Arquivo mensais:junho 2016

30 DE JUNHO

Confiança do comércio registra maior nível desde maio de 2015

Confiança se afastou do mínimo histórico de dezembro, diz FGV. Segundo fundação, ritmo de queda do consumo vem se arrefecendo.

A confiança do comércio avançou 2,8 pontos entre maio e junho de 2016, ao passar de 70,9 para 73,7 pontos, o maior nível desde maio de 2015 (75,3), segundo a Fundação Getulio Vargas.

“Com alta consistente no bimestre maio-junho, a confiança do comércio se afasta do mínimo histórico de dezembro passado. A combinação de relativa estabilização do índice da situação atual e alta expressiva do índice de expectativas no ano sugere que o ritmo de queda do consumo vem se arrefecendo em 2016 e que o setor vai se tornando gradualmente menos pessimista em relação à evolução futura da economia. A manutenção de níveis elevados de incerteza política, no entanto, pode dificultar novos avanços.”, afirma Aloisio Campelo Jr., superintendente adjunto para Ciclos Econômicos da FGV/IBRE.

O Índice da Situação Atual avançou 2,4 pontos, para 64,9 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-COM) subiu 3,3 pontos, para 83,6 pontos, o maior desde janeiro do ano passado (84,9). “A alta dos dois indicadores é uma boa notícia, mas a evolução novamente mais expressiva do IE-COM levou à distância recorde de 18,7 pontos entre os dois indicadores”, diz a FGV.

Serviços

No confiança de serviços, alta foi de 1,9 ponto entre maio e junho, ao passar de 70,5 para 72,4 pontos. Após a quarta alta consecutiva, o índice atinge o maior nível desde junho do ano passado.

“Ao final do primeiro semestre, ampliam-se os sinais de melhora na curva de confiança do setor de serviços, ainda que o patamar médio dos indicadores continue muito baixo em termos históricos. A melhora tem sido sustentada pela contínua redução do pessimismo em relação aos meses seguintes e tem um perfil disseminado entre os diversos segmentos pesquisados, incluindo uma sinalização de arrefecimento no ritmo de cortes previstos para o quadro de trabalhadores”, diz Silvio Sales, consultor do FGV/IBRE.

Nove das 13 atividades pesquisadas registraram alta da confiança. A evolução do índice foi determinada pela combinação de altas em relação ao momento atual e nas expectativas para os próximos meses.

O índice de situação atual subiu 1 ponto, para 67,5, e o índice de expectativas avançou 3 pontos, alcançando 78 pontos. Com o resultado, o índice de expectativas abriu uma distância recorde de 10,5 pontos em relação ao índice de situação atual e apresentou a primeira variação interanual positiva (2,9 pontos) desde novembro de 2012.

Na evolução do pessoal ocupado, no segundo trimestre houve a primeira alta em relação ao trimestre anterior desde o primeiro trimestre de 2012: 1,8 ponto, ao subir para 83,3 pontos. O movimento é determinado principalmente pela migração de empresas que anteriormente previam diminuição de vagas nos três meses seguintes e agora preveem estabilidade. “A moderação no ritmo de cortes de postos de trabalho num setor responsável por aproximadamente 60% da população ocupada pode vir a atenuar o quadro desfavorável do mercado de trabalho nos próximos meses”, analisa Silvio Sales.

Fonte: G1

29 DE JUNHO

Desemprego fica em 11,2% no trimestre encerrado em maio

É a maior taxa de desocupação desde o início da pesquisa, em 2012. De março a maio, havia cerca de 11,4 milhões de pessoas desocupadas.

O desemprego ficou em 11,2% no trimestre encerrado em maio, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre de março a maio, havia cerca de 11,4 milhões de pessoas desocupadas no Brasil. A taxa é a mesma do trimestre encerrado em abril. Assim, novamente, é a maior já registrada pela série histórica do indicador, que teve início em janeiro de 2012. No mesmo trimestre no ano anterior, a taxa havia ficado em 8,1%, segundo o IBGE. Ficou acima ainda do trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, que ficou em 10,2%.

A taxa de desocupação trimestral está subindo há 18 meses consecutivos em comparação ao ano anterior até maio, segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. “Para cada posto de trabalho que se perdeu, isso gerou duas procuras de trabalho em um ano”, afirmou em entrevista em abril. A Pnad entrevista 211 mil domicílios em 3.464 municípios e 15.756 setores do país.

Ocupados e desocupados

Se o número de desempregados aumenta, diminuiu o número de empregados.

A população desocupada subiu 40,3% (mais 3,3 milhões de pessoas) no confronto com igual trimestre de 2015 e cresceu 10,3% (aproximadamente 1,1 milhão pessoas) em relação ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016.

Já a população ocupada (90,8 milhões de pessoas) registrou queda de 1,4% (menos 1,2 milhão de pessoas ocupadas) em comparação com o mesmo trimestre de 2015 e apresentou estabilidade ante o trimestre dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 (menos 285 mil pessoas).

Segundo o IBGE, o número de empregados com carteira assinada no setor privado caiu 4,2% (menos 1,5 milhão de pessoas) em relação a igual trimestre do ano anterior e recuou 1,2% frente ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 (menos 428 mil pessoas).

Já o número de empregados sem carteira de trabalho assinada subiu 3,5% ante o trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 e ficou estável frente ao trimestre de março a maio de 2015.

Domésticos e autônomos

O número de trabalhadores domésticos subiu 5,1% ante o mesmo trimestre do ano anterior (mais 307 mil pessoas) e ficou estável em relação ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016.

As pessoas que trabalharam por conta própria aumentaram 4,3% na comparação com o trimestre de março a maio de 2015 – acréscimo de 952 mil autônomos. Já em relação ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, houve queda de 1,3% (menos 314 mil pessoas).

Salários

O rendimento médio real habitualmente recebido pelos que estão trabalhando chegou a R$ 1.982 e ficou estável frente ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 (R$ 1.972) e caiu 2,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado (R$ 2.037).

Por atividades

Em relação ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, dois grupamentos de atividade apresentaram queda na ocupação: de 2,9% na construção (-227 mil pessoas) e de 1,7% na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-161 mil pessoas).

Em contrapartida, na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais houve aumento de 1,8% (268 mil pessoas).

Houve queda de rendimento médio nos grupamentos outros serviços (8,2%), agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (5,5%), e comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,9%) frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

Já em relação ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, nenhum grupamento teve variação significativa nos seus rendimentos.

Empregadores

O contingente dos empregadores caiu 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior – menos 208 mil pessoas-, e ficou estável em relação ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016.

Fonte: G1

21 DE SETEMBRO

Quatro em cada dez consumidores possuem cartão de loja

Uma alternativa ao cartão de crédito e outras modalidades financeiras disponíveis para os brasileiros é o conhecido cartão de loja. Um levantamento realizado em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 44,5% dos consumidores possuem cartões de loja e a principal motivação para 38,1% destes é poder fazer mais compras. Segundo a pesquisa, 46,9% dos entrevistados que têm cartão adquiriram essa modalidade de pagamento após receberem uma oferta do varejista e 38,8% fizeram a solicitação nas lojas.

Para os especialistas do SPC Brasil e CNDL, a facilidade de conseguir crédito no cartão de loja deve ser encarada com receio pelo consumidor. “Caso a pessoa tenha feito uma boa análise sobre a pertinência de mais uma modalidade de crédito no orçamento pessoal, o novo cartão pode até ajudar na compra de novos produtos, mas caso o histórico seja de descontrole nos gastos, talvez seja melhor não utilizá-lo”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. A pesquisa mostra que, no momento que adquiriu o cartão, três em cada dez (29,9%) usuários não analisaram as tarifas ou juros cobrados e 40,0% não sabem dizer o número de parcelas ainda não pagas de compras realizadas com o cartão de loja – entre os que sabem, a média é de três parcelas.

O descontrole financeiro de alguns brasileiros com o uso do cartão de loja é confirmado quando se observa que 25,7% dos que o utilizaram já ficaram com o nome sujo em algum momento pelo não pagamento das faturas, sendo que 6,4% ainda estão negativados.

30% ainda utilizam crediário ou carnê

Outras modalidades analisadas pela pesquisa do SPC Brasil e da CNDL são o crediário e o carnê. Cerca de 29,9% ainda utilizam essas formas de pagamento, sendo que 48% possui em média 1,7 carnês ou crediário atualmente e a contratação do serviço foi feita principalmente por meio da solicitação à loja (58,5%) e as principais motivações para ter esse tipo de serviço é poder comprar mais (42,3%) e realizar um sonho de consumo (20,2%).

Assim como com o cartão de loja, parte significante dos entrevistados (20,8%) não analisou as tarifas e/ou juros cobrados, principalmente por causa de falta de interesse. Quase quatro em cada dez consumidores que têm crediário ou carnê (35,6%) não souberam responder quantas parcelas de compras realizadas no crediário ou carnê possuem – entre os que sabem, a média de quatro parcelas.

Em relação à inadimplência no uso do crediário ou carnê, 32,7% dos entrevistados que possuem essas modalidades já ficaram com o nome sujo pelo não pagamento e 5,9% ainda estão negativados.

Produtos mais comprados: roupas, calçados e eletrodomésticos

O levantamento mostrou que o cartão de loja, o crediário e o carnê são utilizados, principalmente, para compras de roupas (75,0%), calçados (64,0%) e eletrodomésticos (34,3%), sendo que 17,6% fazem compras parceladas através destes meios ao menos uma vez por mês. Questionados sobre as principais vantagens das três modalidades, a maior parte dos consumidores cita a possibilidade de parcelar suas compras (28,5%) e a segurança de não precisar andar com dinheiro ou cheque (15,3%).

Para o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, parcelar as compras é um benefício para o consumidor, mas deve ser utilizado com cautela. “Deve-se evitar fazer muitas prestações simultâneas para não perder o controle do seu orçamento”, explica. “Caso seja o parcelamento seja necessário, é importante fazer um rígido controle do número de parcelas para evitar ficar com o nome sujo”, alerta Vignoli. Entre os entrevistados que não possuem cartão de loja, crediário ou carnê, a principal justificativa é a preferência pelo pagamento das compras à vista (19,7%).

A pesquisa revelou que, para 66,8% dos entrevistados, essas modalidades de crédito são instrumentos positivos, principalmente por possibilitar a aquisição de produtos de uma forma mais fácil (31,0%).

Metodologia

A pesquisa entrevistou 674 consumidores de todas as regiões brasileiras, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos e pertencentes às todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,8 pontos percentuais e a margem de confiança, de 95%.

Baixe a íntegra da pesquisa: https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/pesquisas

Fonte: CNDL

2e DE JUNHO

Confiança do consumidor sobe em junho com melhora das expectativas

É o maior nível desde junho do ano passado, diz a FGV. Índice de Expectativas atingiu 77,1 pontos, o maior desde janeiro de 2015.

A confiança do consumidor aumentou de maio para junho, segundo aponta pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador avançou 3,4 pontos, passando de 67,9 para 71,3 pontos. É o maior nível desde junho do ano passado.

“A alta foi inteiramente determinada pela melhora das expectativas, já que os indicadores que medem a percepção sobre a situação atual ficaram estáveis”, diz a FGV.

“Há um descolamento entre as expectativas dos consumidores com relação aos próximos meses e a satisfação com a situação atual. Enquanto as primeiras avançam expressivamente pelo segundo mês consecutivo, a outra revisita o mínimo histórico. Considerando que a confiança do consumidor se mantém baixa em termos históricos, que a recuperação da economia deve ocorrer de forma lenta e que as famílias ainda se encontram muito comprometidas com endividamentos contraídos no passado, acredito que ainda veremos alguns trimestres de queda do consumo das famílias antes de retornarmos ao terreno positivo“, afirmou Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor.

Integrante do Índice de Confiança do Consumidor (ICC), o Índice de Expectativas avançou 6 pontos, atingindo 77,1 pontos, o maior desde janeiro de 2015 (81,7). Já o Índice da Situação Atual, outro componente do indicados, caiu 0,8 ponto, atingindo 64,7 pontos.

O indicador que mede o grau de satisfação dos consumidores em relação à situação financeira da família atual caiu 2,4 pontos em junho. O resultado reflete uma acomodação no nível mínimo histórico, após o indicador ter avançado 2,7 pontos no mês de maio, segundo a FGV.

Menos pessimismo

Em relação ao futuro, os consumidores tornaram-se menos pessimistas ante a evolução das finanças familiares nos próximos seis meses. O indicador que mede o grau de otimismo com a evolução da situação financeira familiar subiu 6,2 pontos, ao passar de 75,6 para 81,8 pontos, o maior desde janeiro de 2015 (87,6). Entre maio e junho, a parcela de consumidores projetando melhora avançou de 25,8% para 29,6%; a dos que preveem piora recuou de 8,8% para 9%.

Por renda

Houve alta da confiança em todas as quatro classes de renda pesquisadas. A melhora expressiva ocorreu entre os consumidores com renda familiar entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600, em que o índice aumentou 4,2 pontos.

“O resultado geral da pesquisa mostra que os consumidores estão se tornando gradualmente menos pessimistas em relação à evolução da economia e das finanças pessoais, ainda que a percepção sobre as condições presentes seja muito ruim, colaborando para manter o ICC em patamar historicamente baixo”, diz a FGV.

Fonte: G1

dva

7 em cada 10 brasileiros acreditam que gastos com beleza não são luxo

O consumidor brasileiro é vaidoso com a aparência e admite gastar com produtos e serviços de beleza para melhorar a autoestima. A constatação é de um levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais e no interior dos 26 Estados e do Distrito Federal. Segundo dados do estudo, seis em cada dez (62,7%) brasileiros consideram-se pessoas vaidosas e preocupadas com sua aparência e 65,7% concordam com a ideia de que cuidar de beleza não é luxo, mas uma necessidade. Outro número que reforça a preocupação do brasileiro com a própria imagem é que quase a metade dos entrevistados (49,4%) acredita que gastar dinheiro com o propósito de melhorar a aparência física é um investimento que vale a pena, ao proporcionar sensação de felicidade e satisfação.

Há ainda uma parcela considerável de consumidores que reconhece exagerar nesse tipo de gasto, colocando em risco a saúde financeira: quase um quarto (23,4%) dos consumidores brasileiros assume o hábito de gastar mais do que efetivamente pode com cuidados estéticos, sendo o comportamento mais frequente entre mulheres (26,5%), pessoas com idade entre 18 e 34 anos (29,0%) e pertencentes à classe C (25,0%).

O estudo sugere que a preocupação com a aparência tem uma ligação direta com as relações sociais e de trabalho. Também foi perguntado aos consumidores sobre as características que mais influenciam o sucesso profissional de uma pessoa e, os resultados mostram que a boa aparência foi a quarta opção mais citada (32,1%), ficando à frente de atributos como inteligência (28,9%), disciplina (23,4%), atendimento atencioso (21,7%) e simpatia (20,9%). As primeiras colocações ficaram com esforço e dedicação (48,1%), qualificação e estudo (47,4%) e honestidade (41,4%). De acordo com o estudo, sete em cada dez (74,8%) entrevistados acreditam que pessoas bem cuidadas aparentam ser profissionais melhores e mais da metade (52,6%) concordam que pessoas bonitas têm mais oportunidades na vida – opinião partilhada sobretudo entre os entrevistados da classe C (54,7%).

“O estudo mostra que o investimento em beleza reflete não apenas a busca pelo bem-estar e felicidade das pessoas, mas também como um investimento na possibilidade delas encontrarem melhores oportunidades na vida pessoal e profissional”, explica o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli, que ainda faz um alerta: “cuidar da beleza é importante para manter a autoestima e a satisfação consigo mesmo, mas isso pode ser feito sem gastar muito e sem prejudicar o orçamento doméstico, desde que o consumidor faça uma lista de prioridades e ajuste seus hábitos de consumo ao tamanho do bolso”, garante.

Para 57% dos consumidores produtos de beleza têm poder para mudar aparência
Gastos com roupas, calçados e assessórios (40,5%), alimentação saudável (40,2%), cuidados com a unha (30,3%) e com os dentes (38,0%), controle do peso (35,4%), cremes para o corpo e rosto (34,5%), atividades físicas (32,5%) e pintura do cabelo (26,9%) são as medidas mais tomadas pelos consumidores entrevistados para cuidar da beleza. O estudo descobriu ainda que mais da metade (57,4%) dos consumidores acreditam que os produtos de beleza têm a capacidade de modificar a aparência das pessoas para melhor, chegando a 66,8% entre as mulheres e 61,6% entre os consumidores da classe C. Quanto às motivações dos que consomem produtos para ficar mais bonitos, a pesquisa indica que a principal delas é o aumento da autoestima (62,1%).

A pesquisa também procurou saber quais são os produtos ou serviços que os entrevistados têm a intenção de adquirir nos próximos três meses para cuidar da aparência e constatou que os cosméticos estão em primeiro lugar do ranking, com mais da metade das citações (50,7%), seguidos pelas roupas, calçados e assessórios (43,9%) e pelos cuidados com o cabelo, unha, barba e pelos (42,3%). Outras opções ainda mencionadas foram tratamentos odontológicos (24,4%), maquiagens (20,9%) e remédios e vitaminas (19,0%).

Já com relação aos tratamentos de maior valor financeiro e de maior complexidade que os entrevistados desejam realizar pelos próximos 12 meses, os mais mencionados são clareamento dentário (20,9%), aparelho para correção nos dentes (14,8%) e a aplicação de porcelana nos dentes (10,4%).

Preço e qualidade dos produtos são características mais avaliadas

Na avaliação dos consumidores brasileiros, o valor é o principal fator a ser levado em conta no momento de escolher o local de compra dos produtos e serviços de beleza e estética: 58,1% consideram o preço como a condição mais importante, ao passo que 47,1% dão mais atenção à qualidade do produto e 33,2% ao atendimento.

Quanto às características dos produtos, os consumidores consideraram de alta influência fatores como qualidade (79,4%), cheiro (71,0%) e preço (70,8%). O estudo também descobriu que a associação de pessoas famosas a determinadas marcas e produtos é uma estratégia que impacta um grupo pequeno de entrevistados: apenas 20,2% atribuem alta influência ao uso da imagem de celebridades na escolha de um produto de beleza, ficando em último lugar entre todos os investigados no estudo. Já as principais fontes em que as pessoas mais pesquisam e buscam informações sobre produtos e serviços de beleza são amigos e familiares (46,8%), sites especializados (42,7%) e redes sociais (22,1%). Principalmente antes de adquirir cosméticos (54,4%), vestuário (43,1%) e maquiagens (23,6%).

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, “a pesquisa é um indicativo de que empresários do ramo de beleza precisam investir não apenas em produtos acessíveis financeiramente, mas também em itens capazes de corresponder às expectativas da qualidade de quem os adquire, pois o consumidor tem se mostrado mais exigente e informado”.

Maioria dos brasileiros admite ser vaidosa e 55% se preocupam com opinião alheia

A pesquisa indica que a vaidade é parte da característica da maioria dos brasileiros: 62,7% consideram-se pessoas vaidosas – sendo que 12,7% são muito ou extremamente preocupados com a aparência. A nota média geral que o brasileiro atribui para si quando levada em conta a aparência física é 7,0, numa escala que varia de zero a dez. A pesquisa detectou ainda que as pessoas vaidosas são mais frequentemente encontradas entre as mulheres (67,7%) e aqueles com idade entre 18 e 34 anos (71,2%). Em contrapartida, 37,3% dos entrevistados não podem ser definidos como vaidosos, dentre esse grupo, a principal justificativa é a falta de importância dada ao assunto, já que o foco está em outras prioridades de vida (51,8%). Porém, nem sempre o cuidado com o visual é uma questão de escolha: 27,3% alegam não ter dinheiro para se cuidar.

De modo geral, o estudo comprova que os brasileiros dão atenção considerável ao visual: 82,9% se sentem mais atraentes quando estão arrumados, 44,8% estão preocupados em evitar os efeitos do envelhecimento, 33,6% admitem que ter uma boa aparência é uma das suas principais preocupações na rotina diária e 55,0% se importam com a opinião das demais pessoas a respeito da sua aparência física.

Fonte: CNDL

23 DE JUNHO

MPF/ES firma convênio com CDL Vitória

Um convênio firmado entre o Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES) e a Câmara de Dirigentes Lojistas de Vitória (CDL Vitória) vai possibilitar que os servidores lotados na Assessoria de Pesquisa e Análise Descentralizada (Asspad) acessem a base de dados de abrangência nacional do Serviço Nacional de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Na próxima segunda-feira, dia 27, os servidores da Asspad vão participar de um treinamento na CDL e já na terça-feira o setor estará disponível para realizar as pesquisas que forem solicitadas pelos procuradores da República e servidores de seus gabinetes.

O convênio foi publicado no Diário Oficial da União no último dia 14 de junho e tem prazo de vigência de 24 meses. Ele prevê um limite de 200 consultas por mês.

“Acredito que o diferencial dessa base de dados é que, além de possuir abrangência nacional, por sua natureza, as informações serão mais confiáveis. Pois, tanto quem cede, quanto quem toma o crédito, tem interesse em manter os dados pessoais atualizados junto ao SPC”, destaca Mário Alberto da Silva Filho, assessor-chefe da Assapd/PR-ES”.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Ministério Público Federal no Espírito Santo

22 de junho

Demanda por investimento da micro e pequena empresa cresce e atinge 25,22 pontos

Dados do Indicador de Propensão a Investir MPE do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que a intenção por investimentos dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços subiu de 19,96 pontos em abril para 25,22 pontos em maio.

Quanto mais próximo de 100, maior é a propensão ao investimento. O resultado faz com que o dado volte ao nível que havia sido registrado no primeiro trimestre do ano, de 24,88 em média. Na comparação com maio do ano anterior, quando marcou 32,06 pontos, o indicador registrou queda de 21,3%, refletindo o clima de incerteza produzido pelas crises econômica e política.

Em números percentuais, o indicador revela que 18,2% desses micro e pequenos empresários dos segmentos de comércio e serviços estão interessados em investir em seus empreendimentos nos próximos três meses – percentual acima dos 13,0% verificados no mês anterior.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o baixo apetite ao investimento para expansão dos negócios é justificado, em parte, pela falta de confiança dos empresários derivada das dificuldades econômicas que o país atravessa. “Sem boas perspectivas com os rumos da economia, os MPEs estão reticentes para assumir compromissos financeiros de médio e longo prazo, já que os juros ainda estão elevados e a demanda do consumidor segue diminuindo por conta da renda mais baixa e aumento do desemprego”, explica o presidente. Entre os empresários que não pretendem investir (72,7%), a principal razão é justamente a falta de confiança diante da crise, mencionada por 46,7%.

Já entre os que pretendem fazer investimentos, o principal objetivo é tentar aumentar as vendas, para 58,9% destes, seguido por 19,9% que investirão para adaptar sua empresa a novas tecnologias. Os investimentos mais citados são em mídia e propaganda (32,9%), reforma da empresa (28,8%) e compra de equipamentos e maquinário (27,4%).

Para conseguir concretizar seus planos de investir, a maioria dos empresários farão uso de capital próprio como principal recurso: 68,5% utilizarão os fundos de poupança e investimentos e 5,5% dos recursos da venda de algum bem (5,5%). Dois em cada dez MPEs (19,2%) pretendem fazer empréstimos com bancos e financeiras para investir.

Demanda por crédito segue tendência de baixa

O Indicador de Demanda por Crédito MPE também cresceu em maio em relação a abril: 13,44 pontos frente a 11,68 pontos no mês anterior – uma alta de 15,1%. Na variação anual, no entanto, o indicador diminuiu de 16,36 pontos para 13,44 pontos, o que reflete a tendência ao longo de toda a série histórica de os micro e pequenos empresários estarem com baixa intenção de contratar crédito. Quanto mais próximo de 100 pontos, maior é a probabilidade de os empresários procurarem crédito e, quanto mais próximo de zero, menos propensos eles estão para tomar recursos emprestados para os seus negócios.

Em termos percentuais, a grande maioria dos MPEs (85,6%) não pretendem contratar crédito nos próximos três meses e a principal justificativa para não contratarem é conseguir manter seus negócios com recursos próprios, mencionada por 51,5% desses empresários. Outros 28,9% alegam que não pretendem fazer nenhum investimento que exija recursos de terceiros, sendo que as altas taxas de juros são outro fator que desencoraja a tomada de crédito, mencionado por 15,3%.

Entre os 5,0% que manifestaram a intenção de contratar crédito nos próximos 90 dias, a principal finalidade é o capital de giro, citado por 47,5%, seguida pela reforma da empresa (22,5%) e compra de máquinas, equipamentos e computadores (também 22,5%). As modalidades mais citadas por quem tem a intenção de tomar crédito são o microcrédito (30,0%), o desconto de duplicata e o cartão de crédito empresarial (ambos com 15,0%).

Metodologia

Os Indicadores de Demanda por Crédito e de Propensão para investimentos do Micro e Pequeno Empresário (IDCI-MPE) calculados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) levam em consideração 800 empreendimentos dos segmentos de comércio e serviços com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior. As micro e pequenas empresas representam 39% e 35% do universo de empresas brasileiras nos segmentos de comércio e serviços, respectivamente. Acesse a íntegra do indicador e detalhes da metodologia clicando em “baixar arquivos” no link https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

Fonte: CNDL

21 de junho

O rompimento de um ciclo vicioso

O cenário nacional, historicamente, sofreu e sofre com ações de políticas deficitárias para o desenvolvimento intelectual da população.

Basta analisarmos os dados da evolução da taxa de analfabetismo e de escolaridade nacional após os anos 50, assim como a preparação dos professores. Se compararmos o Brasil com Taiwan, por exemplo, nos deparamos com uma evolução de escolaridade média duas vezes menor, considerando a faixa etária de 15 a 30 anos, entre o final da década de 70 e o início dos anos 90.

Para o economista e filósofo britânico Adam Smith, a educação é benéfica para a economia de maneira indireta: pessoas instruídas são mais conscientes de seu papel na estrutura produtiva, trabalhadores menos instruídos são desordeiros e atrapalham a hierarquia de posições econômicas. Isso quer dizer que, quanto menor a evolução da escolaridade, menor será a contribuição das pessoas para o aumento da estrutura produtiva do país.

Pensando dessa forma, chegamos a um ciclo crítico vicioso: a baixa qualidade da educação leva à mão de obra desqualificada, que causa baixa produtividade, que reduz a competitividade dos setores, que impacta negativamente na economia e diminui os empregos e os investimentos.

Há uma severa discrepância entre investir em acesso à educação e acesso à qualidade de ensino. Prova disso, é o nível de escolaridade dos brasileiros que têm o ensino superior completo – cerca de apenas 11%, segundo o IBGE.

Esse cenário atinge diretamente o mercado de trabalho, que é carente de profissionais mais capacitados. Devido a isso, muitas vezes há dificuldade na geração de insumos de qualidade para a tomada de decisão nas empresas, ou seja, existe o que chamamos de assimetria de informação.

Isso se dá no momento em que a organização não tem o número necessário de pessoas qualificadas para gerar vantagem competitiva. A baixa capacitação da mão de obra limita o acesso à troca de informações, resultando na redução da habilidade de resolver problemas e na perda de produtividade.

Essa situação não fica limitada a uma única organização, mas alcança um contexto mais amplo. O acúmulo de organizações com baixa produtividade resulta em setores econômicos sem poder de competitividade nacional ou internacional.

Um país limitado a uma baixa escolaridade tende a perder capacidade de gerar novas tecnologias e de agregar novos valores aos seus produtos.

O economista americano Robert Solow reforça essa ideia ao afirmar que o desempenho de uma economia deriva, entre outros aspectos, da sua eficiência tecnológica, de como o sistema produtivo se aperfeiçoa.

Considerando a baixa capacidade dos setores de competir tanto no mercado nacional como no internacional, a economia brasileira é afetada negativamente por conta dos pequenos recursos gerados pelas empresas.

Receitas em declínio afetam diretamente a geração de riquezas do país, causando a redução dos postos de trabalho e impedindo o governo de investir em melhorias em diversas áreas, inclusive na educação, mantendo o ciclo em questão: crônico e vicioso.

Diante dessa conjuntura, é difícil imaginar uma mudança que possa quebrar esse ciclo vicioso, mas a resposta é muito mais simples do que parece.

Em vez de quebrar o ciclo, por que não transformá-lo em algo positivo? Tudo começa com ações para aprimorar, de forma gradativa, a qualidade da educação, com investimentos em controle de avaliação dos alunos, maior capacitação dos professores, melhora da estrutura física e incentivo à pesquisa científica, por exemplo.

Com uma educação de melhor qualidade, teremos o aumento na produtividade das empresas, que possibilitará maior competitividade dos setores, que irão gerar mais riquezas para o país, proporcionando mais empregos e melhores investimentos na educação… Vamos construir, assim, um ciclo positivo evolutivo.

Fonte:

Renan Bortolini – Administrador, MBA em Gestão Estratégica de Pessoas pela Fucape, diretor na Recrutar Consultoria e diretor da CDL Jovem Vitória

André Cavalcanti – Administrador, MBA em Gestão Estratégica de Pessoas pela Fucape, mestrando em Administração pela Fucape, diretor na Recrutar Consultoria e membro da CDL Jovem Vitória

20 DE JUNHO

Vendedor de sonhos

O vendedor é peça-chave na engrenagem de qualquer empreendimento. Ele passa longe de um mero tirador de pedidos. Por estar na linha de frente, participa de forma direta do relacionamento da empresa com seu público. A atuação desse profissional é determinante para trazer dinheiro para o caixa, satisfazer e fidelizar o cliente e contribuir para a imagem favorável do negócio. Ter uma equipe qualificada nessa área é vital, ainda mais nos dias de hoje, de retração econômica e consumidor menos propenso a gastar.
O bom vendedor reúne características que fundem os lados pessoal e profissional. Ele é agradável e educado, prima pela boa aparência, sempre adequada ao ambiente e ao público atendido. Ele sabe quando falar e ouvir e mantém uma postura positiva. Em seu perfil estão a persistência e a ambição – ele tem metas a cumprir e objetivos particulares a serem alcançados que necessitam de empenho. E importantíssimo para o negócio: o bom vendedor veste a camisa da empresa.

Esse profissional deve conhecer bem a mercadoria ou não conseguirá passar segurança para o consumidor que, na dúvida, tende a desistir de levar o produto ou reduzir o volume adquirido e o respectivo desembolso.

É sabido que ao comprar, o sujeito deseja realizar um sonho e o produto ou serviço é um instrumento para isso. Ele não leva um sofá para casa pela peça em si; ele quer o conforto e a beleza que o móvel pode dar. Ele não compra um carro pensando apenas no meio de transporte, mas anseia status, poder e a sensação de independência que o veículo vai lhe proporcionar. O vendedor tem de ter a sensibilidade para captar o componente psicológico que move o cliente e ajudá-lo a concretizar a ideia que tem em mente.

O bom vendedor é, acima de tudo, um consultor capaz de entender o que o cliente procura (e até ter a perspicácia de descobrir o que o ele ainda nem sabe que quer) e oferecer orientações e soluções. Quando ele é visto como esse aliado, cria-se uma identificação e a probabilidade de concretizar vendas cresce sensivelmente.

Portanto, procure pessoas comprometidas e qualificadas para sua empresa. Treine-as periodicamente e implemente ações que motivem o grupo. Bons produtos e atendimento de qualidade só farão bem ao empreendimento.

Fonte: Artigo de Bruno Caetano, diretor superintendente do Sebrae-SP

05 DE ABRIL

Número de inadimplentes chega a 59,25 milhões em maio

O número de consumidores com contas em atraso e com CPFs negativados se manteve estável no Brasil, conforme estimativa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

De acordo com o indicador, na passagem de abril para maio, cerca de 50 mil brasileiros foram inscritos nos cadastros de restrição ao crédito, totalizando cerca de 59,25 milhões de consumidores em todo o país com o CPF negativado. Ainda que, em números absolutos, represente um aumento no número de consumidores, é considerado uma estabilização: de março para abril o crescimento tinha sido de 500 mil brasileiros, totalizando 59,20 milhões.

Mesmo que o número de negativados não tenha crescido substancialmente em maio, quando comparado com meses anteriores, os dados significam que 39,91% da população brasileira com idade entre 18 e 95 anos estão inadimplentes e com o nome registrado em serviços de proteção ao crédito.

Entre os adultos de 30 a 39 anos, a proporção é ainda maior: mais da metade (50,32%) se encontram negativados, o que totaliza 17 milhões de consumidores enfrentando dificuldades para realizar compras a prazo, fazer empréstimos, financiamentos ou contrair crédito de modo geral.

Na variação anual, ou seja, maio frente a igual período do ano passado, houve um aumento de 4,26% no volume de brasileiros inadimplentes no consolidado das quatro regiões analisadas: Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sul.

O indicador não considera os dados da região Sudeste, que estão suspensos devido à entrada em vigor da Lei Estadual 16.569/2015, conhecida como Lei do AR, que dificulta a negativação de inadimplentes em São Paulo.

Segundo o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a estabilização na quantidade de consumidores negativados reflete o atual cenário econômico com piora dos índices de renda, aumento das demissões, mas também o vislumbre de alguma melhora ainda em 2017.

“A estabilização vista em maio é importante, mas ainda é cedo para podermos afirmar que tenha havido uma reversão da tendência de crescimento da inadimplência que temos visto no último ano”, afirma.

“Ao longo dos últimos meses, o movimento da inadimplência tem sido influenciado pela contínua piora do cenário econômico, que corrói a renda das famílias, e pela maior restrição ao crédito. Por um lado, essa restrição limita o potencial de endividamento das pessoas, mas, por outro, a queda da renda impõe ao consumidor dificuldades para pagar dívidas e honrar seus compromissos financeiros”, diz o presidente.

No Espírito Santo

Em maio deste ano, o número de dívidas em atraso de moradores do Espírito Santo cresceu 5,91% em relação a maio de 2015. Já o número de inadimplentes registrou um crescimento anual de 4,75%.

Fonte: SPC Brasil