas de São Paulo – FGV, Departamento de Planejamento e Análise Econômica. Palestrante e consultora na área de cenários econômicos e negócios. Tradutora de livros de economia, entre eles, “Economia Internacional” – Paul Krugman. Organizadora do seminário anual “Latin American Programme on Rethinking Macro and Development Economics”, em parceria com a Cambridge University. Apresenta regularmente papers em congressos internacionais.

José Eduardo Faria de Azevedo
Secretário de Desenvolvimento do Espírito Santo. Possui formação na área de Engenharia e é pós-graduado em Transportes e Gestão Pública. Já atuou como secretário de Planejamento, de Governo e de Projetos Especiais do Governo do Estado.

Orlando Caliman
Mestre em Economia pela Arizona State University (EUA). Ex-professor de Economia da Ufes e ex-presidente do Bandes. Desenvolveu diversos estudos e pesquisas sobre economia e desenvolvimento do Espírito Santo. Atuou e coordenou projetos de elaboração de planos de desenvolvimento local, regional, estadual e setorial. É articulista semanal do jornal A Gazeta, sócio diretor da Futura – Instituto de Pesquisa e membro fundador do Espírito Santo em Ação.

Robson Antonio Grassi
Doutor em Economia pela UFRJ. Professor licenciado da Ufes, atuando como assessor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes). Tem experiência na área de Economia Industrial, Mudança Tecnológica, Economia dos Custos de Transação e Desenvolvimento Regional.

 

19 DE FEVEREIRO

Desemprego fica em 9% no trimestre até novembro, diz IBGE

O desemprego ficou em 9% no trimestre encerrado em novembro de 2015, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (19/02) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a maior para o período desde 2012, início da série histórica.

No trimestre anterior, de junho a agosto, o índice havia ficado em 8,7% e no trimestre de setembro a novembro de 2014, em 6,5%.
“A expectativa é que fosse menor (a taxa de desemprego para o período), porque já estaria cedendo nesse período. Em novembro, já estaria em contratação para trabalho temporário (de fim de ano)”, analisou Cimar Azeredo, coordenador de trabalho e rendimento do IBGE.

Ao chegar a 9,1 milhões, a população desocupada cresceu 3,7% em relação ao trimestre de junho a agosto e subiu 41,5% frente ao mesmo trimestre do ano anterior. De acordo com Azeredo, esse é o maior número de pessoas desocupadas da série.

Já a população ocupada somou 92,2 milhões de pessoas e não mostrou variação em relação ao trimestre encerrado em agosto. Mas em relação a igual período de 2014, foi registrada uma queda de 0,6%.

O número de empregados com carteira assinada ficou estável sobre o trimestre anterior, porém caiu 3,1% quando comparado ao mesmo período de 2014.

O coordenador explicou que houve um aumento de 323 mil pessoas no país à procura de trabalho no período, em comparação com o trimestre terminado em agosto. “Essa pressão foi maior (no período) e isso tem a ver com o rendimento familiar e a perda da estabilidade carteira.”

A quantidade de empregadores não variou de um trimestre para o outro. No entanto, cresceu o número de trabalhadores por conta própria. Em relação ao trimestre de junho a agosto, a alta foi de 2,1% e frente ao mesmo período de 2014, de 4,5%.

“Essa queda do conta própria tem a ver com a queda do comércio. São pessoas que estão perdendo emprego e estão dando o seu jeito. E isso acarreta um rendimento menor”, disse.

Entre os empregados, a indústria cortou 2,9% das vagas, a agricultura, 2,5% e o segmento de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, 6,7%.

Por outro lado, a construção cresceu 6,1%, os serviços domésticos, 4,7%, transporte, armazenagem e correio, 3% e na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, 2,3%.

“O rendimento do trabalhador doméstico caiu. E é um grupamento que na série inteira foi a forma de inserção que mais aumentou. Dado esse processo que a gente está vivendo no mercado hoje, de falta de oportunidade de se ingressar, as pessoas estão trabalhando como domésticos. E como aquele domicílio está com pouca renda, ele negocia pagando menos. Isso provoca esse aumento do emprego doméstico.”

Na comparação com o trimestre de setembro a novembro de 2014, tiveram aumento os grupos de serviços domésticos (5,2%); alojamento e alimentação (4,9%); transporte, armazenagem e correio (4,6%); e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,2%).

Na contramão, foi registrada queda nos grupamentos de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias profissionais e administrativas (-6,3%) e indústria geral (-6,1%).

O rendimento médio real habitualmente ficou estável em ambas as comparações e chegou a R$ 1.899. No setor privado sem carteira de trabalho assinada, os “salários” subiram 6% diante do trimestre de junho a agosto de 2015.

Na comparação com o trimestre de setembro a novembro de 2014, os trabalhadores domésticos tiveram queda de 2,4% no rendimento e os por conta própria, de 5,5%.

Fonte: G1

18 DE FEVEREIRO

CDL Vitória: comércio cada vez mais forte

Nesta quinta-feira, 18 de fevereiro, a CDL Vitória completa 52 anos de fundação. Com mais de cinco décadas de história, conquistamos solidez e credibilidade no mercado, contribuindo para o desenvolvimento social e econômico do setor varejista, dos jovens empreendedores e da sociedade em geral.

A entidade mantém o comércio forte, unido e promissor, reforçando a representatividade junto ao poder público municipal e ao governo do Estado.

Atualmente, é a porta-voz de cerca de 2 mil empresários, distribuídos em diversos segmentos, como eletrodomésticos, construção/imobiliário, serviços e varejo, entre outros.

A CDL Vitória oferece soluções de SPC inteligentes para a tomada de decisões de crédito de seus associados, além de outros produtos indispensáveis para a gestão de seus negócios, como consultorias e assessorias, planos de saúde, cursos e mão de obra qualificada.

Se você ainda não é associado, venha conhecer o nosso trabalho!

17 DE FEVEREIRO

Proteção para as transações on-line

A CDL Vitória oferece para os seus associados o certificado digital, uma identidade de pessoa física ou jurídica no mundo virtual. A certificação tem inúmeras vantagens e já é usada de diversas formas.

“É um documento público que não precisa ser autenticado ou registrado em cartório. Ele proporciona mais agilidade e segurança na tramitação de documentos eletrônicos e é armazenado em uma nuvem (espaço virtual), o que previne a sua perda”, explicou o supervisor administrativo da CDL Vitória Leandro Ragazzi.

O documento torna transações comerciais muito mais fáceis e menos custosas. “Se uma empresa capixaba está fechando um negócio com uma companhia paulista, por exemplo, e as duas têm certificação digital, não é preciso que nenhuma das partes se encontre para assinar os documentos. O processo pode ser feito inteiramente on-line”, ressaltou Leandro.

A utilização ultrapassa os trâmites burocráticos. Hoje, a certificação digital já é uma obrigação em muitas empresas por conta da segurança que proporciona aos procedimentos de uma organização.

Diversos segmentos da economia utilizam a certificação em suas atividades, como Receita Federal, áreas financeira e contábil, Poder Judiciário e setores da saúde e educação.

Para adquirir o certificado, os interessados devem entrar em contato com a CDL Vitória pelo telefone 3026-2725 ou acessar o link http://www.cdlvitoria.com.br/servicos/certificado-digital e preencher um requerimento.

A partir daí, será feito um agendamento com data e horário para emissão do certificado. No dia marcado, o responsável legal deverá comparecer ao posto de atendimento designado, portando os documentos solicitados. De lá, o associado já sai com a certificação, que é liberada em menos de 24 horas.

16 DE FEVEREIRO

Quase 100 mil lojas fecham as portas em 2015

Diante da maior crise registrada pelo varejo nos últimos 15 anos, estudo realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra o fechamento líquido de 95,4 mil lojas com vínculo empregatício em 2015.

Os números representam um balanço final do ano, de acordo com os dados de dezembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência Social.

O volume corresponde a uma retração de 13,4% nos estabelecimentos comerciais que empregam ao menos um funcionário. Nem mesmo as grandes lojas do varejo foram poupadas. Nos últimos 12 meses esses estabelecimentos registraram recuo de 14,8%.

De acordo com a Confederação, o fechamento das lojas está diretamente associado à queda no volume das vendas. “O levantamento evidencia a dimensão da crise no varejo, que afetou todos os setores, inclusive os grandes, que, teoricamente, têm mais capacidade de enfrentar o quadro recessivo. Além disso, chama a atenção porque ela está presente praticamente no país inteiro”, avalia o economista da CNC Fabio Bentes.

Fechamento de lojas por setores

Todos os segmentos do varejo apresentaram queda no número de lojas, destacando-se, em termos relativos, os ramos mais dependentes das condições de crédito, tais como: materiais de construção (-18,3%), informática e comunicação (-16,6%), móveis e eletrodomésticos (-15,0%).

Em termos absolutos, no entanto, hipermercados, supermercados e mercearias foi o segmento que teve a maior redução no número de lojas em relação a 2014. Foram 25,6 mil estabelecimentos fechados no ano passado, de um setor que reponde por um em cada três pontos comerciais do país. Esse segmento e o de lojas de vestuário e acessórios responderam por quase metade (45,0%) das lojas que saíram de operação.

Redução de estabelecimentos por estado

O estudo revela, ainda, que das 27 unidades da Federação apenas uma não apresentou queda no número de lojas: Roraima. Espírito Santo foi o Estado mais afetado (-18,5%), seguido por Amapá (-16,6%) e Rio Grande do Sul (-16,4%). Os Estados de São Paulo (-28,9 mil), Minas Gerais (-12,5 mil) e Paraná (-9,4 mil) responderam, juntos, por mais da metade (53,3%) da queda no número de estabelecimentos.

De acordo com dados mais recentes da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, de janeiro a novembro de 2015 o varejo registrou retração de 8,4% no conceito ampliado, que incorpora os resultados do comércio automotivo e de materiais de construção, superando o primeiro recuo em 15 anos, verificado em 2014 (-1,6%).
Fonte: CNC

15 DE FEVEREIRO

Inadimplência abre o ano com alta em todas as regiões pesquisadas

O número de consumidores brasileiros com contas em atraso e registrados em cadastros de inadimplentes iniciou o ano de 2016 apresentando crescimento em todas as regiões pesquisadas pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

De acordo com o indicador, no último mês de janeiro, frente à igual período do ano passado, a alta mais expressiva foi na região Nordeste, onde foi verificado um aumento de 6,86% na quantidade de consumidores com dívidas em atraso.

Em seguida aparecem a região Sul (4,77%), Centro-Oeste (4,59%) e Norte (3,71%). O estudo não considera os dados da região Sudeste, que estão suspensos devido à entrada em vigor da Lei Estadual 16.569/2015, que dificulta a negativação de inadimplentes no estado de São Paulo.

Na comparação mensal, isto é, ante dezembro do ano passado, o crescimento do número de consumidores inadimplentes mostrou aceleração nas quatro regiões, influenciado por fatores sazonais: 0,93% na região Sul, 0,92% no Norte, 0,59% no Nordeste e 0,26% no Centro-Oeste.

Levando em consideração somente o número de dívidas em atraso, com exceção da região Norte, cuja alta oscilou de 6,69% em janeiro de 2015 para 6,53% em janeiro de 2016, todas as demais regiões registraram aceleração na comparação de um ano com o outro.

No Nordeste, a variação positiva passou de 4,45% em janeiro de 2015 para 8,43% em janeiro último, no Centro-Oeste, a alta foi de 4,66% para 6,69% e no Sul, houve um salto de 2,61% para 6,66% na quantidade de dívidas não pagas.

O prognóstico dos economistas do SPC Brasil é que, apesar de os bancos e comerciantes estarem restringindo a concessão de crédito – fator que acaba limitando a capacidade de endividamento do consumidor –, a inadimplência deve continuar crescendo nos próximos meses, em virtude da piora das condições macroeconômicas do país e do aumento da massa de desempregados.

“A aceleração da inflação tem feito com que o planejamento financeiro dos consumidores fique prejudicado, já que há perda constante do poder de compra. Além disso, a escalada nas taxas de juros encarece as parcelas das compras realizadas a prazo e dos financiamentos, dificultando assim o pagamento em dia dos compromissos financeiros”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Dívidas de água e luz

A abertura das dívidas não pagas por segmento da economia revela que não são apenas as dívidas que dependem da concessão de crédito que apresentam crescimentos expressivos. As pendências com contas básicas, como água e luz, registraram o crescimento mais elevado em duas das quatro regiões estudadas: alta de 17,01% na região Sul e de 13,30% no Centro-Oeste, em janeiro deste ano na comparação com o mesmo período de 2015.

“Esse fato demonstra que o aperto financeiro já impactou a capacidade de pagamento até mesmo das contas do dia a dia”, explica a economista Marcela Kawauti.

“Temos observado há vários meses que esse segmento de serviços básicos para o funcionamento das residências tem crescido de modo substancial no indicador de dívidas em atraso. Isso se explica pelo fato de que mais companhias de água e luz passaram a utilizar a negativação de CPFs como forma de recuperar a pendência financeira de seus usuários antes de realizar o corte no fornecimento”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

De acordo com o indicador, os atrasos no setor de comunicação, que englobam as pendências com telefonia, TV por assinatura e internet se destacaram principalmente nas regiões Nordeste (12,39%) e Norte (9,89%), ao passo que as dívidas no comércio, apresentaram a alta mais expressiva no Centro-Oeste, com crescimento de 7,77% na comparação entre janeiro deste ano com igual mês do ano passado.

As dívidas bancárias, que levam em consideração atrasos no cartão de crédito, financiamentos, empréstimos e seguros, registaram crescimento principalmente no Nordeste (9,50%).

Nova lei

Desde setembro de 2015, quando passou a vigorar a nova lei, os consumidores do Estado de São Paulo que atrasam suas contas só podem ter seu nome incluído em cadastros de devedores se assinarem um aviso de recebimento (AR) enviado pelos Correios.

No modelo antigo, que vigorava desde a implantação do Código de Defesa do Consumidor, em 1991, a notificação era feita por carta simples e o consumidor tinha dez dias corridos para regularizar sua dívida antes de ter o CPF negativado.

Como os Correios enfrentam dificuldades para localizar os consumidores em horário comercial para colher a assinatura do AR e alguns inadimplentes se recusam a assinar o protocolo, muitos consumidores que atrasam suas contas estão deixando de constar na lista de inadimplentes, o que causa distorção no mercado de crédito no país. Com menos informações na base de devedores, a concessão de crédito deve sofrer impactos, resultando em juros mais elevados para todos os consumidores, estando eles com as contas em dia ou não.

Outro ponto prejudicial da nova lei é que, caso o consumidor não seja localizado pelos Correios e não assine o aviso de recebimento, ele só poderá ser considerado inadimplente se a dívida for protestada em cartório, o que implica na cobrança de taxas para ter a pendência excluída após o seu pagamento. Antes da nova lei entrar em vigor, o consumidor não era onerado financeiramente, pois bastava pagar a dívida para ter o nome ‘limpo’ de volta, independentemente de o lojista optar ou não pelo protesto.

O SPC Brasil e a CNDL acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) pela inconstitucionalidade da lei e aguardam o julgamento.

Fonte: CNDL

12 DE FEVEREIRO

Micro e pequenos empresários do país estão mais otimistas

Oito em cada dez micro e pequenos empresários consideram que a economia piorou na segunda metade de 2015, mas a confiança para os próximos seis meses teve leve melhora em janeiro. Os dados são do indicador de confiança dos micro e pequenos empresários, calculado pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL).

O índice aponta para ligeira melhora, passando de 40,03 pontos em dezembro para 42,03 em janeiro. Ainda assim, segue abaixo do nível neutro de 50 pontos, o que demonstra que os empresários entrevistados continuam pouco confiantes com as condições econômicas do país e de seus negócios.

A pesquisa ouviu empresários de todos os estados, nas capitais e no interior. O indicador leva em conta as avaliações sobre as condições gerais da economia e as expectativas para os próximos seis meses.

Apesar da recessão, o índice que mede as expectativas de negócios aumentou de 54,97 pontos para 58,50 pontos na passagem de dezembro para janeiro. O resultado, acima de 50 pontos, mostra que a maior parte dos empresários consultados se diz relativamente confiante.

Já o subindicador de expectativas para a situação econômica do país ficou em 48,71 pontos, acima do observado em dezembro, quando estava em 45,61, porém abaixo dos 50 pontos.

“Há um descompasso entre o cenário previsto pelos analistas de mercado e o esperado pela maior parte dos micro e pequenos empresários”, diz Honório Pinheiro, presidente da CNDL. Analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central projetam queda de mais de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e inflação acima de 7%.

“A crise não atingiu com a mesma intensidade todos os setores. O empresário tem, em certa medida, maior controle sobre os rumos de seu negócio, além de um otimismo quanto às perspectivas que se abrem no início do ano”, completa.

Estratégias

Para 30% dos entrevistados, haverá aumento do faturamento neste primeiro semestre. Já 20% acreditam que o faturamento cairá, enquanto 46,6% esperam estagnação. Os que estão otimistas preveem aumento das vendas pela diversificação do portfólio e por novas estratégias que devem adotar neste primeiro semestre. No outro oposto, os que esperam queda culpam a recessão econômica pela retração nas vendas.

“O otimismo demonstra que esses empresários estão mais dispostos e confiantes para assumir riscos e ampliar os negócios, inclusive contratando funcionários e reforçando estoques”, diz Pinheiro. Ele sabe, porém, que o pequeno negócio não é uma ilha. “Espero que neste ano o Congresso e o Planalto se entendam melhor. Todo esse imbróglio econômico diz respeito às incertezas políticas.”

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o impasse político e o aprofundamento da recessão reforçaram em 2015 a crise de confiança que já existia. Prova é que 79,13% dos empresários consultados disseram ter a percepção de que a situação econômica do Brasil piorou nos últimos seis meses. Para 624% dos empresários, o desempenho das suas empresas também piorou no período.

Fonte: O Estado de S. Paulo