Arquivo mensais:abril 2017

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Dois em cada dez consumidores inadimplentes foram negativados por emprestarem o nome a terceiros, mostram SPC Brasil e CNDL.

Apesar dos transtornos gerados, 24% voltaram a emprestar o nome a outras pessoas. Falta de dinheiro é a principal justificativa para quem pega emprestado e não paga

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com consumidores negativados, ou que estiveram nesta situação nos últimos 12 meses, mostra que 17% dos entrevistados ficaram inadimplentes por terem emprestado o nome para terceiros – principalmente para amigos (31%) e irmãos (22%).

Apesar dessa prática não ser considerada adequada para as finanças, mais da metade dos entrevistados (51%) afirmou que o principal motivo para emprestar seus dados, cartão ou cheque foi o de ajudar. Para o educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, o dilema de quem empresta o nome a terceiros é compreensível, mas a situação raramente termina bem: “É difícil dizer não a amigos ou parentes, mas é preciso lembrar que talvez essa pessoa esteja pedindo ajuda porque não pôde comprovar sua renda ou então porque não conseguiu pagar uma dívida anterior. Seja qual for o motivo, o risco de que não consiga honrar o compromisso sempre existe”, afirma.

A pesquisa mostra que 49% dos entrevistados sabiam o valor que seria gasto em seu nome por terceiros e outros 18% tinham acordado um valor, porém a pessoa ajudada utilizou mais do que o acordado inicialmente. Já 32% não tinham conhecimento do valor utilizado. Em 41% dos casos a dívida foi paga exclusivamente pela pessoa que emprestou o nome e em apenas 3% as pessoas que usaram o nome pagaram integralmente a dívida deixada por terceiros.

Considerando os inadimplentes que emprestaram o nome e pagaram ao menos parte da dívida (47%), 56% deles tiveram que fazer algo para conseguir limpar o nome, principalmente economizar e cortar alguns gastos (36%) e usar parte da reserva financeira (11%), sendo que a média da dívida corresponde a R$ 1.215. A pesquisa ainda mostra que 43% dos entrevistados que emprestaram o nome e fizeram ao menos parte do pagamento não cobraram o devedor.

Falta de dinheiro é a principal justificativa para quem pega emprestado e não paga

De acordo com o levantamento, a principal justificativa de quem não devolveu a quantia que pegou emprestado é a falta de dinheiro (33%) – já em 19% dos casos a pessoa desapareceu e não tem como ser cobrada. A relação pessoal ficou abalada em pelo menos 69% desses casos.

Apesar dos transtornos gerados pela atitude de emprestar o nome para terceiros, 24% dos entrevistados que fizeram isto voltaram a emprestar o nome a outras pessoas, principalmente para evitar mágoas (11%).

Vignoli acrescenta que é importante pensar bem antes de aceitar o pedido: “Não se deve tomar uma decisão dessas sem antes considerar cuidadosamente a questão. Você tem o dinheiro para honrar a dívida, caso a pessoa que pediu seu nome não possa pagar? Do contrário, você é que ficará inadimplente, tendo de enfrentar a restrição ao crédito e todos os transtornos relacionados a essa situação.”

Fonte: SPC Brasil

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Palestra sobre Terceirização e seus reflexos.

Hoje, 13 de Abril, foi realizado no auditório da CDL Vitória um café da manhã com empresários de Vitória para esclarecer a Lei (13.429/2017), sancionada pelo Governo Federal que permite a terceirização de todos os setores da empresa.

A palestra contou com a presença de aproximadamente 70 empresários que ouviram como essa lei vai impactar nos seus negócios, relação do empregador com a empresa terceirizada, treinamento da equipe e direitos trabalhistas dos funcionários.

Os participantes no final tiraram as suas dúvidas com os advogados João Gomes Neto e Nilson dos Santos Gaudio sobre o tema e conteúdos relacionados.

A CDL em Movimento é uma iniciativa da CDL Vitória e consiste em atualizar os lojistas e associados sobre temas de relevância para a condução de seus negócios. Serão realizadas palestras e reuniões com temas voltados para área de varejo, produtos e serviços.

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39% dos consumidores vão gastar menos na Páscoa, revela pesquisa do SPC Brasil.

57% dos brasileiros pretendem comprar na data; 21% vão participar de ‘amigo chocolate’ e mais de um terço dos entrevistados vão às compras mesmo com dívidas em atraso. Gasto médio será de R$ 140,00.

Com a economia ainda em recessão e o desemprego crescente, as vendas na Páscoa deste ano não devem apresentar crescimento expressivo. Uma sondagem realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais mostra que entre os consumidores que vão realizar compras na Páscoa, 39% planejam diminuir os gastos na comparação com o ano passado, principalmente as mulheres (47%). O aumento dos preços dos ovos de chocolates e demais produtos típicos do período sem que a renda também tenha crescido (42%), além do desemprego (21%), são as razões mais mencionadas entre quem acha que vai gastar menos na data comemorativa. No total, 57% dos brasileiros vão presentar alguém nesta Páscoa. Três em cada dez (28%) consumidores estão indecisos e 15% disseram abertamente que não realizarão compras.

Levando em consideração os consumidores que não vão comprar chocolates, os motivos mais citados são endividamento e a priorização de dívidas (22%). A falta de costume ou o fato de não gostarem da data (18%) e o desemprego (17%) completam a lista de justificativas. Entre os indivíduos da classe C, o percentual de endividamento (28%) e desemprego (22%) são ainda maiores do que para o restante da amostra.

“A piora da economia ainda exerce um forte impacto sobre o consumidor, que acaba sendo obrigado a limitar seus gastos para organizar as finanças. Diante dessas dificuldades, até mesmo datas comemorativas de grande apelo como a Páscoa, acabam sofrendo com a priorização de gastos do brasileiro. Cabe ao empresário do varejo investir em promoções, preços atrativos e em estratégias de vendas para atrair os consumidores que estão indecisos, que representam um grande percentual”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Para 56% dos compradores, preços estão mais caros; 89% vão pesquisar

O levantamento revela ainda que 56% dos consumidores ouvidos têm a sensação de que os preços dos produtos para a Páscoa estão mais caros neste ano do que em 2016. Para 24%, os valores estão na mesma faixa e apenas 4% acreditam em preços menores. Diante da conjuntura de preços estão mais salgados, a pesquisa também mostrou que maioria (89%) dos compradores pretende fazer pesquisa de preço antes de levar os ovos ou demais produtos para casa. O comportamento surge com mais força entre as pessoas da classe C (91%) e as mulheres (93%).

A atual crise econômica é mencionada por sete em cada dez (67%) consumidores para justificar a percepção de preços mais elevados no comércio. Outros 25% disseram que os preços estão mais altos por tratar-se de uma data comemorativa, em que a procura pelos chocolates aumenta de forma considerável.

“A pesquisa de preço é um importante instrumento para quem quer economizar. Como os valores dos ovos, geralmente, variam bastante de um estabelecimento para o outro ou entre marcas, é fundamental reservar um tempo para procurar as melhores condições, inclusive usando a internet a seu favor”, orienta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Não tão popular quanto o amigo secreto nas festas natalinas, o ‘amigo chocolate’ pode ser uma alternativa para quem quer gastar menos. A pesquisa revela que entre quem vai presentear alguém, 21% vão entrar na brincadeira, que será feita, sobretudo, entre familiares (62%), amigos (42%) e colegas de trabalho (35%). O gasto médio com o presente do ‘amigo chocolate’ será de R$ 36.

Supermercados serão o principal centro de compra

Os tradicionais ovos de chocolates (65%) despontam na preferência entre os produtos mais procurados nesta data. Outros itens que despertam o interesse dos consumidores são as caixas de bombons (53%), ovos de chocolate infantis (46%), barras de chocolate (37%), chocolates artesanais e caseiros (23%), colombas pascoais (14%) e também bebidas, como vinho (10%).

O principal local de compra deverá ser os supermercados, com 71% de citações. Depois surgem os shopping centers (24%), as lojas de departamento (22%) e também vendedores de chocolates caseiros (16%). Na avaliação dos entrevistados, os fatores que mais influenciam na escolha do local de compra são a atratividade do preço (61%), as promoções e descontos oferecidos (51%) e a qualidade dos produtos (48%).

A pesquisa também revela que as pessoas mais presenteadas na data serão os filhos (58%), os maridos e as esposas (46%). As mães (34%), os próprios entrevistados (32%) e os sobrinhos (31%) completam a lista. As mulheres presentearão principalmente os filhos (64%), ao passo que os homens darão presentes sobretudo para as esposas (54%). A maioria (61%) dos entrevistados deve comemorar a Páscoa na própria casa.

Maioria vai pagar em dinheiro; 34% vão gastar até R$ 100 com ovos e produtos

No total, pouco mais de um terço (34%) dos compradores gastará até R$ 100 com chocolates e produtos típicos da Páscoa, mas a média geral, considerando todos os que pretendem comprar, é de R$ 139, na soma dos itens comprados.

Embora tenham manifestado a intenção de presentear alguém na Páscoa, quatro em cada dez (40%) entrevistados ainda não definiram o número de itens a serem adquiridos. Entre aqueles que já se planejaram nesse sentido, a média é de cinco produtos por pessoa.

Outra constatação do levantamento é que a maior parte (41%) dos consumidores pretende ir às compras nesta primeira semana de abril, enquanto 35% vão deixem para última hora, adquirindo os produtos na semana anterior à data de comemoração.

O pagamento à vista (70%) será de longe a forma de pagamento mais usada na Páscoa deste ano, seja em dinheiro (56%) ou no débito (14%). O cartão de crédito em parcela única, segunda modalidade preferida para comprar chocolates neste ano, é citada por apenas 15% dos consumidores, e o cartão de crédito parcelado teve 11% de menções. Entre os que pretendem parcelar as compras, a média será de quatro prestações. Ou seja, até o mês de julho, muitos desses consumidores estarão com o orçamento comprometido para o pagamento de dívidas.

5% ficaram com o nome sujo por causa da Páscoa passada

Ainda que evitar comprar presentes em datas comemorativas possa ser uma alternativa para economizar e colocar o orçamento em ordem, para parte dos entrevistados, essa não é escolha: 10% admitem que costumam gastar mais do que suas finanças permitem para presentearem na Páscoa e 3% até deixarão de pagar alguma conta para comprar chocolates ou produtos neste ano.

Outro dado que inspira preocupação e denuncia o comportamento imprudente de alguns consumidores é que 5% dos entrevistados que fizeram compras na Páscoa do ano passado ficaram com o nome sujo por não quitarem as parcelas das compras, sendo que 3% ainda se encontram nessa situação. Entre quem vai presentear em 2017, mais de um terço (34%) reconhece que tem pelo menos uma conta em atraso e 30% estão com o CPF inscritos em cadastros de inadimplentes.

“Em um momento de grandes incertezas e pouco propício ao endividamento, o ideal é fazer compras à vista. Diminuir o tamanho dos ovos, presentear menos pessoas e ser criativo na hora de agradar são outras saídas válidas. A Páscoa é apenas a primeira data comemorativa do ano e pode ser arriscado já comprometer o orçamento com prestações ainda com muitos meses pela frente”, orienta o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

Fonte: SPC Brasil

cartao de credito

Nova regra do rotativo traz melhores condições de pagamento, mas consumidor deve controlar o uso do cartão de crédito, orienta SPC Brasil.

Mudança nas regras do cartão não elimina os riscos de endividamento. Planejamento e disciplina nos gastos são as melhores práticas para pagar a fatura em dia

Entra em vigor a partir da próxima segunda-feira (3 de abril) a nova regra para pagamento da fatura do cartão de crédito. Com a mudança, o consumidor só poderá permanecer no crédito rotativo até o vencimento da fatura seguinte, impossibilitando, a sua renovação mês a mês de maneira indefinida. Ou seja: o limite do crédito rotativo será de apenas trinta dias. Depois disso, o valor atrasado deverá ser pago ou financiado por meio uma linha de crédito parcelada oferecida pela operadora do cartão, obrigatoriamente com condições melhores do que o parcelado. Na prática, uma dívida com taxas de juros que atualmente podem chegar a 490% ao ano é trocada por uma com taxa média de 160%.

A medida tomada pelo governo federal tem o objetivo de evitar o superendividamento e reduzir os juros cobrados, o que pode diminuir a incidência de consumidores inadimplentes com essa modalidade de crédito, que é a mais cara do mercado, superando a do cheque especial. Hoje, a inadimplência do cartão de crédito rotativo para pessoas físicas é de 33,2% do total de operações, enquanto do parcelado é de apenas 1,2%.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, as novas regras deverão facilitar o pagamento de dívidas atrasadas no cartão de crédito. “Antes que o consumidor se surpreenda com o crescimento exponencial da sua dívida no rotativo, que cobra juros elevadíssimo, ele terá a oportunidade de parcelar essa pendência com uma taxa de juros menor. Como o valor final da dívida será menor do que se estivesse no rotativo, o seu pagamento poderá ser mais fácil, evitando que o consumidor tenha seu nome inserido nos cadastros de inadimplentes”, diz o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Apesar da nova modalidade ser positiva, a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, alerta que programar-se para pagar a fatura até a data de vencimento continua a ser a melhor atitude e que o consumidor não deve interpretar as novas regras com financiamento mais barato da dívida como um incentivo ao uso desenfreado do cartão de crédito. “Por mais que a nova regra seja bem-vinda para o consumidor, isso não diminui a necessidade de ter cautela nos gastos com o cartão de crédito. É bom lembrar que as altas taxas do crédito rotativo continuam a ser cobradas no primeiro mês de atraso”, explica.

Porém, se o atraso no pagamento for inevitável, o consumidor deve escolher opções que ofereçam melhores condições, inclusive pesquisando os juros praticados pelos diversos bancos, que podem variar. “É sempre recomendado que a dívida do cartão, ainda que parcelado, seja trocada pelo crédito pessoal consignado, por exemplo, que é em geral mais barato para o consumidor e descontada automaticamente da folha de pagamento”, recomenda a economista.

Fonte: SPC Brasil

Consumo

Classes C, D e E são as que mais compram sem necessidade, motivadas por promoções, diz SPC Brasil

Pesquisa investigou hábitos relacionados ao consumo e economia de dinheiro do consumidor brasileiro

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) buscou identificar os comportamentos consumistas dos brasileiros de acordo com seus hábitos relacionados à utilização e à economia de dinheiro. Os resultados considerados no levantamento foram baseados nos entrevistados que concordaram ou discordaram das afirmações apresentadas, e os dados mostram que um terço (33%) desses consumidores compra sem necessidade motivado por promoções, especialmente entre as classes C, D e E (35%), entre as mulheres (38%) e as pessoas de 18 a 34 anos (42%). Outro dado mostra que 22% afirmam ter esse comportamento na maioria das vezes.

Ainda com relação a práticas consumistas, 42% dos consumidores que responderam à pergunta costumam comprar parcelado para conseguir comprar tudo o que querem, enquanto quatro em cada dez (40%) não procuram meios alternativos para economizar em saídas ou baladas, como reuniões em casa ou na casa de amigos.

O educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, diz que, principalmente devido à recessão, é preciso administrar o orçamento pessoal com cautela. “Estamos no início do ano e, ao que tudo indica, ainda teremos dificuldades em 2017. Portanto, é importante controlar os impulsos de consumo e evitar locais e situações tentadoras que favoreçam compras desnecessárias”, avalia.

Maioria dos entrevistados diz adotar alguma prática de consumo colaborativo para economizar

Apesar de uma parte considerável dos entrevistados admitir ter atitudes consumistas, o estudo indica que a maioria dos consumidores diz adotar práticas colaborativas ou conscientes com o objetivo de economizar. Oito em cada dez (78%) fazem em casa serviços que poderiam ser contratados fora, como cinema, lanches, manicure e pet shop, 74% utilizam transporte coletivo ou caronas (principalmente as mulheres, 80%, e as classes C, D e E, 78%), e 51% vão aos lugares a pé ou de bicicleta para poupar com transporte (sobretudo entre as classes C, D e E, 55%).

Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o mau momento da economia estimula essas atitudes, que são estratégias capazes de fazer com que o orçamento renda mais. “Abrir mão da comodidade de contratar um serviço fora de casa, ou de gastar com algum item supérfluo, pode ser a diferença entre o equilíbrio e o desequilíbrio financeiro. É importante que o consumidor faça a distinção entre o que é necessidade e o que é desejo, e, nesse segundo caso, tenha clareza de quanto ele pode gastar”, afirma.

José Vignoli diz que a adoção de práticas de consumo colaborativo pode contribuir para o bem de todos. “ As atitudes individuais podem, sim, fazer a diferença. Nos grandes centros urbanos, por exemplo, a utilização de meios de transporte coletivo ou alternativo faz toda a diferença”, finaliza.

Fonte SPC Brasil