Arquivo mensais:abril 2016

28 DE ABRIL

Setor de serviços lidera entre total de dívidas de empresas, mostra SPC Brasil

O setor de Serviços, que engloba os bancos e financeiras, lidera a participação no total de dívidas em atraso das empresas em todas as regiões pesquisadas pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Segundo o Indicador de Inadimplência de Pessoas Jurídicas, em março de 2016 o maior crescimento anual no número de pendências atrasadas do segmento de Serviços foi de 21,21% no Nordeste, seguido por uma variação de 16,75% no Centro-Oeste, 14,41% na região Norte e 13,39% no Sul.

Os dados do Sudeste não foram divulgados devido à Lei Estadual nº 15.659, que vigora no estado de São Paulo e dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas no estado. O segundo maior credor em todas as regiões analisadas é o setor de Comércio.

“A taxa de crescimento da inadimplência entre empresas apresentou forte aceleração ao longo de 2015, refletindo a conjuntura econômica em período de recessão”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. “O agravamento da crise fez cair o consumo das famílias, consequentemente afetando o faturamento das empresas e sua capacidade de honrar os compromissos, especialmente com os bancos – principal fonte de empréstimos para as pessoas jurídicas”, explica.

Considerando o total de dívidas em atraso, englobando os segmentos de serviços, indústria, comércio, agricultura e outros setores, o destaque também fica no Nordeste: um aumento de 19,88% na comparação entre março de 2016 e o mesmo mês do ano anterior. Na região Centro-Oeste, o crescimento do número de dívidas de pessoas jurídicas também foi alto, de 18,75%. Com variação menor, aparecem o Norte (15,75%) e o Sul (15,23%).

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a forma como essa taxa aumentou em apenas um ano demonstra o quanto o aprofundamento da recessão afetou a saúde financeira das famílias. “O cenário econômico foi piorado pelo recuo da atividade com a alta dos preços e, por consequência, da taxa de juros”, explica a economista.

Nordeste também lidera crescimento no número de endividados

Entre as quatro regiões analisadas, o Nordeste foi a que apresentou a maior variação também no número de empresas com o CNPJ registrado nas listas de negativados: um avanço anual de 16,64%. A região concentra um quinto do total de empresas negativadas.
No Centro Oeste, a inadimplência de pessoas jurídicas também registrou forte avanço, crescendo 15,66% na comparação entre março e o mesmo mês do ano anterior. As regiões Norte e Sul apresentaram variações menores do número de devedores mas, ainda assim, os números são expressivos (12,11% e 11,42%, respectivamente).

Acesse a série histórica clicando em “baixar arquivos” no link:
https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

26 DE ABRIL

Confiança do consumidor atinge menor nível da série histórica da FGV

Resultado decorre de cenário econômico e político, segundo estudo. Houve piora nas avaliações sobre a situação atual e sobre expectativas.

Em abril, a confiança do consumidor atingiu o menor nível desde 2005, início da nova série da Fundação Getulio Vargas (FGV). O índice recuou 2,7 pontos frente a março, passando de 67,1 para 64,4 pontos.

“Os consumidores brasileiros registram em abril de 2016 o menor nível histórico de confiança, sob influência da extrema insatisfação com o momento presente e do pessimismo em relação à situação financeira das famílias. O resultado decorre de um cenário econômico e político que parece difícil de ser resolvido rapidamente.“ afirmou Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor, em nota.

O indicador registrou piora nas avaliações dos consumidores sobre a situação atual e sobre expectativas em relação aos meses seguintes. O Índice da Situação Atual (ISA), por exemplo, caiu 1,6 ponto, atingindo 64,7 pontos, novo mínimo histórico. Com relação às perspectivas futuras, o Índice de Expectativas (IE) recuou 3,2 pontos, atingindo 65,8 pontos.

Na análise por classes de renda, houve perda de confiança em todos os níveis em abril. A piora expressiva ocorreu entre os consumidores com renda superior a R$9.600, cuja confiança caiu 4,7 pontos.

Fonte: G1

25 DE ABRIL

Para um em cada dez inadimplentes o empréstimo de nome resulta em restrição ao crédito

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) traçou o perfil de consumidores que estão ou ficaram inadimplentes há no máximo doze meses por terem emprestado seu nome para outra pessoa fazer compras ou tomar empréstimos. Segundo a pesquisa, um em cada dez (11,2%) ficou com o nome sujo por essa razão, principalmente por emprestar o nome para amigos (26,6%) e irmãos (21,0%).

Apesar dessa prática não ser considerada adequada para as finanças, 39,6% dos entrevistados afirmaram que o principal motivo para tomarem essa atitude de emprestar seus dados, cartão ou cheque foi o de ajudar. Para o educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, devido a proximidade pessoal o consumidor fica sensibilizado, já que é muito mais difícil negar ajuda. “O problema é que decisões financeiras precisam ser tomadas de forma racional, e quando as emoções interferem, o julgamento do consumidor fica comprometido”, explica. “Por isso, o recomendável é pensar bastante, de preferência sem a presença da pessoa que fez o pedido, antes de tomar qualquer atitude”.

Ainda que metade (50,7%) soubesse o valor que seria gasto em seu nome por terceiros, é expressivo o percentual de consumidores que não tinham conhecimento (28,5%). Oito em cada dez (79,2%) ainda afirmam não saber o valor pago pela dívida realizada por outras pessoas.

O estudo também mostra que apenas 5,3% de quem usou o nome de outra pessoa para fazer compras e o deixaram sujo pagaram integralmente a dívida. Outros 64,1% ainda estão em negociação para o pagamento e dois em cada dez (19,9%) assumiram essa pendência. Entre esses entrevistados, 29,6% teve que economizar e cortar gastos para pagar as dívidas de terceiros. Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o consumidor que ficou inadimplente acha que a dívida não é dele e muitas vezes adia ou renega o pagamento. “Porém, ainda que ele não tenha de fato contraído a dívida, tem responsabilidade em ter emprestado o nome e a única maneira de sair dessa situação pode ser ele mesmo pagando o valor da conta em atraso”, afirma.

Apenas 11% receberam o valor integral da dívida

Além de emprestar o nome para outra pessoa e ter que arcar com a dívida, a pesquisa identificou que quase metade (44,3%) não cobrou o dinheiro gasto da pessoa. Apenas 11,5% já receberam o valor integral da dívida e 12,1% um valor parcial, sendo que 76,4% não receberam nada. A principal justificativa de quem não pagou é que não possui dinheiro para pagar (40,3%) e outros 15,1% dizem que a pessoa alegou que irá pagar quando arrumar um emprego ou tiver um aumento do salário.

Em pelo menos 69,2% dos casos, o relacionamento entre o devedor e quem emprestou o nome ficou abalado. 82,0% dos entrevistados que emprestaram o nome e ficaram inadimplentes pretendem nunca mais emprestar seus dados, cartões e cheques a terceiros.

“Emprestar o nome para amigos ou conhecidos é uma atitude solidária, mas pode estragar planos importantes de médio e longo prazo, como comprar uma casa, um carro ou investir na educação e saúde. Ao tentar ajudar uma pessoa próxima, é preciso pensar bastante antes”, analisa Kawauti. “Os resultados da pesquisa indicam que, frequentemente, quem emprestou o nome acaba se responsabilizando por uma dívida que não fez, com graves desdobramentos como a restrição ao consumo, inadimplência e até mesmo a perda da amizade de quem pediu ajuda.”, conclui.

Metodologia

A pesquisa entrevistou 1.088 consumidores residentes em todas as regiões brasileiras, com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais, atuais inadimplentes ou ex-inadimplentes há no máximo 12 meses. A margem de erro é de 3,0 pontos percentuais para uma confiança de 95%.

Acesse a íntegra da pesquisa em:

https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/pesquisas

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Brasil fecha 118 mil vagas de trabalho formais no pior março em 25 anos

O Brasil completou em março um ano ininterrupto de fechamento de vagas com carteira assinada, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (22) pelo Ministério do Trabalho.

O último mês com contratações acima das demissões foi março do ano passado – quando foram criados 19,2 mil postos de trabalho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

Os números oficiais mostram as demissões superaram as contratações em 118.776 vagas formais em março deste ano, no que foi o pior resultado, para este mês, desde o início da série histórica do governo – que tem início em 1995. Deste modo, foi o pior mês de março em 25 anos.

A demissão de trabalhadores acontece em meio à forte queda do nível de atividade, com a economia brasileira passando pela maior recessão dos últimos 25 anos. No ano passado, o PIB “encolheu” 3,8% e, para este ano, a previsão do mercado financeiro é de recuo de igual intensidade.

Primeiro trimestre

No acumulado do primeiro trimestre deste ano, o país perdeu 319.150 empregos formais. No mesmo período do ano passado, 50.354 trabalhadores com carteira assinada foram demitidos.

Segundo o governo, o resultado dos três primeiros meses deste ano também foi pior, para este período, desde o início da série histórica do Ministério do Trabalho, em 2002.

Os números de criação de empregos formais do primeiro trimestre, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo no mês de janeiro e fevereiro. Os dados de março ainda são considerados sem ajuste.

Demissões de 1,85 milhão de trabalhadores em 12 meses

O Ministério do Trabalho informou também que, nos últimos doze meses, foi registrada a demissão de 1.853.076 trabalhadores com carteira assinada. Com isso, o total de trabalhadores empregados formalmente no país somou 39,37 milhões de pessoas em março deste ano, contra 41,22 milhões de pessoas empregadas, com carteira assinada, no mesmo mês do ano passado.

Setores

No mês passado, quase todos os setores da economia demitiram trabalhadores, com exceção da administração pública, que contratou 4.335 pessoas.

O setor de comércio liderou o fechamento de vagas com carteira assinada em março deste ano, com 41.978 demissões – seguido pela indústria de transformação (24.856 vagas fechadas).

A construção civil fechou 24.184 postos formais em março, ao mesmo tempo em que o setor de serviços registrou a demissão de 18.654 trabalhadores, segundo o Ministério do Trabalho.

Já a agricultura teve o fechamento de 12.131 postos de trabalho em março, enquanto que a indústria extrativa mineral demitiu 964 empregados no mês passado.

Números regionais

Segundo o Ministério do Trabalho, houve o registro de demissões em todas as regiões do país em março deste ano.

A região Sudeste foi a que teve mais trabalhadores demitidos no mês passado, quando 58.004 pessoas perderam o emprego. A região Nordeste, por sua vez, registrou a demissão de 46.269 trabalhadores, enquanto a região Norte contabilizou o fechamento de 10.706 vagas formais.

Já a região Sul fechou 2.855 empregos com carteira assinada no mês passado e, a região Centro-Oeste, apresentou um saldo de 942 vagas formais fechadas.

Fonte: G1

20 DE ABRIL

Desemprego fica em 10,2% e é o maior da série da Pnad, do IBGE

De dezembro a fevereiro, número de desocupados subiu 40% sobre 2015.

Rendimento médio caiu em relação ao mesmo período do ano passado.

O desemprego ficou em 10,2% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o maior índice da série, iniciada em 2012. Pela primeira vez, a taxa da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad Contínua) atinge dois dígitos.

O índice ficou bem acima do registrado no mesmo período de 2015, quando chegou a 7,4%.

A população desocupada somou 10,4 milhões de pessoas e também atingiu o maior patamar desde o início da Pnad. Esse indicador mostrou forte alta, principalmente na comparação com o mesmo período de 2015, quando o contingente subiu 40%. Diante do trimestre de setembro a novembro, o avanço foi menor, de 13,8%.
“Esse número [10,371 milhões de pessoas desocupadas] é um número recorde, é a maior estimativa já vista na Pnad até hoje. A força de trabalho do Brasil está maior. E está maior porque cresceu o número de desocupados e não porque aumentou o número de ocupados”, afirmou Cimar Azeredo, coordenador de trabalho e rendimento do IBGE.

De acordo com o coordenador, esse aumento da população desocupada já era esperado. “Há uma questão da sazonalidade [uma vez que janeiro e fevereiro são meses de dispensa de trabalhadores temporários] .O que é importante analisar nesse momento é o quanto avançou ou quanto caiu em termos de população ocupada. Quantas pessoas perderam emprego em intensidade em relação à série histórica da pesquisa.”

Carteira assinada

Por outro lado, a população ocupada mostrou queda próximo de 1% nas duas bases de comparação ao chegar a 91,1 milhões. A quantidade de empregos com carteira assinada no setor privado sofreu diminuição de 1,5% sobre o trimestre de setembro a novembro de 2015 e de 3,8% na comparação com igual trimestre do ano anterior.

“Significa dizer que no final o ano passado para o início do ano, meio milhão de pessoas deixaram de ter carteira de trabalho. Isso não é nada favorável. Porque perder carteira de trabalho é perder garantia do emprego, contribuição da Previdência, não está recolhendo para fundo de garantia, ou seja, uma série de benefícios quando o emprego com carteira que ele deixa de existir. E você vê que o emprego sem carteira também caiu. Então, de certa forma o emprego no país caiu como um todo.”

As maiores quedas partiram da indústria geral (-5,9%) e do setor de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (-2,5%).

Salários

O rendimento médio de quem estava trabalhando no período foi de R$ 1.934. Sobre o trimestre de setembro a novembro, o valor não variou, mas em relação ao trimestre de dezembro a fevereiro do ano passado, o rendimento caiu 3,9%.

Na comparação com o trimestre de setembro a novembro de 2015, só o rendimento médio do grupo de serviços domésticos teve aumento, de 1,8%. “Esse aumento do rendimento do trabalhador doméstico pode ser em consequência do aumento do salário mínimo”, disse Azeredo.

Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, o rendimento médio caiu em grupamentos transporte, armazenagem e correio (-6,3%), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-5,7%) e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (7,4%).

Conta própria

O número de empregadores também diminuiu. Frente ao trimestre de setembro a novembro, a queda foi de 5,8% e, em relação ao mesmo trimestre de 2015, de 5,4%.

Em tempos de desemprego, a quantidade de trabalhadores por conta própria cresceu 3% na comparação com o período de setembro a novembro de 2015 e 7% diante do mesmo período de 2015.

19 DE ABRIL

Número de inadimplentes cresce 7,25% em março

O número de consumidores registrados em cadastros de devedores segue em crescimento no Espírito Santo. Segundo a CDL Vitória, o número de inadimplentes registrou alta de 7,25% em março de 2016, em relação a março de 2015. No mesmo período, a quantidade de dívidas em atraso de moradores do Estado cresceu 10,51%.

Na avaliação do presidente da CDL Vitória, Cláudio Sipolatti, a inadimplência deve continuar crescendo nos próximos meses, em razão da piora da economia e do aumento do número de desempregados.

“A inflação elevada e as altas taxas de juros têm prejudicado o planejamento financeiro dos brasileiros. O consumidor vem sentindo dificuldade para pagar até mesmo as contas básicas do dia a dia, como água e energia”, afirmou.

Em março de 2016, cada consumidor inadimplente no Espírito Santo tinha em média 2,244 dívidas em atraso.

18 DE ABRIL

Mercado financeiro reduz previsão de inflação e vê piora do PIB

Os economistas do mercado financeiro baixaram, pela sexta semana seguida, sua estimativa de inflação para este ano, mas também pioraram a previsão para o “tombo” do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016.

As expectativas foram colhidas na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central, por meio do relatório de mercado, conhecido como Focus. O levantamento foi feito com mais de 100 instituições financeiras.

Para 2016, a expectativa do mercado para o IPCA, a inflação oficial do país, caiu de 7,14% para 7,08%. Foi a sexta queda seguido do indicador. Apesar da queda, ainda permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas e bem distante do objetivo central de 4,5% fixado para este ano.

Para 2017, a estimativa do mercado financeiro para a inflação também melhorou, passando de 5,95%, abaixo do limite do sistema de metas de inflação, para 5,93%.

PIB

Para o PIB de 2016, o mercado financeiro passou a prever uma contração de 3,8% na semana passada, contra uma retração de 3,77% estimada na semana anterior. Foi a décima terceira piora seguida do indicador.

Em 2015, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB brasileiro teve um tombo de 3,8% – o maior em 25 anos. Se a previsão de um novo “encolhimento” se confirmar em 2016, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948.

Para o comportamento do PIB em 2017, os economistas das instituições financeiras reduziram de 0,30% para 0,20% sua previsão de alta do PIB – que é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia.

Taxa de juros

O mercado financeiro reduziu, na semana passada, sua estimativa para o patamar da taxa Selic no fim deste ano, de 13,75% ao ano para 13,38%.

Atualmente, a taxa Selic está em 14,25% ao ano. Isso quer dizer que os analistas continuaram projetando corte dos juros no decorrer de 2016.

Já para o fechamento de 2017, a estimativa para a taxa de juros ficou mantida em 12,25% ao ano – o que pressupõe uma queda maior dos juros no ano que vem.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados.

As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

Câmbio, balança e investimentos

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 caiu de R$ 4 para 3,80. Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar recuou de R$ 4,10 para R$ 4.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2016 subiu de US$ 45 bilhões para R$ 45,51 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a previsão de superávit permaneceu inalterada em US$ 50 bilhões.

Para 2016, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil ficou inalterada em US$ 55 bilhões e, para 2017, a estimativa dos analistas também foi mantida em US$ 55 bilhões.

Fonte: G1

14 DE ABRIL

Comunicado sobre a Lei do AR

A CDL Vitória tem a grata satisfação de comunicar o êxito alcançado junto à Assembleia Legislativa em relação à alteração do Projeto de Lei n° 085/2015, de autoria do deputado estadual Cacau Lorenzoni. Tal projeto tinha em seu bojo a obrigatoriedade da utilização de carta dos Correios com AVISO de RECEBIMENTO, para comunicação ao consumidor de sua inadimplência, com fins de registro no banco de dados do SPC.

Em virtude do alto custo desse serviço, a aprovação da referida lei causaria um grande impacto ao comércio em geral, no que diz respeito ao aumento da inadimplência.

A força do associativismo permitiu à CDL Vitoria, por meio de seu setor jurídico, com o empenho incansável do deputado estadual Gilson Lopes, a inclusão de emenda parlamentar suprimindo a obrigatoriedade. A aprovação ocorreu na última terça-feira, dia 12 de abril.

Compartilhamos essa vitória com todos os nossos associados, mostrando a importância de uma entidade representativa atuante.

Câmara de Dirigentes Lojistas de Vitória

 

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Monitorar carteiras de clientes ajuda a expandir negócios

Em tempos de crise econômica, manter-se atento ao comportamento de crédito de seus clientes é uma prática essencial no processo de gestão de um negócio. O gerenciamento dessas informações possibilita que a empresa conheça o perfil de sua carteira de clientes de maneira detalhada, podendo se prevenir de riscos e ajustar as políticas de concessão de crédito.

Pensando neste cenário, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) lança o SPC Monitora 2.0, uma atualização e modernização no serviço de monitoramento de carteiras de clientes, que pode ser utilizado tanto para monitoramento de pessoa física quanto jurídica.

Um dos principais desafios para quem está à frente de um negócio é estabelecer práticas simples de monitoramento de dados, trazendo resultados significativos.

Para a gerente de Produtos e Inteligência de Mercado do SPC Brasil, Simone Lombardi, é importante que o empresário modernize suas práticas de gestão, uma vez que a informação correta no momento oportuno faz toda a diferença em qualquer uma das etapas do ciclo de negócios.

“Fazer o acompanhamento permanente da carteira de clientes, fornecedores e prospects faz com que os empresários avaliem o potencial ainda não explorado visando um aumento continuo e preventivo”, explica a gerente.

“Além do monitoramento diário de inclusões e exclusões de registros no SPC Brasil e as consultas realizadas por empresas ao CPF ou CNPJ, o SPC Monitora 2.0 conta ainda com opções em que os empresários poderão selecionar uma periodicidade especifica para o monitoramento da sua carteira de clientes, seja ela mensal, quinzenal, semanal ou diária”, diz Simone. “Com a tomada de decisões otimizada, a incerteza e a inadimplência são reduzidas”, diz.

Benefícios

Uma avaliação de carteira eficiente possibilita segmentar seus clientes de uma forma assertiva, já que cada cliente tem um valor distinto para a empresa podendo estar em um momento favorável ou não para a expansão da relação comercial.

“O acompanhamento efetivo otimiza tempo e recursos financeiros nas ações de prospecção e no direcionamento de campanhas de vendas, uma vez que identificado os clientes de maior e menor valor, as ações terão focos direcionados”, alerta Simone.

Além de também viabilizar a geração de novas receitas, a gestão da carteira tem como benefício direto a recuperação de crédito e a prevenção a riscos.

“É fundamental que a empresa tenha pleno conhecimento do perfil de risco de suas carteiras de clientes. Além disso, o acompanhamento dos clientes que estão melhorando suas condições de compra representa uma nova oportunidade para a oferta de produtos”, explica Simone.

Já o monitoramento das informações cadastrais (endereço e telefone) registradas no banco de dados, por exemplo, também é uma boa ferramenta para os comerciantes, principalmente os que vendem a prazo, já que essas informações podem se alterar com o tempo. Para mais informações, acesse o site www.spcbrasil.org.br.

Fonte: SPC Brasil