Arquivo mensais:março 2017

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Mesmo querendo regularizar suas pendências, 54% dos inadimplentes não pagam a dívida após cobrança

Financiamento de carros e moto são as dívidas que os devedores mais quitam após cobrança; 23% acham que a abordagem do credor foi hostil

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com consumidores que estão inadimplentes ou estiveram nessa situação nos últimos 12 meses revela que mais da metade (54%) dos devedores não pagaram suas dívidas mesmo após serem notificados pela empresa credora, embora tivessem a intenção de quitá-las.

O levantamento mostra ainda que a eficiência das cobranças varia em função do segmento da conta em atraso. O financiamento de carro e motos, que implica na tomada do bem em caso de não pagamento, é a modalidade de crédito que teve os maiores índices de sucesso nas cobranças para pagamento da dívida, com 56% de citações. Em segundo lugar do ranking das dívidas mais pagas após a notificação aparecem as contas de TV por assinatura (52%), seguidas do cheque especial (48%) e internet (42%).

Por outro lado, as contas de telefone fixo e celular (29%) são as dívidas que possuem o índice mais baixo de pagamento, atrás das mensalidades de escolas, universidades e cursos (30%) e dos empréstimos em bancos e financeiras (31%).

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, explica que ignorar a notificação de cobrança é uma atitude imprudente que agrava a situação do devedor. “Deixar a notificação de lado é a pior maneira de lidar com uma cobrança. Por mais complicada que esteja a condição financeira atual, o consumidor só irá resolver a questão se houver disposição para encará-la e propor soluções. O melhor caminho é se planejar, negociar, dialogar com o credor e procurar prazos e condições de pagamento realistas que caibam no orçamento mensal. Fugir ou se esconder do credor não fará com que a dívida deixe de ser paga”, orienta.

Para o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli, o acordo é sempre a melhor alternativa para todas as partes envolvidas, “A inadimplência traz sérios prejuízos para as finanças das empresas, além de deixar milhões de pessoas sem acesso ao mercado de crédito”, diz o educador.

Seis em cada dez devedores foram cobrados por carta simples

A carta simples é o tipo de notificação mais adotado como forma de cobrança. De acordo com a pesquisa do SPC Brasil, em 58% dos casos os consumidores entrevistados receberam em suas residências uma carta do credor com um aviso sobre o valor pendente. Outra forma bastante usual é a ligação do cobrador, com 49% de citações. As mensagens por e-mail (27%), torpedos por celular (25%) e mensagens gravadas por telefone (16%) completam a lista de tipos de cobrança mais comuns. Apenas 5% dos entrevistados inadimplentes não receberam qualquer tipo de cobrança.

Somente 8% dos consumidores inadimplentes consideraram a cobrança indevida, sendo que a percepção mais frequente foi a de que os valores não estavam corretos e por isso a questão não foi resolvida (7%). No total, nove em cada dez (89%) consumidores admitem que a cobrança era, de fato, procedente.

Para um quarto dos devedores abordagem do credor foi hostil; 28% preferem ser notificados por e-mail

O estudo descobriu ainda que o principal argumento utilizado pelo cobrador para convencer o consumidor a pagar as contas pendentes foi o de informar que o nome do entrevistado seria cadastrado nas listas de proteção ao crédito, caso a dívida não fosse quitada (39%), seguido do aviso de ação judicial (17%) e do aviso de protesto em cartório (5%).

Em quase um quarto dos casos (23%) os consumidores relataram uma abordagem inadequada no momento da cobrança, geralmente com postura agressiva, ameaçadora, desrespeitosa ou com informações equivocadas a respeito da dívida. Para pouco mais da metade dos devedores (51%) a abordagem foi mais amigável, sendo respeitosa (27%) ou cordial (24%). Para 16% dos entrevistados a cobrança foi fria. Os sentimentos mais comuns no ato da cobrança foram o constrangimento (36%), chateação (27%), angústia (25%), pressão (23%) e humilhação (15%).

“A lei protege o credor de receber o valor que lhe é devido, mas para isso ele não pode se utilizar de métodos agressivos, como ameaça, expor o cliente ao ridículo

ou a qualquer outro tipo de constrangimento. Caso o consumidor se sinta lesado no momento da cobrança, ele deve procurar um advogado ou fazer a queixa em algum órgão de defesa do consumidor”, alerta o educador financeiro do ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

De acordo com os devedores, a forma preferida para receber a notificação é o e-mail, mencionado por 28% dos entrevistados. Outros 24% citam a carta simples e apenas 19% preferem a carta com aviso de recebimento (AR). Somente 0,3% da amostra dizem preferir a visita de um cobrador em sua residência.

Metodologia

A pesquisa teve como objetivo identificar o processo e cobranças e renegociações das empresas credoras. A amostra foi composta por 602 brasileiros de todas as regiões do país que estão ou estiveram negativados nos últimos 12 meses. A margem de erro é de no máximo 3,99 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

Fonte CNDL.

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Terceirização é aprovada sem restrições nas empresas

Substitutivo do Senado ao Projeto de Lei (PL) 4302/98 foi aprovado nesta quarta-feira (22/3) pelo Plenário da Câmara. O texto-base do PL que autoriza o trabalho terceirizado para qualquer tipo de atividade teve 231 votos a favor, 188 contra e 8 abstenções. Com a medida, empresários preveem aumento da formalização e criação de mais empregos.

Diante da aprovação do Projeto de Lei, a terceirização poderá ser aplicada a qualquer atividade, meio (secundária) ou fim (principal), e a empresa terceirizada será responsável por contratar, remunerar e dirigir os trabalhadores, ficando a empresa contratante responsável por garantir segurança, higiene e salubridade dos trabalhadores terceirizados.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a terceirização traz melhorias na relação entre empregado e empregador: “Nós compreendemos que a liberdade na ação do trabalhador gerará um resultado muito melhor de emprego e de renda para o desenvolvimento do país”, destacou o presidente.

Saiba mais: Na terceirização uma empresa é contratada por outra empresa para realizar serviços determinados e específicos. A prestadora de serviços emprega e remunera o trabalho realizado por seus funcionários, ou subcontrata outra empresa para realização dessas atividades, sem vínculo empregatício entre a empresa contratante e os trabalhadores ou sócios das prestadoras de serviços.

O presidente da Frente Parlamentar Mista do Comércio, Serviços e Empreendedorismo (Frente CSE), o deputado Rogério Marinho (PSDB/RN), explica como a terceirização afeta a economia. Segundo ele, a especialização é a regra, não a exceção. “Por exemplo, uma montadora de automóveis tem no seu entorno mais de cem empresas e cada uma fabrica um componente diferente. Há uma terceirização baseada na especialização. Não significa precarização, nem fragilidade. Pelo contrário, são empresas que tem funcionários de alto valor agregado, de alta especialização, e que recebem acima do que o valor pago pelo mercado”, destacou o deputado.

O prazo dos contratos – que pode ser alterado por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho – passará dos atuais três meses para até 180 dias, consecutivos ou não, prorrogáveis por mais 90 dias, e o trabalhador temporário só poderá prestar novamente o mesmo tipo de serviço à empresa após três meses de pausa.

Direitos dos Trabalhadores – São garantidos aos trabalhadores direitos como adicional noturno, repouso semanal remunerado, hora extra com 50% a mais, FGTS, adicional por trabalho insalubre, adicional por trabalho em condições de periculosidade, 13º salário proporcional, licença à gestante e licença-paternidade, bem como recebimento do mesmo salário daqueles que trabalham em igual função ou cargo na empresa contratante.  O projeto segue agora para sanção presidencial.

O tema é uma das pautas da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), formada por sete das maiores instituições brasileiras representativas do setor, e que apoia a Frente CSE. Integram a UNECS a ABAD, ABRAS, Abrasel, Anamaco, Alshop, CACB e CNDL.

Fonte CNDL.

Documento eletrônico que garante proteção às transações online

O certificado digital é um documento eletrônico que garante proteção às transações online e a troca virtual de documentos, mensagens e dados, com validade jurídica.

Com este dispositivo, os sistemas de informação podem validar e reforçar os mecanismos de segurança online, utilizando a tecnologia para garantir a privacidade e confirmar a autenticidade das informações dos usuários, empresas e instituições na rede.

Segmentos da economia que utilizam a certificação em suas atividades:

  • Receita Federal do Brasil;
  • Área financeira e contábil;
  • Poder Judiciário;
  • Saúde;
  • Educação.

Benefícios da certificação digital:

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Seminário apresenta novas tecnologias para empresários do Espírito Santo

Nesta quinta-feira (23), o Espírito Santo recebeu o segundo evento do Programa Nacional de Desenvolvimento do Varejo (PNDV). Dessa vez, o objetivo do encontro foi a disseminação do Inova Varejo, iniciativa da CDL Jovem que oferece ferramentas tecnológicas em benefício do setor varejista. “As ferramentas apresentadas aqui podem ser aplicadas em todos os tipos de negócios e facilitar a vida dos micro e pequenos empresários”, destacou o presidente da CDL Vitoria, Adriano Gomes Ohnesorge.

O Inova Varejo disponibiliza mais de 50 ferramentas de inovação, em sua maioria aplicativos. O evento contou ainda com a consultoria da especialista em Inovação, Simone Bazzan e da executiva de negócios da GS1 Brasil, Alessandra Parisi.

PNDV– Lançado em outubro do ano passado, o PNDV foi desenvolvido com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios e acelerar o desenvolvimento de vantagens competitivas no setor varejista, por meio da identificação, proposição e disseminação de Políticas Públicas e do fortalecimento das lideranças do setor.

Todos os eventos vão contar com a participação de lideranças empresariais, dirigentes do Sistema CNDL e representantes do poder público. Ao final do projeto terão sido investidos R$ 3,5 milhões, valor destinado, principalmente, à organização de eventos com líderes e dirigentes lojistas e à criação de políticas públicas para o setor. A CNDL é responsável por 30% do valor do convênio e os outros 70% ficam a cargo do Sebrae.

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Líderes do Sistema CNDL participam de seminário de qualificação no Espírito Santo

Aproximadamente 50 líderes, de mais de 20 cidades do Espírito Santo, participaram do primeiro evento do Programa Nacional de Desenvolvimento do Varejo (PNDV) para qualificação de dirigentes do Sistema CNDL. O objetivo do evento é capacitar os representantes das CDL’s para uma gestão eficiente de suas entidades, com destaque para as estratégias de estruturação das demandas do varejo na agenda governamental.

“Vamos percorrer mais da metade com país com este projeto. Daqui, com certeza levaremos grande contribuição para o desenvolvimento do nosso segmento”, destacou o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

“Esta é uma grande oportunidade para os micro e pequenos empresários do estado. Com certeza sairemos daqui mais preparados tanto para o trabalho nas entidades quanto para os nossos negócios”, acrescentou o presidente da FCDL do Espírito Santo, Geraldo Magela.

Responsável pela condução do seminário, o consultor especialista em administração e gestão, Marcos Lima, alertou que a intenção do PNDV é disseminar as boas experiências e casos práticos de sucesso. “A gestão eficiente gera resultados positivos e resulta fortalecimento do Sistema e do varejo em todo país”.

Lançado em outubro do ano passado, o PNDV foi desenvolvido com o objetivo de melhor o ambiente de negócios e acelerar o desenvolvimento de vantagens competitivas no setor varejista, por meio da identificação, proposição e disseminação de Políticas Públicas e do fortalecimento das lideranças do setor.

Sobre o PNDV

Serão realizadas ações do PNDV em todas as regiões do país, atingindo mais da metade dos estados. O projeto prevê a realização de quatro tipos de eventos para: elaboração de propostas de Políticas Públicas para o desenvolvimento do varejo; disseminação de propostas para o desenvolvimento do varejo e articulação junto aos atores políticos locais; propagação de ferramentas tecnológicas inovadoras e articulação do tema junto ao poder público local e qualificação de lideranças empresariais e dirigentes do Sistema CNDL para melhoria do ambiente de negócios do varejo e estruturação das demandas do setor na agenda governamental.

Ao final do projeto terão sido investidos R$ 3,5 milhões, valor destinado, principalmente, à organização de eventos com líderes e dirigentes lojistas e à criação de políticas públicas para o setor. A CNDL é responsável por 30% do valor do convênio e os outros 70% ficam a cargo do SEBRAE. A aplicação dos recursos é de responsabilidade da Confederação, de acordo com as necessidades de cada estado que será beneficiado com a parceria das duas instituições.

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Inadimplência atinge 58,9 milhões de brasileiros negativados em fevereiro

Em 12 meses, o saldo é de 900 mil consumidores brasileiros a mais nas listas de inadimplência. Quase metade da população entre 30 e 39 anos está negativada

O número de pessoas físicas inadimplentes mostrou leve alta no mês de fevereiro, avançando 0,41% na comparação com o mesmo período de 2016, de acordo com o indicador elaborado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Apesar deste cenário de acomodação no número de negativados, os órgãos estimam que, em um ano, houve um saldo de 900 mil consumidores que passaram a fazer parte de listas de restrição de crédito. No total, 58,9 milhões de brasileiros estão negativados, contra 58,0 milhões em 2016. Isso significa que, em termos percentuais, 39,25% dos brasileiros estão com o nome sujo.

A estimativa por faixa etária indica que é entre 30 e 39 anos a maior frequência de negativados, uma vez que em fevereiro quase metade dessa população (49,85%) estava com o nome incluído em listas de proteção ao crédito– um total de 17,0 milhões de pessoas. Vale destacar ainda que uma quantidade significativa das pessoas entre 40 e 49 anos está inadimplente (46,86%, ou 12,9 milhões, em números absolutos), bem como entre os consumidores de 25 a 39 anos (46,81%, ou 8,0 milhões).

O presidente da CNDL, Honório Pinheiro, destaca que o fenômeno de desaceleração do crescimento da inadimplência vem desde o segundo trimestre de 2016 e é influenciado pelo cenário recessivo. “Com a redução da capacidade de pagamento e de tomada de crédito pelas famílias, há mais dificuldade do consumidor se endividar e, com menos dívidas, é mais difícil que ele se torne inadimplente”, explica Honório Pinheiro.

Região Norte concentra maior número relativo de negativados

De acordo com o indicador, a Região Norte concentra o maior número relativo de inadimplentes, já que os 5,27 milhões de negativados representam 45,25% de sua população. Em termos absolutos, o Sudeste se destaca – são 25,08 milhões de pessoas, ou 38,53% de residentes adultos na região.

A região com menor número relativo de negativados é a Sul, com 37,06%, ou 8,25 milhões de residentes adultos nesta situação. O Centro-Oeste possui o menor número absoluto de negativados: 4,75 milhões, que representam 41,58% da população com mais de 18 anos. O Nordeste possui 15,57 milhões de inadimplentes – 39,21% da população.

Dívidas caem -3,53% em fevereiro, na comparação com o mesmo período de 2016

No mês de fevereiro, o indicador do SPC Brasil e da CNDL também analisou que houve variação negativa de -3,53% no volume de dívidas em nome de pessoas físicas na comparação com o mesmo mês de 2016. Esta foi a menor variação de toda a série histórica.

Os dados por setores revelam que os segmentos de bancos e água e luz apresentaram aumento no número de dívidas em 12 meses, com altas de 0,59% e 7,27% respectivamente. Por outro lado, o setor de comunicação teve a maior queda, com 18,61% na comparação com fevereiro de 2016.

O levantamento também aponta que os bancos concentram a maior parte das dívidas no país (48,86% do total), com o comércio (19,99%) e o setor de comunicação em seguida (12,89%).

Metodologia

O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) têm acesso. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

Fonte: CNDL

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Setor varejista aposta em retomada do crescimento em 2017

Apesar do cenário de recessão vivido pelo Brasil nos últimos dois anos ocasionado pela aceleração da inflação, taxa de juros alta, perda de credibilidade do governo, falta de investimentos internacionais e queda de 6,2% apresentada pelo varejo em 2016, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), especialistas apostam na retomada do crescimento econômico.

Conforme aponta Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil apresentava aproximadamente 12,1 milhões de desempregados ao final de 2016. O setor varejista, que é responsável por 12% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e contribui de forma expressiva na geração de emprego e renda no país, sente as consequências da queda no consumo e do aumento da inadimplência. Se considerarmos o ano de 2014 como o início da recessão, o país acumulou queda de 9%.

Retomada –Mesmo com o recuo de 3,6%, no PIB, divulgado pelo IBGE na última terça-feira (07/03), sendo o segundo ano seguido da queda do indicador já que em 2015 caiu 3,8%, os especialistas preveem uma retomada da conjuntura econômica.

O doutor em economia e secretário de Planejamento e Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Marcos Adolfo Ferrari, conversou, com exclusividade, com o Portal da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e citou alguns fatores que já dão sinais concretos desse crescimento. Um exemplo é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2017.

“Nós temos mais um resultado positivo do IPCA com 0,33% em fevereiro, abaixo da expectativa de mercado novamente. Já tivemos uma boa surpresa em janeiro com o IPAC em 0,38%. Nossa expectativa é de um crescimento anual de 2% no último trimestre de 2017 e o que vai contribuir para esse crescimento é o ambiente benigno da inflação.”, detalha o secretário.

Segundo Ferrari, esse resultado positivo do IPCA abre espaço para reduzir as taxas de juros e afrouxar a política monetária. O impacto no custo do crédito estimula o crescimento, além de ter o aumento da massa salarial real.

FGTS – Uma outra medida apontada como um impulso para o reaquecimento econômico é a liberação dos saques das contas inativas do FGTS. O valor disponível para saques em todo país é de R$43,6 bilhões, sendo que desse total R$12 bilhões são depositados automaticamente para os correntistas da Caixa Econômica Federal.

De acordo com as projeções do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, serão aproximadamente R$30 bilhões em recursos injetados na economia, o que equivale a 0,5% do PIB. No total, 30,2 milhões de trabalhadores poderão realizar os saques, sendo que 80% possuem até 1.500 reais nas contas.

Pesquisa realizada pela CNDL e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que entre os entrevistados que pretendem realizar os saques, o dinheiro sacado deve ser destinado principalmente ao pagamento de dívidas (38%, sobretudo entre as classes C, D e E, 44%), pagamento contas do dia a dia (34%) e para guardar ou investir (20%, especialmente entre as classes A e B, 31%).

O presidente da CNDL, Honório Pinheiro, destaca a expectativa do setor. “ A retomada é apontada pelos indicadores. Apesar da queda do PIB, apresentada essa semana, a expectativa é de estabilização nos próximos meses. Para reforçar essa estabilização a liberação do saldo das contas inativas do FGTS deve reduzir a inadimplência e gerar um potencial de consumo, retomando o consumo agregado no varejo”, ressalta.

Reformas Estruturantes  

A reaquecimento da economia também está ligado às reformas estruturantes como a Previdenciária, Trabalhista e Tributária. De acordo com o Ministério do Planejamento, 90% das despesas das despesas públicas são despesas obrigatórias, sendo que só o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) é responsável por 45%. Se o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) e outros benefícios previdenciários entrarem nessa conta, o número aumenta para 55%.

“A PEC da Previdência vai ajudar a manter as contas públicas equilibradas a médio e longo prazo. Acreditamos que com a reforma teremos um impacto positivo no consumo e para o pequeno lojista fazendo que ele consiga sentir os efeitos positivos da reforma”, apontou o economista.

Outro ponto importante para o setor varejista é a modernização das leis trabalhistas que gerará um impacto positivo no setor, uma vez que permite uma gestão mais eficiente dos recursos. “O trabalho intermitente tem potencial de gerar 2,5 milhões de empregos”, apontou Honório Pinheiro.

Fonte: CNDL

Consumidor

Saiba como aproveitar o Dia do Consumidor para atrair clientes

Facilitar a vida do consumidor e melhorar a experiência que ele vai ter ao procurar o seu comércio são formas de ter um destaque maior nesta data

Atrair o consumidor e tratá-lo de maneira adequada é indispensável para o varejo. Criado com esse propósito, o Dia do Consumidor será celebrado no próximo dia 15 de março. Segundo o Ebit, o comércio eletrônico brasileiro espera faturar R$ 224 milhões na data, valor que representa uma alta de 18% ante o mesmo período de 2016.

Existem algumas dicas importantes que os varejistas podem seguir para aproveitar o Dia do Consumidor  e alcançar um bom resultado nas vendas. Saiba quais são e qual a melhor forma de usar cada uma delas:

Facilite a vida do consumidor

Devido ao crescente uso de dispositivos móveis pelos consumidores, como smartphones e tablets, é necessário que os lojistas pensem ainda mais em como se comunicar com o público-alvo, avalia Willians Marques, diretor geral da Tray, unidade de e-commerce da Locaweb.

“A discussão não é mais sobre adaptação, mas sim otimização e como melhorar a experiência do usuário”, afirma. “O consumidor passou a utilizar o dispositivo móvel para de fato tomar a decisão sobre a compra. Com a chance de poder pesquisar de qualquer lugar e, em tempo real, a plataforma se tornou fundamental para o consumidor que não quer perder boas compras e promoções”, completa.

Melhore a experiência

“Entender o consumidor é entender a experiência dele com sua marca. Por isso, proporcione sempre a melhor experiência desde o primeiro contato, passando pela compra, pelo pós-venda e finalmente a recompra”, avalia Rouman Ziemkiewicz, CSO da Mutant, empresa especializada em Customer Experience.

“Não estar ligado à jornada do cliente, é receber o seu contato através de vários canais diferentes, mas não atendê-lo de forma coerente”, avalia o executivo. “É importante lembrar que uma única experiência ruim pode destruir todo o trabalho de relacionamento – 25% das pessoas não voltam após uma vivência negativa”, complementa.

Diversifique os canais

O novo cliente está muito mais exigente. Ele quer mais por menos. Além disso, as redes sociais deram poder para os consumidores insatisfeitos desmascararem marcas que mentem e enganam. Por isso, é importante buscar outras formas de se comunicar com esse cliente, avalia Mauricio Salvador, presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). “As empresas devem investir em diversificação de canais. Tem que estar nos buscadores, nos e-mails, nas redes sociais e onde mais estiver o consumidor”, aconselha.

Procure o cliente online

Para o consumidor, já não há distinção entre físico e digital. Ele procura pelas melhores ofertas e condições de compra. Portanto, não meça esforços para buscar esse cliente também no online, avalia Salvador.

“As crises fazem as pessoas se tornarem mais criativas. O consumidor sumiu da loja física? Vou buscá-lo no online. Em todos os países que passaram por crise na última década, incluindo Europa, Ásia e Estados Unidos, o comércio eletrônico cresceu”, afirma. “No Brasil também acontece a mesma coisa. Apesar disso, muitas empresas ainda têm barreiras culturais e acham que o online conflita com seu canal de vendas. Essas empresas não irão sobreviver”, complementa Salvador.

Conheça e fidelize o consumidor

É importante que o consumidor sinta-se sempre valorizado e cuidado. O dia criado especialmente para ele é uma ótima oportunidade para as marcas mostrarem a importância que dão a ele. Por isso, a dica é para aproveitar o momento e se aproximar, afirma Victor Popper, diretor geral da All iN, unidade de marketing de relacionamento digital da Locaweb.

“Criar campanhas convidativas e que estimulem o cliente a deixar pistas daquilo que ele deseja comprar nos próximos meses ou datas comemorativas. Assim, o lojista tem a oportunidade de oferecer o produto certo para quem o procura – por meio de ferramentas especializadas –, aumentando assim as chances de conversão”, ressalta, finalizando as dicas para conquistar clientes no Dia do Consumidor.

Fonte: Brasil Econômico

 

 

FGTS

Consultei o saldo e não apareceu o valor da minha conta inativa do FGTS. O que fazer?

Saque poderá ser feito até 31 de julho por trabalhadores que pediram demissão ou foram mandados embora por justa causa até 2015.

O saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) inativo começou a ser feito a partir de 10 de março pelos trabalhadores que pediram demissão ou foram mandados embora por justa causa até dezembro de 2015. Mas muitos beneficiários têm procurado as agências da Caixa Econômica Federal porque alegam que, ao consultar o saldo na internet, não aparece o saldo das contas inativas.

SAIBA TUDO SOBRE AS CONTAS INATIVAS DO FGTS

A Caixa esclarece que o site exclusivo www.caixa.gov.br/contasinativas só traz as informações sobre as contas inativas contempladas pela medida provisória 763/2016, ou seja, nos casos em que o trabalhador ou pediu demissão ou foi mandado embora por justa causa. Já o aplicativo do FGTS mostra todas as contas, tanto as ativas quando as inativas, assim como o site oficial (www.caixa.gov.br).

Há várias situações em que é comum que não apareça na consulta pelo canal exclusivo o saldo da conta inativa, segundo a Caixa. As principais são no caso do trabalhador temporário, que já é automaticamente contemplado quando o contrato por prazo determinado acaba; o trabalhador demitido sem justa causa, que também não terá o saldo no site porque já recebeu o dinheiro; erros de informação por parte da empresa ao lançar o FGTS do empregado; quando a empresa não dá baixa no contrato de trabalho e a conta do FGTS continua ativa; o valor do FGTS não foi depositado pelo empregador; erro cadastral no PIS/NIS, como número de CPF, nome do beneficiário que aparece com o de solteiro e ele é casado, data de nascimento divergente e nome da mãe cadastrado errado.

O diretor executivo do FGTS da Caixa, Valter Nunes, explica que em muitos casos as pessoas já podiam sacar o valor por estarem dentro das 16 hipóteses em que os saques das contas do FGTS são liberados independente do calendário. Entre elas estão trabalhadores ou dependentes portadores do vírus HIV; pessoas em tratamento contra o câncer; doentes em estágio terminal em razão de doença grave e aposentados (veja a relação completa abaixo). Por não se tratarem das contas inativas liberadas pelo governo, o saldo também não vai aparecer no extrato.

Segundo a Caixa, contas sem data e código de movimentação (afastamento) informados ou que necessitam de acerto cadastral não são apresentadas em “consulte suas contas inativas”.

O trabalhador deve ir até uma agência da Caixa com a documentação de identificação pessoal, documento que comprove o vínculo empregatício finalizado até 31/12/2015 e, conforme o caso, documento específico que comprove a alteração necessária, por exemplo, a certidão de casamento.

Fonte G1

 

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Inflação oficial desacelera e é a mais baixa para fevereiro desde 2000

A inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), perdeu força de janeiro para fevereiro, passando de 0,38% para 0,33%, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (10). Essa taxa é a mais baixa para o mês desde 2000, quando chegou a 0,13%.

Em 12 meses, o IPCA desacelerou para 4,76%, ficando mais próximo da meta de inflação do Banco Central, de 4,5%. Segundo o IBGE, em janeiro, para o mesmo período, o índice havia ficado em 5,35%.

Em fevereiro, quem impediu que o índice ficasse ainda mais baixo foi o grupo de gastos com educação, cuja variação subiu de 0,29% para 5,04%, representando 70% do IPCA. A maior pressão partiu dos reajustes praticados no início de cada ano. As mensalidades dos cursos regulares, por exemplo, subiram 6,99%.

Os transportes também contribuíram com o resultado do IPCA deste mês. O índice passou de 0,77% para 0,24%, influenciado pelo preço das passagens aéreas, que exerceram o maior impacto individual sobre a inflação oficial ao cair 12,29%.

Alimentos

Os preços dos alimentos, que vinham subindo, também começaram a cair. De uma alta de 0,35%, o grupo foi para uma queda de 0,45%. Esse foi o menor resultado desde julho de 2010. Considerando apenas os meses de fevereiro, esta é a queda mais intensa desde o início do Plano Real (1994). Vários alimentos ficaram mais baratos em fevereiro, como feijão-carioca (-14,22%) e frango inteiro (-3,83%).

Segundo o analista de Índices de Preços do IBGE Fernando Gonçalves, os preços dos alimentos compensaram a alta nos gastos com educação. “A alimentação tem um peso muito grande no orçamento das famílias e na composição do IPCA”, afirmou.

De acordo com o pesquisador, a queda nos preços dos alimentos é explicada pela safra de grãos, que foi mais favorável. “No ano passado tivemos chuvas muito fortes, e alguns lugares com seca, o que atrapalhou a lavoura. Neste ano agora, as chuvas estão mais bem distribuídas, favorecendo a lavoura.”

A queda nos preços dos alimentos fez com que a alimentação em domicílio registrasse baixa de 0,75% ante uma alta de 0,17% em janeiro. Já a alimentação fora de casa registrou alta de 0,11%.

“Apesar de ter tido uma variação positiva, a alimentação fora de casa também apresentou queda, já que em janeiro a variação foi de 0,69%. Mas isso não significa que ficou mais barato comer fora de casa”, destacou o analista do IBGE.

Com pesos menores na composição do índice estão vestuário, de -0,36% para -0,13%, e comunicação, de 0,63% para 0,66%.

Inflação em março

Ainda segundo o analista do IBGE, a inflação em março sofrerá impacto dos reajustes nas tarifas de energia elétrica em todas as regiões do país. A telefonia fixa também poderá apresentar impacto no índice, já que no dia 25 de fevereiro houve redução nas ligações de fixo para móvel.

“Estamos chegando agora no nível dos 4% [do índice acumulado nos últimos 12 meses]. A gente vinha de níveis bem mais elevados. No ano passado estava em torno de 10%. Vamos aguardar para ver como a coisa se comporta nos próximos meses, se a gente consegue permanecer no mesmo patamar.”

INPC

O IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). De janeiro para fevereiro, a taxa passou de 0,42% para 0,24%. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice desacelerou para 4,69%, ficando abaixo dos 5,44% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Fonte: G1