Arquivo mensais:maio 2017

Liberdade de impostos -

Comércio vende produtos com descontos para conscientização da alta carga tributária no Brasil.

Dia da Liberdade de Impostos (DLI) terá descontos de até 80%

No dia 1º de junho, o comércio varejista terá grandes descontos em estabelecimentos de 12 estados do país e no Distrito Federal. Parece uma grande promoção, mas trata-se da 9ª edição do Dia da Liberdade de Impostos (DLI), ação comandada pela Câmara de Dirigentes Lojistas Jovem (CDL Jovem) para conscientização da alta carga de impostos no Brasil e apoiar a simplificação tributária.

Para marcar a data, mil lojas e 10 shoppings em todo território nacional vão oferecer produtos com até 80% de desconto. Postos de gasolina também vão aderir a ação da CDL Jovem com a venda de 100 mil litros de combustível com cerca de 40% de desconto. Os preços, bem abaixo dos praticados normalmente, equivalem ao valor dos impostos embutidos nos produtos. “A ideia do DLI é advertir para a altíssima carga tributária paga pelo consumidor e o baixo retorno na forma de serviços prestados pelo estado”, explica o coordenador da CDL Jovem, Pablo Guterres.

O Brasil figura na lista dos países que possuem uma das maiores cargas tributárias do mundo. Para se ter uma ideia, até o dia 31 de maio já havia sido arrecadado R$1 trilhão em impostos no Brasil.

Estimativa feita pela CDL Jovem, com base em estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostra que em 2017, os brasileiros vão trabalhar aproximadamente 5 meses apenas para pagar impostos. Atualmente, trabalha-se o dobro do que na década de 1970 para pagar a tributação. “Mais de 40% do salário do trabalhador vai para o pagamento de impostos. Para o varejo, a situação inibe cada vez mais o consumo do cidadão”, acrescenta Guterres.

Participarão do DLI, no dia 1º de junho, os estados de Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul.

CDL Jovem

A CDL Jovem (Câmara de Dirigentes Lojistas Jovem) é o órgão complementar que integra o Sistema CNDL e tem como objetivo desenvolver jovens empresários lojistas, com espírito de liderança e empreendedorismo, para a vida profissional e para seguirem carreira nas entidades. Responsável por promover fórum de discussões, integrando ideias, conceitos e experiências a partir de reuniões, palestras, seminários e eventos. A Coordenação Nacional da CDL Jovem, surgiu para assessorar e integrar as demais CDL Jovem e alinhar as ações de cada uma, convergir ideias, e expandir o número de órgãos no país.

consumnidor

Confiança dos consumidores tem queda de 4% e recua para 40,5 pontos em abril.

Orçamento apertado, desemprego e baixo poder de compra são os principais motivos. Momento atual é visto como ruim, mas consumidores esperam cenário melhor nos próximos seis meses

Em abril de 2017, o Indicador de Confiança do Consumidor (ICC), apurado pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), registrou 40,5 pontos, abaixo do observado no mês anterior (42,3). Em termos percentuais, o recuo foi de 4,1% e reflete quedas tanto da avaliação do momento atual como das expectativas para o futuro.

“Na passagem de março para abril, o consumidor percebeu um noticiário político bastante negativo, o que reforçou o receio de novas instabilidades. No cenário econômico, o desemprego, seguiu crescendo, contribuindo para o resultado de abril”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. “A combinação do risco de novas instabilidades políticas e a atividade econômica ainda fraca explicam a dificuldade de a confiança se estabelecer num nível satisfatório”, afirma.

Percepção do cenário atual: economia está ruim para 82% dos consumidores

O subindicador de Percepção do Cenário Atual registrou 28,9 pontos em abril de 2017, também abaixo do verificado em março (30,1). Em termos percentuais, a queda foi de 3,7%. “Apesar de a economia emitir sinais de recuperação, o cenário ainda é difícil para o consumidor. O desemprego segue em alta, a queda da taxa Selic ainda não repercute nas taxas de juros do mercado e a inflação, por mais que tenha desacelerado, não se traduz em ganho do poder de compra”, analisa a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

O subindicador é composto pela avaliação do consumidor em dois pontos: a economia do Brasil e a sua própria situação financeira. Com relação à economia, a avaliação pontuou 18,3 pontos. Cerca de 82% dos entrevistados acreditam que a situação está ruim ou muito ruim, contra somente 1% que consideram a situação boa ou muito boa. Para 16%, o quadro econômico atual é regular. Entre os que fazem uma avaliação negativa, a maioria relativa (53%) atribui este resultado à corrupção e ao mau uso dos recursos públicos. Outros 20% creditam ao alto desemprego e 15% disseram que os preços dos produtos aumentaram.

Considerando a avaliação da situação financeira atual, foram registrados 39,6 pontos. Em termos percentuais, quatro em cada dez consumidores (41%) classificam a própria vida financeira como ruim ou muito ruim. Os que a consideram regular somaram 46%, enquanto 12% a consideram boa ou muito boa. Os principais motivos para a avaliação negativa são orçamento apertado e dificuldades para pagar as contas (32%), desemprego (27%), redução da renda (16%) e atraso no pagamento de dívidas (11%).

Momento atual é visto como ruim, mas consumidores esperam cenário melhor nos próximos seis meses

Apesar do momento atual ainda estar longe de ser positivo, a visão dos consumidores para os próximos seis meses é melhor: o subindicador de Expectativas registrou 52,1 pontos em abril. O resultado ficou um pouco acima do nível neutro, ou seja, para maioria as expectativas são boas quando se considera a vida financeira e a economia conjuntamente. É preciso destacar, porém, que há diferença entre o que se espera para o futuro de sua vida financeira e o que se espera para o futuro da economia.

No caso da economia, o indicador atingiu 41,6 pontos. A maioria relativa (39%) diz estar pessimista com o futuro da economia. Os otimistas são 17% e os neutros somam 36%. Entre os que estão pessimistas, o principal motivo apontado é a corrupção e impunidade dos políticos (31%), a incompetência dos governantes (25%), seguido daqueles que acreditam que o desemprego segue aumentando (12%) e os que discordam das medidas econômicas que estão sendo adotadas (10%).

Entre os otimistas, a maior parte (48%) não sabe o porquê confia que a economia vai melhorar, 14% acreditam que a pior parte já passou e 11% concordam com as medidas econômicas que estão sendo adotadas.

Com relação às expectativas para a própria vida financeira, o subindicador atingiu 62,7 pontos. A grande maioria (57%) está otimista. Outros 24% não estão nem pessimistas nem otimistas. Entre os otimistas, o principal motivo é acreditar em arrumar novo emprego ou receber uma promoção (28%), seguido daqueles que não sabem explicar a razão do otimismo (27%), 14% que apostam em uma melhora da economia e 13% que garantem estar fazendo boa gestão das finanças pessoais.

Já entre os pessimistas, os principais motivos apontados são: descrença na melhora da economia (32%), preço das coisas continua aumentando (23%), situação financeira atual estar muito ruim (10%), e medo do desemprego (9%).

Supermercados são os locais onde os consumidores mais perceberam aumento de preços

O ICC também mostra que, para mais da metade dos consumidores (54%), o que mais tem pesado na vida financeira familiar é o custo de vida. Além do avanço dos preços, 16% dos consumidores citam o desemprego como fator que pesa sobre a vida financeira familiar. Os consumidores citam também o endividamento (14%), a queda dos rendimentos mensais (10%).

É nos supermercados que os consumidores mais percebem o aumento dos preços: 78% notaram que os preços aumentaram nesses locais. Para 72%, também aumentou o preço da energia elétrica e para 55% aumentaram as contas de telefone.

Metodologia

Foram entrevistados 801 consumidores, a respeito de quatro questões principais:

1) a avaliação dos consumidores sobre o momento atual da economia; 2) a avaliação sobre a própria vida financeira; 3) a percepção sobre o futuro da economia e 4) a percepção sobre o futuro da própria vida financeira. O Indicador e suas aberturas mostram que há confiança quando os pontos estiverem acima do nível neutro de 50 pontos. Quando o indicador vier abaixo de 50, indica falta de confiança.

Fonte: SPC Brasil


fgts

36% dos trabalhadores que sacaram FGTS inativo usaram o dinheiro para pagar dívidas, mostra levantamento do SPC Brasil e CNDL.

Apenas 6% usaram o dinheiro para fazer compras extras; até o momento, 8% dos brasileiros disseram já ter realizado saques. Entre quem ainda vai retirar recursos, 26% vão quitar dívidas

O saldo das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) deve ajudar muitos brasileiros a sair do sufoco financeiro. Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que 36% dos trabalhadores que já realizaram saques utilizaram o recurso para pagar dívidas atrasadas. Outros 7% usaram o benefício para quitar parte de compromissos pendentes e 10% aproveitaram o dinheiro extra para antecipar o pagamento de contas não atrasadas, como crediário e prestações da casa ou do carro.

Entre quem sacou os recursos do FGTS, a maior parte do dinheiro foi destinada ao pagamento de despesas do dia a dia, citado por 42% dos beneficiários. Apenas 6% usaram o saldo inativo do fundo de garantia para realizar compras e 16% investiram ou pouparam.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a liberação dos saques das contas inativas injetará um volume razoável de recursos na economia no decorrer dos próximos meses, o que pode contribuir para a retomada do varejo, estimulando a recuperação de crédito e, posteriormente, o consumo de bens. “Esse dinheiro poderá ser utilizado nas necessidades mais urgentes do consumidor, como limpar o nome ou para necessidades do dia a dia. Livre das dívidas, o consumidor poderá retornar ao mercado de crédito, reaquecendo as vendas no varejo”, analisa.

Benefício pode impactar em até 0,2% no PIB; 18% ainda não sabem se têm direito ao benefício dos saques

Dados oficiais estimam que mais de 30 milhões de trabalhadores têm direito a realizar saques, sendo que 80% dessas pessoas possuem até 1.500 reais nas contas inativas. No total, quase 44 bilhões de reais devem ser injetados na economia do país. Se todo esse valor for sacado, a projeção do SPC Brasil é de um impacto positivo de até 0,2 pontos percentuais no PIB nacional.

Levando em consideração os consumidores que ainda vão realizar saques, a principal finalidade também será o pagamento de dívidas: 26% vão utilizar o dinheiro para quitar compromissos atrasados e 21% vão utilizá-lo para regularizar ao menos uma parte das pendências em atraso. Outros 25% pretendem pagar despesas do dia a dia. Apenas 4% vão realizar compras de produtos que tem vontade como roupas e calçados. Os que vão usar o dinheiro extra para viajar representam apenas 3% e 2% querem aproveitar os recursos para adquirir um automóvel.

De acordo com a pesquisa do SPC Brasil e da CNDL, 8% dos brasileiros já sacaram o benefício e 18% ainda pretendem fazê-lo assim que o lote estiver disponível. No total, 51% dos consumidores não têm dinheiro a resgatar o FGTS inativo, enquanto 18% desconhecem se têm direito ao saque.

Fonte: SPC Brasil
maes

Vendas parceladas no Dia das Mães caem 5,50%, mostra indicador SPC Brasil e CNDL.

Pelo quarto ano consecutivo comércio apresenta retração no volume de vendas nesta data. Com poder de compra comprometido e crise econômica ainda afetando a renda, brasileiros compraram menos e à vista

Pelo quarto ano seguido houve queda nas consultas para vendas a prazo na semana do Dia das Mães. De acordo com o indicador calculado pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), o volume de vendas parceladas na semana anterior ao último domingo (entre 7 e 13 de maio) caiu 5,50% em relação ao mesmo período que antecedeu a data comemorativa no ano passado. O recuo de 2017, porém, vem após uma forte queda de 16,40% em 2016, demonstrando um impacto mais comedido. Nos anos anteriores, as variações foram de -0,59% (2015), -3,55% (2014), +6,44% (2013), +4,40% (2012), +6,53% (2011) e de +9,43% (2010).

O Dia das Mães é a data mais importante para o varejo no primeiro semestre e fica apenas atrás do Natal em volume de vendas e faturamento. “O resultado negativo com menos intensidade que em 2016, reflete a tendência de desaquecimento das vendas no varejo observado desde o ano passado, em virtude do cenário econômico desfavorável, com crédito mais caro, inflação ainda elevada e altas taxas de desemprego”, analisa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro. “Ainda assim, vemos uma desaceleração na queda do volume de vendas, indicando que os piores momentos da crise já passaram.”

Segundo o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o comércio vendeu menos a prazo, mas não significa que o brasileiro deixou de presentear. “Os consumidores estão mais preocupados em não comprometer o próprio orçamento com compras parceladas, por isso optaram por presentes mais baratos e geralmente pagos à vista”, explica. Uma pesquisa de intenção de compras para o Dia das Mães mostrou que sete em cada dez (73%) brasileiros iriam comprar presentes, mas 65% iriam pagar à vista, em dinheiro ou cartão de débito.

Fonte: SPC Brasil

mitos e verdades

Conheça os principais pontos da Modernização Trabalhista.

Com a aprovação da Reforma Trabalhista, nesta quarta-feira (26), no Plenário da Câmara dos Deputados, conheça as principais mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e saiba também quais os mitos e verdades que envolvem o texto-base do Projeto de Lei nº 6787/2016.

Dentre as alterações mais importantes estão estipuladas as regras para o trabalho intermitente, a prevalência do acordo e da convenção coletivos sobre a lei em 15 pontos diferentes e o fim da contribuição sindical obrigatória. Conheça os destaques do texto-base que foi aprovado com 296 votos a favor e 177 contrários.

Mitos e verdades 

Acordado sobre o Legislado

Mito: A possibilidade de negociação por meio de convenção ou acordo coletivo invalida o poder da lei.

Verdade: O texto é claro ao apontar 15 temas que podem ser negociados ou acordados. Esta inovação vai valorizar os acordos e convenções coletivas, que sabem melhor do que as leis genéricas as necessidades e peculiaridades das realidades locais de suas categorias.

Jornadas de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso

Mito: A jornada de 12 horas significará um retrocesso e vai retirar direitos dos trabalhadores.

Verdade: A proposta apenas formaliza uma prática que já é usual e recorrente nas relações de trabalho, como é o caso de hospitais e empresas de vigilância. A jornada 12X36 é mais benéfica ao trabalhador, que labora 12 horas e descansa 36 horas ininterruptas.

Trabalho em casa

Mito: O trabalho home office retira a responsabilidade do empregador e direitos do empregado.

Verdade:  Essa modalidade proporciona redução nos custos da empresa e maior flexibilidade do empregado para gerenciar o seu tempo de trabalho e de convivência familiar, sem que nenhum de seus direitos sejam retirados. O home office é acordado previamente com o empregador inclusive com relação ao uso de equipamentos e gastos com energia e internet.

Trabalho Intermitente

Mito: O trabalho intermitente gera insegurança e incerteza, precarizando as relações de trabalho.

Verdade: A formalidade será mantida nas relações trabalhistas sem a redução de direitos já garantidos. Essa modalidade permitirá a criação de novos postos de trabalho, gerando assim, oportunidades para o ingresso de jovens no mercado. Além disso, essa flexibilidade possibilita a conciliação atividades paralelas como o cuidado com os filhos e até mesmo um outro emprego. Ou seja, garante direitos como FGTS, férias e 13º salário.

Fim do Imposto Sindical

Mito: O fim da contribuição sindical obrigatória enfraquecerá os sindicatos.

Verdade: O fim da obrigatoriedade fortalecerá os sindicatos que de fato cumprirem com sua função de representar suas categorias, pois serão estes os escolhidos pelos empregados e empregadores para representá-los. O texto acaba a contribuição patronal. Qualquer desconto para sindicato deverá ser expressamente autorizado.

Férias Parceladas

Mito: O empregador vai impor ao empregado o fracionamento de férias em três períodos, como convier a empresa.

Verdade: O trabalhador terá a liberdade de dispor de suas férias em até três períodos, se quiser. Um destes períodos não poderá ser inferior a 14 dias e os demais não poderão ser menores que cinco.

Jurisdição Voluntária

Mito: A jurisdição voluntária, ao estimular que as partes procurem formas alternativas de solução de conflitos, fere o princípio constitucional do livre acesso à Justiça.

Verdade: A medida não impõe tentativa prévia de conciliação entre as partes. A jurisdição voluntária estimula que as partes tentem resolver um conflito extra-judicialmente. A medida oferece segurança jurídica para esses instrumentos rescisórios, reduzindo, consequentemente, o número de ações trabalhistas e o custo judicial.

MAES

73% dos brasileiros vão comprar presentes no Dia das Mães, mas apenas 10% dos consumidores pretendem aumentar gastos.

14 bilhões de reais serão injetados na economia; metade dos que vão gastar menos pretendem economizar e pagamento à vista é escolha de 65% dos consumidores

Segunda data comemorativa mais importante para o varejo nacional tanto em volume de vendas como em faturamento, o Dia das Mães de 2017 deve fazer com o que sete em cada dez (73%) brasileiros realizem pelo menos uma compra no período. Os dados são de uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em toda as capitais. Embora o percentual de consumidores que devem ir às compras seja elevado, a maior parte dos compradores está receosa para aumentar gastos na comparação com o ano passado, procurando manter o orçamento livre de dívidas. Apenas 10% desses consumidores disseram que têm a intenção de desembolsar mais com os presentes. A maior parte (38%) planeja gastar a mesma quantia que em 2016, enquanto 27% pensam em diminuir. Os consumidores que não vão comprar presentes representam 25% da amostra e os indecisos são 2%.

Segundo estimativas do SPC Brasil e da CNDL, aproximadamente 109 milhões de brasileiros devem presentar alguém neste Dia das Mães, o que deve injetar quase 14 bilhões de reais nos setores do comércio e serviços.

“Há alguns sinais ainda incipientes de que o varejo deve iniciar uma trajetória lenta de recuperação a partir deste semestre. O Dia das Mães, como a data mais importante atrás do Natal, servirá de termômetro para confirmar ou não essa expectativa. De modo geral, a pesquisa demonstra que o brasileiro está cauteloso, mas ainda disposto a não deixar a data passar em branco”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Quase metade dos que diminuirão gastos pretende economizar e 28% querem comprar mesmo com contas atrasadas

A necessidade de economizar é a razão mais mencionada por aqueles que pretendem gastar menos no Dia das Mães, citado por 46% desses entrevistados. Outras justificativas são dificuldades financeiras (29%), o cenário econômico instável e aumento da inflação (23%) e o endividamento (14%). Dentre a minoria, que pretende aumentar os gastos com presentes, o desejo de comprar um produto melhor (43%) e o encarecimento dos presentes (40%) são os mais mencionados. Apenas 20% disseram que vão gastar mais porque tiveram melhoria na renda.

A pesquisa sinaliza que muitos dos consumidores que pretendem comprar presentes já extrapolaram o limite de endividamento. Três em cada dez (28%) entrevistados declararam ter atualmente alguma conta em atraso, percentual que sobe para 32% entre as pessoas da classe C. Outra constatação que demonstra um comportamento imprudente, é que 12% dos consumidores admitiram ter o hábito de gastar mais do que podem para presentear as mães e 3% chegaram a ficar com o nome sujo por causa das compras realizadas na mesma data do ano passado.

“O consumidor precisa fazer com que o presente caiba no orçamento. Antes de sair para as compras é essencial que ele analise suas contas e seus gastos básicos e defina com clareza o quanto pode gastar. Para evitar que uma data comemorativa leve o consumidor ao descontrole das finanças e acabe virando motivo de tristeza, ele precisa ser um consumidor planejado. A pesquisa de preços é uma grande aliada nesses momentos e será realizada por 75% dos compradores neste ano, pelo que apontou o nosso estudo”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Maioria vai dar apenas um presente e 65% vão pagar tudo à vista

O pagamento a vista será o meio mais utilizado pelos consumidores, citado por 65% da amostra, sendo que em 58% dos casos o pagamento será em dinheiro e em 6%, no cartão de débito. O cartão de crédito será usado por 23% dos entrevistados, seja em parcela única (7%), em várias parcelas (14%) ou no cartão de loja (2%). Entre os que dividirão as compras, a média é de quatro prestações por entrevistado.

Considerando a soma de todos os presentes adquiridos, o gasto médio do brasileiro no Dia das Mães deve girar em torno de R$ 127, sendo que entre os indivíduos da classe C esse valor cai para R$ 112. Mais da metade (52%), contudo, não sabe o quanto irá gastar com os presentes, o que evidencia o comportamento cauteloso do consumidor.

A maioria (52%) dos consumidores ouvidos pela pesquisa acredita que os produtos estão mais caros do que em 2016, sendo a crise econômica (65%) o principal motivo mencionado. Há ainda 30% de entrevistados que creditam o aumento dos preços ao fato de ser uma data comemorativa. Apenas 5% estão com a percepção de preços mais baixos neste ano.

De acordo com o levantamento, a maioria (63%) dos consumidores deve comprar apenas um único presente, principalmente os consumidores da classe C (66%). Os que vão comprar dois presentes para agradar as mães representam 23% da amostra e somente 5% vão comprar três presentes ou mais.

Compras de última hora serão realidade para 17% dos consumidores; roupas e perfumes lideram na preferência

Neste ano, os produtos mais procurados serão as roupas (26%), perfumes (20%), calçados (11%), cosméticos (8%) e flores ou chocolates (7%). Produtos com ticket médio mais elevado, como eletrodomésticos e smartphones, tiveram apenas 5% e 3%, respetivamente, das preferências. Quanto aos locais de compras, os shopping centers são os destaques, com preferência de mais de um quarto (25%) dos entrevistados. As lojas de rua (20%), lojas de departamento (7%), shopping populares (7%) e revendedores de cosméticos (4%) completam a lista. Somente 3% vão usar a internet para comprar o presente das mães e 24% ainda não se decidiram sobre onde realizar as compras. Para escolher o local, os fatores mais decisivos são o preço (61%), a qualidade dos produtos ofertados (38%) e as promoções e descontos (32%).

A pesquisa ainda revela que os entrevistados manifestaram a intenção de presentear não apenas as próprias mães, citadas por 71%, como também as esposas (16%), sogras (11%), filhas (6%) e avós (6%). O destaque entre gêneros é que, além das próprias mães, as mais presenteadas pelas mulheres serão as sogras (16%), ao passo que entre os homens, as esposas (31%).

O velho hábito de deixar tudo para a última hora também estará presente no Dia das Mães deste ano: 17% dos compradores acham que vão realizar as compras no dia anterior ou no próprio domingo de Dia das Mães. Os que vão fazer as compras no início de maio representam 42% das pessoas ouvidas. A celebração será principalmente em casa (40%) ou na casa das respectivas mães (32%), mas 8% pretendem festejar o dia almoçando em restaurantes.

“Compras de última hora quase sempre estouram o orçamento, pois na pressa de garantir o produto antes das festividades, acaba não sobrando tempo para pesquisar preços e analisar o orçamento pessoal. Ir às compras com calma e disposição incentiva compras mais inteligentes”, explica o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

Fonte: SPC Brasil

Negativados

15% dos inadimplentes já fizeram empréstimos para negativados para limpar o nome, mostram SPC Brasil e CNDL.

30% escolheram essa modalidade por não conseguirem crédito em banco e 25% por ser a forma encontrada para quitar as dívidas. Apenas 55% analisaram as taxas de juros cobradas antes de pegar o empréstimo em financeiras

A promessa é famosa: empréstimos concedidos rapidamente, sem muita burocracia, mesmo que o consumidor já esteja negativado. Muitas pessoas, sem conhecimento das elevadas taxas de juros, acabam aceitando esse tipo crédito como última saída para conseguir pagar dívidas e honrar os compromissos financeiros. Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 15% dos brasileiros atualmente inadimplentes ou que estiveram nessa situação há no máximo doze meses já fizeram empréstimo com financeiras que fornecem crédito a negativados – número que aumenta entre quem possui 55 anos ou mais (23%).

Considerando os entrevistados que já fizeram esse empréstimo, o conhecimento sobre as empresas se deu principalmente pela distribuição de panfletos (27%), pela internet (20%) e por anúncios em TV, jornais e revistas (18%). Sete em cada dez entrevistados fizeram o empréstimo pessoalmente nas financeiras (73%) e 23% pela internet; e os principais motivos para a contratação é o fato de não ter conseguido crédito em outro banco (30%) e por ser a única forma encontrada para quitar as dívidas (25%).

Apenas 55% analisaram taxas de juros cobradas antes de pegar o empréstimo

A pesquisa mostra um fato alarmante: apenas 55% analisaram as taxas de juros cobradas e as demais características de outras linhas de crédito existentes antes da contratação. O objetivo do empréstimo, para 29% dos entrevistados, é o pagamento total de dívidas e para 18% foi para o pagamento total das pendências atrasadas e também comprar itens que precisava. Quanto à facilidade de se conseguir esses empréstimos, os entrevistados dividem-se: 35% consideraram fácil e outros 35% consideraram difícil.

“Em momentos de estresse é fácil tomar decisões apressadas, mas nem sempre a solução que parece ser mais fácil é a melhor”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. “Muitos consumidores acreditam que o empréstimo é o único caminho que resta para sair do endividamento e limpar o nome; porém, a pesquisa mostra que as taxas de juros podem agravar ainda mais o problema. Em alguns casos, elas chegam a ser maiores até mesmo do que aquelas cobradas pelo atraso no pagamento de outras modalidades de empréstimo como o cartão de crédito e o cheque especial”, explica.

O estudo do SPC Brasil e da CNDL mostra que as informações passadas pelo atendente no momento da contratação do empréstimo são mais voltadas ao valor total com os juros embutidos (81%), o valor máximo possível para as prestações (74%) e formas de pagamento (74%). Já as informações sobre o valor dos juros cobrados foram dadas somente em 60% dos casos.


75% admitem que o empréstimo não resolveu a situação financeira

De acordo com o levantamento, as principais formas de pagamento das parcelas dos empréstimos são o desconto em folha (28%), prestações em carnês ou crediário (25%) e parcelas no débito automático (25%). Em 72% dos casos, os entrevistados afirmaram estar com o pagamento do empréstimo em dia e 25% em atraso, sobretudo porque a renda da família diminuiu (44% dos que atrasaram).

O educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, alerta: “O consumidor deve evitar a todo custo o empréstimo para negativados, sob o risco de se afundar ainda mais em dívidas impagáveis. Desfazer-se de um bem, ir em busca de trabalhos extras e rever os hábitos de consumo podem ser medidas mais eficazes, ainda que exijam certa dose de sacrifício.”

O estudo revela que que sete em cada dez consumidores (75%) que optaram por este tipo de crédito admitem não ter resolvido a situação financeira. “Percebe-se que a maior parte dos consumidores entende que o empréstimo terminou por ser prejudicial”, afirma Vignoli. Cerca de 26% continuam com o nome sujo e ainda precisam pagar as parcelas – aumentando para 37% entre as mulheres.

 

Fonte: SPC Brasil