Arquivo mensais:março 2016

31 DE MARÇO

Inadimplência aumenta 6%: desemprego tem agravado a situação

O desemprego tem contribuído para que os capixabas deixem de pagar as contas em dia. De acordo com pesquisa realizada pela CDL Vitória, no mês de fevereiro o Espírito Santo teve um aumento de 6,32% no número de inadimplentes em comparação com o mesmo período de 2015.

Além do aumento do número de pessoas com o nome negativado, a pesquisa também mostrou que 9,28% dos consumidores estavam com dívidas em atraso no mês de fevereiro. Segundo o gerente operacional da CDL Vitória, Geraldo Calenzani, o principal fator que tem levado os capixabas ao endividamento é o desemprego.

“Os consumidores vão ficando desempregados, alguns membros da família vão ficando desempregados ou têm uma diminuição de renda”, disse à Rádio CBN Vitória.

Calenzani também destaca que o momento político atual do país influencia no endividamento das famílias. henA inflação tem comprometido o orçamento mensal.

“A inflação alta acaba corroendo o salário do consumidor. Ele acaba gastando com outras contas e não consegue arcar com as parcelas que ele tinha se comprometido a pagar nos meses posteriores”, informou.

O gerente operacional da CDL Vitória destacou que esse cenário afeta diretamente as vendas, pois, com o nome negativado, o consumidor não consegue crédito para fazer novas compras.

Fonte: Rádio CBN Vitória

30 DE MARÇO

Como atrair clientes em tempos de crise econômica e política

Num momento de crise econômica, o consumidor muda o seu comportamento. Com a inflação mais alta e a renda apertada, ele vai pensar duas vezes antes de colocar a mão no bolso por uma compra. Mas isso não quer dizer que as vendas do seu negócio precisam ficar no negativo, certo?

Exame.com conversou com especialistas para saber como o empreendedor deve agir para atrair clientes num período de recessão e ainda como não deixar que o acirramento do debate político atrapalhe os negócios.

“Na crise, ele tem menos para gastar, então vai ser mais criterioso. É o momento de reforçar o bom atendimento”, afirma o coach Alexandre Prado, presidente da consultoria Núcleo Expansão.

Um momento como esse exige que o empreendedor tenha uma postura realista, mas sem pessimismo, complementa Cecília Andreucci, professora da BSP (Business School São Paulo). “Não pode tentar tapar o sol com a peneira e negligenciar a inteligência do consumidor, mas também não pode ter uma postura fatalista”, explica a professora.

Veja a seguir algumas dicas para garantir suas vendas mesmo na crise:

1 – Reforce o bom atendimento

Num momento em que o cliente está mais criterioso com as suas compras, é hora de reforçar com sua equipe de vendas a necessidade de tratar bem esse consumidor. “O cliente quer sentir que o vendedor é seu parceiro, que está preocupado em satisfazer a sua necessidade e não só em empurrar uma venda”, afirma Prado. Para isso, é fundamental que o vendedor trabalhe com um sorriso no rosto. “Mas tem que ser aquele sorriso verdadeiro”, ressalta o especialista.

2 – Procure os clientes que você já tem

Na crise, é importante que o empreendedor economize ao máximo. Por isso, foque primeiro em atrair os clientes que você já tem. “É mais caro atrair novos clientes. Sendo assim, o primeiro foco pode ser ativar a base de clientes existente”, recomenda Cecília, da BSP.

Ao olhar para esses clientes já ativos, busque saber com que frequência eles se relacionam com a sua empresa e tente identificar formas de aumentar essa frequência. O mesmo vale para o valor gasto por ele no seu negócio: será que é possível promover ações para que este gasto seja maior? Você pode rastrear produtos que sejam do interesse dele e que não estão sendo oferecidos como deveriam, por exemplo.

3 – Invista no relacionamento duradouro

Agora que você já identificou esse seu cliente, reforce o seu relacionamento com ele. Ou seja: garanta que ele volte ao seu negócio. “O cliente que se sente especial volta, se torna fiel àquela marca”, afirma Prado, da Núcleo Expansão. Para conseguir isso, o especialista sugere ações simples, como promover eventos para lançar novos produtos, campanhas de desconto no mês do aniversário do cliente etc.

Outra ação fundamental para manter esse relacionamento é fazer um bom pós-venda. “É importante ter alguém que ligue para o cliente para perguntar como foi a experiência dele com o produto, se ele tem algum comentário ou crítica a fazer. Com isso o cliente se sente valorizado e, caso haja algum problema, o empreendedor tem a chance de revertê-lo em algo positivo”, explica o especialista.

4 – Ofereça soluções e valorize seu produto

Uma postura fatalista não ajuda o empreendedor em nada, ainda mais num momento como este. “Em vez disso, as empresas têm que encontrar o aspecto positivo do seu produto que é valorizado nesse contexto de crise. Nesse momento é necessário olhar para a psicologia do consumidor”, ressalta Cecília.

A especialista exemplifica: “Se você vende joias, não deve desanimar só porque as pessoas estão gastando menos. Deve buscar valorizar suas qualidades. Pode focar no fato de ser um presente duradouro, que terá uma vida útil maior que uma peça de roupa, por exemplo”.

5 – Avalie seu custo-benefício

Tempos de crise econômica são uma boa oportunidade para as empresas reverem seu portfólio, afirma Cecília. Depois de uma avaliação, talvez você perceba que vale mais a pena focar em poucos produtos que dão mais resultado e resolva deixar de lado outros menos procurados ou menos rentáveis.

Outra dica: verifique o que seu concorrente está oferecendo e faça uma avaliação do custo-benefício do seu produto. Você não precisa ser o mais barato do mercado, mas deve ter motivos convincentes para o cliente optar por você.

6 – Não descuide do marketing

Com menos dinheiro em caixa, é comum que as empresas deixem de lado ações de marketing e comunicação com cliente, afinal é preciso economizar. Porém, uma decisão como essa pode ser fatal para o seu negócio.

“Numa crise, a primeira redução de custo vai para setores como o marketing. Isso coloca a empresa num circula vicioso: com menos ações de marketing, menos vendas, o que reforça a crise”, afirma Cecília.

7 – Mantenha sua equipe atualizada e motivada

Outro ponto que também costuma ficar de escanteio na crise é a capacitação. “Muitas vezes cortam isso para diminuir custos, exatamente quando a capacidade de venda é fundamental”, pondera Prado.

O especialista recomenda manter o quanto possível o treinamento dos funcionários e também indica adotar programas de incentivo para os vendedores. “Quem vende mais ganha mais, isso vai fazer com que ele se motive para trabalhar”, diz.

8 – Não fale de política

Num momento de debates tão acirrados no universo da política, não é demais lembrar que no seu negócio deve imperar o bom senso. “Temas como política, religião e futebol são sempre polêmicos e deve-se fugir deles no ambiente de negócios. O vendedor deve ter esse jogo de cintura para não se posicionar, mesmo por que ele pode se deparar com um cliente de pensamento contrário logo em seguida”, afirma Prado.

Se por acaso o cliente trouxer o tema para a conversa, a professora da BSP recomenda sair pela tangente. “Minha recomendação é acolher a fala do cliente, mas não entrar numa discussão, porque a chance de você perder o cliente é muito grande”, avalia Cecília.

Fonte: site Exame

29 DE MARÇO

Governo quer criar laboratórios de varejo

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, por meio da Secretaria de Comércio e Serviços, quer criar laboratórios de varejo. A iniciativa está sendo desenhada pela ABDI – Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial.

A ideia, segundo o secretario da pasta, Marcelo Maia, é alavancar os micro e pequenos empreendedores do setor, que carecem de espaços onde é possível ver na prática como se aplica as principais tendências do setor.

“Estamos pegando benchmarks internacionais para vermos a aplicabilidade desse modelo no País”, disse. “Lá fora, os labs funcionam como espaços físicos de experiências em lojas, de processos e de tecnologias. Essas experiências são feitas através de capacitação e processos”, contou Maia.

“Aqui, a ideia é que os labs sejam espaços onde vamos desenvolver as principais tendências, tecnologias, processos de varejo da forma mais moderna possível. Queremos pensar em alguma forma de ter isso encapsulado dentro do governo para possibilitarmos micro e pequenas empresas a ter acesso a essas tecnologias”, afirmou.

O projeto ainda está no papel. A ideia será desenhada e desenvolvida ao longo deste ano e, provavelmente, terá o Sebrae como parceiro.

Outro processo que está sendo desenvolvido pela secretaria é uma proximidade maior com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Recentemente, a secretaria criou um grupo de trabalho com o banco para que o órgão entenda a dinâmica do setor e, assim, crie produtos e serviços mais alinhados às necessidades do setor.

“Nossa função é aproximá-los através do fórum de competitividade e varejo dos formuladores de política do BNDES para dedicarmos esforços para criarmos linhas específicas”, avalia.

Fonte: site portalnovarejo.com

28 DE MARÇO

Para atrair consumidores para o Dia das Mães, lojas renegociam dívidas

Tentando atrair mais consumidores para o Dia das Mães que se aproxima, lojas e financeiras estão renegociando dívidas para que os inadimplentes limpem o nome e voltem a fazer compras na data comemorativa. De acordo com a CDL Vitória, dez empresas de diversos ramos negociam com condições especiais até o dia 15 de abril.

Em todo o Estado, dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) apontam que há 590 mil consumidores com o nome no vermelho. A expectativa é que até 10% deste público sejam contemplados com essa ação conjunta das lojas e financeiras.

Segundo o superintendente da CDL Vitória, Orlando Rezende, o percentual de redução das dívidas é determinado de acordo com cada caso e o objetivo é devolver a possibilidade de compra à boa parte da população.

“A CDL Vitória tem um convênio com algumas lojas e financeira. Quando a pessoa se dirige ao nosso balcão, ali mesmo ela pode fazer a renegociação caso esteja no SPC. O intuito é motivar o consumidor e resgatar sua capacidade de crédito para voltar ao mercado”, apontou.

Para participar da renegociação até o dia 15 de abril, é preciso ir à sede da CDL Vitória, na Avenida Governador Bley, 155, no Centro da capital.

Fonte: CBN Vitória

24 DE MARÇO

Desemprego fica em 9,5% no trimestre encerrado em janeiro

O desemprego ficou em 9,5% no trimestre encerrado em janeiro e renovou o maior patamar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (24/03) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No mesmo período do ano anterior, o índice havia batido 6,8%. O dado de janeiro também ficou acima do registrado no trimestre encerrado em outubro de 2015 (9%).

Ao atingir 9,6 milhões de pessoas, a população desocupada mostrou aumento de 6% em relação ao trimestre anterior e de 42,3% frente ao mesmo trimestre de 2015.

Na outra ponta, a população ocupada somou 91,7 milhões de pessoas e registrou queda de 0,7% sobre o trimestre de agosto a outubro e de 1,1% diante do mesmo trimestre de 2015.

O número de empregados com carteira assinada não mudou em relação ao trimestre de agosto a outubro, mas caiu 3,6% sobre o trimestre encerrado em janeiro do ano passado.

Segundo o IBGE, a quantidade de empregadores caiu 4% em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2015, mas não mudou sobre o mesmo trimestre de 2015. Com o aumento do desemprego, cresceu o número de trabalhadores por conta própria. A alta foi de 2,8% contra o trimestre anterior e de 6,1% frente ao mesmo trimestre do ano passado.

Na comparação com o trimestre de agosto a outubro, caiu o número de pessoas empregadas na indústria geral (-4,1%) e em informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias profissionais e administrativas (-4,9%). Por outro lado, o número aumentou no setor de construção (3,3%).

Rendimento

O rendimento médio recebido ficou em R$ 1.939 e não variou em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2015. Aumentaram os rendimentos dos trabalhadores por conta própria (2,4%), dos empregados no setor público (2,1%) e dos trabalhadores domésticos (1,8%).

Em relação ao trimestre de novembro de 2014 a janeiro de 2015, quando o rendimento caiu 2,4%, houve diminuição dos rendimentos dos trabalhadores por conta própria (-4,1%).

Fonte: G1

23 DE MARÇO

Número de dívidas em atraso cresce 9,28% em fevereiro no Estado

Em fevereiro de 2016, o número de dívidas em atraso de moradores do Espírito Santo cresceu 9,28% em relação a fevereiro de 2015.

Já o número de inadimplentes registrou alta de 6,32% no mesmo período.

Cada consumidor inadimplente no Espírito Santo tinha em média 2,235 dívidas em atraso no mês passado.

O SPC Brasil estima que em fevereiro de 2016 cerca de 58 milhões de consumidores estavam negativados, ou seja, com contas em atraso e registrados em cadastros de devedores, resultado que representa 39,21% da população entre 18 e 95 anos. Com este resultado, o SPC Brasil estima que 3,4 milhões de novos devedores tenham sido incluídos nas listas de inadimplentes desde o início de 2015, quando a estimativa apontava para 54,6 milhões de negativados.

22 DE MARÇO

Comemoração do Dia Mundial da Água

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. Esta data é para comemorar e realizar atividades de reflexão sobre o significado da água para a vida na Terra.

A ONU Água divulgou em 1º de fevereiro a data de lançamento do relatório sobre o desenvolvimento mundial na temática de recursos hídricos: “UN World Water Development Report 2016”. Neste ano, o tema escolhido para celebrar a data é “Água e Empregos: Investir em Água é Investir em Empregos”.

A preocupação com o consumo desordenado da água vem preocupando, pois mesmo o planeta Terra sendo constituído por aproximadamente 70% de água, apenas 0,7% de toda a água do mundo é potável, ou seja, adequada para o consumo humano.

Estima-se que 20% da população mundial não tenha acesso à água limpa e, segundo a Unicef, cerca de 1.400 crianças menores que 5 anos de idade morrem todos os dias em decorrência da falta de água potável, saneamento básico e higiene.

Grandes fontes de água como rios, lagos e represas estão sendo diariamente contaminadas e degradadas pela ação do homem. Isso serve de alerta! Em um futuro não muito distante, poderá faltar água para o consumo de parte da população mundial.

Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.
A água é fonte de vida para todos os seres. Preserve! Faça a sua parte.

Fonte: CNDL

21 DE MARÇO

Micro e pequenos empresários não pretendem investir em seus negócios nos próximos meses

O cenário econômico adverso no Brasil tem cada vez mais impacto nas atitudes dos micro e pequenos empresários em relação aos seus negócios. Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que 76% dos MPEs não pretendem realizar investimentos para expandirem ou melhorarem suas empresas pelos próximos três meses.

O Indicador de Propensão a Investir MPE registrou em fevereiro apenas 21,52 pontos, ficando abaixo dos 24,68 pontos do mês anterior. Em relação a janeiro, a queda no indicador corresponde a 12,8%.

O resultado é considerado baixo, visto que a escala do indicador varia de zero a 100. Quanto mais próximo de 100, maior é a probabilidade de os empresários investirem e, quanto mais próximo de zero, menos propensos eles estão.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a recessão da economia com a queda do PIB em 3,8% em 2015 e a taxa Selic chegando a 14,25% são os principais fatores que explicam a baixa propensão ao investimento. “Diante desse cenário, e sem a perspectiva de breve retomada econômica, falta confiança aos micro e pequenos empresários para que assumam novos investimentos em seus negócios”, explica Pinheiro.

Apenas 16,4% admitem fazer algum investimento nesse período – a menor proporção dos que pretendem investir desde o início da série histórica. “Outro motivo que explica porque os empresários estão reticentes em investir é a insegurança com relação ao retorno do capital investido, agravada pela crescente tensão política, que interdita o ajuste na economia”, diz o presidente.

Entre os poucos empresários que pretendem investir, os investimentos prioritários serão na reforma da empresa, mencionado por 34,4%, na ampliação de estoque (29,8%) e em mídia e propaganda (29,0%). Entre eles, a maioria (76,3%) pretende usar capital próprio para investir e 21,4% pretendem recorrer a empréstimos em bancos ou financeiras.

Crédito

Diante do cenário atual, sem a perspectiva de breve retomada econômica, também falta confiança aos micro e pequenos empresários para que assumam compromissos financeiros. O Indicador de Demanda por Crédito MPE registrou um baixo patamar em fevereiro, registrando 11,98 pontos, menos que os 12,15 pontos de janeiro.

Os empresários que manifestam a intenção de tomar crédito nos próximos três meses somam apenas 6,6%, a menor proporção desde o início da série histórica, em maio de 2015. Já os que afastam essa possibilidade totalizam 87%.

Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a crise econômica explica em parte o receio dos empresários. “Um terço daqueles que não pretendem contratar crédito alega que não pensam em realizar investimentos que exijam recursos de terceiros. A maior parte, porém, rejeita tomar recursos emprestados porque consegue manter o negócio com recursos próprios.”

Entre os poucos que pretendem contratar crédito, a modalidade mais citada é o microcrédito, mencionada por 35,8%, e as principais finalidades do crédito a ser contratado são o capital de giro (35,8%), a reforma da empresa (20,8%) e compra de equipamentos (17%).

A maioria relativa dos entrevistados (40,1%) considera difícil conseguir empréstimos e financiamentos. Entre esses, a burocracia é a principal causa da dificuldade, mencionada por 44,2%. A questão dos juros altos aparece é apontada por 33,6% como empecilho na hora de contratar crédito.

“A combinação de juros e burocracia constitui um importante entrave ao crescimento econômico, retirando do empresário o incentivo a investir e ampliar seu negócio”, diz Kawauti.

“Os juros, em particular, tornam os investimentos financeiros relativamente mais vantajosos do que os investimentos produtivos, de modo que, para o empresário, pode ser mais rentável fazer uma aplicação financeira do que investir na expansão do negócio ou criação de um novo bem e serviço”, conclui.

Fonte: CNDL

18 DE MARÇO

Comunicado oficial sobre a crise

Sensibilizados com a grave crise ética, econômica e política que atinge o Brasil e que reflete diretamente no cotidiano dos empresários e da população, manifestamos o nosso apoio a todas as ações de combate à corrupção em andamento no País e pela defesa irrestrita da manutenção do Estado Democrático de Direito e dos princípios constitucionais.

Defendemos o resgate dos valores éticos, da eficiência, da moralidade e da competitividade, para que o Brasil possa voltar a crescer.

Acreditamos que a retomada da economia passa pela melhoria do ambiente institucional, pela superação da crise política e por um ajuste fiscal que não se baseie apenas no aumento da arrecadação, com alta de impostos, mas na racionalidade dos gastos públicos, na redução dos desperdícios e em um sistema tributário mais coerente.

O movimento lojista está alinhado aos anseios da sociedade e espera que as instituições brasileiras, principalmente o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) consigam encontrar, com urgência, soluções que façam o Brasil avançar e voltar a ter confiança no futuro.

Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Espírito Santo (FCDL-ES), Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) da Grande Vitória e CDL Jovem Vitória

17 DE MARÇO

Bancos projetam rombo de R$ 79 bilhões nas contas do governo em 2016

Bancos ouvidos pela Secretaria de Política Econômica em fevereiro estimaram um rombo nas contas do governo da ordem de R$ 79,4 bilhões neste ano, informou o Ministério da Fazenda nesta quinta-feira (17). O valor piorou em relação a janeiro, quando a previsão era de um déficit de R$ 70,7 bilhões.

As informações estão no “Prisma Fiscal” – sistema de coleta de expectativas de mercado para acompanhamento das principais variáveis fiscais brasileiras.

Para 2017, o cenário para as contas públicas sofreu forte deterioração. No mês passado, as instituições financeiras previram um rombo de R$ 71,3 bilhões. Em janeiro, a estimativa de déficit era bem menor: de R$ 42 bilhões.

Se esse cenário se concretizar, serão quatro anos consecutivos com as contas públicas no vermelho, visto que, em 2014, já foi contabilizado déficit. E que, para o consolidado de 2015, houve um rombo recorde de R$ 114,9 bilhões, gerado em parte pelo pagamento das chamadas “pedaladas fiscais” – repasses a bancos oficiais que estavam atrasados.

O valor do rombo projetado para as contas do governo em 2016 está bem distante da meta de superávit primário do governo, já aprovada no orçamento deste ano, que é de R$ 24 bilhões, ou 0,4% do PIB, para 2016.

A diferença entre a previsão dos bancos e a meta fixada em lei é de R$ 103,4 bilhões. Recentemente, o governo informou que enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei para mudar a meta fiscal deste ano, de forma a permitir um rombo de até R$ 60,2 bilhões em 2016.

Reforma fiscal

No mês passado, o governo federal informou também que quer enviar ao Congresso, até o final de março, uma proposta de lei complementar com medidas a serem adotadas caso as despesas extrapolem os limites autorizados – a chamada reforma fiscal. Na ocasião, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, explicou que a proposta prevê que, no limite, possa ser suspenso o aumento real (acima da inflação) do salário mínimo.

Fonte: G1