Arquivo mensais:outubro 2016

31 de outubro

Confiança da indústria do Brasil volta a cair em outubro, mostra FGV

As avaliações sobre a situação atual e sobre as perspectivas pioraram, e o Índice de Confiança da Indústria (ICI) brasileira recuou em outubro após alta no mês anterior, mostraram dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgados nesta segunda-feira (31).

O ICI registrou queda de 1,6 ponto e foi a 86,6 pontos em outubro, depois de subir 2,1 pontos em setembro.

O resultado foi influenciado tanto pela queda de 1,8 ponto do Índice da Situação Atual (ISA), para 84,9 pontos no mês, quanto pelo recuo de 1,4 ponto do Índice de Expectativas (IE), a 88,4 pontos.

“A sondagem retrata uma evidente perda de fôlego em relação à aceleração produtiva que se desenhava entre março e julho passados”, apontou em nota Aloisio Campelo Junior, superintendente de Estatísticas Públicas da FGV/IBRE.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada apresentou queda de 1 ponto percentual e chegou a 73,7% no período na comparação com o mês anterior.

A produção industrial do Brasil caiu em agosto 3,% sobre julho, apagando cinco meses de resultados positivos com o pior resultado em quatro anos e meio.

Serviços

A FGV também divulgou que o Índice de Confiança de Serviços (ICS) recuou 1,7 ponto em outubro, para 78,9 pontos. Após sete altas consecutivas, acumulando 11,8 pontos, o resultado sugere acomodação estatística do indicador, influenciada pelo ajuste do Índice de Expectativas (IE-S).

Fonte: G1 Economia

28 de outubro

Projeto de lei muda regras de locação de lojas em shopping

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (CDEICS), aprovou nesta semana, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 4447/2012, que prevê a proibição da cobrança progressiva de aluguéis em shoppings centers, entre outras cláusulas.

O PL, do deputado Marcelo Matos (PDT/RJ), proíbe qualquer modalidade de cobrança progressiva ou de percentual de faturamento do locatário de espaço comercial em centros comerciais (shopping center).

As empresas que gerenciam os shoppings cobram normalmente aluguéis duplicados em datas com teoricamente mais fluxo comercial, como o Natal e o Dia das Mães. “ A regra estabelecida hoje é abusiva para os lojistas e acaba refletindo no bolso dos consumidores, já que os empresários precisam repassar esse custo para o público final”, destaca o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

O projeto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJC).

27 de outubro

Cinco tendências para o varejo online até 2021

Se você pensa em investir no comércio digital, os próximos anos oferecem boas perspectivas e oportunidades de negócio. Pesquisa realizada pelo Forrester Research a pedido do Google mostra que as vendas realizadas pela internet irão dobrar até 2021, numa média de crescimento de 12,4% ao ano.

Em cinco anos, o impacto da web no varejo deve crescer mais de 70%, chegando a 42% de todas as vendas, o que representa R$ 365 bilhões (desconsiderando o comércio de alimentos e bebidas).

Confira cinco tendências para o varejo digital nos próximos anos:

1. Mais pessoas comprando
Nos próximos cinco anos, mais 27 milhões de pessoas irão realizar a primeira compra pela internet, o que totalizará 67,4 milhões de consumidores online (e-shoppers). O número representará 44% do total de internautas.

2. Os setores mais promissores
O levantamento avaliou catorze categorias do varejo, como roupas, móveis, cosméticos, livros, eletroportáteis, artigos e roupas esportivas, televisores, computadores e periféricos e alimentos e bebidas.

Algumas dessas categorias, entretanto, devem crescer acima da média nos próximos anos. São elas: artigos e roupas esportivas (17%), livros (17%) e roupas e beleza (15%).

3. Vendas pelo celular
A relevância cada vez maior do comércio mobile também foi abordada pelo levantamento. Hoje, 30% dos internautas só podem ser alcançados pelo mobile, pois não acessam internet por meio de outros dispositivos, número que só deve crescer. Até o final de 2016, 19% das vendas de e-commerce devem ocorrer por meio de dispositivos móveis, movimentando R$ 9 bilhões. Em 2021, a participação da categoria pulará para 41%, correspondente a R$ 35 bilhlões.

4. Clientes multicanal
O estudo descobriu que os clientes brasileiros que estão envolvidos em todos os canais das marcas (aplicativo, site e espaço físico) gastam 40% a mais do que os que se utilizam de apenas um canal. Isso indica uma tendência de investimento maior na construção de iniciativas voltadas para esse tipo de consumidor.

5. Razões para o crescimento do comércio digital
Estão entre os motivos para o aumento das vendas online, de acordo com o levantamento, a maior confiança do consumidor e a possível volta do consumo das famílias, a ascensão de marketplaces (site onde várias empresas podem vender produtos) e mais consumidores ativos.

Fonte: CNDL

26 de outubro

Confiança do consumidor atinge maior patamar em quase 2 anos

A confiança do consumidor subiu pelo sexto mês seguido e atingiu em outubro o maior nível em quase dois anos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (26) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Segundo a pesquisa, o índice que mede a confiança dos consumidores atingiu 86,6 pontos no mês, uma alta de 1,8 pontos em relação a outubro de 2015. É o maior patamar desde dezembro de 2014.

“A recuperação da confiança dos consumidores continua a ser comandada pelas expectativas”, disse em nota Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da sondagem do consumidor.

“Apesar da tendência ainda declinante do mercado de trabalho, as perspectivas de desaceleração da inflação e de queda das taxas de juros parecem contribuir para previsões menos pessimistas em relação à evolução das finanças familiares e para as perspectivas de compras de duráveis no curto prazo. ”

O levantamento aponta recuperação da confiança entre os consumidores de todas as faixas de renda, mas, entre os que têm menor poder aquisitivo, a alta foi mais expressiva.

Fonte: G1 Economia

29 DE FEVEREIRO

Teste ajuda consumidor a saber se é impulsivo na hora das compras

Para especialistas, ter conhecimento sobre o comportamento de consumo é o ponto de partida para orientar os consumidores a se planejarem para alcançar sonhos e objetivos

Será que os brasileiros têm autocontrole e fazem suas compras de maneira planejada? Ou compram mais do que podem quando estão tristes ou alegres demais? Para ajudar os consumidores a avaliarem se são impulsivos na hora de consumir, o portal de educação financeira do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Meu Bolso Feliz, elaborou um teste com 10 perguntas com exemplos de situações de compras para identificar se é uma pessoa controlada emocionalmente ou se deixa levar por sensações momentâneas, estímulos promocionais ou para impressionar as pessoas.

Um levantamento realizado pelo SPC Brasil revela que um terço dos inadimplentes brasileiros demonstra comportamentos que podem estar relacionados à impulsividade e ao descontrole financeiro e quatro em cada dez pessoas entrevistadas (39,2%) admitem que quase sempre cedem aos seus desejos e impulsos quando querem muito comprar alguma coisa.

“A maioria das pessoas já comprou alguma coisa sem realmente precisar dela. Qualquer consumidor, ocasionalmente, está sujeito a gastos não planejados ou compras realizadas em momentos de empolgação.

Mas é preciso ficar atento pois a falta de autocontrole aliada ao desconhecimento do próprio orçamento, faz com que a pessoa exagere nas compras e acabe perdendo a noção dos gastos”, explica o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

Para Vignoli, o teste ajuda a ter um diagnóstico do comportamento na hora das compras, sendo o ponto de partida que orienta o consumidor a se controlar e planejar para alcançar seus objetivos.

“Quando identificamos e reconhecemos o que nos leva a consumir mais e temos maior controle do nosso orçamento, descobrimos onde estão os gargalos com desperdícios ou gastos supérfluos. Assim, o consumidor pode estudar alternativas vantajosas para gastar com consciência e sem excessos”, orienta o especialista.

Acesse http://meubolsofeliz.com.br/teste/voce-e-um-comprador-impulsivo e responda às perguntas.

25 de setembro

Inadimplência das empresas cresce 1,26% em setembro

O número de empresas inadimplentes cresceu 1,26% na passagem de agosto para setembro deste ano, sem ajuste sazonal, informaram nesta segunda-feira, 24, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Na comparação anual com setembro de 2015, a alta foi de 12,20%, após dois meses de desaceleração ante mesmo período do ano anterior.

Nas duas bases de comparação, houve também um aumento na quantidade de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas, de 1,09% de agosto para setembro deste ano sem ajuste sazonal e de 14,55% frente a setembro de 2015.

Os dados referem-se às regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sul. A região Sudeste não foi considerada devido à Lei Estadual nº 15.659 que vigora no Estado de São Paulo e dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas no Estado.

Entre as quatro regiões analisadas, o Nordeste foi a que apresentou a maior variação mensal, de 1,43%, seguida do Norte (1,32%), Sul (1,29%) e Centro-Oeste (0,82%).

Já em relação aos setores que fazem parte da pesquisa, o comércio é o que concentra o maior número de empresas negativadas, com mais da metade das companhias inadimplentes (50,29%). O ramo de serviços figura em segundo lugar com 34,53% de pessoas jurídicas inadimplentes.

O presidente da CNDL, Honório Pinheiro, comentou que a recessão econômica continua sendo o motivo principal para o crescimento do número de empresas com o CNPJ negativado, principalmente por conta dos juros elevados.

“A atividade econômica ainda enfraquecida prejudica o faturamento das empresas e, consequentemente a sua capacidade de pagamento. Se o cenário de recuperação econômica se confirmar, o que ainda não parece tão claro, podemos esperar uma desaceleração mais intensa no ritmo ainda alto do crescimento da inadimplência”, explicou Pinheiro, em nota.

Fonte: IstoÉ

21 de outubro

Ainda que modesta, redução da Selic inicia um novo ciclo de contenção dos juros

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) considera positivo para a economia a decisão tomada nesta quarta-feira (19/10) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em reduzir a taxa básica de juros (Selic) pela primeira vez após quase um ano e meio, de 14,25% para 14,00%. Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a redução da Selic, apesar de modesta com 0,25 ponto percentual, inicia um novo ciclo de contenção dos juros, benéfico para o cenário econômico atual.

“Apesar dos preços estarem cedendo nos últimos meses, a flexibilização da política monetária ainda dependia de sinais mais claros de convergência da inflação à meta. O passo modesto no início dos cortes de juros mostra que o Banco Central ainda vê riscos e que o ritmo de desinflação ainda é incerto, especialmente por conta da persistência da inflação de alimentos que podem ter efeito sobre os demais preços da economia”, analisa o presidente.

Pellizzaro explica que para decidir a Selic em suas últimas reuniões, o Copom está acertadamente avaliando e dependendo do comportamento de variáveis que são premissas importante para o cumprimento da meta: a inflação e as expectativas. “Nos comunicados recentes, o Comitê deixou claro que seriam três condições para cortes nas taxas de juros, todas concretizadas”, avalia.

“Em primeiro lugar, a evolução dos preços correntes de alimentos, que apesar de ainda estarem elevados registraram importante desaceleração no IPCA. De 16,69% em agosto para 16,14% em setembro. Em segundo, a inflação de serviços, que desacelerou e passou de 8,69% para 8,32% em setembro. Por fim, a evolução do ajuste fiscal, que teve a sua primeira vitória com a aprovação da PEC dos gastos em primeiro turno na Câmara dos Deputados e que tem impacto direto nas expectativas de melhora do cenário pelos empresários”, conclui Pellizzaro.

Fonte: SPC Brasil

19 de outubro

Copom deve iniciar ciclo de corte de juros nesta quarta, prevê mercado

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tem seu segundo dia de reunião nesta quarta-feira (19) e a expectativa dos economistas do mercado financeiro é de que, ao final dela, seja anunciada a redução dos juros básicos da economia, atualmente em 14,25% ao ano. Se confirmado, será o primeiro corte nos juros em quatro anos.

Apesar de grande parte dos economistas preverem uma redução na taxa Selic, não há consenso sobre o tamanho do corte. Alguns estimam uma diminuição de 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. Outros preveem um corte mais ousado, de 0,50 ponto percentual, o que levaria a Selic para 13,75% ao ano.

O Copom deve anunciar a nova taxa de juros por volta das 18h desta quarta.

Para os economistas dos bancos, este será o primeiro de uma série de cortes nos juros básicos da economia. A estimativa é de que o Copom, que se reúne a cada 45 dias, continuará a reduzir a Selic até setembro de 2017, quando a taxa deverá estar, pelas previsões, em 11% ao ano.

Sistema de metas

O Banco Central toma as decisões sobre a taxa de juros olhando para a frente e tendo como objetivo cumprir as metas de inflação previstas pelo sistema em vigor no país. Para 2016, 2017 e 2018, a meta central é de inflação em 4,5%. Entretanto, o sistema prevê um piso e um teto, que é de inflação em 6,5%, em 2016, e em 6% em 2017 e 2018.

Isso significa que se a inflação deste ano, por exemplo, superar o alvo central de 4,5% mas ficar abaixo de 6,5%, o BC terá cumprido a meta. Entretanto, mercado estima um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao redor de 7% para 2016.

As decisões da autoridade monetária sobre a taxa básica de juros surtem efeito pleno em seis a nove meses. Assim, o BC já está mirando, neste momento, a meta de inflação de 2017, e não a deste ano.

Crise econômica

A aposta do mercado de que os juros começarão a cair tem por base o cenário de baixo nível de atividade, que se reflete na inflação corrente e nas estimativas para os próximos anos, e também na taxa de desemprego, que segue em patamar historicamente elevado. Além disso, consideram outros fatores, como a aprovação da PEC do teto de gastos públicos em primeiro turno na Câmara dos Deputados, e a redução do preço da gasolina.

“Não há garantia forte de que a gente consiga convergir para o centro da meta de 4,5% em 2017. O IPCA deve fechar entre 5,5% e 6%, dentro do limite da inflação. Essa expectativa do que está por vir dá essa liberdade de o BC já começar a agir agora”, avaliou o economista da RC Consultores, Marcel Caparoz.

Para o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, além da surpresa do IPCA de setembro, que ficou em 0,08%, a PEC do teto avançou “de modo mais confortável do que o esperado, e a Petrobras anunciou redução dos preços de gasolina e diesel na refinaria”. “Os preços dos alimentos no atacado também vêm tendo comportamento benigno. A votação no Copom deve ser consensual”, acrescentou ele em comunicado.

Juros reais mais altos do mundo

Mesmo com uma redução nesta quarta-feira, o Brasil permanecerá na liderança disparada do ranking mundial de juros reais (calculados com abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses), compilado pelo MoneYou e pela Infinity Asset Management.

Se o corte for de 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, a taxa de juros real será de 8,49% ao ano e, se a redução for de 0,50 ponto percentual, para 13,75% ao ano, os juros reais brasileiros serão de 8,25% ao ano.

Em ambos os casos, permanecerão bem acima do segundo colocado, que é a Rússia, com 4,27% ao ano, seguida pela Colômbia, com 3,61% ao ano. Nas 40 economias pesquisadas, a taxa média está negativa em 1,9% ao ano.

Consequências do corte de juros

Segundo economistas, a queda dos juros poderá ajudar na recuperação da economia brasileira – que atravessa a maior recessão de sua história – por meio do aumento da confiança dos investidores e do recuo dos juros bancários. Além disso, poderá resultar em menos pressões de alta do dólar, contribuindo para impedir a volta da inflação no futuro. A redução também resultará em pagamento menor de juros pelo setor público.

De acordo com o diretor-executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, a queda da taxa Selic não tende a impactar, pelo menos em um primeiro momento, os juros bancários – que estão em patamar recorde. Mas, se as reduções persistirem no futuro, poderão pressionar para baixo os juros dos bancos.

Para o economista da RC Consultores, Marcel Caparoz, a queda dos juros, juntamente com os avanços no ajuste fiscal e no recuo da inflação, contribuem para aumentar o nível de confiança da economia brasileira – que já vem se refletindo nos prêmios de risco do mercado internacional (CDS brasileiro). Ele acrescentou, porém, que para que isso tenha continuidade o governo “tem de começar a tirar do papel as promessas e entregar os resultados”.

Outra consequência do corte da taxa Selic pelo Banco Central, de acordo com Caparoz, é a redução nas despesas de juros da dívida pública. Ele lembrou que mais de R$ 600 bilhões em dívida em mercado estão atrelados à taxa básica de juros da economia. Com sua queda, recua também o pagamento de juros. A estimativa é de que um corte de 0,25 ponto percentual na Selic reduza essa despesa em R$ 1,5 bilhão em 12 meses.

Fonte: G1 Economia

18 de outubro

Dois em cada dez idosos brasileiros usam a internet para fazer compras

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com idosos acima de 60 anos mapeou o estilo de vida dessa população e a sua relação com a tecnologia, e mostra que mais da metade das pessoas da terceira idade (53,9%) acessam a internet, sendo que 39,3% a utilizam diariamente e dois em cada dez (19,1%) usam para compras online. Os eletroeletrônicos (51,2%), eletrodomésticos (43,1%) e viagens (41,9%) são os itens mais comprados pela internet.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a pesquisa sugere que ainda há oportunidades significativas para ampliar o comércio eletrônico entre as pessoas com mais de 60 anos. “A adesão ainda relativamente baixa mostra que é preciso engajar mais o público da terceira idade, propondo meios para facilitar seu acesso a esse canal de venda”, explica. “Além disso, linhas de produtos específicos para os idosos, em áreas facilmente acessíveis, poderiam proporcionar uma melhor experiência e estimulá-los a se interessar mais pelas compras online.”

Principais aplicativos: bancos, transporte e viagens

O levantamento identificou que o uso de smartphones para se conectar entre os idosos já é maior do que o de aparelhos mais tradicionais: 61,1% utilizam os smartphones, 53,6% usam os computadores tradicionais de mesa, 37,7% o notebook e 11,4% o tablet.

Ainda que o smartphone seja o principal meio utilizado para se conectar, o uso de aplicativos para esse aparelho ainda não é significativo: praticamente cinco em cada dez pessoas entrevistadas (47,9%) possuem celular, mas não usam nenhum app no dia a dia, contra 27% que usam. Os mais frequentes são os de transações bancárias (11,8%), serviços de transporte individual (8,4%) e de viagens (6,3%).

A pesquisa mostra que entre as principais motivações para o uso da internet estão o relacionamento com familiares (62,9%), amigos (59,8%), a busca por notícias sobre economia, política, esportes e moda (47,8%), e informações sobre produtos e serviços (43,0%). Entre as redes sociais e aplicativos de celular mais utilizados pelas pessoas da terceira idade estão o Facebook (77,3%), o WhatsApp (73,5%) e o Youtube (39,8%).

Idosos dão nota 7,7 para a própria saúde

O levantamento do SPC Brasil e CNDL também mapeou o estilo de vida das pessoas da terceira idade e sua relação com questões referentes à saúde, beleza e lazer. Em relação à saúde, o resultado é positivo: 96,3% dos entrevistados afirmam manter algum cuidado, principalmente através de consultas médicas (54,5%), manter os exames em dia (49,3%) e evitar alimentos gordurosos (43,6%).

Como consequência desses cuidados, a auto avaliação para a própria saúde teve uma nota média de 7,7, em uma escala de 1 a 10. No entanto, quase metade dos idosos brasileiros (48,9%) não possuem um plano de saúde, percentual que chega a 60,9% entre os pertencentes às classes C, D e E, ficando totalmente dependente da saúde pública e de consultas particulares.

Entre os entrevistados que praticam alguma atividade física (30,9%), a caminhada é a atividade mais recorrente (80,2%). Em média, os exercícios físicos são realizados 4 vezes por semana.

Em relação aos cuidados para se sentirem mais bonitos e confiantes 77,6% têm algum cuidado com este objetivo, sendo os mais frequentes ter uma alimentação saudável (41,4%), visitar regularmente o médico (35,9%) e pintar o cabelo (30,7%). A média da nota atribuída à aparência física, em uma escala de 1 a 10, também equivale a 7,7. A pesquisa revela ainda que 35,2% fazem tratamentos e atividades físicas para viver mais tempo, 11,6% dos idosos brasileiros fazem tratamentos para retardarem os efeitos do envelhecimento e 9,7% gastariam tudo o que tivessem para parecerem mais jovens.

Na categoria “lazer”, percebe-se que os entrevistados da terceira idade gostam de diversas atividades e apenas 3% não fazem nada. Ver televisão (59,1%), ouvir música (32,9%) e navegar na internet (27,1%) são as atividades mais frequentes e 25,2% dos entrevistados passam boa parte do tempo com amigos.

Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, para empresas que estejam interessadas em atender o mercado de consumo da terceira idade, é válido pensar em estratégias e ações de marketing que ofereçam novas oportunidades para esse público. “Os empresários devem pensar em novos produtos e serviços que possam despertar o interesse dos idosos, além de atividades que viabilizem a interação entre as pessoas. Este é um público que tem disposição e tempo para investir em si mesmo e em seus relacionamentos”, explica Kawauti.

Metodologia

Foram entrevistados 619 consumidores com idade acima de 60 anos de ambos os gêneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais brasileiras. A margem de erro é de no máximo 3,9 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%. Isso significa que em 100 levantamentos com a mesma metodologia, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões.

Fonte: SPC Brasil

17 de outubro

Estão abertas as inscrições para a NRF 2017

Estão abertas as inscrições para a NRF Big Show, maior evento de varejo no mundo. No Brasil, milhares de varejistas já se organizam para participar da 106ª edição, de 15 a 17 de janeiro, em Nova Iorque.

A CNDL já prepara sua comitiva para o próximo ano e as inscrições podem ser realizadas com a Casablanca Turismo, empesa parceira da Confederação. A expectativa é levar mais de 100 empresários brasileiros.

A delegação da entidade também contará com a curadoria da a HSM Educação Executiva, que prestará informações sobre as melhores palestras, além de realizar um workshop ao final do evento.

A missão organizada pela CNDL tem como objetivo identificar oportunidades e tendências, auxiliando os empresários na constante melhoria de seus negócios. A edição de 2017 proporcionará aos participantes a oportunidade de fazer parte de discussões sobre o perfil do novo consumidor, fidelização de clientes, influência das mídias sociais nas vendas e networking, além do contato com as novas tecnologias e principais novidades sobre o setor.

Inscrições para NRF 2017
Casablanca Turismo
(85) 3466.6000
www.casablancaturismo.com.br