Arquivo mensais:novembro 2016

09 de novembro

Já começou o Feirão Recupere seu Crédito

Os consumidores inadimplentes que querem encerrar o ano com a vida financeira mais organizada têm a oportunidade de quitar as dívidas de forma fácil e rápida no Feirão Recupere seu Crédito, que segue até o próximo domingo (4), na Arena Vitória, em Bento Ferreira.

Organizado pelas Câmaras de Dirigentes Lojistas de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, o evento reúne lojas, concessionárias de serviços essenciais, bancos, financeiras e o SPC, além das CDLs. Entre as empresas participantes estão: Caixa Econômica Federal, Dacasa, EDP, Banestes, Cesan, Cartão AVista, Agoracred e Mercadão.

Durante os cinco dias de campanha, as empresas vão oferecer condições especiais de negociação, como perdão de juros e multas e descontos sobre o valor principal da dívida.

“O objetivo é criar meios para que o consumidor retire o seu nome do SPC e recupere a capacidade de compra no final do ano, além de mostrar às pessoas a importância do crédito e de seu uso consciente e planejado”, afirmou o presidente da CDL Vitória, Cláudio Sipolatti.

O feirão funciona de hoje (30) até sábado (3), das 10 às 19 horas, e no domingo (4), das 9 às 13 horas. A expectativa é que 20 mil pessoas sejam atendidas durante o evento.

Entenda como funciona o Feirão

– Ao chegar à Arena Vitória, o consumidor deverá se dirigir ao balcão das CDLs portando CPF, Carteira de Identidade ou outro documento de identificação original com foto, para se informar sobre os seus débitos. Nesse local, ele vai retirar uma senha.

– Durante a espera, as pessoas ficarão sentadas e poderão acompanhar a chamada das senhas por meio de televisões.

– Depois, elas deverão se deslocar até o estande da empresa ou instituição credora para buscar a renegociação.

– No balcão do Cadastro Positivo, os consumidores poderão incluir o nome na lista de bons pagadores.

SERVIÇO

Feirão Recupere seu Crédito
Data: de hoje (30) até domingo (4)
Horário: de hoje (30) até sábado (3), das 10 às 19 horas; e domingo (4), das 9 às 13 horas
Local: Arena Vitória (antigo Ginásio do Álvares Cabral)
Endereço: Av. Marechal Mascarenhas de Moraes, 2.100, Bento Ferreira

As condições oferecidas pelas empresas

AGORACRED – Desconto de até 100% nos juros de atraso e na multa para quitação do débito. Contratos com atraso superior a 360 dias podem receber desconto no valor principal. O cliente também pode parcelar sua dívida em até 12 vezes.

BANESTES – Podem ser atendidas pessoas que têm dívidas referentes a vários produtos do banco, como cheque especial, cartões de crédito, financiamento de bens, crédito pessoal, Conta Garantida, entre outros. O consumidor pode obter descontos sobre o valor da dívida, de até 100% de multas e juros de mora, além de alongamento do prazo da dívida. Cada caso está sendo analisado individualmente.

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – Os serviços que a Caixa Econômica oferece no Feirão são: informação das condições e renegociação de dívidas comerciais e habitacionais; incorporação de prestações em atraso para as dívidas habitacionais; e emissão de boletos de dívidas comerciais e habitacionais.

CDL VITÓRIA – As seguintes empresas e entidades são representadas pela CDL Vitória: Óticas Diniz, Óticas Sete, Gimacol, Calçados Itapuã, Casas Santa Terezinha, Lojas Mercadão, Atitude Tupperware, Joalheria Primo, Abraspes, Abracomex, ASPBMES, Microlins Serra, Microlins Vila Velha, Elo Joias, Maely e Oral Brasil. Elas oferecem perdão de juros e multas e os débitos podem ser parcelados em até cinco vezes, com parcela mínima de R$ 100.

CARTÃO AVISTA – Oferece descontos acima da tabela e negociação em até 15 vezes, sendo parcela mínima de R$ 50.

CESAN – Para usuários cuja soma das faturas vencidas e o número de parcelas em atraso for igual ou superior a quatro débitos, é oferecido parcelamento em até 48 meses. No período da campanha de renegociação, os escritórios de atendimento da Cesan vão ofertar as mesmas condições de parcelamento do Feirão.

DACASA FINANCEIRA – A instituição oferece condições especiais, com revisão de juros e opções de parcelamento. Os casos serão analisados de forma personalizada.

EDP – A concessionária oferece condições especiais, estudadas caso a caso, após análise das condições e situação do cliente.

09 de novembro

Feirão Recupere seu Crédito começa amanhã

Os consumidores inadimplentes que querem encerrar o ano com a vida financeira mais organizada terão a oportunidade de quitar as dívidas de forma fácil e rápida no Feirão Recupere seu Crédito, que será realizado a partir de amanhã (30) até o próximo domingo (4), na Arena Vitória, em Bento Ferreira.

Organizado pelas Câmaras de Dirigentes Lojistas de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, o evento vai reunir lojas, concessionárias de serviços essenciais, bancos, financeiras e o SPC, além das CDLs. Entre as empresas participantes estão: Caixa Econômica Federal, Dacasa, EDP, Banestes, Cesan, Cartão AVista, Agoracred e Mercadão.

Durante os cinco dias de campanha, as empresas vão oferecer condições especiais de negociação, como perdão de juros e multas e descontos sobre o valor principal da dívida.
“O objetivo é criar meios para que o consumidor retire o seu nome do SPC e recupere a capacidade de compra no final do ano, além de mostrar às pessoas a importância do crédito e de seu uso consciente e planejado”, afirmou o presidente da CDL Vitória, Cláudio Sipolatti.

O feirão vai funcionar de amanhã (30) até sábado (3), das 10 às 19 horas, e no domingo (4), das 9 às 13 horas. A expectativa é que 20 mil pessoas sejam atendidas durante o evento. No Espírito Santo, há cerca de 1,8 milhão de registros no banco de dados do SPC, o que corresponde a quase 623 mil pessoas endividadas.

Entenda como vai funcionar o Feirão

– Ao chegar à Arena Vitória, o consumidor deverá se dirigir ao balcão das CDLs portando CPF, Carteira de Identidade ou outro documento de identificação original com foto, para se informar sobre os seus débitos. Nesse local, ele vai retirar uma senha.

– Durante a espera, as pessoas ficarão sentadas e poderão acompanhar a chamada das senhas por meio de televisões.

– Depois, elas deverão se deslocar até o estande da empresa ou instituição credora para buscar a renegociação.

– No balcão do Cadastro Positivo, os consumidores poderão incluir o nome na lista de bons pagadores.

SERVIÇO

Feirão Recupere seu Crédito
Data: de amanhã (30) até domingo (4)
Horário: de amanhã (30) até sábado (3), das 10 às 19 horas; e domingo (4), das 9 às 13 horas
Local: Arena Vitória (antigo Ginásio do Álvares Cabral)
Endereço: Av. Marechal Mascarenhas de Moraes, 2.100, Bento Ferreira

As condições oferecidas pelas empresas

AGORACRED – Será oferecido desconto de até 100% nos juros de atraso e na multa para quitação do débito. Contratos com atraso superior a 360 dias poderão receber desconto no valor principal. O cliente também poderá parcelar sua dívida em até 12 vezes.

BANESTES – O Banestes estará com sete guichês no Feirão. Poderão ser atendidas pessoas que têm dívidas referentes a vários produtos do banco, como cheque especial, cartões de crédito, financiamento de bens, crédito pessoal, Conta Garantida, entre outros. O consumidor poderá obter descontos sobre o valor da dívida, de até 100% de multas e juros de mora, além de alongamento do prazo da dívida. Cada caso será analisado individualmente.

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – Os serviços que a Caixa Econômica irá oferecer no Feirão são: informação das condições e renegociação de dívidas comerciais e habitacionais; incorporação de prestações em atraso para as dívidas habitacionais; e emissão de boletos de dívidas comerciais e habitacionais.

CDL VITÓRIA – As seguintes empresas e entidades serão representadas pela CDL Vitória: Óticas Diniz, Óticas Sete, Gimacol, Calçados Itapuã, Casas Santa Terezinha, Lojas Mercadão, Atitude Tupperware, Joalheria Primo, Abraspes, Abracomex, ASPBMES, Microlins Serra, Microlins Vila Velha, Elo Joias, Maely e Oral Brasil. Elas vão oferecer perdão de juros e multas e os débitos poderão ser parcelados em até cinco vezes, com parcela mínima de R$ 100.

CARTÃO AVISTA – Vai oferecer descontos acima da tabela e negociação em até 15 vezes, sendo parcela mínima de R$ 50.

CESAN – Para usuários cuja soma das faturas vencidas e o número de parcelas em atraso for igual ou superior a quatro débitos, será oferecido parcelamento em até 48 meses. No período da campanha de renegociação, os escritórios de atendimento da Cesan vão ofertar as mesmas condições de parcelamento do Feirão.

DACASA FINANCEIRA – A instituição vai oferecer condições especiais, com revisão de juros e opções de parcelamento. Os casos serão analisados de forma personalizada.

EDP – A concessionária vai oferecer condições especiais, estudadas caso a caso, após análise das condições e situação do cliente.

28 de novembro

Demanda por crédito das micro e pequenas empresas cai 7% em outubro

Dados do indicador mensal calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL) mostram que a intenção dos micro e pequenos empresários (MPEs) em procurar crédito pelos próximos 90 dias caiu 6,76% no último mês de outubro frente o mesmo período do ano passado, atingindo 12,26 pontos na escala que varia de zero a 100.

Quanto mais próximo de 100, maior é a propensão desses empresários a procurarem crédito e, quanto mais próximo de zero, menos propensos eles estão para tomar recursos emprestados para os seus negócios. Na comparação mensal com setembro de 2016, sem ajuste sazonal, houve uma leve alta de 1,82% na demanda por crédito, fazendo com que o índice passasse de 12,04 para 12,26 pontos.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, os empresários estão preferindo não assumir compromissos de longo prazo, tendo em vista os juros em patamares elevados e a pouca disposição dos brasileiros em consumir. “Nem mesmo a proximidade de fim de ano, período em que o consumo tende a aumentar e requer mais investimentos, tem sido o suficiente para os micro e pequenos empresários tomar crédito”, explica Pinheiro.

Para 37% dos MPEs tomar crédito está difícil; juros e burocracia são os culpados

De acordo com o levantamento, em termos percentuais, somente 5,90% dos micro e pequenos empresários das capitais e do interior do país manifestam a intenção de buscar crédito no horizonte de três meses. Nove em cada dez (88,2%) empresários consultados não possuem interesse em contratar qualquer linha de financiamento para seus negócios. “As condições macroeconômicas adversas e a ainda frágil perspectiva de que recuperação em 2017 reforçam a reticência do micro e pequeno empresariado brasileiro diante do cenário de recessão”, diz o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

De acordo com o indicador do SPC Brasil e da CNDL, mais de um terço (36,8%) dos empresários ouvidos consideram que atualmente está “difícil ou muito difícil” ter crédito aprovado. Segundo os entrevistados, as modalidades de crédito mais difíceis de serem contratadas são empréstimos (29,5%), financiamento (16,1%) em instituições financeiras e crédito junto a fornecedores (13,3%). Além disso, as principais razões para a dificuldade de se obter esse dinheiro extra são os juros elevados (50,3%) e a burocracia (37,1%).

“Com o devido planejamento, o crédito pode ser uma via de crescimento para os empresários que têm planos de investir. Políticas que reduzam o custo do crédito e retirem os entraves para contratação, sem aumentar o risco dos bancos, podem traduzir-se em oportunidade de expansão de muitos negócios”, diz o presidente da CNDL Honório Pinheiro.

Demanda dos MPEs por investimento cai 14,68% em 12 meses

Outro indicador apurado pelo SPC Brasil e pela CNDL é o de intenção de investimentos das micro e pequenas empresas. Nesse caso, houve uma queda de 14,68% na comparação entre outubro deste ano com o mesmo mês de 2015. Na escala do indicador, que varia de zero a 100, ele passou de 29,89 pontos para 25,50 pontos em 12 meses. Já na comparação mensal, a alta observada foi de 5,59%, uma vez que o índice cresceu de 24,15 para os atuais 25,50 pontos na escala.

Em termos percentuais, os que não pretendem investir somam 71,7% do total. Entre esses entrevistados, a maior parte justifica-se dizendo não ver necessidade de investir (52,1%). Para 22,3%, a razão é que o país ainda não saiu da crise, enquanto 12,5% dizem ter investido recentemente e que aguardam o retorno do investimento.

Dentre os empresários que demonstram a intenção de investir (19,4% do total), os investimentos mais citados são em ampliação de estoques (39,4%), reforma da empresa (29,0%), compra de equipamentos e maquinários (26,5%) e divulgação da empresa por meio de propaganda e comunicação (20,0%). A maior parte desses empresários (43,9%) diz que vai investir com o objetivo de aumentar as vendas.

Para quem vai investir, o capital próprio aparece como o principal recurso. Mais da metade desses empresários (56,8%) usarão o dinheiro do próprio bolso. Outras opções ainda mencionadas são venda de algum bem (14,2%) e a empréstimos em bancos e financeiras (12,9%).

Metodologia

Os Indicadores de Demanda por Crédito e de Propensão para investimentos do Micro e Pequeno Empresário calculados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) levam em consideração 800 empreendimentos com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior. As micro e pequenas empresas representam 39% e 35% do universo de empresas brasileiras nos segmentos de comércio e serviços, respectivamente.

Fonte: CNDL

25 de novembro

Visão sobre situação atual piora e confiança do comércio no Brasil cai

A avaliação sobre a situação atual piorou com força em novembro e o Índice de Confiança do Comércio (Icom) brasileiro voltou a cair, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV.

Os dados divulgados nesta sexta-feira (25) mostraram que o Icon recuou 3,6 pontos, para 78,3 pontos neste mês, depois de subir 1,5 ponto no mês anterior e cair 1,7 ponto em setembro.

A principal influência para o resultado foi a queda de 6,0 pontos do Índice da Situação Atual (ISA), para 68,1 pontos, patamar mais baixo desde julho. O Índice de Expectativas (IE) também apresentou piora ao recuar 1,2 ponto, para 89,4 pontos.

“A chegada do último trimestre não vem confirmando a melhora da confiança do setor que vinha sendo registrada nos índices até agosto. Além disso, o movimento de ajuste das expectativas persiste, o que deve se traduzir na manutenção do quadro de desempenho negativo do Comércio para os próximos meses”, afirmou Silvio Sales, consultor da FGV/IBRE, em nota.

Na véspera, a FGV informou que a confiança do consumidor no Brasil também caiu em novembro, interrompendo seis sequências seguidas de alta, diante da forte piora das expectativas em meio à piora crescente no mercado de trabalho.

A retomada da confiança como um todo é considerada pelo governo como primordial para a recuperação econômica do país.

Fonte: G1 Economia

24 de novembro

Start Day: Jovem de Sucesso

A CDL Jovem Vitória e o Cindes Jovem, em parceria com a Fecaje (Federação Capixaba do Jovem Empreendedor), vai promover nesta sexta-feira (25/11) o Start Day – Jovem de Sucesso, que faz parte da Semana Global do Empreendedorismo.

Será uma ótima oportunidade para jovens que desejam obter mais informações sobre o universo empreendedor e o mercado de trabalho.

O evento tem entrada franca e será realizado na Fábrica de Ideias, na Avenida Vitória, em Jucutuquara, das 8 às 18 horas. Participe e assista a grandes empresários contando qual foi o momento Start Day em suas vidas.

23 de novembro

Para 77% dos empresários, reforma da previdência é necessária

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com empresários de todos os portes revela que três em cada quatro (76,9%) entrevistados consideram a reforma da previdência necessária para o país. Somente 15,2% dos empresários dos segmentos do varejo e serviços disseram que as regras devem ser mantidas como estão. Apesar da maioria dos empresários consultados considerar a reforma necessária, nem todos avaliam que as propostas apresentadas até o momento são as melhores: 39,4% defendem mudanças na legislação com regras diferentes das que estão em discussão atualmente.

A pesquisa demonstra que a discussão sobre a reforma da previdência é de conhecimento de boa parte dos empresários brasileiros. Três em cada quatro (76,3%) empresários disseram estar acompanhando ou pelo menos já ouviram falar no assunto. “A economia brasileira vive uma das maiores recessões de sua história com uma situação fiscal bastante desfavorável. Entre tantos ajustes necessários para reestabelecer o crescimento sustentável, um dos mais importantes é a reforma da previdência, que poderá equilibrar o orçamento público garantindo um futuro de prosperidade para todos os brasileiros”, diz o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Quase a metade (48,7%) dos empresários acredita que a reforma da previdência deve ser urgente. Dentre os motivos para que as alterações sejam feitas de maneira rápida, o mais citado é o alto déficit na previdência (44,8%), seguido daqueles que acreditam que o sistema é injusto e deve ser resolvido o quanto antes (37,0%). Considerando os 37,8% de entrevistados que defendem o adiamento de uma decisão, o motivo mais mencionado é a necessidade de se pensar a reforma de maneira mais profunda (76,5%).

Em linhas gerais, a proposta em discussão pública fixa uma idade mínima de 65 anos para aposentadoria a valer para homens e mulheres, tanto da iniciativa privada quanto do setor público. Trabalhadores com idade acima de 50 anos seriam submetidos a um regime de transição. A proposta ainda não foi formalizada pelo governo e poderá sofrer alterações até que passe pelo crivo do Congresso. As principais justificativas para a alteração da regra é o déficit da previdência e a evolução demográfica do país. “No ano passado, o déficit do INSS foi de R$ 86 bilhões, quadro que se agrava quando se põe na conta as projeções do IBGE que indicam que a população acima de 60 anos, hoje estimada em 12% da população total, poderá representar 30% dos brasileiros em 2030. No ritmo atual, essa conta ficará insustentável no futuro, sem garantia de que os benefícios poderão ser pagos integralmente”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Para 34,3% dos empresários consultados, as novas regras da previdência devem valer para todos, incluindo quem já contribui ou não para o sistema. Os 65,7% restantes, dividem-se entre quem defende a ideia de que as regras devem ser alteradas somente para quem ainda não contribui (35,3%) e os que preferem aumento de impostos, mantendo as regras atuais (9,5%). Há ainda 17,3% que preferiram não responder e 3,6% que apresentaram outras alternativas.

Reforma da previdência tem apoio de 46% dos empresários

Segundo o levantamento, 46,4% dos empresários brasileiros aprovam a reforma da previdência. A principal justificativa é o fato de que as mudanças nas regras da aposentadoria tornarão a previdência mais sustentável (27,0%). Outras razões ainda mencionadas são tornar o sistema mais justo, eliminando diferenças entre funcionários da iniciativa privada e pública (20,5%), o envelhecimento da população (17,1%) e evitar o aumento da carga tributária, que provavelmente seria uma alternativa para financiar a previdência (11,5%).

Quatro em cada dez (37,5%) empresários consultados pelo SPC Brasil disseram que a reforma da previdência melhoraria a sustentabilidade financeira do país, uma vez que a população se manteria por mais tempo no mercado de trabalho e, consequentemente, geraria mais renda (17,6%) e adiaria o pagamento de benefícios por parte do Estado (14,7%).

Já entre os 37,5% de empresários que desaprovam a reforma da previdência, a razão mais citada é o reconhecimento de que pessoas que já contribuíram por muito tempo merecem se aposentar cedo (35,4%). Além disso, 21,0% desses entrevistados alegam que a reforma vai acabar com o fator previdenciário, prejudicando quem trabalhou mais do que 30 ou 35 anos.

77% apoiam regulamentação de jogos de azar para bancar reforma

Dentre os temas que estão sendo discutidos, os que mais têm a concordância dos empresários sondados são a equiparação das regras entre funcionários públicos e privados (81,6%) e a possibilidade de regulamentar jogos de azar, cuja renda seria destinada ao custeio da previdência (77,4%).

Outras alterações citadas como alternativas positivas a serem consideradas são definir uma avaliação diferenciada para a aposentadoria de determinadas categorias profissionais que trabalham a noite, em situação de risco ou que sofrem mais desgastes (74,7%), estabelecer uma transição da mudança da lei para quem já está contribuindo, evitando injustiças com quem está próximo de se aposentar (71,8%) e determinar que a reforma só atinja pessoas que entrarem no mercado de trabalho após a promulgação da emenda, respeitando os direitos adquiridos, sem afetar os atuais contribuintes (69,5%).

A pesquisa mostrou ainda que 75,3% dos empresários consultados acreditam que a aposentadoria por invalidez e o auxílio doença também devem ser revisados, principalmente para impedir que algumas pessoas burlem o sistema (57,8%).

“A reforma da previdência é um tema polêmico, mas que não pode ser tratado como tabu. Quanto mais o país demorar a enfrentar a realidade, mais difícil será cobrir o fosso que se abre entre a despesa e a arrecadação, pois à medida que a população envelhece, haverá menos pessoas ativas contribuindo para o sistema previdenciário. A evolução da situação demográfica brasileira e o orçamento deficitário público agravado nos últimos anos já influenciam a opinião pública de que o Brasil terá de fazer mudanças profundas, duras e necessárias. Ainda que os empresários discordem de alguns pontos, a maioria vê a reforma da previdência como algo inevitável”, diz Pinheiro.

Metodologia

A pesquisa ouviu 822 empresários dos ramos do comércio e de serviços nas 27 capitais e no interior do Brasil. A margem de erro é de no máximo 3,4 pontos percentuais e a margem de confiança de 95%.

Fonte: CNDL

Frau mit Schulden und Rechnungen

Número de inadimplentes do Estado cresce 3,98% e fica acima da média nacional

O número de inadimplentes do Espírito Santo cresceu 3,98% em outubro de 2016, em relação ao mesmo período do ano passado. O dado ficou acima da média nacional, que foi de 0,21%. Já o número de dívidas em atraso registrou alta anual de 4,31% – também acima da média no país (-3,42%).

Segundo o presidente da CDL Vitória, Cláudio Sipolatti, dois movimentos distintos na economia impactam a inadimplência. Por um lado, há a recessão, com aumento do desemprego, queda na renda e inflação elevada. Como consequência desse cenário, tanto a capacidade de pagamento do consumidor quanto sua intenção de consumir são afetados negativamente.

“Por outro lado, há maior restrição ao crédito, dada a elevada taxa de juros e a maior incerteza por parte dos tomadores e concedentes de crédito”, informou Sipolatti.

De acordo com estimativa do SPC Brasil, o número total de CPFs negativados atingiu a marca de 58,7 milhões em outubro. No mesmo mês de 2015, os consumidores em situação de inadimplência somavam 57,6 milhões, de forma que 1,1 milhão de nomes foram incluídos nos cadastros de inadimplência em um ano. Assim, o número de negativados, que apresentou algum crescimento ao longo de 2015 e início de 2016, tem se mantido estável ao redor dos 59 milhões desde abril deste ano.

No Espírito Santo, atualmente há 622.761 pessoas inadimplentes, totalizando 1.868.284 registros.

Feirão

Para ajudar o consumidor endividado a renegociar suas dívidas e voltar a ter crédito para as compras de fim de ano, as CDLs de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica vão promover o Feirão Recupere seu Crédito, que será realizado de 30 deste mês a 4 de dezembro, na Arena Vitória, em Bento Ferreira.

O evento vai reunir lojas, concessionárias de serviços essenciais, banco, instituições financeiras e o SPC. As empresas oferecerão condições especiais, como perdão de juros e multas, parcelamentos e até descontos sobre o valor principal da dívida.

“O período da campanha é bastante oportuno, uma vez que coincide com o 13º salário e as gratificações de fim de ano, que dão mais condições para o consumidor quitar seus débitos”, afirmou o gerente operacional da CDL Vitória, Geraldo Calenzani. A expectativa é que 20 mil pessoas sejam atendidas nos cinco dias de campanha.

Uma das organizações participantes é a Dacasa Financeira. “O Feirão é uma excelente oportunidade de incentivar os clientes inadimplentes a negociar suas dívidas, com revisão de juros e opções de parcelamentos. Os casos são analisados de forma personalizada, a fim de regularizar a situação do consumidor junto aos órgãos de proteção ao crédito e, consequentemente, ajudá-lo a retomar crédito na praça”, disse a coordenadora de Cobrança da Dacasa, Cristiane Graciotti.

Entenda como vai funcionar o feirão

– Ao chegar à Arena Vitória, o consumidor deverá se dirigir ao balcão das CDLs portando CPF, Carteira de Identidade ou outro documento de identificação original com foto, para se informar sobre os seus débitos. Nesse local, ele vai retirar uma senha.

– Durante a espera, as pessoas ficarão sentadas e poderão acompanhar a chamada das senhas por meio de televisões.

– Depois, elas deverão se deslocar até o estande da empresa ou instituição credora para buscar a renegociação.

– No balcão do Cadastro Positivo, os consumidores poderão incluir o nome na lista de bons pagadores.

SERVIÇO

Feirão Recupere seu Crédito

Data: de 30/11 a 04/12

Horário: de 30/11 a 03/12, das 10 às 19 horas; e dia 04/12, das 9 às 13 horas

Local: Arena Vitória (antigo Ginásio do Álvares Cabral)

Endereço: Av. Marechal Mascarenhas de Moraes, 2.100, Bento Ferreira

As condições oferecidas pelas empresas

AGORACRED – Será oferecido desconto de até 100% nos juros de atraso e na multa para quitação do débito. Contratos com atraso superior a 360 dias poderão receber desconto no valor principal. O cliente também poderá parcelar sua dívida em até 12 vezes.

BANESTES – O Banestes estará com sete guichês no Feirão. Poderão ser atendidas pessoas que têm dívidas referentes a vários produtos do banco, como cheque especial, cartões de crédito, financiamento de bens, crédito pessoal, Conta Garantida, entre outros. O consumidor poderá obter descontos sobre o valor da dívida, de até 100% de multas e juros de mora, além de alongamento do prazo da dívida. Cada caso será analisado individualmente.

CDL VITÓRIA – As seguintes empresas e entidades serão representadas pela CDL Vitória: Óticas Diniz, Óticas Sete, Gimacol, Calçados Itapuã, Casas Santa Terezinha, Lojas Mercadão, Atitude Tupperware, Joalheria Primo, Abraspes, Abracomex, ASPBMES, Microlins Serra, Microlins Vila Velha, Elo Joias, Maely e Oral Brasil. Elas vão oferecer perdão de juros e multas e os débitos poderão ser parcelados em até cinco vezes, com parcela mínima de R$ 100.

CARTÃO AVISTA – Vai oferecer descontos acima da tabela e negociação em até 15 vezes, sendo parcela mínima de R$ 50.

CESAN – Para usuários cuja soma das faturas vencidas e o número de parcelas em atraso for igual ou superior a quatro débitos, será oferecido parcelamento em até 48 meses. No período da campanha de renegociação, os escritórios de atendimento da Cesan vão ofertar as mesmas condições de parcelamento do Feirão.

DACASA FINANCEIRA – A instituição vai oferecer condições especiais, com revisão de juros e opções de parcelamento. Os casos serão analisados de forma personalizada.

EDP – A concessionária vai oferecer condições especiais, estudadas caso a caso, após análise das condições e situação do cliente.

Dados de inadimplência

Segundo a CDL Vitória, no Estado há 1.868.284 registros no banco de dados do SPC, o que corresponde a 622.761 pessoas inadimplentes.

Destas, 57,27% são do sexo feminino e 42,73% do sexo masculino.

Por idade, a distribuição fica da seguinte forma:

De 18 a 24 anos – 10,93%
De 25 a 29 anos – 11,17%
De 30 a 39 anos – 27,38%
De 40 a 49 anos – 22,59%
De 50 a 64 anos – 19,54%
Acima de 65 anos – 8,37%

21 de novembro

Programas de fidelidade ganham cada vez mais espaço

Em tempos de crise, a versatilidade do comércio para atrair consumidores pode fazer a diferença no faturamento mensal. Só que não basta apenas conquistar novos clientes. Fazer com que eles retornem é fundamental para a sustentabilidade dos negócios. Uma das tendências para que isso aconteça é a adesão a programas de fidelidade, recurso que concede algumas vantagens ao consumidor assíduo.A mecânica é simples: o consumidor faz uma compra no estabelecimento e, com isso, acumula pontos que podem ser trocados mais tarde por outros produtos ou serviços. No entanto, alguns programas estão indo além e oferecendo ainda mais aos clientes.

Crescimento além da crise

Antes mais restrito a companhias aéreas (com acúmulo de milhagens a cada voo ou trecho percorrido), os programas de fidelidade ganharam outros ramos da economia e estão cada vez mais presentes no varejo. Só as cinco empresas filiadas à Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (Abemf) – Multiplus, Smiles, Dotz, Netpoints e Grupo LTM – já somam mais de 72,9 milhões de cadastros efetuados. “Esse número, no entanto, não equivale à quantidade de pessoas, pois uma mesma pessoa pode estar cadastrada em mais de um programa”, explica o presidente da Abemf, Roberto Medeiros, que também preside a Multiplus.

Criada como o programa de fidelidade da companhia aérea Tam (agora Latam), desde 2009 a Multiplus segue independente e é a líder desse mercado, com lucro líquido de R$ 136 milhões só no primeiro trimestre de 2016. A empresa tem mais de 400 parceiros no Brasil e cerca de 15 milhões de adeptos. “A cada trimestre, trazemos mais novidades aos nossos participantes e reforçamos a nossa posição de liderança no setor com números crescentes, mesmo diante de um cenário econômico desafiador”, afirmou Medeiros.

Vantagens ao cliente e ao comerciante

Os números das gigantes do segmento impressionam. A Dotz, principal programa de fidelidade do varejo atualmente, já conta com mais de 19 milhões de cadastros. E, só nos seis primeiros meses de 2016, a Multiplus registrou mais de 368 milhões de pontos resgatados. Mas o que faz o cliente se interessar tanto por esses programas? “Os consumidores acabam aderindo a preferências por determinados estabelecimentos, pois, quanto mais compras o cliente fizer naquele parceiro, mais ele será recompensado, trocando seus pontos/milhas acumulados por viagens e/ou produtos/serviços desejados”, disse o presidente da Abemf.

Para o consumidor, é uma forma de ser percebido como um cliente especial, além das vantagens econômicas e comerciais. “O cliente pode receber uma oferta customizada ou um presente de aniversário, entre outras possibilidades. No fundo, esse cliente frequente começa a ser descoberto pelas marcas e a ser recompensado por isso também. Então, não é só a questão de juntar selos e ganhar algo em troca. Ele se sente reconhecido entre as marcas que ele frequenta”, explica o cofundador e diretor da Bonuz, Marvio Alencar.

A Bonuz surgiu inicialmente em parceria com o Grupo Trigo (dono das marcas Spoleto e Koni), mas já se expandiu para outras empresas do ramo de food service. Atualmente, atende mais de 350 mil usuários ativos em todo o País. No caso da Bonuz, a tecnologia foi fundamental no processo, já que o programa funciona por meio de um aplicativo para smartphones que lê os cupons fiscais dos estabelecimentos e registra os pontos para os usuários.

Para o diretor da Bonuz, as vantagens para o comerciante não se resumem apenas a uma ação de fidelização. “Sempre que o cliente registra o seu cupom fiscal para receber os pontos, ele pode avaliar a experiência que teve na loja. Então, essa é uma forma de o consumidor ter voz com a marca e também de o comerciante saber o que está sendo falado sobre a sua loja, não apenas os pontos negativos, como é comum na internet, mas também os elogios”, disse Marvio Alencar.

“O varejista que deseja obter sucesso em suas ações de fidelidade, seja por meio de um projeto próprio ou parcerias com programas já consolidados, deve seguir o mesmo caminho, oferecendo cada vez mais tecnologia, agilidade e comodidade a seus clientes”, corrobora Roberto Medeiros, presidente da Abemf.

A falta da tecnologia, no entanto, não é impedimento para colocar o recurso em prática. O bom e velho cartão de papel com carimbo ainda é o preferido das micro e pequenas empresas. “Tentamos desenvolver outras propostas, mas esse foi o modelo que mais se adaptou à nossa realidade”, afirmou Luzia Costa, fundadora da rede de estética Sóbrancelhas, em depoimento ao Valor Econômico. “Temos um cartão específico para cada unidade franqueada. Após somar cinco selos, o cliente ganha um procedimento cortesia”, completou Luzia.

Independentemente da forma, a utilização de programas de fidelidade é uma boa ferramenta para aumentar a cartela de clientes. “Um programa desse tipo permite que os varejistas conheçam melhor os hábitos de consumo de seus clientes para que possam, por meio de um bom planejamento de marketing, apresentar ofertas direcionadas a cada consumidor, gerando também um melhor resultado de vendas”, concluiu Roberto Medeiros.

Fonte: CNC

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As principais tendências em inovação para 2017

Nos últimos anos, as empresas brasileiras se viram obrigadas a comprovar a máxima de que é na crise que surgem as oportunidades. E elas surgiram, segundo especialistas em marketing, desenvolvimento de produto e branding.

A menor demanda dos consumidores forçou as companhias a buscar eficiência e redução de custos por meio de soluções inovadoras e uso de tecnologia; mas também proporcionou o surgimento de modelos de negócios e de horizontes nunca antes experimentados no relacionamento com o público.

Com o aparecimento dos primeiros sinais de recuperação econômica, a tarefa das marcas que inovaram será manter de pé o legado positivo da maratona olímpica de sobrevivência corporativa que tem sido o Brasil.

— Na crise, a inovação foi usada na comunicação digital e na indústria, por exemplo, como forma de ter ganho de eficiência. As empresas ficaram mais enxutas. No momento de recuperação, o objetivo passa a ser inovar de forma mais agressiva — afirma Daniel Tártaro, gerente-geral da Huge, que se define como uma empresa que pensa e executa produtos digitais. — As marcas de bens de consumo vão usar o digital não só para tornar a comunicação mais eficiente, como vinha sendo feito. Elas perceberam a necessidade de transformar seu modelo de negócios.

Tártaro lembra que movimentos feitos por gigantes internacionais estão reverberando por aqui. Um exemplo foi a compra da Dollar Shave Club, em julho, pela Unilever. A dona de marcas como Dove e Axe aceitou pagar US$ 1 bilhão por uma start-up que, em apenas quatro anos de história, conseguiu atrair 3,2 milhões de homens interessados em receber em casa, todo mês, um kit mensal de barbear.

Segundo Tártaro, uma empresa com as dimensões da Unilever dificilmente conseguiria “parir” um modelo de negócios tão heterodoxo como aquele dentro de sua pesada estrutura corporativa. A aquisição foi, acima de tudo, um voto de confiança em novos formatos.

— Ela deu uma sinalização para todo o mercado de que companhias com esse formato tendem a prosperar, estimulando a busca por novos modelos de negócios — acrescenta.

Na linguagem corrente do marketing, trata-se da tendência do vertical commerce: empresas nativas digitais, focadas no desenvolvimento de um único produto ou serviço e que se destacam pela forma direta como se relacionam com os clientes.

— São empresas que nascem com preocupação redobrada com a experiência do usuário. Sabem que esse é um diferencial — diz o diretor da Huge.

De fato, a tecnologia tem sido o eixo dessa busca por inovação, seja em relacionamento, seja em desenvolvimento de produto, afirma Sergio Prandini, diretor executivo da Grey Brasil, uma agência do Grupo Newcomm.

— Se inovação é a palavra do dia, a tecnologia virou o grande nome do jogo. As marcas estão se relacionando com seus consumidores em canais em que nunca estiveram antes, ao mesmo tempo em que a produção de conteúdo se transformou quase numa obrigação — explica Prandini, acrescentando que o conteúdo tem sido explorado pelas marcas onde quer que o cliente esteja: — O consumidor é orgânico. Ele não é mobile nem é analógico. Ele consome conteúdo nos dois meios. A missão hoje é expor a marca onde quer que ele esteja consumindo informação naquele momento.

Uma das empresas que têm reinventado sua relação com o consumidor por meio da produção de conteúdo é a Procter & Gamble. Prandini cita os vídeos produzidos pela dona de marcas como Gillette e Duracell para os Jogos do Rio, na campanha “Thank you, mom”. Mesmo sendo um comercial, os clipes foram vistos mais de 22 milhões de vezes no YouTube. A Antarctica, uma das marcas da cervejaria Ambev, está investindo, por sua vez, em uma série de ficção 100% on-line. Aliás, se o conteúdo é o “rei”, o vídeo parece ser um dos príncipes dessa estratégia.

— Muitas vezes, as marcas não querem sequer levar o consumidor para o site. Muitas têm achado recentemente que a campanha já se resolve se o consumidor simplesmente assistir ao conteúdo — explica David Reck, diretor-executivo da Reamp, de soluções de marketing digital.

Esse novo tipo de comunicação tem sido a chave para “encantar” os clientes, uma exigência cada vez mais premente por parte dos consumidores, que enxergam isso como sinal de “evolução”. Em meio à crise, esse foi um dos atributos que ganhou peso este ano na pesquisa “Marcas dos Cariocas”.

O levantamento leva em conta outras quatro dimensões: qualidade, preço, respeito e identidade. A “evolução” reflete a importância da inovação.

— Na crise, o consumidor pode até fazer concessões, mas continua querendo ser encantado pelas marcas. E marcas que se renovam são marcas que encantam. Por isso, não se pode abrir mão da inovação nos momentos de crise — avalia Cecília Russo Troiano, diretora-geral da Troiano Branding, responsável pela pesquisa.

Uma das estratégias é a inovação no ponto de venda. Prandini, da Grey Brasil, cita o trabalho que sua agência fez para os estandes de lançamento da construtora e incorporadora Gafisa:

— Fizemos um trabalho para ter a conversão do cliente usando projetos de realidade aumentada, para que ele veja como ficará o empreendimento.

O marketing digital está evoluindo para modelos ainda mais sofisticados. David Reck, da Reamp, cita como exemplo a chamada “Dynamic Creative Optimization” (DCO), tecnologia capaz de mudar o texto e a imagem de banners publicitários automaticamente, de acordo com o perfil do cliente.

— Essa ferramenta condiciona a mensagem à etapa de navegação do consumidor. Se ele está conhecendo o produto, a mensagem é de um tipo. Se já visitou várias páginas sobre o artigo, se já tem conhecimento suficiente e está preocupado apenas com o preço, a mensagem será outra — diz Reck. — É uma evolução da publicidade digital programática, a partir da premissa de que não adianta encontrar o consumidor certo se você continua mostrando a ele uma mensagem genérica.

Outra novidade é o uso da inteligência artificial para se comunicar com os clientes, observa Tártaro, da Huge. Ela vem sendo explorada, por exemplo, nos chatbots, que são chats de atendimento a clientes em redes como Facebook e WhatsApp, nos quais o cliente trava conversas com robôs. Os softwares são capazes de entender a linguagem dos seres humanos e responder na mesma moeda. Para a empresa, a tecnologia permite reduzir custos ao mesmo tempo em que se torna disponível ao cliente 24 horas por dia.

No Brasil, os chatbots ainda engatinham, mas já há empresas usando. Para Tártaro, a maior barreira, por enquanto, tem sido a língua portuguesa:

— O reconhecimento de linguagem natural em português tem taxa de acerto da ordem de 95%. Mas, daqui a quatro anos, vamos chegar a 99%.

Tártaro cita como a mais poderosa anuência à inteligência artificial (IA) o lançamento do Pixel, smartphone da Google. O celular é o primeiro equipado com o assistente virtual da empresa, o Assistant, baseado em IA.

— As empresas estão aprendendo que, com a inteligência artificial, ficará muito mais fácil escalar qualquer modelo de negócios — afirma.

Mas Henrique Rojas, vice-presidente de criação da agência Peppery, observa que, independentemente de tecnologia, o avanço recente está na conscientização das marcas de que passar uma mensagem é indispensável:

— Quando a (grife) Reserva lança campanha dizendo que cada peça de roupa comprada se transforma em cinco pratos de comida, é uma mensagem poderosa. Vivemos um processo de “commoditização” das marcas. A tendência é ter uma imagem corporativa mais bem posicionada, que expõe como a empresa vê o mundo.

Fonte: CNDL

17 de novembro

Um terço gasta mais do que pode na Black Friday, diz pesquisa do SPC

Quase sete em cada dez brasileiros (69%) pretendem comprar alguma coisa na Black Friday, aponta pesquisa da Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). E 31% admitem que não resistem às promoções e costumam gastar mais do que podem na Black Friday.

A Black Friday é um evento importado do varejo americano, que organiza na última sexta-feira de novembro uma onda de promoções para aquecer as vendas no fim de ano.

Esta edição terá de lidar com uma onda de consumidores endividados. Mesmo com dívidas, muitos querem comprar. De acordo com a pesquisa, 19% dos que pretendem comprar estão com contas em atraso e outros 19% estão com o nome sujo. Entre os entrevistados, 8% disseram que deixarão de pagar alguma conta para comprar na Black Friday.

A pesquisa aponta que 10,6% dos entrevistados que fizeram compras na Black Friday do ano anterior não conseguiram pagar a conta em dia e ficaram com o nome sujo. E ainda: 3,5% dos entrevistados ainda estão com a conta pendente. Ao todo, 828 pessoas foram ouvidas em 27 capitais.

O educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, lembra que é preciso ter cuidado com os gastos por impulso. “A data pode ser uma grande oportunidade na hora de comprar aquele produto mais caro, ou de substituir aquele eletrodoméstico quebrado por um novo. Entretanto, caso não haja controle, o que poderia ser um ótimo momento para economizar pode vir a se tornar uma ameaça à saúde financeira do consumidor.”

Fonte: G1 Economia