Arquivo mensais:agosto 2016

Estudio fotografico

PIB do Brasil recua 0,6% no 2º trimestre de 2016

No segundo trimestre deste ano, a economia brasileira continuou em queda. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro recuou 0,6% em relação ao trimestre anterior. É o sexto trimestre seguido de queda. Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 1,5 trilhão.

Entre os setores cujos desempenhos entram no cálculo do PIB, a agropecuária registrou a maior queda, de 2%, seguida pelos serviços, que recuaram 0,8%. Apenas a indústria, que vinha apresentando resultados seguidamente negativos, teve uma leve alta de 0,3%.

“A indústria até melhorou um pouco [em relação ao trimestre anterior] (…), mas se for olhar serviços, continua no negativo. Então, essa melhora da indústria é como se fosse um pouco abafada pelo resultado de serviços. É uma mudança do que vinha acontecendo nos trimestres anteriores, realmente os investimentos e a indústria mudaram o comportamento, mas isso ainda não afetou tanto o PIB por causa dos serviços que pesam 72% da economia”, analisou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

Do primeiro para o segundo trimestre, os investimentos voltaram a crescer, depois de dez quedas seguidas. A Formação Bruta de Capital Fixo, como a taxa de investimentos também é conhecida, cresceu 0,4%. De acordo com a coordenadora de Contas Nacionais, a variação positiva de 0,4% dos investimentos, assim como o resultado da indústria, “não podem ser considerados ‘crescimento’, mas podem estar relacionados ‘à expectativa de melhora’ da economia”.

Por outro lado, o consumo das famílias, que durante anos colaborou com o crescimento da economia, recuou pelo sexto trimestre seguido. De abril a junho, a baixa foi de 0,7%. Os gastos do governo também diminuíram. A retração foi de 0,5% frente ao primeiro trimestre deste ano.

No cálculo do PIB, também são considerados os números referentes ao setor externo. As exportações, por exemplo, cresceram 0,4%, em ano de valorização do dólar sobre o real. Em compensação, as importações cresceram 4,5%.

“Nesse segundo trimestre, o comércio exterior teve contribuição negativa nesta base de comparação [contra o trimestre anterior]. É explicado também porque, na variação cambial, a gente teve apreciação. No primeiro trimestre estava mais valorizado o câmbio. E quando apreciam, as exportações tendem a ficar menos competitivas e as importações tendem a aumentar”, afirmou Claudia Dionísio, gerente de contas trimestrais do IBGE.

Tombo em cima de 2015

Quando os números do segundo trimestre são comparados com os do mesmo período de 2015, os resultados são bem mais negativos. Nessa base de comparação, o PIB caiu 3,8%.

O recuo na agropecuária chegou a 3,1%, influenciada, principalmente, segundo o IBGE, pelo desempenho negativo da produção de milho (-20,5%), arroz (-14,7%), algodão (-11,9%), feijão (-9,1%) e soja (- 0,9%).

Já a indústria, ao contrário da leve recuperação que mostrou do primeiro trimestre para o segundo, sofreu uma queda de 3%, puxada pela indústria de transformação, que produz máquinas e equipamentos, teve uma redução de 5,4%. Dentro do setor fabril, a construção também caiu 2,2% e o segmento extrativo mineral recuou 4,9%.

O setor de serviços, nessa base de comparação, foi o que sofreu maior redução: de 3,3%. O comércio sofreu contração de 7,4% e os serviços de transporte, armazenagem e correio, de 6,5%.

O consumo das famílias caiu 5%, sob influência da inflação, dos juros, do crédito mais restrito, da queda do emprego e da renda ao longo do período, conforme aponta o IBGE. Seguindo a mesma tendência, os gastos do governo recuaram 2,2%.

Os investimentos também tiveram redução nessa base de comparação. Pelo nono trimestre seguido, a Formação Bruta de Capital Fixo recuou. Desta vez, a queda foi de 8,8%.

Na análise do setor externo, as exportações avançaram 4,3% e as importações caíram 10,6%, “ambas influenciadas pela desvalorização cambial de 14,3% e pelo desempenho da atividade econômica registrados no período”.

Taxa de investimento

No segundo trimestre, a taxa de investimento foi de 16,8% do PIB – o menor resultado para o segundo trimestre desde 2003, quando havia ficado 16,4%, afirmou Claudia Dionísio.

No mesmo período de 2015, o índice havia ficado em 18,4%. Já a taxa de poupança aumentou: de 15,1% no segundo trimestre de 2015 para 15,8% no mesmo trimestre de 2016.

No primeiro semestre, o PIB acumula uma queda de 4,6% e, em quatro trimestres, de 4,9% – a taxa mais negativa da série, iniciada em 1996.

Previsões pessimistas

As previsões divulgadas já indicavam que o resultado seria negativo. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que tenta “antecipar” o resultado do PIB, projetou, há duas semanas, uma queda de 0,53% no segundo trimestre deste ano.

Para 2016, os economistas do mercado financeiro preveem que o nível de atividade neste ano feche em queda de 3,2%, segundo o boletim Focus, também do BC, mais recente.

A projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) está em linha com a do mercado brasileiro. Em relatório divulgado julho, o fundo disse esperar que a economia brasileira “encolha” 3,3% em 2016.

Fonte: G1 Economia

30 de agosto

Inadimplência das empresas cresce 12% em julho, mas desacelera

O número de empresas devedoras ainda é alto, mas pelo quarto mês seguido houve uma desaceleração no crescimento da inadimplência. Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que o total de pessoas jurídicas com pendências atrasadas cresceu 11,61% em julho na comparação com o mesmo mês do ano anterior, percentual referente a quatro regiões pesquisadas – Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sul. A região Sudeste não foi considerada devido à Lei Estadual nº 15.659 que vigora no estado de São Paulo e dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas no estado.

Entre as quatro regiões analisadas, o Nordeste foi a que apresentou a maior variação no número de empresas com o CNPJ registrado nas listas de negativados: um avanço anual de 14,22%. No Norte, a inadimplência de pessoas jurídicas também registrou forte avanço, crescendo 11,56% na comparação entre julho e o mesmo mês do ano anterior. As regiões Sul e Centro-Oeste apresentaram variações menores do número de devedores mas, ainda assim, os números são expressivos: 9,69% e 9,66%, respectivamente.

“A inadimplência das empresas cresceu significativamente ao longo de 2015, e desde o início de 2016 vem mostrando certa acomodação. O resultado de julho representa a quarta desaceleração consecutiva do indicador, ainda que este continue crescendo de forma bastante significativa em relação à série histórica como um todo, o que reflete as dificuldades econômicas enfrentadas no país”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. “O aumento do desemprego, a inflação em patamares elevados e a baixa confiança dos consumidores e empresários afetam a capacidade de pagamento tanto das empresas quanto da população”, analisa.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, o crescimento da taxa de inadimplência demonstra o quanto o aprofundamento da recessão, que somente agora parece começar a ceder, afetou as empresas. “A alta da inadimplência observada entre as empresas é um duro reflexo do cenário que limita o crédito e engessa o crescimento das pessoas jurídicas”, afirma. “A economia brasileira deteriorou-se rapidamente, o que impactou a renda das famílias e o faturamento das empresas.”

Setor de Serviços concentra maior parte das dívidas pendentes

O setor credor de Serviços, que engloba os bancos e financeiras, lidera a participação no total de dívidas em atraso das empresas em todas as regiões pesquisadas, ou seja, para quem as empresas e pessoas estão devendo. Em todas as quatro regiões analisadas, o setor concentra mais da metade das dívidas. O segundo maior credor em todas as regiões é o setor de Comércio.

Considerando o total de dívidas em atraso pendentes das empresas, englobando os segmentos de serviços, indústria, comércio, agricultura e outros setores, o destaque também fica no Nordeste: um aumento de 17,69% na comparação entre julho de 2016 e o mesmo mês do ano anterior. Na região Norte, o crescimento do número de dívidas de pessoas jurídicas também foi alto, de 14,80% e, com variação menor, aparecem o Sul (12,70%) e o Centro-Oeste (11,81%).

Fonte: SPC Brasil

29 de agosto

Mercado prevê mais inflação e melhora do PIB em 2016 e 2017

Os analistas do mercado financeiro elevaram sua estimativa de inflação e também passaram a esperar um comportamento melhor do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e em 2017.

As expectativas foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (29), por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de 100 instituições financeiras foram ouvidas.

A estimativa do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 7,31% para 7,34% na semana passada. Assim, permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas e bem distante do objetivo central de 4,5% fixado para 2016.

Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA – considerado a inflação oficial do país – atingiu 0,52% em julho, ganhando força. Considerando os últimos 12 meses, o índice é de 8,74%.

Para 2017, a estimativa do mercado financeiro para a inflação avançou de 5,12% para 5,14%, informou o BC. Deste modo, permanece abaixo do teto de 6% – fixado para 2017 – mas ainda longe do objetivo central de 4,5% para o IPCA no período.

O BC tem informado que buscará “circunscrever” o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016 (ou seja, trazer a taxa para até 6,5%), e também fazer convergir a inflação para a meta de 4,5%, em 2017.

Produto Interno Bruto

Os economistas do mercado financeiro melhoraram sua estimativa para o nível de atividade neste ano de uma contração de 3,20% para uma queda um pouco menor, de 3,16%.

Para o comportamento do Produto Interno Bruto em 2017, os economistas das instituições financeiras elevaram sua previsão de uma alta de 1,20% para um crescimento de 1,23%, informou o BC.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

Com a previsão de um novo “encolhimento” do PIB neste ano, essa também será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de queda no nível de atividade da economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948. No ano passado, o recuo foi de 3,8%, o maior em 25 anos.

Taxa de juros

O mercado financeiro manteve a previsão de que a taxa básica de juros deverá ficar estável em 14,25% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para esta terça e quarta-feiras (30 e 31).

Para o fim de 2016, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa Selic permaneceu estável em 13,75% ao ano. Com isso, estimativa do mercado é de um corte na taxa até o fim de 2016.

Já para o fechamento de 2017, a estimativa para a taxa de juros subiu de 11% para 11,25% ao ano – o que pressupõe a continuidade da queda dos juros no ano que vem, mas em menor intensidade.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados.

As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços. Quando julga que a inflação está compatível com as metas preestabelecidas, o BC pode baixar os juros.

Câmbio, balança e investimentos

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 caiu de R$ 3,30 para R$ 3,29. Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar permaneceu em R$ 3,45.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2016 ficou estável em US$ 50 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a previsão de superávit subiu de US$ 48,4 bilhões para US$ 49,8 bilhões.

Para 2016, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil ficou inalterada em US$ 65 bilhões e, para 2017, a estimativa dos analistas continuou estável também em US$ 65 bilhões.

Fonte: G1 Economia

26 de agosto

Prepare-se para exercer uma liderança eficaz

Muitos estudiosos e executivos têm se debruçado sobre o tema da liderança, buscando esclarecer, não só a importância do líder para o sucesso de uma organização, mas, sobretudo, para identificar qual o perfil de um líder eficaz.

Depois de muita pesquisa e discussão, identificamos as seguintes características e habilidades, presentes na maioria dos grandes líderes de todos os tempos. Essas são as competências que acreditamos que você deve desenvolver para construir a ponte que unirá você e sua equipe para atingir o objetivo comum – a “causa”.

1. Autoestima e Autoconfiança
2. Determinação
3. Comunicação
4. Inteligência Emocional
5. Perspectiva
6. Credibilidade
7. Persuasão ou Influência
8. Atitude Proativa

Embora alguns raros indivíduos tenham a habilidade inata de liderança, a maioria dos líderes de sucesso desenvolveu suas habilidades através de determinação, vontade e treinamento. Eles aprenderam a liderar. Este capítulo aborda cada uma destas competências necessárias a um bom desempenho da liderança e vai ajudá-lo a compreender seus pontos fortes, dos quais você precisa tirar proveito, assim como aqueles que precisam ser desenvolvidos.

Fonte: Site Varejista

24 de agosto

Confiança do consumidor atinge maior nível desde janeiro de 2015

O índice que mede a confiança do consumidor subiu pelo quarto mês seguido e passou de 76,7 para 79,3 pontos de julho para agosto, atingindo o maior nível desde janeiro de 2015, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Pelo segundo mês seguido, o grau de satisfação dos consumidores com a situação atual aumentou. O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 3,8 pontos, atingindo 69,5 pontos em agosto, o maior desde setembro passado (69,8 pontos).

As expectativas também melhoraram. O Índice de Expectativas (IE) avançou 1,6 pontos, atingindo 86,9 pontos, o maior desde dezembro de 2014 (87,2 pontos).

Nas quatro classes de renda pesquisadas foi registrado aumento da confiança. A melhora mais expressiva ocorreu entre os consumidores com renda familiar entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00 – o índice de confiança aumentou 5,2 pontos em agosto.

Para os consumidores com renda familiar inferior a R$ 2.100, a confiança cresceu 3 pontos em agosto e acumulou 50% menos do que a faixa citada anteriormente.

“Aproximadamente 90% da alta da confiança dos consumidores nos últimos quatro meses anteriores foi determinada pela melhora das expectativas. Em agosto, no entanto, a maior contribuição veio do aumento da satisfação com a situação presente, um sinal favorável, considerando que houve uma melhora na percepção dos consumidores tanto em relação ao mercado de trabalho quanto à situação financeira das famílias“, disse Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor, por meio de nota.

Fonte: G1 Economia

23 de agosto

Demanda por investimento da micro e pequena empresa volta a crescer em julho

Em um horizonte de 90 dias, 72% dos MPEs de varejo e serviços não pretendem investir em seus negócios e 88% não têm intenção de contratar crédito.

Dados do Indicador de Propensão a Investir MPE do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que a intenção de fazer investimentos por parte dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços subiu de 21,37 pontos em junho para 24,20 pontos em julho, uma alta de 13,2%. Apesar da alta mensal, o resultado ficou abaixo do observado em maio (25,22 pontos) e do pico da série histórica (32,06 em maio de 2015). Na comparação com julho do ano anterior, houve uma discreta melhora, quando o indicador marcou 22,54 pontos. Quanto mais próximo de 100, maior a propensão de investir; quanto mais próximo de zero, menor a propensão.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o resultado mostra que os empresários ainda estão receosos e, ainda que a confiança tenha tido uma melhora, isso não encorajou o investimento nos negócios. “Alguns indicadores macroeconômicos já dão mostras de que a pior fase da crise pode ter ficado para trás, mas a plena recuperação das condições econômicas e sociais ainda será lenta e gradual”, analisa. “Já vemos melhoras, mas os empresários ainda vão demorar a se sentir confiantes o suficiente para tomar crédito, fazer investimentos e comprometer o orçamento da sua empresa com dívidas de longo prazo à espera de um retorno no futuro”.

Em termos percentuais, 72,5% dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços não pretendem investir nos próximos três meses, sendo a principal razão a falta de confiança diante da crise (51,3%). Outros 29,0% dizem não ver necessidade de investir e 12,3% afirmam ter feito investimentos recentes. “Além do impacto da crise econômica, o aumento do custo do capital torna os empresários mais cautelosos diante da possibilidade de expandir seus negócios com investimentos”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

Entre a parcela minoritária que pretende investir nos próximos 90 dias (20,9%), os investimentos prioritários serão a reforma ou ampliação da empresa (26,9%) a ampliação de estoque (25,7%) e investimentos em comunicação e propaganda (23,4%). Entre esses empresários, 72,5% relatam que o objetivo dos investimentos é aumentar as vendas e outros 8,4% dizem que é a adaptação à tecnologia. A principal fonte de recursos para esses empresários será o capital próprio, retirado da poupança e de investimentos financeiros (75,4%).

88% não pretendem tomar crédito nos próximos 90 dias

Outro reflexo da atual conjuntura econômica é a baixa procura por crédito dos micro e pequenos empresários. Em julho, o Indicador de Demanda por Crédito MPE de Varejo e Serviços registrou um pequeno avanço na comparação com o mês anterior, passando de 9,51 para 10,78 pontos. Na comparação com julho de 2015, quando marcara 10,75 pontos, o indicador ficou praticamente estável.

De acordo com o levantamento, apenas 5,6% dos MPEs possuem a intenção de contrair crédito para seus negócios no horizonte de 90 dias. Em sentido inverso, 88,1% declararam não ter essa intenção.

Quando indagados sobre a negativa, 48,5% disseram que conseguem manter suas empresas com recursos próprios, sendo desnecessário buscar outras fontes: 31,9% dizem que não pretendem contratar recursos de terceiros agora. As altas taxas de juros são outro fator de impedimento, mencionadas por 11,2% dos que não pretendem tomar crédito.

Para os que avaliam estar difícil tomar crédito no mercado (33,3%), as taxas consideradas elevadas são o fator mais citado (43,2%). Em seguida, aparece o excesso de burocracia (30,1%) e a exigência de um faturamento mínimo acima do que a empresa realmente fatura (12,0%). Já para os que consideram ser fácil contratar crédito (20,9%), o bom relacionamento com o banco é a principal razão, citado por 44,9%. Estar com a documentação em dia (21,6%), ter um bom tempo de existência da empresa (9,6%) e estar com as contas em dia (9,0%) também são fatores que ajudam.

“Burocracia e juros altos são um obstáculo à contratação de crédito e consequentemente para o investimento, o que acaba por impactar o crescimento econômico do país”, afirma Pellizzaro. Para mais de um terço dos entrevistados (31,9%), a modalidade de crédito mais difícil de ser contratada é o empréstimo em instituições financeiras. Os financiamentos nessas instituições são citados por 15,1% e o crédito junto a fornecedores foi citado por 10,9%.

Metodologia

Os Indicadores de Demanda por Crédito e de Propensão para investimentos do Micro e Pequeno Empresário calculados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) levam em consideração 800 empreendimentos com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior. As micro e pequenas empresas representam 39% e 35% do universo de empresas brasileiras nos segmentos de comércio e serviços, respectivamente.

Fonte: CNDL

Vitoria evento

ES – O Brasil e o mundo empreendem aqui

A Federação Capixaba do Jovem Empreendedor (Fecaje), em conjunto com suas entidades associadas, entre elas, a CDL Jovem Vitória, irá promover, de quarta a sexta-feira (24 a 26), o “YBE Summit”.

Com o tema “ES – O Brasil e o mundo empreendem aqui”, o evento contará com a presença de autoridades e renomados empresários nacionais e internacionais. Entre os convidados estão o governador Paulo Hartung; Caito Maia, da Chilli Beans; Guto Ferreira, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e Rogério Salume, da Wine.

O evento é gratuito para membros das entidades associadas à Fecaje. Nesse caso, as inscrições podem ser feitas pelo link:https://goo.gl/nGZiLW.

Participe desse importante debate com diversos especialistas e empreendedores! Confira a programação no site: www.ybe2016.com.

19 de agosto

55ª Convenção Nacional do Comércio Lojista: educar e construir novos rumos

A CDL Vitória está se preparando para participar da 55ª Convenção Nacional do Comércio Lojista, que será realizada de 1º a 4 de setembro, na Praia do Forte (BA).

Na ocasião, o vice-presidente da entidade, Adriano Ohnesorge, que coordena a CDL Jovem no Estado, vai apresentar um painel sobre o projeto Inova Varejo, desenvolvido pela CDL Jovem nacional.

O evento ressalta a classe lojista do Brasil e proporciona o crescimento das empresas, indústrias, instituições e dos prestadores de serviços que têm interesse no segmento.

Trata-se de um grande encontro, que mais uma vez envolverá empresários de todo o território nacional e de alguns países da América do Sul.

A organização estima que receberá 2.300 participantes, que vão ter acesso a palestras, painéis informativos, reuniões de líderes, exposição de produtos e serviços, além de momentos de confraternização e lazer.

18 de agosto

E a loja do futuro? Como será?

Em primeiro lugar, é importante lembrar que haverá loja no futuro. Sensivelmente, diferente do que hoje conhecemos genericamente como loja, mas, apesar do forte crescimento dos canais digitais, elas existirão complementando o espectro de alternativas para compra de produtos e serviços pelos consumidores.

Esse é, aliás, um ponto muito importante nessa análise. As lojas do futuro venderão muito mais soluções, combinação de produtos e serviços, do que simplesmente produtos. Venderão satisfação de desejos e necessidades de forma integrada para consumidores cada vez mais conectados, empoderados e hiperconvenientes.

As lojas do futuro já começam a surgir em alguns projetos inovadores, como a recém lançada loja da Apple em São Francisco, na Califórnia (EUA), que é um híbrido de um espaço para demonstração de produtos, treinamento, prestação de serviços, espaço de eventos, ponto de relacionamento, local para informar-se sobre tecnologia e que até vende os produtos da marca, ou entrega o que foi comprado no e-commerce.

A loja do futuro se apoia em cinco plataformas.

A primeira envolve a plataforma tecnológica, que disponibiliza produtos e serviços com total integração com o histórico do relacionamento do consumidor com a marca, envolvendo suas preferências, experiências e mútuo conhecimento.

A segunda envolve o design, visando criar ambientes e espaços onde o consumidor viva experiências relevantes e que façam sentido para ele de forma que gere interesse para visitas mais frequentes. Seja para curtir momentos, se informar, buscar informações ou até mesmo comprar.

A terceira plataforma envolve toda a integração do ecossistema do qual a loja é parte, para viabilizar suas funções: um ponto de experiência para o consumidor que gere resultados crescentemente positivos.

Para isso, a loja do futuro contará com inúmeros instrumentos de medida e monitoramento de desempenho para permitir em tempo real os necessários ajustes feitos a partir de uma inteligência central ou por empoderados funcionários, ajustando a oferta, os preços e condições aos movimentos de mercado.

A quarta plataforma é a ativação digital no ponto de venda, que integra diversos elementos que visam envolver o cliente próximo, ou na própria loja, para exponenciar sua satisfação e melhorar o resultado da operação. Integram essa plataforma a gestão dinâmica do merchandising visual e dos preços, bem como os elementos de identificação e customização das ofertas.

A quinta plataforma, e talvez a mais importante da loja do futuro, é a que envolve as pessoas, que se tornam ainda mais fundamentais na busca da diferenciação e na oferta de experiências que sejam realmente marcantes e atrativas, para permitir a maximização da satisfação dos clientes e dos resultados da operação.

Tudo que envolve a loja do futuro está agora sendo desenhado, pesquisado, testado e proposto, ao mesmo tempo em muitos lugares do mundo, a partir de iniciativas e laboratórios que nascem no próprio varejo, mas também nos fornecedores de produtos, marcas, equipamentos, instalações, serviços e tecnologia para o varejo.

Estaremos vivendo um período cada vez mais fértil em novas propostas, para enfrentar o desafio da competição entre canais, especialmente por conta do crescimento dos canais digitais, que trazem consigo todo o apelo da conveniência, informação, comparativo de preços e referências de outros consumidores, elementos que diferenciam e valorizam este canal.

Nas lojas, cada vez mais, será necessário oferecer a soma de todos os benefícios de outros canais com o toque e a presença humana, que pode de fato criar a verdadeira diferenciação.

Fonte: Varejista – Artigo de Marcos Gouvêa de Souza, diretor-geral da GS&MD

17 de agosto

Desemprego cresce em todas as regiões no 2º trimestre

O desemprego subiu em todas as grandes regiões do país no segunto trimestre deste ano em relação mesmo período de 2015, segundo dados da Pnad Contínua, divulgados nesta quarta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerando todos locais, a taxa ficou 11,3%, conforme pesquisa já divulgada pelo instituto.

A maior taxa foi observada no Nordeste. Em um ano, o índice de desemprego subiu de 10,3% para 13,2%. No primeiro trimestre deste ano, o índice havia ficado em 11,4%.

Na sequência, entre as maiores taxas estão a Sudeste (de 8,3% para 11,7%), a Norte (de 8,5% para 11,2%) e a Centro-Oeste (de 7,4% para 9,7%).

Segundo Cimar Azeredo, coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, todas as grandes regiões registraram o maior índice da série, que teve início em 2012.

“Na divulgação Brasil [quando a taxa de desemprego chegou a 11,3%], seguia um segundo trimestre em expansão da desocupação. Isso era quadro bastante claro em função principalmente da carteira de trabalho [queda no número de emprego com carteira assinada], redução da população ocupada e crescimento menor dos trabalhadores por conta própria. O que a gente vê agora pelas unidades da federação é um quadro bastante parecido. A maioria dos estados mostra avanço na taxa de desocupação”, analisou Cimar Azeredo. “Ainda aquelas que não apresentaram queda significativa é observado tendência de queda”, completou.

Entre os estados, os maiores índices de desemprego partiram do Amapá (15,8%); da Bahia (15,4%) e de Pernambuco (14%). Na contramão, estão Santa Catarina (6,7%), Mato Grosso do Sul (7,0%) e Rondônia (7,8%).

De acordo com o IBGE, das 27 unidades da federação, sete não mostraram a maior taxa de desocupaçao da série: Rondônia, Roraima, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Bahia.

Quanto ao gênero, a taxa de desocupação ficou maior para mulheres (13,2%) do que para os homens (9,9%). A região Norte mostrou a maior diferença e o Sudeste, a menor.

Independentemente do sexo, a maior taxa de desocupação foi registrada entre pessoas com ensino médio incompleto (20,6%). Para o grupo de pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi estimada em 13,2%, mais que o dobro da verificada para aqueles com nível superior completo (6%).

“A taxa cresce para todo mundo, a taxa do jovem é mais alta, mas quando se olha em termos de variação de taxa, percentuais, a taxa cresce na população de 40 a 59 anos 43,2% [em um ano]. Isso é preocupante porque um adulto que você demita você acaba arrastando parte da família dele para a desocupação.”

Quem está empregado

Considerando todas as regiões, o nível de ocupação – que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar – ficou em 54,6% para o Brasil. Estão abaixo da média as regiões Nordeste (48,6%) e Norte (54,4%).

Para aqueles que estão empregados, o rendimento médio ficou em R$ 1.972. Recebem acima da média do país os trabalhadores do Sudeste (R$ 2.279), do Centro-Oeste (R$ 2.230) e do Sul (R$ 2.133). Abaixo da média estão os salários pagos no Norte (R$ 1.538) e no Nordeste (R$ 1.334).

Na análise dos estados, o maior salário foi registrado no Distrito Federal (R$ 3.679), seguido por São Paulo (R$ 2.538) e Rio de Janeiro (R$ 2.287). Por outro lado, os menores rendimentos foram observados no Maranhão (R$ 1.072), na Bahia (R$ 1.285) e no Ceará (R$ 1.296).

No segundo trimestre de 2016, os percentuais de empregados no setor privado com carteira de trabalho nas grandes regiões foram de 85,4% no Sul, 82,7% no Sudeste, 77,5% no Centro-Oeste, 61,5% no Norte e 62,2% no Nordeste. A média no Brasil foi de 77,3%.

Entre a população ocupada, a fatia de homens empregados (57,2%) era maior do que a mulheres em todas as regiões. Na região Norte, 61% dos trabalhadores eram homens e na Sudeste, 44% eram mulheres.

De acordo com a pesquisa, 55,1% de quem estava trabalhando no segundo trimestre tinha pelo menos o ensino médio (55,1%), 29,3% não tinham concluído o ensino fundamental e 17,8% tinham concluído o nível superior.

Fonte: G1 Economia