Arquivo mensais:janeiro 2017

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Desemprego fica em 12% no 4º trimestre de 2016 e atinge 12,3 milhões

O desemprego subiu para 12% no quarto trimestre de 2016, segundo dados divulgados nesta terça-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua. Esse é o maior índice da série histórica do indicador, iniciada em 2012. No ano de 2016, a taxa média de desocupação ficou em 11,5%.

No trimestre de outubro a dezembro, o Brasil tinha 12,3 milhões de pessoas desocupadas. O número representa um aumento de 2,7% em relação ao trimestre de julho a setembro e de 36% na comparação com o último trimestre de 2015.

Já a população ocupada somou 90,3 milhões de pessoas. Em relação ao trimestre anterior, esse número cresceu 0,5%, mas frente ao quarto trimestre de 2015, caiu 2,1%.

Desse total, 34 milhões de pessoas que estavam empregadas no setor privado tinham carteira de trabalho assinada. Do terceiro para o quarto trimestre, não houve alteração no contingente, no entanto, recuou quase 4% na comparação com o final do ano anterior.

O desemprego aumentou, mas o rendimento médio dos trabalhadores não subiu nem caiu em relação ao trimestre anterior e ao quarto de 2015, ficando em R$ 2.043.

Taxa média em 2016

Em 2016, a taxa média de desemprego ficou em 11,5%, depois de atingir 8,5% no ano anterior. O número de desempregados subiu de 8,6 milhões, na média de 2015, para 11,8 milhões, em 2016 – uma alta de 37%. Por outro lado, a população ocupada caiu de 92,1 milhões de pessoas para 90,4 milhões.

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apresentados no final de janeiro, a economia brasileira voltou a fechar um grande número de postos de trabalho com carteira assinada em 2016, ano ainda marcado pela forte recessão que atinge o país. No ano passado, as demissões superaram as contratações em 1,32 milhão de vagas formais.

Fonte: G1

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Cartão de crédito só vai poder cobrar rotativo por 30 dias

Para baixar os juros do cartão de crédito, o governo determinou aos bancos que até o dia 3 de abril limitem o uso do rotativo – linha usada pelo cliente que não paga o valor integral da fatura – por 30 dias. Pelas novas regras, os clientes poderão ficar no rotativo, que tem as maiores taxas do mercado, somente até a data da liquidação da próxima fatura. Se a dívida não for paga, ela terá de ser transferida para outra modalidade de crédito, como o parcelado no cartão, que possui custo menor.

A mudança já havia sido anunciada no fim do ano passado pelo presidente Michel Temer e pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, como uma das medidas da agenda positiva do governo, para impulsionar a economia. No último dia 26, com a resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), foi dado o prazo até 3 de abril para os bancos colocá-la em prática.

A negociação sobre para qual linha a dívida do rotativo será transferida ficará a cargo dos bancos. A instituição pode automaticamente passar essa dívida para um crédito parcelado ou decidir se apresentará ao cliente uma nova modalidade, desde que seja mais barata.

Atualmente, alguns bancos já oferecem aos clientes a possibilidade de migrar a dívida do rotativo para outras linhas com juros menores. Mas isso não é feito de maneira automática e depende de solicitação do cliente. Agora, depois de 30 dias no rotativo, os bancos têm de transferir o saldo que não foi pago para outra modalidade. “É uma operação de crédito e a decisão é facultada aos bancos”, disse o diretor de Regulação do Banco Central, Otavio Damaso, ao comentar a resolução do CMN.

Risco mais elevado

Damaso lembrou que, atualmente, o crédito rotativo tem risco mais elevado que outras modalidades. Segundo ele, metade da carteira do rotativo hoje é classificada com a letra E ou pior que E. A avaliação de risco vai de A a H, sendo que A é a melhor e H, a pior. “Isso gera requerimento de provisão da ordem de 50%. É um custo para as instituições, que se reflete nos juros”, comentou. No parcelado do cartão, de acordo com Damaso, a provisão para calote é menor, de 5%.

Esse risco maior nas operações com o rotativo faz com que, de acordo com o BC, as taxas de juros sejam mais elevadas. Dados divulgados pela instituição mostraram que o rotativo do cartão de crédito fechou 2016 com juros de 484,6% ao ano. Essa é a maior taxa da série histórica do Banco Central, iniciada em março de 2011. Na prática, significa que uma dívida de R$ 1 mil, depois de um ano, chega a cerca de R$ 5,8 mil. Em 2014, antes do início da recessão, a taxa do rotativo era de 331,6% ao ano. No parcelado do cartão de crédito, a taxa de juros estava em 153,8% no fim de 2016.

A expectativa do BC é de que, com a migração da dívida do rotativo para uma modalidade parcelada, a previsibilidade dos bancos aumente em relação a fluxo de caixa e, no limite, o risco de inadimplência da operação também caia. Isso pode se refletir nas taxas de juros. “Levar o cliente à inadimplência também é ruim para a instituição financeira”, disse Damaso. “É uma medida importante porque traz um componente de mitigação de risco. E isso será refletido (no juro). Nossa expectativa é que haja redução.”

Maior controle

Para a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, a fixação do prazo de uso do rotativo para o máximo de 30 dias, aliada à disponibilidade automática de alternativas de financiamento, permitirá maior controle do consumidor e menor comprometimento da renda mensal.

“Proporcionará, assim, uma potencial redução da inadimplência e estimulará condições de mercado mais propícias para uma convergência da taxa de juros para patamares compatíveis com aqueles praticados no parcelamento da fatura”, destacou a instituição, em nota.

O presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, classificou a mudança no rotativo como uma “contribuição efetiva” do sistema financeiro para ajudar o Brasil a ingressar em um ciclo de crescimento. Para o Itaú Unibanco, a medida do CMN é “benéfica para o setor de cartões e para a economia”.

Já o Bradesco afirmou, por meio de nota, que a medida vai estimular a utilização adequada de linhas emergenciais, como o rotativo. “É um avanço que trará eficiência nas relações com os consumidores.”

Fonte: Estadão – Colaborou Aline Bronzati

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Carro, viagens e faculdade são principais itens que os jovens desejam comprar

Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) sobre o consumo e utilização responsável de crédito e dinheiro pela juventude mostra que os itens de maior demanda de consumo para os próximos três meses são roupas (62%), calçados (48%) e cosméticos ou perfumes (44%).

Entre os itens que os jovens desejam comprar, mas não podem por falta de crédito que facilite a aquisição estão: carro e moto (35%), viagens (26%), faculdade (22%, aumentando para 26% entre as classes C, D e E) e celular ou smartphone (18%). Entre os itens mais caros, as preferências para os próximos 12 meses são smartphones (36%), viagens (34%, com destaque para as classes A e B), e carro ou moto (30%).

Gastos relacionados a educação estão nos planos de poucos jovens: 9% querem fazer intercâmbio ou curso de línguas fora do país (com esse número subindo para 17% nas classes A e B) e 8% planejam uma pós-graduação ou MBA. Para Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, o baixo índice de jovens interessados em investir na formação acadêmica preocupa.

“Com o mercado de trabalho cada vez mais exigente, o jovem deveria encarar a educação como um investimento e priorizar esse tipo de gasto ao invés de outros itens de consumo que poderiam ser adiados. O jovem precisa trabalhar para sobreviver e, às vezes, a educação fica em segundo plano. É uma questão de prioridade e que foi mais agravada pela recessão que o país atravessa”, avalia.

Dentre os que planejam alguma compra de grande valor para os próximos 12 meses, 60% afirmam ter reservas financeiras para essa finalidade, sendo que 31% vai continuar guardando para comprar à vista. Dos que não possuem reserva (40%), metade diz que vai fazer bicos para conseguir juntar o dinheiro, principalmente nas classes C, D e E (24%). Somente 3% não pretendem adquirir algum item mais caro.

Maioria já se arrependeu ao comprar o que não precisava

A pesquisa demonstra que a maioria dos jovens brasileiros são impulsivos na hora da compra: 77% já se arrependeram ao comprar o que não precisavam. Além disso, o estudo revela que o consumo é valorizado pela maioria dos jovens, sendo que 86% afirmam que comprar aquilo que querem é uma das grandes alegrias da vida e três em cada quatro (75%) dizem que o objetivo na vida é trabalhar muito para poder adquirir bens como carro, celular, roupas, entre outros.

Por mais que 79% digam não se importar com marcas na hora da compra, mas sim com a qualidade do produto, quatro em cada dez jovens afirmam que os bens que a pessoa possui mostram seu estilo, personalidade e valores (38%), e 36% também valorizam quando a pessoa chama atenção por onde passa por conta de estilo de vida e coisas que possuem.

Em alguns casos, o consumismo gera comportamentos inadequados, como brigar com parentes pela forma como gastam seu dinheiro (23%) e deixar de pagar contas para adquirir um item desejado (19%). Segundo Marcela Kawauti, o jovem deve ficar atento aos seus hábitos financeiros para não ter problemas no futuro.

“É importante que o jovem identifique e elimine desde cedo atitudes da sua vida financeira que possam trazer endividamento, atrasar e até mesmo inviabilizar a realização de sonhos importantes”, afirma Kawauti. “A pessoa pode aproveitar a vida, fazer uma grande viagem e financiar os estudos, desde que defina quais são as prioridades. A partir de então, é importante disciplina para atingir um objetivo de cada vez e evitar fazer compras não planejadas, que podem atrasar a realização do sonho”, completa.

Pesquisa de preço e controle de telefonia celular

Ainda que os jovens não tenham problema em admitir o gosto pelo consumo, a maioria dos entrevistados (86%) garante que sempre pesquisa antes de fazer alguma compra e 62% sempre pedem descontos. Também visando gastar menos, 75% dos jovens controlam a conta do telefone mês a mês e 75% falam ao celular apenas o necessário. Já 73% preferem conversar por mensagens ou aplicativos para economizar.

O planejamento de compras faz parte da rotina de uma quantidade significativa dos entrevistados: 82% se planejam para compras do dia a dia e 77% para as compras de produtos mais caros e 79% se preparam e sabem exatamente quanto têm para gastar. Para não comprometer o rendimento mensal, 67% afirmam evitar fazer compras parceladas.

Por mais que a maioria dos jovens saibam o que fazer para economizar, isso não significa que as boas práticas financeiras sejam, de fato, praticadas por todos, dado que 41% preferem parcelar as compras mesmo quando o valor não é muito alto para poder comprar mais; 33% admitem comprar mais do que o planejado, 32% cedem aos impulsos quando querem muito algo, 32% gastam mais do que o planejado para comprar produtos que mostram seu estilo e personalidade, 31% acreditam que vale a pena fazer uma dívida para comprar uma roupa que os façam sentir especiais, e 29% às vezes perdem a noção do quanto podem gastar em um balada e extrapolam o orçamento.

Oito em cada dez jovens possuem conta corrente

Os serviços financeiros e de crédito mais comuns utilizados pelos jovens são conta corrente (80%, aumentando para 90% entre as classes A e B), cartão de crédito (71%) e cartão de loja (52%). Dos que possuem algum dos serviços, 84% garantem ter verificado taxas e/ou juros – aumentando para 88% entre os jovens de 25 a 30 anos.

Uma parte significativa dos jovens já está inserida numa nova forma de utilizar serviços financeiros. Um terço afirma ter conta corrente exclusivamente em formato e digital, 31% dizem que a maioria dos pagamentos é feita via paypal, stelo, pagar me, e 19% colaboram financeiramente para realização de projetos de terceiros em plataformas, através do chamado crowdfunding.

Lojas virtuais são locais preferidos para compras

Para 62% dos jovens, o principal modo de pagar as contas é à vista – 43% em dinheiro e 19% no cartão de débito. Outros 19% parcelam no cartão de crédito e 11% também utilizam o cartão, mas em parcela única a ser paga na data do vencimento.

Nas compras a crédito – crediário carnê, cartão de crédito ou cartão de loja -, geralmente são comprados acessórios, calçados e roupas (55%), eletroeletrônicos (51%) e eletrodomésticos (40%).

Excluindo os supermercados, as lojas virtuais são os ambientes de compra preferidos da maioria (46%, com o número subindo para 63% entre as classes A e B), seguidos de lojas de departamento (41%) e farmácias ou drogarias (37%). A internet é o meio de comunicação mais consumido entre os jovens (95%), seguida pela TV por assinatura (56%, com destaque nas classes A/B) e TV aberta (52%).

Jovens adotam práticas de consumo consciente

Com relação a práticas que ajudam a economizar dinheiro, a pesquisa mostra que 76% dos jovens deixam de comprar um produto novo se o que ainda possui pode ser consertado, 44% adquirem usados em bom estado, 43% alugam ou pegam emprestado o que não utilizam com frequência e 40% vendem muitos produtos que não usam para ganhar um dinheiro extra. No entanto, 38% dos jovens reconhecem que compram produtos falsificados.

Hospedagens em albergues, casas ou quartos alugados são uma opção para 46% e um terço (31%) tem as caronas com amigos ou aplicativos como principal meio de transporte.

Fonte: CNDL

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Inflação em 12 meses esperada pelo consumidor cai para 7,9% em janeiro

A mediana das expectativas dos consumidores brasileiros para a inflação nos 12 meses seguintes saiu de 9,1% em dezembro de 2016 para 7,9% em janeiro do calendário atual, o menor valor desde janeiro de 2015, quando ficou em 7,2%, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). A queda de 1,2 ponto percentual representou a maior variação negativa da série iniciada em setembro de 2005.

“O resultado de janeiro reforça a evidência empírica de que as expectativas de inflação dos consumidores são fortemente vinculadas ao índice de preços ao consumidor acumulado nos 12 meses anteriores. Colaboraram para a queda o IPCA acumulado em 2016, que ficou abaixo do teto da meta de inflação (em 6,3%), e a ampla divulgação pela mídia desse resultado pouco esperado, enfatizando a preocupação do governo em controlar o aumento dos preços”, afirmou, em nota, o economista Pedro Costa Ferreira, da FGV/Ibre.

Entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017, a proporção de consumidores prevendo inflação abaixo do limite superior de tolerância do regime de metas de inflação (6,5%) aumentou em 16,5 pontos percentuais, de 16% para 32,5% do total. A faixa de inflação entre 10% e 12% foi escolhida por 13% dos consumidores em dezembro e por 9,5% em janeiro.

Considerando as diferentes faixas de renda familiar, a queda foi generalizada. Os consumidores com renda superior a R$ 9.600 passaram a prever uma inflação de 6,9% para os próximos 12 meses, o menor valor desde março de 2014 (6,8%). Entre os que ganham até R$ 2.100 mensais, a expectativa de inflação saiu de 9,8% para 8,6%.

Fonte: G1

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Metade dos brasileiros reprova a reforma da previdência

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) indica que 47% dos brasileiros reprovam a reforma da previdência. Apesar de boa parte ser contra a reforma, 60% admitem não ter mudado sua maneira de agir com relação à aposentadoria, especialmente por não terem refletido sobre o assunto (28%).

Entre os 40% que alteraram o modo de pensar, o aumento da importância do planejamento da aposentadoria é a principal mudança (20%), principalmente entre os entrevistados das classes A e B.

Entre os que desaprovam a reforma, 28% dizem que depois de tantos anos trabalhando a pessoa merece se aposentar cedo e ter um tempo de descanso e 25% desaprovam porque a proposta discutida irá prejudicar quem já trabalhou mais de 30 anos.

Já para os que aprovam a reforma (20%), o principal argumento é que o número de pessoas mais velhas está crescendo e, se essas medidas não forem realizadas, a previdência não conseguirá se sustentar a longo prazo, prejudicando assim quem se aposentará futuramente (50%); 18% dizem que a mudança tornará o sistema mais justo, eliminando as diferenças entre funcionários públicos e da iniciativa privada e 13% afirmam que as pessoas estão vivendo mais e com mais saúde e, por isso, podem ser produtivas por mais tempo.

“Independente de questões contrárias ou favoráveis à reforma da previdência, as instituições, lideranças políticas e sociedade civil sabem que é imprescindível discutir o assunto. Dados do IBGE estimam que até 2030 o país terá 41,5 milhões de idosos, ou seja, em torno de um em cada cinco brasileiros vai depender da União para se sustentar quando parar de trabalhar”, diz a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Sociedade tem acompanhado debate

O levantamento demonstra que 56% dos entrevistados têm acompanhado de alguma maneira a discussão, com destaque para homens (63%), pessoas com 55 anos ou mais (80%) e das classes A e B (77%). No total, 19% afirmam estar por dentro de todo o processo e alterações, principalmente os mais velhos (31%).

Dos 38% que afirmam não estar acompanhando o debate sobre o tema, a maioria é de mulheres (44%), jovens (52%) e entrevistados das classes C, D e E (43%).

“É importante que todos os envolvidos no debate participem da discussão sobre a reforma, já que diz respeito a jovens, adultos e idosos. Cedo ou tarde todos serão atingidos e precisarão refletir sobre a aposentadoria”, afirma Kawauti.

Muitos não se preparam para a aposentadoria

Embora a maioria (95%) reconheça que os brasileiros devem pensar na aposentadoria, 38% afirmam que não se preparam para o momento de parar de trabalhar; sendo a principal justificativa o fato de nunca sobrar dinheiro (34%), seguida da alegação de ser muito cedo para pensar no assunto (20% com aumento para 27% entre os homens) e 16% não sabem como fazer.

A maneira mais comum de se preparar para a aposentadoria é por meio do INSS pago de maneira autônoma (17%), seguido de aplicação em poupança (15%). As pessoas mais velhas (82%) e entrevistados das classes A e B (72%) são os que mais se preparam para o momento de deixar de trabalhar. Ser uma pessoa precavida (21%) e ver exemplos de pessoas que tiveram problemas financeiros após a aposentadoria (20%) são as principais motivações dos entrevistados.

De acordo com o educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, é importante que o planejamento comece desde cedo, ainda que feito em pequenas quantias: “Qualquer um pode se preparar logo para a aposentadoria, desde que respeite sua realidade financeira. À medida que a renda da pessoa aumenta, ela pode incrementar o valor dos depósitos de modo que essa reserva cresça. No entanto, é importante ter disciplina e regularidade no planejamento”, explica.

No total, 95% de entrevistados acreditam ser importante se preocupar com a aposentadoria. O argumento mais mencionado é o fato de que se não se preocuparem, terão que depender de terceiros na velhice (32%). Outros 21% afirmam que o padrão de vida pode cair caso não se preocupem. Cerca de 55% fazem reservas ou investimentos com foco na aposentadoria mensalmente, principalmente os entrevistados das classes C, D e E, sendo a média anual equivalente a 10 meses.

Segundo o estudo, os entrevistados acreditam que a idade ideal para se aposentar é 57,5 anos, em média.

Fonte: CNDL

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Micro e pequenas empresas querem aumentar o volume de vendas

Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que a intenção de investir dos micro e pequenos empresários (MPEs) pelos próximos 90 dias segue em patamar baixo: apenas 21,4% dos entrevistados pretendem fazer investimentos, sendo o aumento de vendas o objetivo apontado por 55,0% desses empresários. Outros motivos são a necessidade de atender a demanda (15,2%) e a adaptação da empresa a novas tecnologias (14,6%).

Em dezembro, o índice atingiu 26,23 pontos, abaixo dos 27,00 pontos de novembro. Quanto mais próximo de 100, maior é a propensão desses empresários a investir e, quanto mais próximo de zero, menos propensos eles estão. Na variação anual com dezembro de 2015, houve uma estabilidade na demanda por investimentos, fazendo com que o índice passasse de 25,16 para 26,23 pontos.

Entre os que pretendem investir, o destino será principalmente para propaganda e mídia (29,8%), para a ampliação de estoques (28,6%), para a compra de equipamentos, maquinário e computadores (25,1%) e também para a reforma da empresa (24,0%).

Para esses MPEs, o capital próprio aparece como o principal recurso. Mais da metade desses empresários (57,9%) usarão o dinheiro de poupança e investimentos. Outras opções ainda mencionadas são empréstimos em bancos e financeiras (18,7%) e a venda de algum bem (8,8%).

A maioria dos empresários, porém, não pretendem investir (70,7%) nos próximos três meses. Entre esses, 46,1% dizem não haver necessidade; 22,1% afirmam que o país ainda não saiu da crise e 15,2% apontam a falta de recursos e de crédito.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, diante de um cenário de incerteza, o investimento encontra dificuldade para avançar, e não só entre os micro e pequenos empresários.

“Mesmo a melhora de confiança que se observou com mais evidência no segundo semestre de 2016 ainda não foi suficiente para alavancar o investimento nem encorajar o empresariado a buscar crédito”, afirma. “Apesar dos ainda persistentes fatores de risco, a queda dos juros é boa notícia para o investimento que, no entanto, só deverá reagir mais à frente”, explica Kawauti.

Contratação de crédito

O SPC Brasil e a CNDL também calcularam a demanda por crédito dos micro e pequenos empresários e mostram que 87,2% não pretendem contratar pelos próximos três meses e apenas 6,5% admitem essa possibilidade.

“Os dados mostram que, no espaço de um ano, houve pouco avanço na intenção das empresas de menor porte de contratar empréstimos ou recorrer a outras modalidades de crédito, a despeito das mudanças ocorridas no cenário político e econômico do país”, avalia a economista-chefe.

O indicador de demanda por crédito do MPE permaneceu baixo ao longo de todo o ano de 2016, alcançando, no mês de dezembro, a marca de 12,3 pontos.

Quase metade dos empresários que não pretendem tomar crédito (49,4%) aponta o fato de conseguir se manter com recursos próprios como justificativa. Destacam-se também as elevadas taxas de juros, apontadas por 17,6% desses empresários, e a insegurança com as condições políticas e econômicas do país, citada por 17,2%.

Para Kawauti, quando se trata de negócios menores, a dependência de recursos de terceiros é menor do que em grandes negócios, razão pela qual muitos desses empresários dizem manter-se com os próprios recursos.

“O fenômeno constitui uma barreira cultural entre o crédito e o pequeno empresário, que ainda não vê esses recursos como um meio para expandir seu negócio. Para completar, os juros altos e a atividade econômica fraca constituem componentes adicionais para explicar a baixa demanda por crédito, ao elevar o custo do capital e reduzir a confiança dos agentes.”

Desde o início da série histórica, em maio de 2015, a intenção de contratar crédito não avança, com média próxima de 12,5 pontos. Contudo, há espaço para que a demanda cresça.

“Metade dos que não pretendem contratar diz não ver necessidade, mas boa parte aponta fatores como insegurança diante da crise e altos juros, que são conjunturais. Com o devido planejamento, o crédito pode ser uma via de crescimento para os empresários que têm planos de investir”, indica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

“Políticas que reduzam o custo do crédito e retirem os entraves para contratação, sem aumentar o risco dos bancos, podem traduzir-se em oportunidade de expansão de muitos negócios”, conclui.

Fonte: SPC Brasil

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A habilidade de inovar

Inovar não quer dizer realizar o lançamento de um novo produto ou serviço periodicamente no mercado. Mesmo que você tenha uma quantidade infinita de ideias lucrativas, a maioria delas pode não sobreviver ao seu primeiro ano. Então, em que consiste a habilidade de inovar?

No mundo varejista inovar significa, antes de tudo, estar à frente das necessidades e desejos dos clientes. Ou seja, ter a capacidade de descobrir o que eles realmente querem, a fim de que seus produtos ou serviços consigam atendê-los e surpreendê-los.

É nesse momento que você deve se questionar: mas como é possível conseguir isso? A resposta é simples: ouça o seu cliente. Através dele você conseguirá descobrir algo que a sua loja ou marca precisa fazer para se diferenciar, suprindo as necessidades e os desejos dos consumidores. Lembre-se ainda que a inovação não precisa ser ou estar ligada a um grande acontecimento.

Esteja certo de que as pequenas ações são capazes de conquistar e fidelizar muitos clientes. Além disso, tenha em mente a importância de criar um ambiente adequado, deixando com que a inovação possa realmente acontecer.

Fonte: Varejista

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Para 58% dos empresários, 2017 será um ano melhor na economia

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com empresários do varejo e prestadores de serviços das 27 capitais e do interior do Brasil mostra que ao menos parte dos entrevistados está otimista com relação às expectativas para 2017: para 58,4% a economia será melhor neste ano do que em 2016.

Apenas 8,4% acreditam que a conjuntura econômica ficará pior e, entre estes, 39,7% afirmam que uma das principais consequências será a dificuldade em economizar e fazer reserva financeira ou capital de giro. 32,4% afirmam que farão menos compras e outros 32,4% vão deixar de comprar coisas que a empresa não precisa porque terão menos dinheiro, e 26,5% acreditam que será mais difícil manter as contas em dia.

Para superar os problemas decorrentes da crise econômica do país que persistirem em 2017, 28,7% das empresas pretendem pagar mais coisas à vista, 25,5% farão pesquisas de preço e 24,1% irão negociar e pedir mais descontos na hora das compras. Na lista dos problemas mais importantes para serem resolvidos em 2017 na opinião dos empresários se destacam: crise econômica (61,9%), corrupção (60,5%), violência (51,6%) e inflação (47,8%).

Mesmo com a maioria acreditando que o ano será melhor do que o anterior, ainda há 36,7% que temem que o país não consiga sair da crise. Esse é o temor mais citado pelos entrevistados. Em seguida, aparece o medo de ter que fechar a empresa (18,6%), ser vítima de algum tipo de violência (15,6%) e não conseguir pagar as dívidas (13,5%).

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, é importante ter em vista que mesmo no cenário mais otimista, a superação do quadro econômico será um processo lento.

“Isso, no entanto, não significa que ninguém possa crescer. Há empresas que mesmo na crise conseguem avançar. Isso depende fundamentalmente do setor, mas também de atitudes que podem estar ao alcance do empresário. O momento exige que todas as decisões tomadas no âmbito da empresa sejam muito informadas, com a devida avaliação dos riscos envolvidos”, afirma Pinheiro.

Ampliação dos negócios

Em relação à própria empresa, 58,4% dos entrevistados estão animados para concretizar seus projetos e 27,4% estão sem expectativas, positivas ou negativas. Há ainda 8,8% que se dizem desanimados com tudo. Para 2017, 29,1% dos empresários afirmam não ter algum projeto específico, mas têm a esperança de que coisas boas acontecerão. Cerca de 27,6% pretendem ampliar o negócio e 20,9% lançar novos produtos ou serviços.

Questionados sobre suas intenções para este novo ano, 17,0% afirmaram que comprarão equipamentos, 9,2% pretendem fazer aplicações periódicas de investimentos, seja na poupança ou outras opções como renda fixa e CDB e 5,0% pretendem financiar um automóvel, seja carro ou moto.

Retrospectiva 2016

De acordo com a pesquisa do SPC Brasil e da CNDL, os empresários avaliam 2016 como pior do que o ano anterior: para 62,3% dos empresários de varejo e serviços, ao longo de 2016 as condições gerais da economia pioraram na comparação com 2015, enquanto 26,3% opinaram que as condições nem melhoraram nem pioraram e apenas 9,4% notaram alguma melhora.

Quanto à situação financeira da própria empresa, 48,3% acha que piorou e 14,7% afirmam que a situação melhorou. Entre estes, os principais motivos citados foram o aumento do volume de vendas (48,8%) e o aumento da carteira de clientes (37,2%).

Já entre as empresas que afirmam que a situação da empresa piorou, os principais motivos foram os resultados ruins das vendas (63,5%) e o aumento dos custos, que resultaram em diminuição da margem de lucro para não perder vendas (29,0%).

Seis em cada dez empresários (60,2%) conseguiram manter as contas em dia em 2016, mas 22,1% ficaram com muitos compromissos no vermelho, 17,3% tiveram que reduzir o mix de serviços e produtos e 6,4% acabaram sendo registradas em órgãos de proteção ao crédito. O levantamento mostra uma redução de nove pontos percentuais no número de empresas que conseguiram fazer uma reserva financeira entre 2015 e 2016, que passou de 20,9% para 11,6%.

“Mesmo que o Brasil ainda esteja no meio de uma crise econômica nesse começo de 2017, uma quantidade considerável de empresários está relativamente confiante com relação aos seus negócios. Isso é explicável pelo fato de que muitos deles acreditam que uma gestão eficiente de seu próprio negócio, com ajuste de estoques e do portfólio de produtos, além de criatividade, pode ajudá-los a enfrentar e driblar as dificuldades impostas pelo fraco ambiente econômico”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

Cortes ou ajustes no orçamento

Seis em cada dez empresários (59,6%) acreditam que as demais empresas de seu segmento estão em condições semelhantes à sua. Quase a metade (48,1%) das empresas teve que fazer cortes ou ajustes no orçamento de 2016 e entre as principais medidas tomadas estão a demissão de funcionários (59,2%), corte na conta de telefone fixo ou celular (34,9%) e na conta de luz e/ou água (26,8%).

Entre as empresas que tiveram que demitir, a média foi de 2,5 funcionários. Outros 6% afirmam que ainda terão que demitir funcionários em 2017 e 18% ainda não se decidiram. Para realizar as atividades da empresa com uma quantidade menor de funcionários, 26,3% das empresas redistribuíram as atividades entre os outros membros da equipe. 25,0% afirmaram que houve redução da demanda de trabalho, e que não foi necessário redistribuir.

Planos adiados

Apenas 16,7% dos empresários conseguiram realizar todos os planos que tinham para 2016 e 27,4% realizaram parcialmente. Porém, 15,0% afirmam ter adiado os planos para 2017 e outros 12,8% por tempo indeterminado. Entre os projetos que as empresas conseguiram realizar, o ranking permaneceu igual ao da pesquisa de 2015: a compra de equipamentos (29,6%), o pagamento de dívidas (27,1%), o aumento das vendas (21,8%) e a realização de uma grande reforma (20,4%).

Entre os projetos que as empresas não conseguiram realizar, os destaques são não ter conseguido aumentar as vendas (38,4%), fazer uma grande reforma (30,0%), comprar equipamentos (21,2%) e ampliar a equipe de funcionários (17,2%). Os motivos alegados pelas empresas que não conseguiram realizar seus planos foram falta de recursos financeiros próprios (33,6%), a insegurança em gastar dinheiro e acabar não conseguindo pagar (30,7%) e o preço das coisas (22,1%) e dos juros de financiamentos (20,1%) terem ficado muito altos.

Fonte: CNDL