Arquivo mensais:julho 2016

29 de julho

Empreendedorismo nas escolas

A CDL Vitória está levando a cultura empreendedora para as escolas. É o Start Day, em que empresários contam as suas trajetórias para alunos de instituições públicas e privadas e mostram como se deram bem nos negócios.

“O palestrante fala um pouco das dificuldades que enfrentou, das conquistas, dos desafios para o futuro, e conta como foi o seu ‘start day’, ou seja, o dia em que resolveu ser empreendedor e o que motivou essa decisão”, explicou o coordenador executivo do projeto, George Ribeiro.

Ele destacou que a entidade quer mostrar para os jovens que qualquer um pode empreender. “Eles podem pegar algo produzido em sua comunidade ou até mesmo em seu núcleo familiar e transformar em um negócio de grande sucesso, que impactará muito positivamente no meio onde vivem”, afirmou.

O primeiro evento ocorreu no dia 1º de julho, no Colégio São Geraldo, em Campo Grande, Cariacica, com alunos do ensino médio. Novos encontros serão marcados em breve.

28 de julho

Projeto para melhoria do ambiente regulatório

A CDL Jovem Vitória acredita na transformação da sociedade por meio da conexão de pessoas, do compartilhamento de conhecimento e da atuação na causa raiz dos problemas. E, para contribuir de forma ativa com o desenvolvimento do Estado e do país, criou o projeto “Melhoria do Ambiente Regulatório”.

A ideia é unir entidades que trabalham pelo objetivo de melhorar o meio onde as empresas estão inseridas, aplicar inteligência, desenvolver estratégias e agir diretamente nos órgãos legislativos e governamentais, proporcionando melhores condições para que as organizações nasçam, cresçam e se desenvolvam.

O presidente da CDL Jovem Vitória, Bruno Mazzei, explicou que, inicialmente, o grupo tem buscado entidades, instituições e órgãos governamentais que possuam o intuito de atuação semelhante ao proposto ou que já tenham projetos com o mesmo direcionamento.

“Vamos identificar e modificar burocracias ineficientes dos poderes Legislativo e Executivo que são prejudiciais ao ambiente de negócios. A partir daí, vamos propor e atuar para que sejam postas em prática leis e ações, nos dois poderes, que favoreçam as operações das empresas”, explicou Mazzei.

O projeto está em fase de aprovação. Após essa etapa, serão definidos todos os procedimentos e critérios para que os resultados esperados sejam alcançados.

27 de julho

Vidros com alta tecnologia

A Viminas Vidros Especiais nasceu como Vidraçaria Palmeiras, em 1984, em Jucutuquara, Vitória, inaugurada pelos irmãos Maurício Ribeiro, atual diretor-presidente, e Roberto Ribeiro. Em 1987, o nome mudou para Viminas. Na época, a empresa comercializava vidros cortados, chapas de acrílico e molduras.

Com o aumento da demanda por vidros, houve a necessidade de expandir e, em 1988, a Viminas abriu a primeira filial, em Campos dos Goytacazes (RJ). O número de pedidos e encomendas foi crescendo e, em 1994, uma filial foi aberta no bairro Civit II, na Serra. Em 1995, a empresa construiu sua primeira fábrica, no Civit II, e passou a beneficiar e transformar vidros.
O parque industrial, onde fica a sede atualmente, foi inaugurado em 2002, também no Civit II. O diretor administrativo e financeiro da Viminas, Alexandre Barbosa Sampaio, fala um pouco mais sobre os negócios da empresa.

Quais os principais produtos vendidos pela Viminas?

Os produtos vendidos pela empresa atualmente são os vidros de segurança, como o temperado, o laminado e o laminado temperado, esmaltados, de controle solar, craquelados e insulados, além de espelhos, boxes e tampos.

De que forma a empresa se diferencia dos concorrentes?

A Viminas busca sempre se superar. Para isso, investe em uma equipe qualificada. Além disso, buscamos o que há de melhor em tecnologia. Isso reflete diretamente em produtividade, qualidade e excelência.

A Viminas tem o primeiro forno de têmpera horizontal do Espírito Santo, é a primeira e única empresa capixaba que fabrica vidros laminados com PVB, é a primeira empresa capixaba de beneficiamento de vidros a ter duas certificações simultâneas: a ISO 9001:2008 e a NBR 14698 – Vidro Temperado (IFBQ).

Também adquiriu a primeira mesa de corte para chapa jumbo no Espírito Santo, é a primeira capixaba a adquirir e implementar processos com linha automatizada Forvet e também a primeira e única empresa capixaba a produzir vidros esmaltados temperados e vidros insulados.

Como a empresa tem enfrentado a crise?

Com muita cautela, fazendo os ajustes necessários internamente, de forma a não perder o potencial de investimento, pois precisaremos estar preparados e fortalecidos quando essa crise passar, para voltarmos ao auge da nossa produtividade.

A Viminas prepara algum lançamento?

A Viminas fez, recentemente, dois importantes investimentos, com a aquisição de duas linhas de produção que resultarão no aumento da eficiência e da produtividade da empresa.

Uma delas é a linha totalmente automatizada para lapidação de vidros. A outra é a linha totalmente automatizada, de origem italiana, para produção de vidros laminados, capaz de laminar uma chapa de vidro em 90 segundos. A capacidade de produção dela é de 35 mil metros quadrados de vidro laminado por turno de produção por mês.

Como a empresa vê a parceria com a CDL Vitória?

Somos associados à CDL Vitória desde novembro de 2015. A parceria tem sido essencial para o enfrentamento da crise, uma vez que o banco de dados da entidade para consulta quando das permissões de crédito aos nossos clientes tem sido de suma importância e segurança sobre as informações coletadas.

E o custo-benefício disso é bem melhor do que o de outros meios possíveis para fins de crédito e cobrança. Podemos contar também com apoio das equipes comercial, jurídica e de cobrança, que sempre nos atendem com a maior presteza.

26 de julho

Prevenção contra fraudes

Em tempos de instabilidade econômica, com crédito escasso e desemprego crescente, a prevenção contra fraudes deve ser redobrada. E isso não vale apenas para os consumidores, mas também para empresas, independentemente do seu porte ou segmento de atuação.

Para as pessoas físicas, os crimes decorrentes de fraudes são mais comuns e podem acontecer quando documentos são roubados, perdidos ou capturados de forma maliciosa em sites na internet, sendo os mais comuns: emissão de cartões de crédito, compras de celulares, automóveis ou qualquer outro produto de alto valor agregado, financiamentos e até abertura de empresas, tudo em nome de terceiros.

No caso das empresas, a situação é a mesma. A diferença é que em vez de se utilizar o CPF para realizar transações indevidas, é o CNPJ que acaba sendo fraudado.

Diariamente, inúmeras empresas em todo o país são vítimas de fraudadores que utilizam o CNPJ, com o intuito de tirar proveito do nome da organização, gerando protestos, bloqueios, cancelamentos de notas fiscais, perda de clientes e fornecedores. Em casos mais extremos, as fraudes podem comprometer inclusive a saúde financeira das empresas que sofrem o crime.

Para auxiliar organizações e consumidores nesse trabalho de prevenção às fraudes, o SPC disponibiliza ao mercado o SPC Avisa, que monitora CPFs e CNPJs, alertando clientes e empresários sobre negativação, alterações e consultas realizadas por empresas em ambos os documentos, anotações de CCF, Cheque Lojista, protestos, entre outras.

Com ele, o consumidor e o empresário podem receber alertas diários, via e-mail ou mensagem pelo celular, sempre que o documento for consultado, por exemplo, em vendas a prazo, abertura de empresa, além da inclusão ou exclusão em cadastros de inadimplentes. Não sendo reconhecida a transação, o dono do documento pode tomar as providências cabíveis antes que a fraude se confirme.

Com esse serviço, o empresário consegue evitar surpresas desagradáveis, como ter suas compras negadas por um fornecedor ou a própria suspensão do CNPJ. Outro benefício em receber os alertas do SPC Avisa é a possibilidade de se antecipar aos fraudadores, informando fornecedores e demais parceiros comerciais do problema no CNPJ, evitando a concretização da ação criminosa.

Para mais informações, o empresário interessado deve entrar em contato com a CDL Vitória: 3232-2054.

25 de julho

Unidos pelo Centro de Vitória

Como já diz o velho ditado popular, a união faz a força! E, com espírito de equipe e muita determinação, um grupo de comerciantes resolveu criar a União Lojista Centro Histórico de Vitória (ULCEHVI), a fim de organizar ações para driblar a crise e revitalizar a região.

Uma das iniciativas do grupo foi articular com o Sebrae ES a realização do Comércio Total, um projeto com foco na gestão dos negócios que ofereceu aos lojistas uma semana de palestras gratuitas com diversos temas. Os participantes ainda tiveram direito a escolher, sem custo nenhum, uma consultoria da entidade. O evento ocorreu de 25 a 29 de abril, no auditório da CDL Vitória.

“Nós procuramos o Sebrae com a ideia de aumentar a nossa força e pelo fato de a entidade estar dentro do espaço limitado ao nosso projeto. Fomos recebidos de portas abertas e ficamos sabendo do projeto Comércio Total, que estava sendo levado para outros municípios. Acabamos trazendo o evento para o Centro e foi um grande sucesso”, contou o diretor da CDL Vitória, Mauricio Meireles Rocha Junior, que integra a ULCEHVI.

Segundo ele, o grupo é formado por 150 empresários que atuam na região que vai da Curva do Saldanha até a Vila Rubim.

“Resolvemos nos mobilizar devido à crise, mas também com o objetivo de resgatar o Centro de Vitória. Aqui existe uma história, um comércio forte, moradores que são referência na região. Acreditamos no potencial do Centro e decidimos nos unir em prol do bairro. Sozinho ninguém vai a lugar nenhum”, afirmou Meireles.

O diretor elogiou a atuação da nova gestão da CDL Vitória, focada na cultura empresarial. “Crise é igual cachorro pequinês. Se você correr, ele cresce e te pega. Se você partir para cima dele, ele corre. Mais do que nunca, temos de nos preparar para as novas demandas do mercado”.

Ações para atrair consumidores

A União Lojista Centro Histórico de Vitória (ULCEHVI), com apoio da CDL Vitória, tem realizado diversas ações para atrair os consumidores à região. Na véspera do Dia das Mães, por exemplo, o grupo fechou parcialmente a Avenida Jerônimo Monteiro e montou uma estrutura de lazer para as famílias.

“Colocamos food truck, barracas de algodão-doce e pipoca, pula-pula, tobogã. Foi um ótimo termômetro para medirmos o tamanho e o potencial do Centro de Vitória”, disse o empresário Mauricio Meireles Rocha Junior.

E os lojistas já preparam outras atrações. “Planejamos uma exposição de carros antigos, que têm tudo a ver com a arquitetura do Centro. Também faremos ações promocionais em outras datas comemorativas e vamos organizar a Black Friday do Centro”.

22 de julho

A importância de investir em qualificação

No cenário atual, a atividade empresarial é cada vez mais de profissionais e não de amadores. Exige muito preparo, um conhecimento profundo do negócio, da atividade empresarial, do mercado, do mundo e do comportamento da sociedade.

Para atender às novas demandas de um mercado mais competitivo e exigente, os comerciantes precisam se atualizar com frequência. Por isso, a CDL Vitória tem atuado para disponibilizar diversos treinamentos para associados e seus colaboradores. A ideia é criar mais cultura empresarial.

“O nosso foco é oferecer cada vez mais cursos, palestras, encontros, visando à capacitação dos comerciantes e o crescimento da sua atividade. É fundamental que o lojista se atualize e invista na capacitação da sua equipe, estimulando a participação em eventos que disseminem o conhecimento”, afirmou o presidente da CDL Vitória, Cláudio Sipolatti.

Atenta à importância da qualificação, a Fundação CDL firmou uma parceria com a Mistura Comunicação para promover workshops de baixo custo voltados para o setor, a fim de auxiliar o empresário e a sua equipe na fidelização e no encantamento do cliente. Alguns temas propostos foram: atendimento de excelência, gestão do visual de loja e vitrinismo.

Como incentivar os funcionários?

1. Dê o exemplo: se você quer sua equipe sempre em busca de melhorias, dê o exemplo, aperfeiçoe-se constantemente e mostre o resultado de seu aprimoramento.

2. Replique o conhecimento: use a expertise de seus colaboradores e incentive que eles ensinem e transmitam seus conhecimentos aos colegas.

3. Reconheça o esforço: sempre há pessoas mais dispostas a se capacitar. É muito importante reconhecer esse esforço extra propiciando mais chances às pessoas dedicadas.

4. Premie a inovação: há funcionários que usam a capacitação para trazer melhorias nos processos da empresa. Premie explicitamente por meio de bônus em dinheiro, feedbacks em público ou treinamentos especiais.

5. Invista em treinamentos: há cursos com ótimo custo-benefício disponíveis no mercado. Se não puder treinar toda a equipe, faça um revezamento e envie um funcionário de cada vez.

Businesspeople shaking hands

CDL Vitória agora tem corretora de seguros

Buscando disponibilizar para os associados serviços e produtos que atendam todas as suas necessidades, a CDL Vitória agora tem uma corretora de seguros. A cobertura é ampla e engloba planos e seguros de saúde, seguro de vida, seguro patrimonial e seguro profissional, entre outros.

“Devido à corretora ser da entidade, podemos oferecer condições comerciais mais vantajosas. Além disso, nosso atendimento é diferenciado”, afirmou o superintendente da CDL Vitória, Orlando Rezende.

Dentro das ramificações de cada grupo, os associados têm a vantagem de desfrutar de um serviço de excelência com benefícios exclusivos.

As negociações para a implementação do projeto começaram em 2015, principalmente por causa das demandas da entidade na área da saúde. Como a CDL Vitória não tinha legitimidade para atuar nesse segmento, surgiu a ideia da criação da corretora de seguros. Agora a entidade pode oferecer uma diversidade maior de produtos de saúde aos seus membros.

“Esse serviço é extremamente importante para a CDL Vitória, pois fideliza o associado. Como nós temos no Espírito Santo somente uma operadora forte, nossa relação estava fragilizada nessa dependência. Com a nossa corretora, podemos atuar fortemente no sentido de negociar melhores preços para os usuários”, destacou Rezende. Mais informações: 3232-2054.

20 de julho

Vitória vai sediar seminário do SPC

Nos dias 24 e 25 de agosto, Vitória vai sediar o 2º Seminário de SPC Brasil: Superação Para Vencer. Será um grande encontro de integrantes do movimento lojista de todo o Brasil, que tem como objetivo aproximar o setor e unir esforços.

O evento é voltado para diretores e funcionários das CDLs e a programação inclui palestras com assuntos atuais e de importância fundamental para a superação da crise.

A participação de todas as entidades é muito importante! Por isso, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Espírito Santo (FCDL/ES) irá custear as inscrições para funcionários das CDLs do Estado. Basta que o interessado faça sua inscrição no link que será disponibilizado em breve.

Para entidades que necessitem de hospedagem, a FCDL/ES custeará para até dois funcionários de cada CDL. Para entidades de necessitem de translado, a FCDL/ES deverá ser consultada antecipadamente.

Algumas observações importantes:

- O valor de R$ 99, referente à inscrição, não contempla a hospedagem nem o transporte do participante;

- Se o participante confirmar a inscrição e não comparecer ao evento, a taxa de R$ 99 será cobrada da entidade, bem como hospedagem, conforme o caso.

Toda a programação, local e horários serão divulgados em breve.

19 de julho

Forte atuação legislativa

Estudo inédito feito pela Associação Nacional dos Birôs de Crédito (ANBC) aponta os impactos negativos para as famílias e os comerciantes após a entrada em vigor da chamada “Lei Paulista”, que obriga o envio de carta com aviso de recebimento (AR) para o devedor antes da inclusão de seu nome na lista de inadimplentes.

O modelo é sete vezes mais caro do que a carta simples, com aviso de postagem, usada há mais de 30 anos.

Conforme o levantamento, desde setembro de 2015, quando a lei entrou em vigor, até o final do ano passado, pelo menos 90% das empresas que negativariam nos birôs de crédito foram impedidas de incluir os inadimplentes na lista de devedores pela falta de recursos para arcar com o novo processo imposto.

Além disso, a ausência de informações atualizadas e fidedignas dos birôs obriga os concedentes a restringirem o crédito.

Em Vitória, desde o ano passado, tramitava na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei (PL) 085/2015, a “Lei do AR”, nos mesmos moldes da legislação paulista.

Acompanhando o processo, o setor jurídico da CDL Vitória, com apoio dos deputados Gilson Lopes e Marcelo Santos, contribuiu para a elaboração de duas emendas ao PL, para impedir a obrigatoriedade do envio da notificação por AR, mas as mudanças não foram aprovadas.

Assim, os referidos parlamentares formaram uma frente de coalizão e, em parceria com a CDL Vitória, apresentaram uma nota técnica à Procuradoria Geral do Estado para demonstrar os riscos da aprovação do projeto.

Após essa atuação, a Procuradoria opinou pela inconstitucionalidade da proposta, o que foi acatado pelo governador Paulo Hartung, que vetou o PL – veto que foi mantido pela Assembleia.

Isso mostra o quanto é essencial o trabalho de acompanhamento legislativo que realizamos. Vamos continuar atuando diretamente no relacionamento com políticos e entidades governamentais, focados no objetivo de propor mudanças positivas e de barrar propostas negativas para o setor varejista.

Fonte: Cláudio Sipolatti, presidente da CDL Vitória

18 de julho

Apenas três em cada dez brasileiros são consumidores conscientes

 

Com o objetivo de acompanhar as mudanças nos hábitos de compra e outras ações cotidianas e também compreender se os brasileiros caminham em direção ao consumo sustentável, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), calcularam pelo segundo ano consecutivo o Indicador de Consumo Consciente (ICC), que atingiu 72,7%, permanecendo estável em relação a 2015, quando estava em 69,3%. O ICC pode variar de 0% a 100%: quanto maior o índice, maior é o nível de consumo consciente. Em uma escala de 1 a 10, os entrevistados dão nota média de 8,9 para a importância do tema consumo consciente, mas apenas três em cada dez brasileiros (32,0%) podem ser considerados consumidores conscientes de fato – um aumento de 10,2 pontos percentuais em relação a 2015, quando esse percentual era de 21,8%.

Apesar de ter apresentado melhora, o aumento do indicador foi discreto em relação a 2015. “O consumidor brasileiro ainda possui desempenho abaixo do que é considerado ideal, representando um consumidor em transição. Assim como em 2015, os entrevistados associam mais frequentemente o consumo consciente com atitudes relacionadas apenas a aspectos financeiros, ficando em um segundo plano as esferas ambientais e sociais”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. O principal benefício percebido pelos entrevistados continua a ser o de economizar e fazer o dinheiro render mais (37,1%), prevalecendo a dimensão financeira do consumo consciente.

O estudo do SPC Brasil segmentou os consumidores em três categorias, de acordo com a intensidade da prática dos comportamentos considerados adequados: ‘consumidores conscientes’ – que apresentam frequência de atitudes corretas acima de 80% – ‘consumidores em transição’, cuja frequência varia entre 60% e 80% de atitudes adequadas e ‘consumidores nada ou pouco conscientes’, quando a incidência de comportamentos apropriados não atinge 60%.

Para elaborar o indicador, foi realizada uma pesquisa com uma série de perguntas para investigar os hábitos, atitudes e comportamentos que fazem parte da rotina dos brasileiros. Estas questões permearam as três dimensões que compõem o conceito de consumo consciente, e todas elas obtiveram resultados abaixo do desempenho ideal de 80%: práticas ambientais (72,5%), práticas financeiras (73,8%) e práticas sociais (70,6%). Apesar de apresentarem pequenos aumentos quando comparados a 2015, apenas a diferença percentual no subindicador relacionado às finanças é estatisticamente superior.

Antes de fazer novas compras, 90% avaliam o impacto no orçamento

O subindicador de Práticas Financeiras foi o único a apresentar um crescimento significativo, de 5,8 pontos percentuais em relação a 2015, ficando em 73,8% em 2016 ante 68,0% no ano passado. Este crescimento está possivelmente associado não a uma maior consciência dos consumidores, mas a restrições financeiras e receio do futuro, gerados pela crise econômica que o país atravessa.

“À primeira vista, este poderia ser um sinal de que o brasileiro está caminhando em direção a hábitos de consumo mais racionais, mas não se pode deixar de relacionar esses dados ao contexto econômico recessivo atual do país. O crescimento dos níveis de desemprego, inflação alta e as incertezas em relação ao futuro do país fazem com que o consumidor adote uma postura mais precavida em relação a suas finanças”, afirma Kawauti. Para a economista, por um lado o consumidor age com maior cautela nas compras e toma mais atitudes para economizar, no sentido de fazer seu orçamento render mais; por outro, ele parece mais pressionado a resistir às compras sem planejamento, pois entende que esse comportamento se torna ainda mais arriscado em tempos de crise.

O subindicador de práticas financeiras observa a habilidade do entrevistado para lidar com os apelos do consumismo e a capacidade de gerenciar as próprias finanças sem fazer dívidas ou comprometer o orçamento. Entre as 18 atitudes investigadas, 11 apresentaram crescimento significativo em 2016, quando comparado ao ano passado, sendo as mais praticadas a avaliação do impacto de compras no orçamento antes de realizá-las (90,2%), não ter vontade de fazer compras por ver os amigos com coisas novas que estão na moda (87,7%), sempre pesquisar preços (86,9%), priorizar a qualidade dos produtos e não as marcas (86,6%) e preferir consertar um produto que ainda pode ser utilizado a comprar um novo (86,0%, 80,9% em 2015).

Frear o impulso de realizar compras desnecessárias também tem sido um hábito comum do consumidor brasileiro: 82,9% garantem que geralmente quando sentem vontade de comprar um produto perguntam a si mesmos se realmente precisam e, caso contrário, preferem não comprar (contra 75,3% em 2015).

As atividades menos praticadas pelos entrevistados são: alugar ou pegar emprestado produtos que usa com pouca frequência em vez de comprar um novo (43,2%) e não arrepender de compras desnecessárias feitas (21,4%).

Prática ambiental mais adotada é doar produtos ao invés de jogar fora

O subindicador de práticas ambientais, relacionadas às preocupações e cuidados com o meio ambiente e consumo de água e luz, tem como objetivo investigar a disposição do consumidor para minimizar o impacto de suas ações e agir de modo a não causar danos ao meio ambiente, utilizando de forma racional os recursos que tem a seu dispor. Em 2016, o subindicador atingiu 72,5%, sem alteração estatística em relação a 2015 (71,7%).

Entre as atitudes mais praticadas estão a de doar ou trocar produtos que não precisa mais antes de jogar fora (87,1%), não usar carro para ir a qualquer lugar (76,3%) e evitar imprimir papeis para evitar gastos e cuidar do meio ambiente (75,6%). A preferência pelo álcool em detrimento da gasolina, além de ser a prática menos frequente, foi a única a apresentar queda significativa – de 41,4% em 2015 para 32,6% em 2016.

Em relação às práticas que abordam o uso da água, a maioria apresentou crescimento significativo na variação anual, sendo as mais adotadas fechar a torneira enquanto escova os dentes (94,3%, contra 90,4% em 2015), ensaboar a louça com a torneira da pia fechada (89,1%, ante 79,1%), controlar o valor mensal da conta visando economizar (88,4%, ante 81,2%). Por outro lado, algumas práticas ainda encontram resistência, como ligar a máquina de lavar com a capacidade máxima (42,8%), fechar a torneira do chuveiro enquanto se ensaboa durante o banho (61,5%) e não lavar o carro com mangueira ou em lava a jatos (67,2%).

Já as práticas adequadas em relação ao uso de energia elétrica, as mais adotadas são apagar as luzes de ambientes não utilizados (96,2%), controlar o valor da conta mensalmente para economizar (crescimento de 5,5% em 2016 chegando ao patamar de 89,2%) e ter a maioria das lâmpadas na residência fluorescentes (87,9%). Já a menos adotada é tirar da tomada os eletrônicos que não estão sendo utilizados (54,9%).

Apenas 47% recusam a compra de produtos falsificados

O subindicador de práticas de engajamento social analisa a disposição do consumidor para pensar coletivamente, medindo as consequências de suas ações na sociedade, bem como a capacidade para incentivar os outros a também consumir de maneira responsável. Em 2016, o subindicador foi calculado em 70,6%, também sem alteração estatística em relação a 2015 (68,1%).

As práticas sociais mais adotadas são: incentivar as pessoas da casa a economizarem água e luz (90,9%), preferir passar o tempo livre com família e amigos a fazer compras (85,9%) e apoiar o controle da propaganda (77,4%). Já as práticas menos adotadas são relacionadas à compra de produtos falsificados: 47,3% afirmam que não compram esses itens mesmo se o preço for muito atrativo, enquanto 59,3% não o fazem porque não querem financiar o crime organizado.

Apenas dois dos nove comportamentos testados na pesquisa tiveram aumento significativo em 2016 em relação a 2015. São eles o incentivo às pessoas da casa a pechincharem nas compras (de 67,8% para 76,5%) e a reutilização de peças de roupas antigas (de 52,6% para 59,9%).

Esquecimento e falta de tempo são principais barreiras

Para os entrevistados pelo SPC Brasil e pela CNDL, o principal motivador para o consumo consciente de água e luz é o não desperdício (35,5%), porém o esquecimento (31,5%) e a falta de tempo (29,8%) são as principais barreiras encontradas pelos consumidores.

De acordo com o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, apesar dos consumidores reconhecerem a importância do consumo consciente e responsável, a grande maioria não vê as práticas sustentáveis como prioridade em seu dia a dia. “Ainda predomina a percepção de que os aspectos financeiros são mais importantes, ficando em segundo plano as implicações ambientais e sociais. É preciso que mais pessoas passem a enxergar o consumo de maneira mais ampla”, analisa Vignoli. “Ser um consumidor consciente é entender que pagar por um produto ou serviço é apenas uma parte da relação de consumo, e que esta ação sempre produz efeitos sociais e ambientais”.

Considerando os tipos de consumidores conscientes, em transição ou nada ou pouco conscientes, percebe-se que não há diferenças entre os grupos com relação ao sexo ou classe social. No entanto, percebe-se que os consumidores conscientes são relativamente mais jovens, com uma média de 38 anos, enquanto a média de idade dos nada ou pouco conscientes é de 45 anos.

Metodologia

O Indicador de Consumo Consciente (ICC) tem como objetivo medir os conhecimentos e níveis de práticas de consumo consciente pelo brasileiro em três esferas: financeira, ambiental e social. Para isso, foram entrevistados 600 consumidores nas 26 capitais mais Distrito Federal com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de no máximo 4,00 pp com margem de confiança de 95%.

Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Fonte: CNDL