Arquivo mensais:junho 2017

comercio

Governo federal sanciona lei que permite comércio cobrar mais barato em pagamentos à vista.

Para CNDL e SPC Brasil, medida deve estimular economia. Pechinchar e pedir descontos é prática comum para 74% dos consumidores e 77% dos varejistas acreditam que a nova lei é benéfica para seus negócios

A partir de agora, por força de lei, os comerciantes e empresários do ramo de serviços poderão cobrar, para um mesmo produto, preços diferentes conforme o meio de pagamento. O presidente da República, Michel Temer, sancionará hoje (26/6) a conversão em lei da Medida Provisória 764, que vigora desde dezembro do ano passado e dispõe sobre a diferenciação de preços de bens e serviços oferecidos ao público em função do prazo ou da forma de pagamento utilizada pelo consumidor. Na prática, a nova lei regulamenta os descontos em compras à vista ou pagas em dinheiro em espécie. Antes da Medida Provisória (MP), os varejistas não tinham permissão legal para cobrar valores menores em produtos pagos à vista. A medida tem como objetivo melhorar o ambiente de negócios, estimular a economia em meio à crise e oferecer um maior poder de barganha aos consumidores.

O presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), entidade que administra o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Honório Pinheiro, é um dos convidados a falar na cerimônia de oficialização da nova lei e destaca a importância da sanção da medida. “Essa é uma luta histórica do setor de comércio e serviços que sempre enxergou na diferenciação de preços, uma oportunidade para que o consumidor obtenha melhores preços no pagamento à vista e, para o empresário, que terá a segurança jurídica para estipular uma política de diferenciação considerando as taxas cobradas pelas administradoras dos cartões de crédito. ”, destaca Pinheiro.

Participarão da solenidade o ministro da Fazenda Henrique Meirelles e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, além de representantes de diversas entidades do setor de comércio e serviços, como a CNDL e SPC Brasil.

77% dos varejistas veem a medida como positiva e 31% notam aumento nos pagamentos à vista

De acordo com um levantamento inédito do SPC Brasil e da CNDL, após quase seis meses vigorando, alguns efeitos da medida já podem ser notados. Três em cada dez (31%) micro e pequenos empresários dos ramos do comércio e serviços disseram ter percebido um aumento nos pagamentos realizados à vista entre seus clientes desde que a medida provisória passou a valer. Nesse período, quase um quarto (23%) dos varejistas consultados disse ter sentido algum benefício prático da nova medida, como aumento das vendas em dinheiro (17%), queda da inadimplência (4%) e diminuição nos pagamentos das taxas das máquinas de cartão (3%).

A nova lei é avaliada de maneira positiva pela maioria dos empresários consultados: 77% dos varejistas consideram benéfica para o próprio negócio a possibilidade de oferecer descontos para pagamentos à vista. “Além de reduzir os custos com o pagamento das alíquotas das máquinas de cartão, um dos efeitos mais importantes da nova medida é aumentar o recebimento imediato do valor da venda, reduzindo as perdas com a inadimplência dos clientes. Em um momento de dificuldade econômica, a lei será positiva tanto para os empresários como para os consumidores”, explica o presidente Honório Pinheiro.

Sete em cada dez brasileiros têm o hábito de pechinchar; Nova lei estimula 76% dos consumidores a pedir descontos quando pagam à vista

Do lado dos consumidores, 38% já notaram que as empresas estão oferecendo mais descontos diferenciados para pagamentos à vista na comparação com o ano passado, sobretudo para o pagamento em dinheiro (27%). No total, 39% dos brasileiros têm conhecimento dessa nova lei, ao passo que entre os empresários, o nível de conhecimento é de 53%.
A pesquisa revela, ainda, que pechinchar faz parte da cultura do brasileiro. Sete em cada dez (74%) consumidores assumem o costume de pedir descontos ao realizar compras. Além disso, 76% dos consumidores entrevistados se sentem mais estimulados a pedir descontos nos pagamentos à vista – seja em dinheiro, cheque ou débito – em virtude da nova lei.

Metodologia

A pesquisa levou em consideração 800 Micro e Pequenas Empresas dos ramos do comércio e serviços com até 49 funcionários e 800 consumidores com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. Ambas as coletas foram realizadas em todas as regiões brasileiras na primeira quinzena de junho.

Fonte: SPC Brasil

credito

Apenas 6% dos micro e pequenos empresários pretendem contratar crédito nos próximos três meses, mostra SPC Brasil e CNDL.

Indicador fica estável e atinge 13,1 pontos em maio. Desconfiança diante da crise é a principal razão para 29% dos MPEs que não irão investir em seus negócios

Com a economia ainda tardando para demonstrar crescimento, os micro e pequenos empresários seguem retraídos na busca por crédito. De acordo com dados apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL), a demanda por crédito das micro e pequenas empresas (MPEs) atingiu 13,1 pontos em maio, ligeiramente acima dos 12,4 pontos registrados em abril, configurando uma estabilidade. Quanto mais próximo de 100, maior é a probabilidade de os empresários procurarem crédito e quanto mais próximo de zero, menos propensos eles estão para tomar recursos emprestados. Expressivos 84% dos MPEs afirmam não ter a intenção de tomar crédito, ante apenas 6% que manifestaram essa intenção.

Entre aqueles que não pretendem tomar crédito, 43% dizem conseguir manter o negócio com recursos próprios. Esses empresários mencionam, ainda, a insegurança com as condições econômicas do país (18%) e as altas taxas de juros (18%).

Três em cada dez (29%) micro e pequenos empresários consideram difícil o processo de contratação de crédito, contra 26% que avaliam como fácil. Entre os que consideram difícil, o excesso de burocracia e as exigência dos bancos são o principal entrave, mencionado por 45% desses empresários. Em segundo lugar aparecem as taxas de juros elevadas (41%). A contratação de empréstimo em instituições financeiras é o tipo de crédito mais difícil de ser contratado para 23% da amostra – para 12% é o crédito junto a fornecedores.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, para explicar a baixa demanda dos micro e pequenos empresários por crédito, é preciso ir além da conjuntura. “É verdade que as condições econômicas pesam, mas a sondagem mostra que o principal motivo para não contratar é a consideração de que os empresários conseguem se manter com recursos próprios. O dado sugere uma barreira entre as micro e pequenas empresas, que não veem no crédito um meio para se expandir ou, se veem, têm a percepção de que o processo pode ser demorado, burocrático e custoso”, afirma Pinheiro. “Em face das dificuldades relatadas por esses empresários, políticas que forneçam informações e orientação sobre o processo de contratação de crédito e sobre a forma como convém usá-lo pode ser uma forma de fomentar o crescimento e o financiamento dessas empresas.

 

Indicador de Intenção de Investimento recua para 27,2 pontos em maio

O micro e pequeno empresariado brasileiro também tem se mostrado pouco interessado em realizar investimentos em seus negócios. O indicador de propensão a investir registrou somente 27,2 pontos em maio, pouco abaixo dos 29,8 pontos observado em abril, o que configura estabilidade dentro da margem considerada pelo estudo. O indicador também leva em consideração uma escala que varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo de 100, mais o empresário tende a realizar investimentos.

Em termos percentuais, 66% dos micro e pequenos empresários não pretendem investir nos próximos três meses, sendo uma das principais razões a desconfiança diante da crise (29%). Além desses, 38% disseram não ver necessidade de investir, 13% investiram recentemente e 10% mencionam a falta de crédito.

“O quadro é de baixo interesse pelo investimento e isso decorre, principalmente, da percepção de que não há necessidade de investir e das incertezas que ainda cercam o ambiente de negócios no país”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro. “A crise, que se arrasta por quase três anos, afetou a renda das famílias e o consumo. Diante de um tal cenário, é até esperado que os empresários adiem seus planos de expansão ou melhoria dos negócios. O baixo apetite por investimentos é ainda acentuado pelas altas taxas de juros”, diz Pellizzaro.

Aumento das vendas é o principal objetivo entre os que irão investir

Mesmo diante de uma cenário ainda difícil, um quinto dos empresários (21%) sondados disseram que pretendem fazer algum investimento nos próximos 90 dias. Entre essa parcela minoritária de empresários, a principal motivação para investir é aumentar as vendas, mencionada por 47% desses empresários. Também são citadas a necessidade de adaptar a empresa a uma nova tecnologia (18%) e atender ao aumento da demanda (12%). Os investimentos prioritários serão ampliação de estoque (32%), investimentos em comunicação e propaganda (30%), compra de equipamentos (28%), reforma da empresa (22%,) e ampliação do portfólio (15%).

Considerando os empresários que planejam investir, a maior parte irá recorrer ao capital próprio guardado na forma de aplicações ou investimentos (57%), ou resultante da venda de algum bem (12%). Há ainda 15% que mencionam o empréstimo em bancos e financeiras. A opção pelo capital próprio deve-se, principalmente, ao fato de os juros bancários serem muito altos, citado por 42%

Metodologia

Os Indicadores de Demanda por Crédito e de Propensão para investimentos do Micro e Pequeno Empresário calculados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) levam em consideração 800 empreendimentos com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior. As micro e pequenas empresas representam 39% e 35% do universo de empresas brasileiras nos segmentos de comércio e serviços, respectivamente.

Fonte: SPC Brasil

emprestimo

Pagamento de dívidas é a principal finalidade para quem faz empréstimos, revela pesquisa do SPC Brasil.

Mais da metade dos brasileiros que possuem empréstimos solicitam a modalidade em banco ou financeiras e 24% já atrasaram parcelas. Consumidor divide consignado em 32 parcelas, na média

Empréstimos podem ser uma boa estratégia para concretizar grandes planos ou quando é preciso lidar com gastos inesperados. Também podem ser uma forma de lidar com o endividamento – a principal razão observada entre os consumidores brasileiros que recorrem aos empréstimos em bancos e financeiras. De acordo com uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a principal finalidade do empréstimo pessoal ou consignado é o pagamento de dívidas (37%), como faturas atrasadas no cartão de crédito, prestações não pagas em lojas e até mesmo outros empréstimos adquiridos no passado.

Em segundo lugar aparecem o pagamento de contas básicas, como aluguel, condomínio, luz, telefone e escola (21%). A compra ou troca de um carro (16%), reforma da casa ou apartamento (14%), compra de mantimentos para casa (12%) e a realização de viagens (9%) aparecem em seguida no ranking de motivações.

“Se o objetivo é antecipar o consumo, como, por exemplo, a reforma da casa, o custeio dos estudos ou a troca do carro, é importante que se observe todos os custos financeiros envolvidos e o quanto as parcelas irão comprometer da renda”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. “Como revela a pesquisa, o empréstimo pode também ajudar a quitar outras contas atrasadas, mas desde que as condições do empréstimo sejam mais favoráveis do que as dívidas acumuladas”, afirma.

A pesquisa mostra que 20% dos brasileiros possuem um empréstimo pessoal em banco, 16% um empréstimo consignado, que é descontado diretamente da folha de pagamento, e 9% têm empréstimo feito em financeira. Do total de brasileiros que possuem algum empréstimo, 62% recorreram ao empréstimo pessoal de bancos, 51% buscaram um consignado e 28% recorreram ao empréstimo de financeiras.

Para a economista-chefe, o empréstimo, embora seja uma opção para a quitação de dívidas, não deve ser banalizado. “Contrair um segundo débito para quitar o primeiro faz sentido quando se consegue condições melhores, com juros mais baixos e prazos mais amigáveis, substituindo uma dívida mais cara por outra
mais barata”, aconselha Kawauti. “Porém, é fundamental refletir sobre o próprio comportamento a fim de entender a razão do descontrole financeiro e, se possível, resolver a situação ajustando os gastos. Se a pessoa não se organizar, ao invés de resolver um problema, poderá criar outro ainda maior.”

32% atrasaram parcelas de alguma modalidade de empréstimo

De acordo com o levantamento, os fatores determinantes para a escolha do crédito são as menores taxas de juros (48%) e os menores valores das parcelas (21%). Por outro lado, 17% alegam não ter muito tempo para pesquisar ou comparar as taxas e juros cobrados e 13% dizem que nem sempre podem escolher, adquirindo o empréstimo para o qual conseguem aprovação, independente da taxa de juros. A maioria (78%) afirma ter verificado a possibilidade de pagamento das prestações antes do empréstimo. Cerca de 67% dizem estar conseguindo pagar todas as parcelas em dia, enquanto 24% admitem ter atrasado e 9% dizem ainda estar com as parcelas atrasadas.

O educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, lembra que deixar de observar as tarifas envolvidas numa operação como essa é um equívoco que certamente aumenta o risco de inadimplência: “Quem diz que não tem tempo de pesquisar as taxas pode acabar pagando caro por isso, pois as taxas variam muito de instituição para instituição. De que adianta a facilidade de conseguir um empréstimo, se depois não vai conseguir pagar? Em pouco tempo esta segunda dívida pode fugir ao controle, comprometendo a vida financeira por muito tempo”.

Cerca de 16% dos consumidores tentaram pegar algum tipo de empréstimo nos últimos três meses, sendo que 10% conseguiram e 6% tentaram e não conseguiram. As garantias de pagamento mais solicitadas pelos credores, de acordo com os consumidores que tomaram algum empréstimo, são o desconto das prestações na folha de pagamento (42%) e seguro (12%). Para 44%, o empréstimo feito foi totalmente suficiente para cumprir a sua finalidade, mas para 48% ele foi apenas parcialmente suficiente.

Dentre o total de consumidores brasileiros que atualmente possuem algum empréstimo pessoal em banco, 68% fizeram a solicitação diretamente com o credor, enquanto 13% aceitaram a oferta do banco. Já entre os que possuem empréstimos pessoal em financeiras, 58% solicitaram diretamente, ao passo que 21% receberam a oferta de uma instituição e aceitaram a proposta. Com relação ao empréstimo consignado, 76% fizeram a solicitação e 18% aceitaram a oferta feita. Segundo o levantamento, 17% dos tomadores de empréstimos em bancos estão com o nome sujo devido a atrasos na quitação das parcelas. No caso dos empréstimos com financeiras, o percentual de devedores que já foram registrados em serviços de proteção ao crédito por causa dessa modalidade de empréstimo aumenta para 23% e no consignado cai para 7%. A pesquisa revela que 56% fazem algum tipo de controle do pagamento das parcelas, porém 20% não possuem esse hábito.

Consumidor divide consignado em 32 parcelas, na média

Atualmente, 16% dos brasileiros possuem empréstimo pessoal consignado, que é descontado mensalmente da folha de pagamento de trabalhadores, aposentados e pensionistas. Na média, cada entrevistado dividiu o empréstimo em 32 parcelas, quantidade bastante superior a constatada entre os consumidores que possuem empréstimos com bancos (15 parcelas, em média).

A economista Marcela Kawauti esclarece que embora o consignado – que cobra taxas mais baixas do que outros tipos de empréstimos – seja uma modalidade popular em situações de sufoco, é preciso tomar alguns cuidados extras. “A prestação deste tipo de empréstimo sempre cabe no bolso do consumidor, pois o valor é retirado do salário, mas a pergunta que se deve fazer é: estou preparado para viver sem esta fatia da minha renda pelos próximos 30 meses ou mais? De nada adianta pagar as parcelas em dia e enfrentar dificuldades para lidar com as despesas básicas ou deixar de honrar outros compromissos”, conclui.

Metodologia

A pesquisa traça o perfil de 601 consumidores de todas as regiões brasileiras, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos e pertencentes às todas as classes sociais. A margem de erro é de 4,0 pontos percentuais e a margem de confiança, de 95%.

Fonte: SPC Brasil

varejo

Pesquisa do IBGE aponta aquecimento nas vendas do varejo.

O crescimento nas vendas percebido setor varejista no mês de abril foi confirmado na pesquisa, divulgada nesta terça-feira (13), pelo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que registrou alta de 1,9% em abril em comparação com o mesmo período do ano passado.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a liberação dos recursos das contas inativas do FGTS é um dos principais fatores responsáveis pelo aumento do consumo. “A última pesquisa sobre o uso do FGTS da CNDL/SPC mostrou que boa parte dos brasileiros usam o dinheiro para saldarem suas dívidas, mas um importante percentual utiliza os recursos com despesas do dia a dia”, destacou Pinheiro.

Levantamento divulgado neste mês pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) apontou que, dentre os trabalhadores que já realizaram saques, 38% usaram o dinheiro extra para quitar dívidas em atraso, enquanto 4% usaram esse recurso para pagar ao menos parte das pendências. Os que estão gastando esses valores com despesas do dia a dia representam 29% da amostra. Há ainda 19% de trabalhadores que optaram por poupar o benefício.

Supermercados puxam os resultados positivos

De acordo com a pesquisa do IBGE, o resultado positivo de 1,9% em comparação com abril do ano passado tem influência direta da Páscoa. Foi o primeiro resultado positivo em 24 meses, dando fim a uma sequência de quedas iniciadas em abril de 2015. No entanto, considerando o mês de março em comparação a abril, outros setores aqueceram as vendas.

Apesar da influência positiva dos hipermercados, supermercados, fumo e bebidas e produtos alimentícios, que registraram um aumento de 0,9% das vendas, os setores de tecidos, calçados e vestuário cresceram 3,5%, enquanto informática e comunicação, equipamentos e material para escritório apresentam taxa positiva de 10,2%.

O levantamento registrou queda de 0,8% nos combustíveis e lubrificantes, de 2,8% para móveis e eletrodomésticos e um recuo de 4,1% em livros, jornais, revistas e papelaria.

Fonte: IBGE

fgts

38% dos trabalhadores usaram saldo do FGTS para pagar dívidas em atraso e 13% fizeram compras extras, revelam SPC Brasil e CNDL.

Entre quem ainda vai sacar, 27% pretendem quitar pendências; expectativa é de que resgate do benefício injete até R$ 14,6 bilhões no comércio e serviços. No total, 14% dos brasileiros já retiraram benefício na Caixa Econômica

O próximo lote de saques das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) que estará liberado a partir do próximo sábado, (10/6), deve, novamente, contribuir para que mais brasileiros paguem suas dívidas e voltem a ter o nome limpo. Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que, dentre os trabalhadores que já realizaram saques, 38% usaram o dinheiro extra para quitar dívidas em atraso, enquanto 4% usaram esse recurso para pagar ao menos parte das pendências. Os que estão gastando esses valores com despesas do dia a dia representam 29% da amostra. Há ainda 19% de trabalhadores que optaram por poupar o benefício.

Outra estratégia também utilizada pelos entrevistados foi aproveitar o dinheiro extra para antecipar o pagamento de contas não atrasadas, como crediário e prestações da casa ou do carro, citado por 14% dos que já sacaram seus recursos. De acordo com a pesquisa, somente 13% dos trabalhadores que sacaram o benefício até o momento usaram o recurso financeiro para fazer compras extras. A estimativa do SPC Brasil e da CNDL é de que a medida poderá injetar até R$ 14,6 bilhões nos ramos do comércio e serviços, considerando a estimativa do governo, de que os saques atingirão R$ 34,5 bilhões.

“Ainda que uma parcela inferior de trabalhadores tenha optado por realizar compras extras com o dinheiro, é bastante positivo para o comércio e para a economia do país, que essas pessoas prefiram quitar dívidas e antecipar o pagamento de contas. A inadimplência cresceu bastante desde o início da crise e isso prejudica o planejamento do comércio e barra o acesso do consumidor ao crédito”, analisa o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

27% vão sacar o benefício para zerar dívidas e 28% pretendem pagar ao menos parte daquilo que devem

Levando em consideração os consumidores que ainda vão realizar saques, a principal finalidade também será o pagamento de dívidas: 27% vão utilizar o dinheiro para quitar compromissos atrasados e 28% vão utilizá-lo para regularizar ao menos uma parte das pendências. Quase um quarto (24%) cita também o pagamento de despesas do dia a dia e 20% planejam poupar os recursos que vão receber. Apenas 4% vão realizar compras de itens como roupas e calçados. Os que vão usar o dinheiro extra para viajar representam apenas 3% e 2% querem aproveitar os recursos para adquirir um automóvel.

De acordo com a pesquisa, 14% dos brasileiros já sacaram o benefício e 15% ainda pretendem fazê-lo assim que o último lote estiver disponível, a partir de julho. No total, 58% dos consumidores não têm dinheiro a resgatar o FGTS inativo, enquanto 11% desconhecem se têm direito ao saque ou nem mesmo sabiam que o governo havia liberado esses recursos.

O trabalhador que pediu demissão ou foi demitido por justa causa até dezembro de 2015 tem direito ao saque do fundo de garantia. Para descobrir se o consumidor será beneficiado por essa medida, ele deve consultar o site da Caixa Econômica Federal ou procurar qualquer agência física do banco.

Metodologia

A pesquisa foi realizada em 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de no máximo 3,5 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

Fonte: SPC Brasil

Morar sozinho

Morar sozinho contribui para que 34% fiquem no vermelho, mostra pesquisa do SPC Brasil e CNDL.

A dívida média é de R$ 1.500,00. Oito em cada dez pessoas que moram só não se planejaram financeiramente para isso

O desejo de muitas pessoas de morar sozinho pode ter muitos benefícios com relação à privacidade e momentos de lazer, mas o peso das contas no orçamento com certeza é uma consequência a ser pensada antes da mudança. Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que oito em cada dez pessoas que moram só (79%) não se planejaram financeiramente para viverem sozinhas e 34% afirmam que morar sozinho contribuiu para que elas extrapolassem o orçamento alguns meses. A justificativa de metade desses é o fato de não ter ninguém para dividir as contas (49%).

O levantamento inédito mostra que 93% das pessoas que vivem só são as únicas responsáveis pelo sustento da casa e que 66% dos entrevistados não fazem um controle efetivo de seus gastos. As razões mais mencionadas para isso são a falta de importância que atribuem ao controle do orçamento (33%) e a falta de hábito e disciplina para fazer o controle diário (27%).

Segundo o educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, é um risco considerável descuidar do controle. “Quem é o único morador da residência precisa de disciplina extra para manter os compromissos em dia. Afinal, é a própria pessoa quem tem de acertar as contas e lidar com o orçamento no dia a dia”, afirma. “Sem controle fica muito mais difícil conhecer os próprios limites, saber se há exagero no consumo de produtos supérfluos ou fazer planos para realizar metas maiores, como uma viagem ou a compra de um carro, por exemplo”, explica Vignoli. É possível fazer uma simulação do diagnóstico financeiro no Meu Bolso Feliz: http://meubolsofeliz.com.br/simulador-diagnostico-financeiro/

Quando os recursos financeiros não são suficientes para fechar as contas do mês, 24% dos entrevistados afirmam mudar seus hábitos de consumo comprando coisas mais baratas e pesquisando preços, 22% pedem dinheiro emprestado a amigos e/ou familiares e 21% fazem cortes no orçamento como gastos com TV a cabo e supermercados.

25% de quem mora sozinho estão negativados

Uma consequência da falta de gestão orçamentária é o fato de que 25% de quem mora sozinho estão atualmente no vermelho e não estão conseguindo honrar seus compromissos. Por outro lado, 41% estão no zero a zero, não falta e nem sobra dinheiro, e 23% estão no azul. Outros 41% ficaram inadimplentes nos últimos 12 meses, e 62% dessas pessoas ainda continuam nesta situação.

Em média, os entrevistados com dívidas atrasadas têm uma dívida aproximada de R$ 1.500,00, proveniente principalmente do não pagamento da fatura do cartão de crédito (36%) e do cartão de lojas (20%). Segundo os entrevistados, o atraso nessas contas aconteceu por diversos motivos, sendo os mais recorrentes a diminuição da renda (23%), o empréstimo do nome para terceiros (23%), desemprego próprio ou de alguém da família (22%) e problemas de saúde (20%).

O levantamento revela que o tempo médio para o pagamento da dívida equivale a 15 meses entre aqueles que pretendem pagar e têm uma estimativa de quando isto será feito. A maioria (40%) não soube informar e outros 10% não têm intenção de honrar os compromissos, sendo que destes 78% alegaram falta de condições financeiras.

Entre aqueles que pretendem pagar, o acordo com o credor para o parcelamento da dívida é a estratégia mais recorrente (49%). Porém, é importante chamar a atenção para o fato de que 40% dos atuais inadimplentes que moram só e pretendem honrar seus compromissos não estão fazendo qualquer economia para viabilizar o pagamento de suas dívidas. Outros 31% estão economizando no consumo de energia elétrica e 27% na compra de itens do vestuário e calçados.

“Caso as pessoas não elaborem um planejamento mínimo para o pagamento de contas atrasadas, corre-se o risco do problema virar uma bola de neve e a dívida aumentar cada vez mais, principalmente se forem de cartão de crédito ou cheque especial”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. “O ideal é reservar uma quantia, ainda que baixa, todo mês rigorosamente, como se fosse uma conta fixa no orçamento como conta de luz ou água. Desse jeito o dinheiro será guardado e não gasto com outras contas do dia a dia ou lazer”, aconselha Kawauti.

Bares, restaurantes e vestuário impactam o orçamento

Os dados da pesquisa mostram que quatro em cada dez (40%) pessoas que vivem sozinhas têm ao menos uma compra parcelada ou financiada, principalmente em cartões de crédito (50%) – 33% delas têm ao menos uma parcela em atraso.

Considerando os últimos três meses, 27% dos entrevistados fizeram alguma compra que impactou negativamente o orçamento, principalmente relacionada a bares, restaurantes e baladas (28%) e compra de peças do vestuário (28%). A principal justificativa para este ato é a incapacidade de controlar seus desejos de compra (21%), seguido pelo fato de não ter controle sob suas despesas (14%).

Quase sete em cada dez (67%) não possuem reserva financeira e entre os 33% que possuem, a poupança é a modalidade mais comum (80%). No entanto 78% não sabem o valor que possuem em seus investimentos. A motivação mais recorrente das pessoas que moram só para fazer esta reserva é o uso em caso de imprevistos (31%), viagens (19%) e para a aposentadoria (17%) – já 23% não possuem uma motivação específica. Metade dos entrevistados (49%) costumam fazer planejamento financeiro para o futuro e 38% dos que têm reserva financeira afirmam que têm investido mais após começarem a morar sozinhos.

Dados oficiais do IBGE revelam que, atualmente, são mais de 10 milhões de pessoas que vivem só, número que cresceu quase 40% apenas na última década.

Metodologia

A pesquisa foi realizada pelo SPC Brasil e pela CNDL no âmbito do ‘Programa Nacional de Desenvolvimento do Varejo’ em parceria com o Sebrae e entrevistou 600 consumidores que vivem sozinhos nas 27 capitais brasileiras de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de no máximo 3,99 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

Baixa a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Fonte: SPC Brasil

noticia

58% dos brasileiros pretendem reduzir os gastos em junho, mostra indicador do SPC Brasil e CNDL

36% relatam aumento na fatura do cartão de crédito. 47% dos consumidores com empréstimos ou financiamentos admitem atrasos no pagamento de parcelas

O Indicador de Propensão ao Consumo, calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), aponta que 58% dos consumidores planejam reduzir os gastos em junho – as principais justificativas são a tentativa de economizar (23%), os preços mais elevados (18%), o fato de estarem endividados (15%) e uma redução de renda (10%).

Refletindo sobre sua realidade financeira, a maior parte (42%) diz estar no zero a zero, sem sobra nem falta de dinheiro. Já 37% dizem estar no “vermelho”, sem conseguir pagar todas as contas e somente 15% dizem estar com sobra de dinheiro.

“A quantidade de consumidores no limite de seu orçamento pode ser reflexo da crise econômica, mas também não se pode desconsiderar a falta de organização financeira, que leva ao acúmulo de dívidas e a todas as consequências que decorrem do aperto, como o stress e até o desentendimento familiar”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. “O tempo que o consumidor passa cuidando de suas finanças pode determinar se, no final do mês, ele estará em aperto e dificuldades ou com as contas em dia.”

Excluindo itens de supermercado, na lista dos produtos que os consumidores pretendem comprar em junho, roupas, calçados e acessórios foram citados por 23%. Em seguida, aparecem os itens de farmácia (22%), recarga de celular (18%) e perfumes e cosméticos (13%).

42% dos consumidores disseram ter utilizado algum tipo de crédito

O Indicador de Uso do Crédito busca medir, numa escala de zero a 100, a demanda dos consumidores por empréstimos e crédito para compras a prazo pelos consumidores no mês anterior à pesquisa, sendo considerados empréstimos, financiamentos, cartões de crédito, de loja, crediários, e limite do cheque especial. Quanto mais próximo de 100 estiver o indicador, maior o uso do crédito; quanto mais distante, menor o uso. Em abril, foram registrados 27,6 pontos, ligeiramente acima dos 27,1 pontos de março.

Em termos percentuais, 42% dos consumidores disseram ter utilizado algum tipo de crédito em abril, sendo que o cartão de crédito foi a modalidade mais usada (36%), seguido de cartão de loja e crediário (14%) e limite do cheque especial (6%). Houve também utilização de empréstimos (4%) e financiamentos (3%), modalidades com critérios de concessão mais rigorosos.

Entre os consumidores que fizeram uso do cartão de crédito em abril, 36% relataram aumento do valor da fatura, enquanto para 38% o valor permaneceu o mesmo e para 25% houve diminuição. O valor médio reportado por esses entrevistados foi de R$ 917,3, desconsiderando-se 30% que não souberam responder exatamente quanto gastaram no cartão. Os itens de supermercado lideraram a lista de bens comprados, citados por mais da metade desses entrevistados (59%). Em seguida, 58% mencionaram a compra de remédios e itens de farmácias.

Para Marcela Kawauti, uma forma de evitar o desequilíbrio é não contratar um limite que comprometa toda a renda. “O consumidor com dificuldades de exercer o autocontrole na hora das compras deve evitar limites muito altos. Se o valor da fatura for igual ou próximo à sua renda, são grandes as chances de esse consumidor acabar no rotativo, pagando juros que excedem 400% ao ano”, diz.

47% dos consumidores com empréstimos ou financiamentos admitem atrasos no pagamento de parcelas

Quando questionados sobre a dificuldade de contratar empréstimos e financiamentos, a maior parte (46%) opina que é difícil ou muito difícil, enquanto apenas 16% avaliam como fácil. Mas não é só no banco que há recusa ou dificuldade para tomar crédito: um quinto (21%) dos consumidores informa que teve crédito negado em alguma loja em abril, sendo que 9% foram barrados por estarem negativados, 4% devido à renda insuficiente e 3% por não poder comprovar a renda.

Alguns cuidados também devem ser observados na hora de contratar um empréstimo ou financiamento. De acordo com o indicador do SPC Brasil e da CNDL, 47% dos consumidores que têm essas modalidades de crédito ativas, independentemente de quando contrataram, atrasaram o pagamento de parcelas – sendo que 18% ainda estão com parcelas atrasadas.

Para Kawauti, se o empréstimo não visa a cobrir uma necessidade emergencial, pode ser o caso de esperar mais um pouco para tomá-lo: “Convém analisar a real necessidade de assumir um compromisso que, muitas vezes, só acaba depois de anos. Se o objetivo é a realização de um sonho de consumo, o mais prudente é constituir, antes, uma reserva financeira com esse propósito. Já se o objetivo for o pagamento de dívidas, o consumidor deverá optar por condições mais favoráveis, com juros menores e um plano de pagamento que caiba no seu orçamento. Caso contrário, pode cair no endividamento novamente”, analisa a economista.

Segundo o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, embora os dados do indicador não permitam a comparação com período anterior à crise de 2015, os resultados podem estar influenciados pelo quadro de crescente desemprego e queda da renda das famílias, que se associa, ainda, a um quadro de maior restrição do crédito. “Tão logo se possa falar em recuperação da conjuntura econômica, com crescimento das vagas de emprego, da renda e a restauração da confiança no futuro da economia a tendência é observar uma busca maior por crédito”, conclui.

Metodologia

A pesquisa abrangeu 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Fonte: SPC Brasil

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Dicas para construir uma reserva financeira em até 2 anos.

Ter uma reserva financeira significa ter mais tranquilidade para os momentos de incerteza e adversidades da vida

Apesar de muitas pessoas saberem que é importante ter uma reserva financeira para emergências, poucos seguem a recomendação dos educadores financeiros de guardar de três a seis salários.

Ter uma reserva financeira significa ter mais tranquilidade para os momentos de incerteza e adversidades da vida, sem ter que ficar refém do cheque especial cada vez que tiver um gasto inesperado. Logo, essa regra financeira se aplica para todo mundo, independente de renda e condições financeiras.

E construir essa reserva não é algo complicado, pelo contrário, é só uma questão de se planejar para isso. Confira nove passos para ter uma quantia de emergência em até dois anos.

1- Organize suas contas mensais
O primeiro passo para quem quer começar a guardar dinheiro é estar com as contas mensais em dia. Se você está gastando mais do que ganha, por exemplo, precisa resolver essa situação para então começar a pensar em poupar dinheiro. Comece mapeando todas as suas despesas e verificando onde você gasta mais e o que pode ser cortado.

2- Se tiver dívidas, trace uma estratégia para quitá-las
Ter dívidas não é uma coisa necessariamente ruim. O problema é quando elas estão fora de controle e comprometendo uma parcela muito grande do seu orçamento mensal – mais de 30% por exemplo.
Se esse é o seu caso, a dica é parar e mapear tudo o que você deve. Em seguida, procurar os credores para renegociar, especialmente se você estiver com parcelas atrasadas; tente trocar dívidas caras, como cheque especial e juros rotativos do cartão de crédito, por mais baratas, como crédito consignado ou empréstimos com bens como garantia.

3- Crie metas de gastos
Com as contas em dia e eventuais dívidas mapeadas e renegociadas, você está pronto para assumir o controle das finanças, criando metas para cada uma das suas despesas. Uma boa ideia é pôr em prática a regra dos 50-15-35, que consiste em dividir sua renda em três grandes grupos:

  • Gastos essenciais: todos aqueles necessários para você se manter no dia-a-dia, como moradia, educação, saúde e transporte; 50% da renda deve ser destinada a eles
  • Prioridades financeiras: se você tiver dívidas, quitá-las. Se não, poupar para construir sua reserva financeira; 15% da renda deve ser direcionada a elas
  • Estilo de vida: gastos que não são fundamentais, mas permitem que a gente aproveite mais a vida; 35% da renda deve ser reservada para isso.

4- Transforme a reserva financeira em prioridade
Quando seu planejamento já estiver rodando bem, ou seja, despesas mensais dentro das metas e dívidas controladas, sua primeira prioridade financeira deve ser construir sua reserva de emergência. Poupando 15% da renda todos os meses, sem pular nenhum, em um ano e oito meses, você já terá acumulado três salários, a quantia ideal para pessoas que possuem emprego estável.

5- Determinar o quanto se deve ter de reserva financeira
O valor da reserva financeira varia muito de pessoa para pessoa, mas a recomendação geral é que ela some de três a seis vezes a renda, ou seja, garanta todas as suas despesas por de três a seis meses.

6- Onde aplicar a reserva financeira
Como se trata de uma reserva para momentos de emergência, os recursos devem ser facilmente acessados em caso de necessidade. Ou seja, eles devem ser aplicados em um produto de investimento que tenha baixo risco e alta liquidez, para que você possa pôr e tirar dinheiro com facilidade. A boa e velha poupança é a opção mais popular, mas existem outras sugestões mais rentáveis, como fundos de renda fixa, CDB, LCI e LCA.

7- E se eu precisar usar minha reserva financeira?
É para isso que ela existe. Para que você não fique refém do cheque especial e possa recorrer a ela em momentos de emergência, como aqueles meses em que gastamos mais do que esperado ou mesmo em caso mais complicados, como a perda do emprego. Use sem medo, mas não se esqueça de alimentá-la novamente quando as finanças voltarem para os eixos.

8- Não consigo poupar 15% por mês
Caso você esteja endividado, dificilmente conseguirá separar 15% da sua renda para construir uma reserva financeira. A dica aqui é ter calma e paciência. Se você seguir os passos 1 e 2, em breve estará com as contas do mês em ordem e as dívidas controladas. Poupe o valor que puder neste momento, mas tenha como meta elevar essa quantia assim que possível e vá aumentando a porcentagem da sua renda destinada à poupança gradativamente, até conseguir atingir os 15% por mês.

9- Estou com pressa e não quero esperar 2 anos
Aumente o valor destinado para suas prioridades financeiras. Se você conseguir poupar 30% em vez de 15% por mês, conquistará os três salários em menos de um ano (dez meses para ser mais exato). Para fazer isso, você precisará rever seus gastos mensais, diminuindo primeiro a participação de 35% das despesas ligadas a estilo de vida e, em seguida, dos gastos essenciais.

Fonte: Guia bolso

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Compras para o Dia dos Namorados devem injetar 11,5 bilhões na economia, mostram SPC Brasil e CNDL.

92 milhões de brasileiros devem ir às compras. Apenas 9% pretendem gastar mais com presentes do que em 2016. Pagamento à vista é escolha de 69% dos consumidoresÚltima data comemorativa do primeiro semestre, o Dia dos Namorados de 2017 deve levar 61% dos brasileiros às compras no período. A partir de uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em toda as capitais, estima-se que aproximadamente 92 milhões de brasileiros devem presentar alguém neste 12 de Junho, o que deve injetar cerca de 11,5 bilhões de reais na economia.

Ainda que o número de pessoas interessadas em presentear alguém seja alto, a maior parte dos compradores não deve aumentar os gastos na comparação com o ano passado. Apenas 9% desses consumidores disseram que têm a intenção de gastar mais com os presentes. A maior parte (32%) planeja gastar a mesma quantia que em 2016, enquanto 24% pensam em diminuir. Os consumidores indecisos somam 16%.

A principal justificativa para 44% dos entrevistados que vão gastar menos no Dia dos Namorados é uma situação financeira ruim, com orçamento apertado (44%). Em seguida, 37% pretendem economizar, 25% devido ao aumento da inflação e da economia instável e 18% por causa de dívidas em atraso. Dentre a minoria, que pretende aumentar os gastos com presentes, o desejo de comprar um produto melhor (56%) e o encarecimento dos presentes (40%) são os mais mencionados. Apenas 8% disseram que vão gastar mais porque tiveram melhoria na renda.


Gasto médio com presentes deve ser de R$ 124 e 69% vão pagar à vista

O pagamento a vista será o meio mais utilizado pelos consumidores, citado por 69% da amostra, sendo que em 56% dos casos o pagamento será em dinheiro e em 13%, no cartão de débito. O cartão de crédito será usado por 24% dos entrevistados, seja em parcela única (9%) ou em várias parcelas (15%). Entre os que dividirão as compras, seja no cartão de crédito ou de loja, a média é de três prestações por entrevistado.

“Em um momento em que as pessoas estão inseguras em seus empregos, comprar o presente à vista é uma boa alternativa para fugir do endividamento. O ideal é não abusar dos parcelamentos para evitar o comprometimento da renda com prestações”, analisa a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
Considerando a soma de todos os presentes adquiridos, o gasto médio deve girar em torno de R$ 124. Este valor aumenta para R$ 158 entre os entrevistados das classes A e B e diminui para R$ 114 entre os respondentes das classes C, D e E. Vale destacar que metade dos entrevistados (50%) ainda não sabe ou não decidiu o quanto vai gastar com o mimo da pessoa amada.

De acordo com o levantamento, a maioria (87%) dos consumidores deve comprar apenas um único presente. Metade dos consumidores ouvidos pela pesquisa (50%) acredita que os produtos este ano estão mais caros do que em 2016, sendo a crise econômica o principal motivo para a elevação dos preços (73%), seguido do fato de o Dia dos Namorados ser uma data comemorativa, o que consequentemente aumentaria o preço dos presentes (18%). Por outro lado, 28% consideram que os presentes estão na mesma faixa de preço e somente 5% acreditam que os produtos estão mais baratos.


8% vão deixar de pagar alguma conta para poderem presentear

Quando perguntados se iriam gastar mais do que podem, 17% dos entrevistados admitem que costumam extrapolar o orçamento na hora das compras de Dia dos Namorados. As justificativas mais frequentes foram o merecimento da pessoa (24%), a vontade de agradar o parceiro, não importando o tamanho do gasto (22%) e a vontade de agradar o parceiro, não importando se o entrevistado teria que fazer dívidas (18%).

A pesquisa sinaliza que muitos dos consumidores que vão presentear estão com problemas financeiros: quase três em cada dez (26%) consumidores que pretendem comprar presentes têm contas em atraso atualmente e 22% estão com o nome sujo. Além disto, 8% afirmam que deixarão de pagar alguma conta para poderem presentear. Por outro lado, 78% dos entrevistados declararam que não têm o hábito de passar do limite e estourar o próprio orçamento com a data.
Mais da metade dos consumidores (68%) afirmam ter a intenção de fazer pesquisa de preço antes de comprar presentes, principalmente as mulheres (75%). “Vale reforçar a importância deste comportamento responsável, tendo em vista que a inadimplência é prejudicial tanto para o consumidor, que tem seu acesso ao crédito limitado; quanto para o lojista, que deixa de receber por uma venda já concretizada. Sobretudo em momentos de recessão, o consumidor deve respeitar o tamanho do próprio bolso, fazendo pesquisas de preço e pagando as compras de preferência à vista”, afirma Kawauti.

Roupas, perfumes e calçados lideram a preferência de compra

Os presentes mais procurados por quem vai presentear serão as roupas (30%), perfumes, cosméticos e maquiagem (18%), calçados (11%), acessórios como cinto, óculos e bolsas (9%), flores (7%), bombons e chocolates (5%), jantares (4%) e celulares e smartphones (3%).

O estudo buscou identificar não apenas os presentes mais procurados por quem vai presentear, como detectar também os presentes que o consumidor mais gostaria de receber no Dia dos Namorados. A ordem é a mesma: roupas (23%), perfumes (15%), calçados (10%) e acessórios (9%), que também lideraram o ranking da relação de presentes mais desejados.

Quanto aos locais de compras, os shopping centers são os destaques, com preferência de quase um terço (32%) dos entrevistados. As lojas de rua (22%), shopping populares (10%), lojas de departamento (7%) e lojas online pela internet (4%) completam a lista.

Fonte: SPC Brasil
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65% dos brasileiros não possuem reserva financeira, mostra indicador do SPC Brasil e CNDL.

Em março, 76% não conseguiram guardar dinheiro. Entre os poupadores, média geral reservada foi de R$ 502. Apenas 14% dos que poupam pensam na aposentadoria

O Indicador de Reserva Financeira, calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 65% dos brasileiros não possuem reserva financeira. Em março, 76% dos consumidores não conseguiram poupar, contra 19% que conseguiram guardar dinheiro.

Observando os dados por classe de renda, a proporção de poupadores foi maior nas classes A e B do que nas classes C, D e E. No primeiro caso, 37% pouparam, ante 60% que não pouparam. Já entre aqueles com menor renda, 13% pouparam, ante 80% que não reservaram nenhuma quantia. Apesar da diferença, em ambas as classes a maioria não poupou em março.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o baixo número de poupadores tem relação direta com a crise econômica, que potencializa a falta de cultura de poupar. “O desafio de boa parte das famílias é superar a queda da renda decorrente do aumento do desemprego e do avanço recente da inflação, que corroeu o poder de compra do consumidor.”

Em média, aqueles que conseguiram poupar guardaram R$ 502 em março – um total de R$ 14,2 bilhões poupados no mês.

64% dos que poupam escolhem a poupança como destino da reserva financeira

O indicador ainda mostra que, em março, entre aqueles que possuem reserva financeira, mais da metade (55%) fizeram uso dos recursos poupados. Os principais motivos foram o pagamento de contas da casa (13%), imprevistos (11%), despesas extras (9%), viajar (4%) e comprar uma casa ou apartamento (4%).

Considerando o destino dos rendimentos, 64% escolhem a caderneta de poupança. Em segundo lugar, 20% dos entrevistados decidem manter o dinheiro guardado na própria casa. Em seguida, aparecem os fundos de investimento (10%); a Previdência Privada (7%); o CDB (6%); e o Tesouro Direto (4%).

Segundo a economista, a escolha da modalidade deve sempre levar em conta o propósito da reserva. “Se o objetivo é de longo prazo, o poupador deve buscar o melhor rendimento. Essa busca implica, muitas vezes, disciplina e um esforço de pesquisa dos melhores tipos de investimentos existentes mas pode levar a escolhas melhores. Já se o objetivo é constituir uma reserva contra imprevistos, será mais conveniente optar por um investimento com maior liquidez, isto é, mais facilidade de saque, como a poupança e os CDBs sem carência, por exemplo”, analisa Kawauti.

Apenas 14% poupam pensando na aposentadoria

Entre os consumidores que não pouparam em março, a principal justificativa foi a renda baixa, mencionada por 44% dos entrevistados. Os imprevistos também se destacaram, citados por 16% e outros 13% disseram estar sem renda no momento. Além destes motivos, 9% citaram o fato de não conseguirem controlar os gastos e 6% a falta de disciplina.

“Se o consumidor ganha pouco, não é preciso guardar muito. O importante é criar o hábito de poupar. É isso que faz toda a diferença, pois afasta o mau hábito de gastar além do orçamento e constitui uma reserva financeira contra imprevistos”, diz Marcela Kawauti.

Já entre os entrevistados que conseguiram poupar, a maior parte (37%) se diz motivada por imprevistos como doenças, mortes e problemas diversos. Há também 31% que falam em garantir um futuro melhor para a família e 22% que pretendem reformar ou quitar um imóvel. A preocupação com a aposentadoria não é algo que se destaca, citada somente por 14% dos que pouparam.

“Há uma priorização da realização dos planos de consumo na comparação com o preparo para a aposentadoria, mas não se deve negligenciar esse último objetivo: a boa prática financeira recomenda que se faça uma reserva para imprevistos, incluindo aí a contingência do desemprego, para a realização de sonho de consumo e outra para o longo prazo, para a aposentadoria”, conclui Kawauti.

Metodologia

O indicador calcula a poupança do brasileiro baseada no dinheiro guardado no mês anterior a pesquisa. A pesquisa abrangeu 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Fonte: SPC Brasil