Arquivo mensais:agosto 2017

online

47% dos internautas sempre buscam informações online antes de comprarem em lojas físicas, mostra levantamento da CNDL e SPC Brasil

23% dos internautas têm o hábito de visitar loja física antes de fecharem uma compra online; para entrevistados, preço e comodidade se sobressaem nas compras online, mas pós-venda e facilidade de troca ainda são pontos fortes das lojas físicas

Consultar a internet antes de ir às compras já se tornou um hábito comum. Dados de uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais do país mostram que 47% dos consumidores com acesso à internet assumem o costume de sempre fazer pesquisas online antes de concretizar uma compra em loja física. Os tipos de informações mais buscadas são os preços (30%), os detalhes e as características dos produtos ou serviços (12%) e a opinião de outros clientes (5%). Apenas 13% dos entrevistados compram em lojas físicas sem fazer qualquer consulta prévia no ambiente online. Outros 40% recorrem à consulta eventualmente, a depender do tipo de produto ou serviço a ser adquirido.

Os celulares (59%) são os que mais geram pesquisas eventuais na internet antes de se efetivar a compra na loja física. Em seguida aparecem os eletrodomésticos (54%), eletrônicos (50%) e acessórios para celulares, tablets e computadores (25%). Os livros são citados por 19%, assim como as viagens. Itens de vestuário, calçados e acessórios, como bolsas e cintos têm 17% de menções.

Os sites que oferecem ferramentas de comparação de preços e de características dos produtos são os mais procurados pelos internautas (62%) nessas horas, seguidos pelos sites que mensuram o índice de reclamação de determinada marca ou produto (54%). As lojas online de grandes varejistas e os sites ou aplicativos de marcas concorrentes são consultados por 50% e 35%, respectivamente. As redes sociais (23%) e os blogs especializados (20%) completam a lista dos mais acessos na busca por referências.

Se consultar a internet antes de realizar uma compra em lojas físicas tornou-se um hábito do internauta brasileiro, o inverso também acontece, embora em uma proporção menor. Quase um quarto dos internautas (23%) sempre visita uma loja física antes de adquirir um produto pela internet. Nesses casos, os itens que os entrevistados mais procuram ver presencialmente são eletrodomésticos (48%), eletrônicos (47%), celulares (44%), vestuários e calçados (25%) e perfumes e cosméticos (18%).

“Cada vez mais os consumidores se utilizam da internet não apenas para adquirir produtos e serviços, mas também para comparar, informar-se e buscar a opinião de outros compradores, pesquisando a reputação das marcas e lojas. Esse processo vem ocorrendo já há algum tempo e já alterou profundamente o equilíbrio de forças entre lojistas e clientes. As lojas físicas precisam ficar atentas as necessidades dos clientes, que são multicanais. Ou seja, transitam simultaneamente por plataformas online e físicas ”, afirma o presidente do SPC Brasil Roque Pellizzaro Junior.

Preço e comodidade são destaque para compras online, mas relacionamento no pós-venda e facilidade de troca são ponto forte das lojas físicas
O estudo revela também, em detalhes, em que circunstâncias as lojas físicas ganham a preferência do consumidor e em quais momentos a compra virtual se sobressai. No geral, a internet é o meio preferido de 60% dos internautas na hora de fazer compras, enquanto 14% ainda preferem as lojas físicas e 26% se dizem indiferentes.

Dentre os que tem preferência pelo ambiente online para fazer compras, mais da metade (55%) justificam ter a impressão de que os produtos tendem a ser mais baratos na internet do que nas lojas físicas. Outras razões ainda mencionadas são a comodidade (51%) e a rapidez (26%). Já os que preferem comprar em lojas físicas argumentam que, dessa maneira, evitam, decepções com o produto, pois veem tudo pessoalmente (49%). A satisfação de ter o produto em mãos imediatamente após a compra é citada por 43% desses entrevistados e 35% gostam de aproveitar a compra como momento de lazer.

Para 79% dos internautas os preços das lojas online são melhores do que os das lojas físicas e 79% disseram que há mais comodidade quando se comprar pela internet. O ambiente online também se sobressai quando os entrevistados respondem sobre a maior variedade de produtos (70%), disponibilidade de informações (61%), possibilidade de personalização da compra (61%), rapidez na aquisição (60%), facilidade para escolher produtos (60%) e melhores formas de pagamento (47%).

O quadro, contudo, se altera no momento em que os consumidores refletem sobre a segurança e o pós-venda. Neste caso, 38% apontam o predomínio das lojas físicas quando se analisa a qualidade do relacionamento que se estabelece entre lojistas e clientes (38%) e a facilidade de realizar eventuais trocas (69%). Além disso, 50% se sentem mais seguros e menos ansiosos quando fazem compras físicas do que online.

“As lojas físicas precisarão investir cada vez mais na qualidade do tempo que o cliente passa dentro delas, oferecendo meios mais criativos de testar os produtos, por exemplo. O grande diferencial ainda é o aspecto material e sensorial. Ou seja, a possibilidade de ver, trocar, experimentar. Ao mesmo tempo, o atendimento deve ser de qualidade, com vendedores tecnicamente bem preparados, capazes de aconselhar e tirar dúvidas dos compradores”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Metodologia
A pesquisa ouviu 673 internautas de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais das 27 capitais. Em seguida, continuaram a responder o questionário 611 casos, que fizeram alguma compra ao longo dos últimos 12 meses. A margem de erro é de 3,4 pontos a uma margem de confiança de 95%.

Fonte: CNDL.

Desemprego

Pelo terceiro ano seguido, desemprego é a principal causa da inadimplência, mostra levantamento do SPC Brasil e CNDL.

Quatro em cada dez inadimplentes não sabem o quanto devem; 48% não têm condições financeiras de pagar dívida nos próximos três meses e 47% não mudaram atitudes mesmo admitindo descontrole das contas

Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais revela que pelo terceiro ano consecutivo, o desemprego figura como a principal causa da inadimplência no Brasil. Dentre os consumidores que possuem contas em atraso, mais de um quarto (26%) culpa a perda do emprego, percentual que sobe para 27% quando considerado somente os indivíduos das classes C, D e E. Em anos anteriores, o desemprego respondia por 33% (2015) e 28% (2016) como principal causa da inadimplência, percentuais que representam estabilidade em relação ao dado deste ano.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os dados refletem as dificuldades do atual cenário macroeconômico, com perda de dinamismo do mercado de trabalho e renda mais curta. “Mesmo com a economia começando a esboçar um processo de recuperação, o brasileiro ainda não sente no bolso os efeitos práticos desse processo de melhora gradual. Apesar de inflação e juros mais baixos, a atividade econômica ainda não ganhou tração. O desemprego continua elevado e a renda do brasileiro segue deprimida”, explica a economista.

Outros motivos que levaram os brasileiros à situação de inadimplência são a diminuição da renda (14%), falta de controle financeiro (11%) e o empréstimo de nome a terceiros (5%). Um dado que chama a atenção no estudo é que na comparação com 2016 (9%) e 2015 (7%), houve uma queda no percentual de pessoas que apontam o empréstimo de nome a terceiros como causa da inadimplência. “Isso se deve, provavelmente, ao fato de que, em contraste com um passado recente, quem emprestava o nome, agora, compartilha das mesmas dificuldades de quem pedia o nome emprestado”, afirma o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

O raio-x da inadimplência no Brasil traçado pelo levantamento mostra que as mulheres são maioria entre os devedores entrevistados: 56% contra 44% dos homens. Quanto a faixa etária, a concentração é mais elevada entre os adultos de 25 a 49 anos, que juntos detém 65% da amostra. E não são apenas as pessoas de mais baixa renda que fazem parte do grupo de brasileiros que possuem contas em atraso: nove em cada dez (93%) inadimplentes entrevistados são das classes C, D e E, mas 7% pertencem às classes A e B. A pesquisa revela que 75% dos inadimplentes possuem, no máximo, o segundo grau completo.

Apenas 20% acreditam que vão pagar toda a dívida nos próximos três meses; renegociação e bico são principais estratégias

O estudo ainda revela que em cada dez consumidores com contas em atraso, cinco (48%) não acreditam que vão conseguir pagar nem ao menos uma parte de suas pendências nos próximos três meses, percentual que é ainda mais elevado entre as mulheres (53%) e indivíduos das classes C, D e E (49%). O cenário é bastante similar ao do segundo semestre do ano passado, quando a falta de condições para pagamento das dívidas era de 46% dos devedores. De acordo com o estudo, o valor médio do total das dívidas do brasileiro é de quase R$ 2.980, mas 43% nem sabem ao certo o quanto devem.

Dentre os 20% que disseram ter a intenção de pagar toda a dívida nos próximos 90 dias e os 26% que pagarão ao menos parte do que devem, o acordo com o credor continua como a primeira opção, com 42% de citações. Outras estratégias devem ser a geração de renda extra por meio de bicos (23%), cortes no orçamento (22%), recebimento de dívidas de terceiros (14%), utilização de recursos dos saques das contas do FGTS (13%) ou uso do décimo terceiro salário (13%).

Cortes no orçamento para pagar dívida atingem vestuário, lazer e alimentação; 16% resistem em economizar em compras supérfluas

Entre os inadimplentes que vão fazer cortes no orçamento e economizar para pagar as dívidas (22%), a maior parte deixará de comprar roupas e calçados (44%), diminuir atividades de lazer (39%) ou cortar gastos com alimentação fora de casa (29%), produtos em supermercados (25%) e salão de beleza (25%). Para 51%, a maior dificuldade para quitar a dívida em atraso é o fato de o valor total da pendência superar em muitas vezes a renda que possui. Há ainda 26% de entrevistados que enfrentam dificuldades para economizar em despesas básicas e 16% que resistem em economizar com itens supérfluos, abandonando velhos hábitos de consumo.

Para o educador financeiro José Vignoli, um passo importante para sair da situação de inadimplência é se responsabilizar pelos próprios atos, fazendo uma reflexão sobre o que originou a dívida e manter o foco na resolução do problema. “Relutar em eliminar despesas e em alterar o padrão de consumo são alguns dos erros mais comuns para quem precisa ‘sair do vermelho’. A primeira atitude para organizar as finanças pessoais é reconhecer a necessidade de mudar hábitos que colocam o bolso em risco”, alerta Vignoli.

Inadimplente atrasa pagamento de roupas e até compras de supermercado; plano de saúde e condomínio são as mais pagas em dia

Uma constatação do estudo é que a aquisição de produtos em supermercados se posiciona em 2017 como o segundo item que mais originou a inadimplência, responsável por 31% das compras não pagas (cartão de crédito, cartão de lojas, cheque ou crediário). Em primeiro lugar está a compra de roupas, calçados e acessórios com 60% de menções. Completam a lista os eletrônicos (18%), celulares (16%) e eletrodomésticos (14%). Comparando com a população em geral, as mulheres tendem a ficar mais inadimplentes nas compras de peças de vestuário e calçados (64%), enquanto a classe C extrapola os limites do orçamento quando adquirem celulares (16%) e móveis para casa (12%).

De uma forma geral, os compromissos financeiros do inadimplente que mais estão em atraso, mesmo sem ter gerado o nome sujo, são os ligados ao crédito de instituições financeiras ou no comércio, cuja incidência de juros é maior, como cartão de loja (84% entre os que têm essa conta), empréstimo em banco ou financeira (74%), cartão de crédito (74%), cheque especial (72%) e crediário (67%).

Em sentido contrário, os compromissos que os inadimplentes mais pagam em dia, são aqueles considerados básicos, como plano de saúde (93% dos que têm esse compromisso), condomínio (89%), aluguel (84%), internet e TV por assinatura (83%) e conta de água e luz (80%). “A iminência de corte de serviços de primeira necessidade quando há atraso no pagamento pode ser um motivo para que essas contas tenham menor percentual de atraso em relação às dívidas bancárias. Como a pessoa não tem recursos para pagar tudo de uma vez, acaba elegendo prioridades como o aluguel e o plano de saúde, por exemplo”, explica a economista Marcela Kawauti.

Querer aproveitar uma promoção leva consumidores à inadimplência; 47% desequilibraram as finanças enquanto viviam problemas emocionais

Por trás de todas essas sérias consequências financeiras que a inadimplência gera, existe um conjunto de comportamentos, sentimentos e impulsos que podem levar o consumidor a atrasar as contas. Dados da pesquisa apontam que quase a metade (47%) dos inadimplentes estava com algum problema emocional que contribuiu para a geração da dívida, sendo a dificuldade para lidar com problemas financeiros (14%), ansiedade (12%), insatisfação no trabalho (9%) e problemas no relacionamento familiar (7%) as causas mais citadas.

Levando em consideração os devedores que admitem o descontrole financeiro ou acesso ao crédito fácil como causa da inadimplência, quase um terço (32%) afirmou que quis aproveitar uma promoção e acabou realizando uma compra sem avaliar o próprio orçamento – percentual que cresce para 46% entre jovens de 18 a 34 anos.

47% dos que não têm controle do orçamento não mudaram atitudes e apenas 18% buscaram ajuda

Entre os entrevistados que alegaram descontrole nas compras e falta de planejamento financeiro, 53% tentaram mudar algo em sua atitude para resolver esses problemas, como anotar as despesas e gastos (27%), diminuir as saídas com amigos gastadores (18%) e até mesmo evitar de sair com o cartão de crédito na carteira (16%). Na contramão desse comportamento, 47% admitiram não ter mudado qualquer conduta, principalmente, por acreditarem que a dívida não é um grande problema para o seu dia a dia (20%) ou que a situação não as incomoda (11%).

Após contrair a dívida, a maioria (82%) desses inadimplentes reconhece não ter procurado ajuda para frear os próprios impulsos, principalmente por acreditarem que conseguem resolver sozinhos essa situação (48%). Apenas 18% procuraram algum tipo de auxílio para colocar as contas em ordem, seja de um amigo (6%) ou um profissional especializado (6%).

Metodologia

A pesquisa foi realizada pelo SPC Brasil e pela CNDL no âmbito do ‘Programa Nacional de Desenvolvimento do Varejo’ em parceria com o Sebrae. Foram ouvidos, pessoalmente, 600 consumidores com contas em atraso há pelo menos 90 dias, de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais do país A margem de erro dessa amostra é de no máximo 4,0 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

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Crescimento

Para 39% dos empresários de comércio e serviços, economia irá crescer no segundo semestre, apontam SPC Brasil e CNDL.

84% afastam a possibilidade de demitir funcionários nos próximos meses. 43% dos varejistas tiveram que fazer cortes e ajustes no orçamento no 1º semestre

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com varejistas e prestadores de serviços das 27 capitais e do interior do Brasil mostra que para 39% dos empresários a economia irá crescer no segundo semestre. Para 43% dos entrevistados, o segundo semestre será melhor para a economia, do que o primeiro e 38% acham que será igual. Entre os 8% que acreditam que o cenário será pior, as principais consequências serão a dificuldade de manter as contas em dia (27%), a necessidade de reduzir o estoque de produtos (22%) e a dificuldade em economizar e fazer reserva financeira (22%).

“As perspectivas dos empresários sondados e as projeções do mercado mostram que, mesmo com a turbulência observada no cenário político, o País ainda reúne condições para interromper uma sequência de dois anos de queda do PIB. O resultado, porém, tende a ser tímido”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Já quando indagados sobre o cenário do segundo semestre para suas empresas, 56% dos varejistas acreditam que será melhor do que foi nos primeiros seis meses e 47% esperam que o volume de vendas da empresa seja maior. Entre os 6% que consideram que o semestre será pior para seu negócio, os principais motivos são acreditar que o cenário econômico seguirá ruim e, portanto, atrapalhará os negócios (49%) e porque as vendas estão ruins (39%).

Para os entrevistados, as principais estratégias no segundo semestre para superar a crise econômica são pagar a maioria das compras à vista (17%), fazer pesquisa de preços (14%) e fazer uma reserva financeira (13%). Porém, mesmo com os resultados do primeiro semestre, 51% afirmam não ter um plano para a empresa no segundo semestre de 2017, apenas 16% pretendem ampliar o negócio e 15% lançar novos produtos. Além disso, 13% pretendem adquirir equipamentos e 5% fazer aplicações financeiras periódicas.

A melhor notícia é que a grande maioria dos entrevistados não pretende demitir funcionários atualmente: 84% afastam a possibilidade de reduzir o quadro, contra 6% que consideram esta atitude. Ainda assim, 72% não pretendem contratar funcionários no segundo semestre de 2017. Entre os 9% que pretendem contratar, 77% serão formalizados pela própria empresa e 88% pretendem oferecer o mesmo salário que sempre oferecem para a função. Sete em cada dez empresários (70%) não substituiriam funcionários atuais por outros com salários mais baixos neste momento de crise, principalmente porque a medida poderia prejudicar a qualidade do serviço (35%).

No entanto, pela sua gravidade, a crise teve fortes impactos nas empresas. De acordo com a pesquisa, 44% dos entrevistados que tiveram que fazer cortes, demitiram funcionários no primeiro semestre. Ao analisar o desempenho do próprio negócio, apenas 21% consideraram que houve melhora no desempenho, na comparação com 2016, enquanto 43% notaram que não houve piora nem melhora e praticamente um terço (33%) notaram que houve piora.

43% tiveram que fazer cortes e ajustes no orçamento

Na comparação do primeiro semestre de 2017 com 2016, 40% acreditam que a economia foi pior este ano e para 36% ela foi igual.

Quanto à situação financeira da empresa, 43% avaliam que os primeiros seis meses deste ano foram iguais a 2016 e para 33% foi pior. Na percepção dos empresários que relataram a piora da performance da sua empresa, 62% disseram que a razão foram os maus resultados de vendas. O aumento dos custos também pesou nessa percepção, sendo mencionado por 29%. Além desses, 17% lembraram o aumento da concorrência, 12% citaram aumento da inadimplência dos clientes e 8% falaram do aumento das próprias dívidas.

Cerca de 43% dos entrevistados tiveram que fazer cortes e ajustes no orçamento no primeiro semestre de 2017 e os principais foram: funcionários (44%), conta de telefone fixo ou celular (30%) e conta de luz e água (24%). Entre os que tiveram de cortar funcionários, a média foi de dois colaboradores demitidos por empresa. Para atender a demanda dos clientes mesmo com o corte dos funcionários, 30% tiveram de redistribuir as atividades entre outros membros da equipe.

Três em cada dez empresários não conseguiram realizar seus projetos no primeiro semestre

O levantamento do SPC Brasil e da CNDL mostra que 37% dos varejistas de comércio e serviços realizaram os projetos planejados para o primeiro semestre de 2017, mas 29% não conseguiram realizar.

A pesquisa revela que os principais empecilhos para a não realização dos planos da empresa no primeiro semestre foram não ter recursos próprios (29%), a falta de dinheiro até para pagar as contas mensais (22%) e a insegurança de gastar dinheiro e não conseguir pagar posteriormente (20%).

Entre os principais projetos não realizados estão o aumento das vendas (30%), fazer uma grande reforma (22%) e comprar equipamentos (16%). Já entre os realizados estão o aumento das vendas (33%), compra de equipamentos (22%) e fazer uma grande reforma (19%).

Para Honório Pinheiro, os resultados da pesquisa mostram que ao longo do primeiro semestre a maioria dos empresários não percebeu sinais de melhora na economia. “Quando o assunto é o futuro da economia, a divisão dos empresários é clara. Praticamente a metade dos que se posicionaram acredita que a economia crescerá ainda este ano; a outra metade descarta a possibilidade. O momento do país ainda é delicado e contrapõe, de um lado, a estabilização de alguns setores e, de outro, um impasse que sugere nova crise política”, avalia o presidente. “O fato de boa parte dos varejistas enxergar a possibilidade de crescimento econômico ainda neste ano, porém, não deixa de ser um bom indicativo, desde que ressalvados os riscos de contaminação do cenário econômico pelo cenário político”, conclui.

Metodologia

A pesquisa foi realizada com 822 empresários de todos os portes dos segmentos de comércio e serviços nas 27 capitais e no interior. A margem de erro é de 3,4 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

 

Fonte: SPC Brasil

comprar pela internet

22% dos internautas têm o hábito de comprar em sites e aplicativos de descontos, mostra pesquisa do SPC Brasil e CNDL.

Restaurantes, comida delivery e itens de vestuário são os principais produtos comprados. Valor médio das compras é de R$ 246

Com o aumento no número de usuários de smartphones, é comum encontrar quem acessa sites ou aplicativos de ofertas e descontos para fazer compras.  Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que 22% dos consumidores brasileiros que realizaram alguma compra pela internet no último ano, possuem o hábito de utilizar sites e aplicativos de descontos.

De acordo com o levantamento, pratos em bares e restaurantes (48%), comidas delivery (39%) e itens de vestuário, calçados e acessórios (33%) são os produtos mais comprados em sites ou aplicativos exclusivos de oferta de descontos. Em média, o valor das compras realizadas nestes sites é de R$ 246.

Segundo o educador financeiro do SPC Brasil e do Meu Bolso Feliz, José Vignoli, por mais que os descontos sejam de fato bons, os consumidores têm que tomar cuidado para não exagerarem nas compras. “Com a grande quantidade de produtos ofertados com preços tentadores e as notificações no celular a cada momento lembrando das ofertas, fica difícil controlar a ansiedade e evitar a compra desnecessária, mas isso tem que ser feito para que o orçamento não seja comprometido com aquisições supérfluas”, indica o especialista. “O consumidor tem que refletir antes de adquirir um produto, pois o simples fato de haver desconto não significa que seja um bom negócio. O melhor a fazer é comprar de forma planejada e checar a possibilidade de reembolso no caso da não utilização do cupom de desconto”.

Na comparação com os anos anteriores, 52% consideram ter diminuído a frequência de compras nesses sites e aplicativos e 25% mantiveram a mesma quantidade. Seis em cada dez entrevistados (61%) usufruíram de todos os cupons e/ou descontos adquiridos, mas 40% já deixaram de utilizar algum. Entre os produtos que foram comprados e não utilizados estão: passagens (27%), pacotes de viagem (25%) e cursos (23%). O principal motivo para deixar de usar o cupom/desconto é a expiração do prazo (43%).

Já entre os que utilizaram ao menos um dos cupons adquiridos, 78% ficaram satisfeitos com os produtos e serviços, ao contrário dos 22% que não ficaram. Para estes, o principal problema foi o atendimento do lugar, que deixou a desejar.

Metodologia

A pesquisa ouviu 673 internautas das 27 capitais que realizaram compras pela internet no último ano. A margem de erro é de 3,4 pontos a uma margem de confiança de 95%.

 

Fonte: SPC Brasil

vendas

Vendas a prazo no Dia dos Pais caem -2,18%, mas ritmo da retração desacelera, aponta indicador do SPC Brasil e CNDL.

Desde 2014 varejo apresenta quedas nas principais datas comemorativas. Com desemprego e crédito seletivo, brasileiros tendem a diminuir os gastos

As vendas a prazo na semana do Dia dos Pais caíram -2,18% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Apesar de ser o quarto ano consecutivo em que o indicador fica no negativo, a retração foi menos intensa que o verificado anteriormente. Nos últimos anos, as variações haviam sido de -7,15% (2016), -11,21% (2015), -5,09% (2014), +3,78% (2013), +4,75% (2012), +6,86% (2011) e +10% (2010).

O indicador mostra que, com exceção da Páscoa que apresentou alta de 0,93%, o resultado do Dia dos Pais foi o melhor para uma data comemorativa em 2017, uma vez que tanto no Dia das Mães como no Dia dos Namorados as quedas foram ainda maiores, de -5,50% e -9,61%, respectivamente.

Segundo o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, neste ano o comércio vendeu menos a prazo, mas não significa que o brasileiro necessariamente deixou de presentear. “Os consumidores estão mais preocupados em não comprometer o próprio orçamento com compras parceladas, por isso houve um redirecionamento para os presentes mais baratos e geralmente pagos à vista”, explica.

Na avaliação dos economistas do SPC Brasil, as condições econômicas ainda graves, como desemprego elevado, alto estoque de inadimplência e crédito mais restrito, continuam exercendo forte impacto sobre o consumidor, que acaba sendo obrigado a limitar e rever seus gastos para salvar as próprias finanças.

O Dia dos Pais é a primeira data comemorativa do segundo semestre e, embora não movimenta cifras tão volumosas como no Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados, funciona como um termômetro para as próximas datas, como Dias das Crianças e o próprio Natal. Segundo uma pesquisa de intenção de compras feita pelo SPC Brasil, os produtos mais procurados neste período seriam as roupas, perfumes, calçados e acessórios masculinos, como cintos, óculos, carteiras e relógios.

Metodologia

O cálculo de vendas a prazo é baseado no volume de consultas realizadas ao banco de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) entre os dias 6 e 12 de agosto deste ano comparado com a semana anterior ao dia dos pais de 2016.

Fonte: http://www.cndl.org.br

consumo

Consumo colaborativo: 40% dos brasileiros já trocaram hotel por residência de terceiros.

Pesquisa inédita do SPC Brasil e da CNDL mostra que 79% dos consumidores acreditam que a economia compartilhada torna a vida mais fácil. Poupar dinheiro é a principal vantagem, mas falta de confiança nas pessoas é barreira para 47%

Quem poderia imaginar, há alguns anos, que um turista estaria disposto a hospedar-se na casa de um estranho ao invés de recorrer a um hotel? Ou então, alugar o próprio carro em períodos ociosos para aqueles que precisam e podem pagar – encontrando, assim, uma nova fonte de renda? Na era da economia compartilhada, histórias como essas estão se tornando cada vez mais comuns no Brasil. Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais do país revela que as modalidades de consumo colaborativo mais conhecidas e utilizadas pelos brasileiros são o aluguel de casas e apartamentos em contato direto com o proprietário (40%), caronas para o trabalho ou faculdade (39%) e aluguel de roupas (31%).

Outras formas de economia compartilhada as quais os consumidores já recorreram são aluguel de bicicletas espalhadas pela cidade (17%), aluguel de quartos para terceiros, como viajantes, por exemplo (16%), locação de carros particulares (15%) e compartilhamento de moradias em estilo comunitário, também conhecido como co-housing (15%).

De acordo com a pesquisa, 79% dos brasileiros concordam que o consumo colaborativo torna a vida mais fácil e funcional e 68% se imaginam participando de práticas nesse sentido em no máximo daqui a dois anos.

O levantamento também aponta que, para determinadas categorias de produtos, os brasileiros acreditam que vale mais a pena alugar em vez de adquirir um novo, como livros (56%), equipamentos de ginástica (53%), artigos esportivos (53%), itens de jardinagem (51%) e instrumentos musicais (50%). Levando em consideração os últimos 12 meses, 24% dos consumidores venderem alguma peça do próprio guarda-roupa e 22% repassaram seu celular para terceiros mediante uma venda.

“Os resultados indicam que os brasileiros começam a despertar interesse pelo consumo colaborativo, mas ainda aderem a ele de maneira tímida. Talvez porque a economia compartilhada traduza, essencialmente, um jeito novo de encarar as coisas e, nem sempre as pessoas estão abertas a mudanças tão significativas em seus hábitos de consumo”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Para 47%, principal vantagem do consumo colaborativo é a economia de dinheiro; 28% também enxergam oportunidade para gerar renda

Quando indagados sobre as principais vantagens do consumo colaborativo, a economia de dinheiro aparece em primeiro lugar: opinião de 47% dos consumidores. Em seguida, aparecem opções como evitar o desperdício (46%), combater o consumo em excesso (45%) e o fato de poder ajudar o próximo (38%). Outros dizem que se trata de promover o incentivo à troca de experiência com outras pessoas (34,0%), contribuir para a preservação do meio ambiente (31%), além da oportunidade de conhecer gente nova, fazer novas redes de relacionamento (30%) ou de melhorar a qualidade de vida (29%). Há ainda 28% de entrevistados que veem no consumo colaborativo uma oportunidade para ganhar dinheiro.

As formas mais mencionadas para conhecer as práticas de compartilhamento são os sites – principalmente no caso do financiamento coletivo (43%), aluguel de itens esportivos (43%), aluguel de brinquedos (41%) e do aluguel de eletrônicos que não estão em uso (40%). Já a recomendação de amigos ou conhecidos é mais comum para quem usufrui de caronas (47%), recorre à aluguel de casas e apartamentos direto com o proprietário para temporadas (44%) ou ao aluguel de roupas (44%).

Aluguel de bicicletas comunitárias e co-working são as práticas que mais despertam interesse entre os novatos

As práticas de consumo colaborativo que os brasileiros nunca fizeram, mas já ouviram falar e se mostram mais propensos a aderir são o aluguel de bicicletas comunitárias, geralmente em pontos espalhados pela cidade, e o compartilhamento do ambiente de trabalho, conhecido como co-working – ambos com 36% de menções. Outras ações que despertam interesse dos consumidores são o aluguel de itens esportivos (33%), de quartos para terceiros, como viajantes (32%) e de brinquedos (31%).

Já as práticas menos utilizadas e às quais os entrevistados igualmente estariam menos propensos a realizar dizem respeito à hospedagem de animais de estimação em sua própria residência (41%), o cohousing – quando pessoas alugam uma casa e dividem as despesas vivendo num estilo comunitário (37%) e o aluguel de utensílios e móveis da casa (36%).

“Na chamada economia compartilhada ou consumo colaborativo, ao invés de ‘ter’, o que importa é poder desfrutar dos benefícios de produtos e serviços pelo tempo que for necessário. E se possível, impactando e mudando para melhor a vida de todos os envolvidos. Dividir, reciclar ou reutilizar passam a ser alternativas ao ato de simplesmente acumular e comprar cada vez mais”, explica o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli. Exemplo disso, é que 71% dos consumidores ouvidos no levantamento admitem que, em determinados casos, possuir muitas coisas pode mais atrapalhar do que ajudar no dia a dia.

42% dos consumidores têm receio de lidar com estranhos no consumo colaborativo

O crescimento do consumo colaborativo no Brasil, contudo, ainda enfrenta barreiras pela falta de confiança entre as pessoas, sugere os resultados da pesquisa. Quase a metade (47%) dos entrevistados relataram o medo de serem ‘passados para trás’ ao aderir a alguma dessas práticas. Outros 42% disseram ter medo de lidar diretamente com estranhos e 37% citaram a falta de garantias no caso de não cumprimento de acordos. No geral, 71% dos consumidores pensam que ações de economia compartilhada podem enfrentar problemas no Brasil pelo fato de as pessoas não serem confiáveis.

A pesquisa descobriu que o receio de lidar com estranhos desponta como o maior receio dos consumidores, principalmente, no caso do aluguel de quartos para outras pessoas (47%), compartilhamento do local de moradia – cohousing (41%), caronas para locais como o trabalho, faculdade ou em viagens (38%), financiamentos coletivos – crowdfunding (28%) e no compartilhamento do espaço e os itens de escritório – coworking (28%).

“O consumo colaborativo é uma poderosa força econômica e cultural em curso capaz de reinventar não apenas o que consumimos, mas principalmente a forma como consumimos as coisas. Evidentemente, tanto quem oferece um serviço quanto quem contrata assume riscos, mas com o crescimento dessa prática, naturalmente, surgem mais mecanismos de salvaguardas despertando mais confiança entre seus usuários”, acrescenta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Metodologia

Foram entrevistados 607 consumidores nas 26 capitais mais Distrito Federal com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de no máximo 4,0 pp com margem de confiança de 95%.

Fonte: http://www.cndl.org.br

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53% dos brasileiros pretendem diminuir gastos em agosto, mostra indicador de propensão ao consumo do SPC Brasil e CNDL

Apenas 17% dos consumidores estão com sobras no orçamento. Para 42%, fatura do cartão de crédito aumentou em julho

O Indicador de Propensão ao Consumo apurado pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) revela que 53% dos brasileiros pretendem cortas gastos em agosto. Os efeitos da crise se destacam entre as justificativas: 19% mencionam os altos preços, 18% dizem que reduzirão as despesas por estarem desempregados, 14% por conta do endividamento e da situação financeira difícil e 9% a redução da renda. Esses entrevistados citam também o esforço constante de economizar (24%) e a intenção de fazer reserva financeira (11%).

Excluindo os itens de supermercado, os produtos que os consumidores planejam adquirir ao longo do mês de agosto são em sua maioria remédios (24%), roupas, calçados e acessórios (19%), recarga para celular pré-pago (19%) e perfumes e cosméticos (14%).

O indicador revela que apenas 17% dos consumidores brasileiros estão com as contas no azul, ou seja, com sobra de recursos para consumir ou fazer investimentos. A maior parte (38%) admite estar no zero a zero, sem sobra e nem falta de dinheiro, enquanto 38% encontram-se no vermelho e não conseguiram pagar todas as contas em julho, com a renda que possuem.

“A proporção de consumidores com orçamento apertado mostra bem o impacto da crise sobre as finanças pessoais, embora o estado da economia não seja o único fator a explicá-lo”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. “Há também a importante questão da falta de controle do orçamento. E, como não poderia ser diferente, a situação financeira impacta o consumo, seja porque restringe o crédito ou porque leva o próprio consumidor a rever seu padrão de consumo”, avalia.

56% dos brasileiros não tomaram crédito em junho

Em junho, o Indicador de Uso do Crédito marcou 28,5 pontos, estável em relação aos 27,5 pontos observados em maio. O indicador considera a proporção de consumidores que recorreram ao crédito, e a variedade de modalidades a que cada um recorreu. A escala varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo de 100, maior a disposição do consumidor em tomar crédito.

De forma geral, 56% dos consumidores brasileiros não utilizaram crédito no mês de junho, como empréstimos, linhas de financiamento, crediários e cartões de crédito. O restante (44%), porém, mencionou ao menos uma modalidade a qual tenham recorrido no período. Os cartões de crédito (37%) e os cartões de loja e crediário (16%) foram as modalidades mais usadas. O cheque especial foi citado por 6% da amostra. Há ainda, 4% de consumidores que recorreram à empréstimos e 2% que buscaram financiamentos.

Para 42%, fatura do cartão de crédito aumentou

Entre os brasileiros que se utilizaram do cartão de crédito (36%) em junho, a minoria (23%) diminuiu o valor da fatura. Para 30% ela se manteve em patamar estável na comparação com o mês anterior, ao passo que 42% observaram aumento no valor utilizado. O valor médio reportado pelos entrevistados foi de R$ 977.

As compras de supermercados lideraram entre os itens mais adquiridos via cartão de crédito, com 66% de menções. Em seguida surgem os gastos com remédios e farmácia (56%), roupas, calçados e acessórios (36%), combustível (35%) e gastos com bares e restaurantes (31%).

A economista do SPC Brasil alerta: “O consumidor que recorre ao cartão para fazer frente a esses gastos precisa levar em consideração que, nos meses seguintes, terá de arcar com as despesas básicas novamente e planejar-se para o pagamento”.

Para 42%, está difícil contratar empréstimos ou linhas de financiamento

De acordo com os dados do indicador, 19% dos brasileiros tiveram crédito negado em junho ao tentarem fazer uma compra a prazo ou contratarem algum tipo de empréstimo ou financiamento.

Dado que reforça o comportamento mais restritivo por parte dos credores é que 42% dos brasileiros consideram ‘difícil ou muito difícil’ contratar empréstimos ou linhas de financiamento. Apenas 15% dos consumidores avaliam o processo como fácil. Para Kawauti, os dados acerca da dificuldade de contratação sugerem que o uso do crédito poderia alcançar um número maior de consumidores, mas há que se ponderar o risco da inadimplência. “O mau uso do crédito pode ter como consequência a inadimplência. Por isso é importante que a concedente de crédito estabeleça critérios para a concessão, e que o consumidor exerça o autocontrole para não gastar além do que pode”, conclui.

Metodologia

A pesquisa foi realizada em abril e abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Fonte: http://www.cndl.org.br

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57% DOS CONSUMIDORES DEVEM PRESENTEAR NO DIA DOS PAIS, REVELA PESQUISA DO SPC BRASIL E CNDL.

Data comemorativa vai movimentar 10,7 bilhões na economia com presentes. Gasto médio do brasileiro será por volta de R$ 125

Embora os brasileiros ainda estejam sensíveis aos efeitos da recessão e do desemprego, o percentual de pessoas que devem ir ás compras no Dia dos Pais é maior neste ano do que em 2016. Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais revela que 57% dos brasileiros têm a intenção de comprar presentes na data, o que representa um contingente aproximado de 86,1 milhões de consumidores. Os que não manifestaram a intenção de comprar presentes somam 41% da amostra e os que ainda não sabem são 2%. No ano passado, o percentual de brasileiros que presentearam os pais foi de 49%, segundo a pesquisa.

Os dados do estudo sugerem cautela do brasileiro na hora de ir às compras, já que a maior parcela dos entrevistados que irão presentear (38%) pretende gastar o mesmo valor desembolsado em 2016 e 26% planejam até mesmo diminuir os gastos. De acordo com a sondagem, apenas 13% dos consumidores planejam gastar mais do que há um ano. “Como a maior parte dos brasileiros não deverá ampliar seus gastos, cabe aos varejistas compreender as limitações financeiras dos consumidores a fim de estimulá-los às compras. O consumidor está cauteloso para consumir e é importante oferecer opções de menor custo para presentear nas datas comemorativas”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Entre aqueles que planejam gastar menos, as principais razões são o orçamento apertado (43%), a intenção de economizar (35%) e o cenário instável da economia do país (31%), que acaba afetando a confiança do consumidor em comprometer a renda com a aquisição de presentes. Há ainda 20% de pessoas que têm outras prioridades financeiras e 10% que tiveram redução salarial. Entre os que vão gastar mais neste ano, 59% pensam comprar um presente melhor, mas 45% acham que vão desembolsar mais porque os presentes encareceram de um ano para o outro.

Dia dos Pais devem movimentar 10,7 bilhões na economia com presentes. Gasto médio do brasileiro será de R$ 125

Entre as pessoas que vão às compras, o valor desembolsado com o total de presentes será, em média, de R$ 125, valor que diminui para R$ 111 quando considerados somente os consumidores das classes C, D e E. A maioria (81%) dos compradores deve adquirir apenas um presente. Com isto, o SPC Brasil e a CNDL estimam que as compras do Dia dos Pais devem movimentar aproximadamente R$ 10,7 bilhões nos setores do comércio e serviços.

A pesquisa ainda mostra que seis em cada dez (57%) consumidores têm a percepção de que os presentes estão mais caros neste ano, sendo que para 77% destes, a crise econômica fez os preços aumentarem. Já para 37%, eles estão na mesma faixa de preço.

Seis em cada dez consumidores farão pesquisa de preço e 25% vão comprar mesmo com contas em atraso

Com a perspectiva de economizar na hora da compra, 58% dos consumidores disseram que vão realizar pesquisas de preço antes de adquirir o presente. Outros 10% vão dividir as compras com outra pessoa, geralmente um irmão, a mãe ou algum familiar.

A pesquisa revela ainda que, mesmo em um momento de grandes incertezas e pouco propício ao endividamento, mais de um quarto (25%) dos consumidores que manifestaram a intenção de comprar presentes neste ano está com alguma parcela atrasada e 21% se encontram até mesmo com o nome sujo. Outro dado que serve de alerta é 10% assumem o hábito de gastar mais do que podem para presentear o próprio pai e 6% vão deixar de pagar alguma conta para garantir o presente deste ano.

“A inadimplência é prejudicial tanto para o consumidor, que fica com seu poder de compra limitado, quanto para o lojista, que deixa de receber por uma venda já concretizada. O consumidor deve presentear, sim. Porém, é importante respeitar o tamanho do próprio bolso, planejar os gastos e fazer muita pesquisa de preço, dando prioridade ao pagamento à vista. Para quem está inadimplente, mesmo que os valores dos presentes possam parecer inofensivos, todo o esforço deve ser direcionado para o pagamento das dívidas”, explica o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

75% vão pagar presentes à vista. Roupas e shopping center lideram na preferência

No Dia dos Pais deste ano, os itens mais procurados para quem vai presentear serão as roupas (40%), perfumes e cosméticos (16%) e calçados (16%). Em seguida aparecem os acessórios masculinos, como cintos, óculos, carteiras e relógios (14%), vale-presentes (4%) e as comemorações em restaurantes (4%). A pesquisa também mostra um percentual relevante de indecisos: um em cada cinco entrevistados (22%) não sabe ou ainda não decidiu o que pretende comprar para o pai. As pessoas mais presenteadas neste ano devem ser os pais (56%), esposos (14%), pai dos filhos (8%), filhos (7%) e sogros (6%). Há ainda 4% de entrevistados que devem se auto presentear.

Com relação à forma de pagamento, a maioria dos entrevistados (75%) mostra preferência pelo pagamento à vista, seja em dinheiro (66%) ou cartão de débito (9%). O pagamento via cartão de crédito, seja em parcela única ou mais de uma parcela, será escolha de 16% em ambos os casos. Entre aqueles vão dividir o pagamento, a média será de três prestações. “Em um momento em que as pessoas estão inseguras em seus empregos, comprar o presente à vista em dinheiro pode ser uma boa alternativa para fugir do endividamento”, orienta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

O shopping center se destaca como o principal local de compra para 35% dos entrevistados. Logo em seguida estão as lojas de rua (18%), shoppings populares (9%) e lojas de departamento (9%). As lojas online devem ser a preferência de apenas 2% dos compradores. Para escolha do local de compra dos presentes, 51% levam em consideração o preço, 43% a qualidade dos produtos e 27% promoções e descontos, especialmente as classes C, D e E (30%). “A larga vantagem dos shoppings deve-se ao fato que estes estabelecimentos concentram uma grande variedade de lojas em um único lugar”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Segundo o levantamento, a procura pelo presente dos pais deve se intensificar pelos próximos dias: 41% dos entrevistados disseram que vão deixar a compra do presente para esta primeira semana de agosto e 34% só o farão no sábado, véspera do Dia dos Pais.

Metodologia

A pesquisa foi realizada pelo SPC Brasil e pela CNDL no âmbito do ‘Programa Nacional de Desenvolvimento do Varejo’ em parceria com o Sebrae. Foram ouvidos, pessoalmente, 872 consumidores de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais do país. Para avaliar o perfil de compra, foram considerados 600 casos da amostra inicial que têm a intenção de comprar presentes. A margem de erro dessa amostra é de no máximo 4,0 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

 

Fonte: http://www.cndl.org.br

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Inadimplência das empresas cresce 4,05% em junho, a segunda menor alta desde janeiro de 2011, aponta indicador do SPC Brasil e CNDL.

Com empresários segurando investimentos e cautelosos para tomar crédito, volume de atrasos tem crescido menos que em anos anteriores; dívidas com empresas do comércio teve maior alta no período

O volume de empresas com contas em atraso segue crescendo no país, mas em patamares mais moderados que nos últimos anos. De acordo com o indicador de inadimplência de pessoa jurídica calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), no último mês de junho frente igual período de 2016, houve uma alta de 4,05% na quantidade de empresas negativadas. Trata-se do segundo menor crescimento desde janeiro de 2011, início da série histórica. Na comparação mensal entre junho e maio, sem ajuste sazonal, a variação foi de 0,42%, após uma leve queda de -0,16% no mês anterior.

Na avaliação do presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o abrandamento da inadimplência das empresas tem acontecido mesmo em meio à crise econômica por conta da maior restrição ao crédito e menor propensão a investir, que trazem redução do endividamento. “A inadimplência entre empresas cresceu de modo acentuado no auge da crise econômica e, ainda continua crescendo, porém a taxas menores. A reversão desse quadro passa pela recuperação da economia e consequentemente do aumento do consumo, que continua em queda” explica Pinheiro.

Entre as regiões analisadas, o Norte foi a que apresentou a maior variação no número de empresas com o CNPJ registrado nas listas de negativados: um avanço anual de 5,41%. No Nordeste, a inadimplência cresceu 4,44% e no Sudeste, 4,11%. As regiões Centro-Oeste e Sul apresentaram variações menores do número de devedores: 3,83% e 2,10%, respectivamente.


Dívidas crescem 1,78% em junho; entre setores credores, comércio ganha destaque

Além do aumento no número de empresas inadimplentes, houve também um crescimento na variação da quantidade de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas: +1,78% a mais em junho frente a igual mês de 2016. Já na passagem de maio de 2017 para o último mês de junho, sem ajuste sazonal, a alta foi de 0,36% no volume de dívidas.

O número de empresas devedoras por ramo da economia mostra que setor de agricultura teve a maior entre o CNPJs negativados: 14,25% em junho na comparação com igual mês do ano passado. Em seguida, destaca-se o segmento de Serviços (6,73%), seguido pela Indústria (3,19%) e pelo Comércio (2,84%).

Já análise por setor crédito – ou seja, para quem as empresas estão devendo – revela que foram as pendências de empresas devidas ao Comércio aquelas que mais cresceram no período, com alta de 6,66%. Em seguida, destaca-se a alta das dívidas ligadas à Indústria (6,59%) e Serviços (0,31%), que englobam bancos e financeiras. As dívidas com o setor de agricultura foram as únicas a cair no período, com queda de -22,01% no período.

Metodologia

O indicador de inadimplência das empresas sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

Fonte: http://www.cndl.org.br