Arquivo mensais:setembro 2017

reforma trabalhista

CDL Vitória promove palestra gratuita sobre reforma trabalhista.

Empresários poderão tirar dúvidas sobre os principais pontos da nova lei. O evento será realizado nesta sexta-feira, no Cinemark do Shopping Vitória.

A reforma trabalhista, que entrará em vigor a partir do próximo mês de novembro, continua gerando muitas dúvidas entre os empresários. Com o objetivo de esclarecer os principais pontos da nova lei, a CDL Vitória vai promover a palestra gratuita “Reforma trabalhista e as profundas alterações nas relações de trabalho”, nesta sexta-feira (29), a partir das 8 horas, no Cinemark do Shopping Vitória.

Participam do evento, o advogado trabalhista e membro diretor da CDL Jovem Vitória João Gomes Netto e o juiz do trabalho Fabrício Boschetti Zocolotti.

“Na oportunidade, os participantes poderão esclarecer dúvidas referentes ao impacto das mudanças no cotidiano das empresas, como a negociação entre as partes, terceirização e reconfiguração de direitos tradicionalmente já outorgados aos trabalhadores, como horas-extras, jornada de trabalho e férias”, explicou o presidente da CDL Vitória, Adriano Ohnesorge.

De acordo com o governo federal, a reforma trabalhista vem para aprimorar as relações de trabalho no Brasil, por meio da valorização da negociação coletiva entre trabalhadores e empregadores.

Entre as principais mudanças da nova legislação, estão a permissão para turnos de 12 horas de trabalho por 36 de descanso; férias divididas em até três períodos; fim da contribuição sindical obrigatória e inclusão da jornada intermitente, formalizando o trabalho em dias alternados ou por algumas horas, como o de trabalhadores de bares ou eventos, além de outras alterações.

Palestra: “Reforma trabalhista e as profundas alterações nas relações de trabalho”

Data: próxima sexta-feira (29/09)

Horário: a partir das 8 horas

Local: Cinemark do Shopping Vitória (estacionamento gratuito, entrada pelo acesso F)

Inscrições e informações: (27) 3232-2052 / presidencia@cdlvitoria.com.br

Programação

8h às 8h15: Credenciamento e café de boas-vindas

8h15 às 8h30: Abertura do evento com o presidente da CDL Vitória, Adriano Ohnesorge

8h30 às 9h30: Palestra com o advogado João Gomes Netto

9h30 às 10h30: Palestra com o juiz Fabrício Boschetti Zocolotti

10h30 às 11h: Interação, perguntas e respostas

 

campanha

Faça a sua adesão na maior campanha de Natal do Estado.

As CDLs de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Guarapari preparam uma grande campanha de final de ano para fomentar o consumo e aquecer as vendas no comércio. É a ação “TEM PRÊMIO NO AR”, realizada em parceria com o Banco Sicoob e em conjunto com os principais estabelecimentos comerciais da Grande Vitória e Guarapari.

A campanha terá início no dia 1º de novembro e será encerrada em 25 de dezembro. Durante a campanha serão sorteados 01 Carro zero quilômetro, 10 Motos e mais 255 vales-compras.

“Estamos mais otimistas para o Natal deste ano, já que a economia tem dado sinais de melhoria. Esperamos a adesão de um grande número de lojistas”, disse Adriano Ohnesorge, presidente da CDL Vitória.

Lojista, garanta já a sua adesão nessa campanha e veja suas vendas irem para o alto!

Mais informações: (27) 3232-2074 / comercial@cdlvitoria.com.br

varejo

Parceria entre a CNDL e CAIXA financia atividades do lojista associado.

Pensando em criar um ambiente mais favorável ao fomento das atividades do setor varejista, com juros menores e tarifas mais atrativas, o Sistema da Confederação de Dirigentes Lojistas (Sistema CNDL) e a Caixa Econômica Federal (CAIXA) firmaram uma parceria voltada para os lojistas de todo Brasil: o programa AVANÇA VAREJO.

O acordo de cooperação Avança Varejo disponibiliza ao associado do Sistema CNDL condições diferenciadas de produtos e serviços conforme a necessidade individual de cada empresa. Dentre os benefícios estão linhas de capital de giro, crédito rotativo, de investimento e financiamento, com prazos mais alongados e taxas de juros diferenciadas.

Para o Gerente Nacional de Estratégia de Clientes da Caixa, Daniel José Ferraz dos Santos, o acordo assinado entre Caixa e CNDL representa um esforço conjunto entre as duas instituições com o objetivo de aquecer o mercado e contribuir para a retomada do crescimento econômico. “A Caixa quer estimular, por meio dessa parceria, o crescimento econômico do setor, que é extremamente importante e decisivo para a economia do país”.

“Trata-se de uma iniciativa fundamental para incentivar as atividades do setor que é o grande empregador do país. Com a parceria, damos mais um passo para a retomada do crescimento econômico e recuperação de empregos”, destaca Honório Pinheiro, presidente da CNDL.

O acordo vai favorecer cerca de 450 mil lojistas associados à CNDL, com mais de um milhão de estabelecimentos comerciais de pequeno, médio e grande porte em todo o Brasil. Por meio do convênio firmado, o empreendedor vai dispor de linhas diversificadas para o financiamento de ônibus, caminhões, máquinas e equipamentos novos, aquisição de softwares e serviços correlatos no mercado interno, além de investimento em inovações.

Como elaborar uma proposta

O associado do Sistema CNDL que quiser financiar a empresa por meio do programa Avança Varejo deverá acessar www.cndl.org.br/avancavarejo/  e enviar uma solicitação à CAIXA. Para tanto, é necessário que tenha em mãos o CNPJ da empresa e o código de associado da respectiva Câmara de Dirigente Lojista (CDL).

Após a confirmação do envio dos dados, o associado receberá uma mensagem de confirmação. A partir daí, é só aguardar o contato de um dos gerentes da CAIXA.

Os empresários não associados ao Sistema CNDL que desejam aproveitar os benefícios da parceria, devem procurar a CDL Vitória para se associar.

Contas

41% dos inadimplentes têm pouco conhecimento sobre suas contas básicas, revelam SPC Brasil e CNDL.

59% também não sabem ao certo os valores de produtos e serviços comprados no crédito que serão pagos no próximo mês. 38% dos inadimplentes vivem fora do padrão de renda

Se um consumidor acaba tendo seu nome inscrito em cadastros de inadimplência, será que ele tem noção de seus gastos, dívidas e possui algum comportamento adequado de educação financeira? O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) tentou buscar essas respostas através de uma pesquisa nacional e revela que o conhecimento dos rendimentos e das contas entre os inadimplentes não é expressivo para a grande maioria. O levantamento mostra que mais de um quarto dos entrevistados negativados declararam pouco ou nenhum controle de suas finanças: 47% sabem muito pouco ou nada sobre seus rendimentos e 41% sobre as contas básicas.

Além disso, 59% dos inadimplentes têm pouco conhecimento sobre os valores dos produtos e serviços comprados no crédito que seriam pagos no mês seguinte à pesquisa e sobre quais são eles (55%). O número de parcelas das compras feitas no crédito também é bastante desconhecido: 40% dos inadimplentes sabem muito pouco ou nada a respeito.

“As contas básicas são justamente os gastos fixos, compromissos mensais e com valores normalmente pré-definidos como contas de água e luz, telefone, plano de saúde, aluguel, condomínio, parcelas do carro e escola dos filhos. Esses tipos de gastos são muito sensíveis a uma redução de receita, ocasionada, por exemplo, por uma situação de desemprego ou por outro imprevisto ― já que as despesas vão continuar existindo, mas não haverá caixa para supri-las”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. “Dessa forma, é extremamente importante que o consumidor tenha controle sobre suas próprias contas e conheça o tamanho do próprio bolso”, pondera.

Assim, a pesquisa revela que uma consequência de negligenciar o conhecimento de seus próprios rendimentos e contas é o fato de 35% dos inadimplentes nunca ou na minoria das vezes conseguirem fechar o mês com todas as contas pagas, sem se endividar.

Por outro lado, a compra de alimentos, produtos de higiene e limpeza (31%), seguido por pagar no prazo as contas básicas mensais (24%) e pagar as contas em atraso que geraram a negativação do nome do entrevistado (20%) são as prioridades de pagamento deste público.

38% dos inadimplentes vivem fora do padrão de renda

A pesquisa do SPC Brasil e da CNDL investiga a fundo alguns padrões de comportamento financeiro dos inadimplentes e revela também que 38% vivem fora do padrão de renda, comprando além do que podem pagar e somente 23% conseguem juntar dinheiro na medida que desejam. Outros três em cada dez (29%) não se preocupam muito com o futuro e por isso compram sem pensar, 29% não planejam as compras e 23% não pesquisam todos os preços.

“O ideal é que o consumidor consiga poupar pelo menos seis vezes o valor de suas despesas básicas. Dessa forma, consegue manter o padrão de vida por seis meses em situações de emergência como desemprego ou problemas de saúde”, orienta Marcela Kawauti.

Porém nem tudo está perdido: 64% fazem planejamento financeiro mensal e sabem quanto têm para gastar no orçamento, 38% guardam dinheiro pensando no futuro e 30% têm reservas para a realização de algum sonho futuro, seja ele ter um carro, casa própria ou fazer uma viagem.

A grande maioria também considera ter o nome limpo um bem precioso (85%). Já 83% consideram importante administrar o próprio dinheiro, 79% que honrar compromissos financeiros vem sempre em primeiro lugar, 78% acreditam que o controle das finanças pessoais é necessário para se sentirem bem e 74% se preocupam com o volume de compromissos financeiros que possuem.

Bares e restaurantes: 35% já perderam a noção dos gastos

De acordo com o levantamento, na média, 38% dos inadimplentes têm comportamentos impulsivos e não controlados com relação ao consumo, dado que não apresentou variação significativa de 2017 para 2016. Esta média é o resultado do percentual em que os inadimplentes concordam com algumas afirmativas, entre elas:

- 58% gastam consigo mesmos por considerarem que merecem;
- 44% costumam fazer compras para comemorar coisas boas;
- 41% dos inadimplentes costumam ceder aos seus desejos quando querem muito comprar algo;
- 35% gastam mais dinheiro do que podem para aproveitar a vida;
- 35% às vezes compram algo não planejado para se valorizar e sentirem melhor quando não estão bem;
- 32% às vezes deixam de honrar compromissos para comprar algo que desejam muito;
- 31% gastam mais dinheiro do que podem para se sentirem bonitos;
- 22% compram algumas coisas para impressionar terceiros.

Esta necessidade de constantemente se satisfazer possivelmente explica o motivo de 46% gastarem sem perceber, 35% às vezes perderem a noção em saídas para bares e restaurantes e extrapolarem o orçamento, 39% terem o costume de comprar mais do que o planejado, 37% não conseguirem controlar seus gastos e 35% não terem uma atitude proativa, demorando para realizar mudanças favoráveis ao controle financeiro, como cancelar pacotes de serviços ou assinatura, por exemplo. Outra possível razão para um consumo não planejado também pode ser a influência dos círculos familiares e de amizade: 39% declararam que se sentem pressionado(a) a gastar mais dinheiro quando estão com amigos e família.

A consequência não poderia ser diferente: 37% dos inadimplentes são vistos como pessoas que compram demais pelos conhecidos. Além disso, 28% dos inadimplentes já esconderam compras para evitar brigas dentro de casa e 33% têm brigas frequentes com pais ou o cônjuge pela forma com que gastam seu dinheiro.

O educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, alerta para que os consumidores tenham plena consciência e controlem o valor total de seus gastos. “O absoluto conhecimento das contas permite que ele saiba frear o consumo não planejado e por impulso, administre novos gastos, saiba onde precisa cortar nas despesas, além de possibilitar a adequação do orçamento à realidade financeira”, explica Vignoli.

Metodologia

A pesquisa foi realizada pelo SPC Brasil e pela CNDL no âmbito do ‘Programa Nacional de Desenvolvimento do Varejo’ em parceria com o Sebrae. Foram ouvidos, pessoalmente, 600 consumidores com contas em atraso há pelo menos 90 dias, de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais do país A margem de erro dessa amostra é de no máximo 4,0 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

Acompanhe dicas de educação financeira em http://meubolsofeliz.com.br/

financas

Para 40% dos consumidores, vida financeira está ruim, mostra indicador do SPC Brasil e CNDL.

Orçamento apertado e a dificuldade de pagar as contas são as principais razões para a afirmação. Apenas 21% dos consumidores estão otimistas com o futuro da economia. 75% notaram aumento na tarifa dos combustíveis entre julho e agosto.

Pelo segundo mês consecutivo, a confiança do consumidor voltou a crescer e atingiu 42,3 pontos em agosto, ante os 41,4 pontos em julho. Os dados do Indicador de Confiança do Consumidor (ICC) do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que o consumidor brasileiro segue cauteloso: 40% avaliam, no momento atual, sua vida financeira como ruim e apenas 12% como boa – já para a avaliação da economia, o percentual dos que acreditam estar ruim sobe para 79% e o de otimistas apenas 3%.

“Em geral, os consumidores tendem a ser mais otimistas ao tratar da própria vida financeira do que ao tratar da economia do país. Porém, nem sempre o otimismo possui justificativas sólidas”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. “A consolidação da melhora da percepção do momento atual e da confiança dependerá, essencialmente, da continuidade da retomada econômica no segundo semestre. Diversos indicadores econômicos já apontam alguma melhora, como é o caso da inflação, dos juros e mesmo da atividade econômica. Isso ainda não se reflete, todavia, no dia-a-dia do consumidor”, avalia.

Os dados do Subindicador de Condições Atuais, que registrou 30,1 pontos em agosto ante 30,2 pontos em julho, mostra que entre aqueles que avaliam o clima econômico como ruim, os principais sintomas são o desemprego elevado (49%), o aumento dos preços (25%) e as altas taxas de juros (8%).

Já quando se trata de responder sobre a própria vida financeira, o orçamento apertado e a dificuldade de pagar as contas são as principais razões para considerar a vida financeira ruim, apontadas por 36% desses consumidores. Os entrevistados mencionam também o desemprego (32%), a queda da renda familiar (17%), a perda de controle financeiro (5%) e imprevistos (4%).

Apenas 21% dos consumidores estão otimistas com o futuro da economia

A sondagem também procurou saber o que os brasileiros esperam do futuro da economia do Brasil e da sua própria vida financeira – o Subindicador de Expectativas, que registrou 54,5 pontos em agosto ante 52,7 pontos em julho. Acima dos 50 pontos, o resultado indica que a maior parte dos consumidores têm uma percepção positiva sobre o futuro de sua vida financeira e da economia.

Considerando as expectativas dos consumidores para a economia, apenas 21% disseram estar otimistas com os próximos seis meses, ao passo que 34% disseram estar pessimistas. De acordo com o indicador, 28% dos pessimistas com a economia não têm boas expectativas por acreditar que a corrupção atrapalha o desempenho do país. Outra razão citada é o alto nível de desemprego que ainda se nota (20%). Também se menciona a discordância com a atual política econômica (17%); o fato de as instituições e leis não favorecerem o desenvolvimento do país (13%) e a alta dos preços (10%).

No caso das expectativas para a vida financeira, 60% manifestaram boas expectativas para a vida financeira e 10% manifestam expectativas ruins ou muito ruins. Apesar disso, a maior parte dos consumidores otimistas não sabe ao certo justificar as razões do otimismo (37%). Há, no entanto, 27% que respaldam sua posição na perspectiva de conseguir um novo emprego ou promoção; 11% que acreditam que a economia irá melhorar, 8% que dizem estar investindo na profissão e 8% afirmam ter feito uma boa gestão das finanças.


75% notaram aumento na tarifa dos combustíveis entre julho e agosto

Para quase metade dos consumidores (52%), o que mais tem pesado na vida financeira familiar é o custo de vida. Também pesa sobre o orçamento das famílias o desemprego, citado por 17%, e o endividamento, mencionado por 13%. Além desses, 11% citam a queda dos rendimentos mensais e somente 4% dizem que nada está pesando sobre a vida financeira familiar.

Se o custo de vida incomoda, é nos supermercados que os consumidores mais percebem o aumento dos preços: 75% notaram que os preços aumentaram nesses locais em agosto, em comparação ao mês anterior. Para 75%, também aumentaram as tarifas de combustíveis (em julho o percentual era de 41%). Ainda houve a percepção de aumento dos preços de roupas e calçados (50%), bares e restaurantes (47%) e telefone fixo/celular (46%).

Metodologia
Foram entrevistados 801 consumidores, a respeito de quatro questões principais: 1) a avaliação dos consumidores sobre o momento atual da economia; 2) a avaliação sobre a própria vida financeira; 3) a percepção sobre o futuro da economia e 4) a percepção sobre o futuro da própria vida financeira. O Indicador e suas aberturas mostram que há confiança quando os pontos estiverem acima do nível neutro de 50 pontos. Quando o indicador vier abaixo de 50, indica falta de confiança.

Fonte: SPC Brasil

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O Espírito Santo recebe os representantes do Programa Nacional de Desenvolvimento do Varejo.

O Espírito Santo recebe hoje o Programa Nacional de Desenvolvimento do Varejo (PNDV), uma parceria da CNDL com o Sebrae. Líderes do Sistema e empresários se reúnem para a elaboração de propostas de políticas públicas com potencial de desenvolvimento de vantagens competitivas a micro e pequenos negócios do setor varejista.

O presidente da CDL Vitória, Adriano Ohnesorge, conduziu a abertura do seminário.

O programa fundamenta-se em três pilares estratégicos:

I – Organização, comunicação e monitoramento do programa;

II – Melhoria do ambiente de negócios do varejo;

III – Fortalecimento e organização das lideranças do varejo.

O presente projeto abrange todos esses pilares, prevendo o planejamento e a execução de ações e atividades relativas a cada pilar estratégico durante o período de 24 meses a partir da data de assinatura do convênio.

Saiba mais: www.pndv.org.br

cartao

39% dos usuários de cartão de crédito aumentaram valor da fatura no mês de julho, aponta indicador do SPC Brasil e CNDL.

Produtos de supermercados e remédios são os mais comprados no cartão; 61% dos que tentaram fazer compras parceladas em loja tiveram o pedido negado e 56% pretendem diminuir gastos em setembro

Em cada dez usuários de cartão de crédito no Brasil, quatro (39%) aumentaram o valor da fatura no último mês de julho, segundo dados apurados pelo Indicador de Uso do Crédito do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). Para 33% dos consumidores ouvidos, a fatura se manteve estável na comparação com o mês anterior à pesquisa, enquanto 24% conseguiram diminuir o valor cobrado. Segundo a sondagem, o valor médio das faturas em julho foi de R$ 883.

O levantamento revela que o brasileiro está utilizando o chamado ‘dinheiro de plástico’ para fazer, principalmente, compras básicas e de primeira necessidade. Produtos de supermercados (62%), remédios e itens de farmácia (49%) e combustível (30%) encabeçam a lista dos produtos mais adquiridos via cartão. Outras compras também realizadas recentemente no crédito foram a aquisição de roupas, calçados e acessórios (29%), idas a bares e restaurantes (28%) e recargas para celular pré-pago (20%).

“Os dados sugerem que o brasileiro está recorrendo ao crédito para compras do dia a dia, inclusive mantimentos. A orientação é que, independentemente do tipo de aquisição ou dos valores, o cartão pode ser um aliado do orçamento e, não necessariamente, um vilão. Tudo depende da maturidade e do grau de organização do seu usuário. Se ele não pagar a fatura integral e acabar optando pelo rotativo ou parcelamento, vai arcar com uma taxa de juros que pode chegar até a 500%, em média”, alerta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

42% usaram alguma modalidade de crédito, mas 61% dos que tentaram fazer compra parcelada tiveram o pedido negado

Dados apurados pelo SPC Brasil e pela CNDL revelam que 42% dos consumidores brasileiros recorreram a alguma modalidade crédito no último mês de julho, sendo que a mais utilizada é o cartão de crédito, mencionado por 37% das pessoas consultadas. Em segundo lugar aparecem o cartão de loja e o crediário com 13% de menções. Completam o ranking o limite do cheque especial (6%), empréstimos (4%) e financiamentos (4%). O percentual de brasileiros que não recorreram às compras a prazo ou empréstimos de recursos financeiros no último mês de julho somam 58% da amostra.

De forma geral, o Indicador de Uso do Crédito registrou 27,4 pontos em julho. O resultado ficou próximo da média dos seis meses anteriores, situada em 27,2 pontos. O indicador varia de zero a 100 pontos e busca medir o uso das principais modalidades de crédito pelos consumidores brasileiros. Quanto mais próximo de 100, maior o número de usuários e de frequência no uso das modalidades.

Em julho, entre os consumidores que tentaram obter crédito em loja, 61% tiveram o pedido negado, sendo que a razão principal foi a inadimplência (9%). Outras alegações foram a renda insuficiente (3%) e a falta de comprovação de renda (3%). “O consumidor deve encarar a negação do crédito como um indicativo de que é preciso rever suas atitudes com relação ao dinheiro, buscando equilibrar seus gastos e seus ganhos”, afirma a economista Marcela Kawauti.

Quando questionados sobre a dificuldade de contratar empréstimos e financiamentos, a maior parte (40%) opina que é difícil ou muito difícil, enquanto apenas 18% avaliam como fácil ou muito fácil. Outro 21% assumem uma opinião neutra a respeito do grau de dificuldade na obtenção de recursos de terceiros.

Outro dado de destaque é que entre os consumidores com empréstimos e financiamentos, 34% admitiram atrasos ao longo do contrato e 19% disseram estar no atual momento com parcelas pendentes de pagamento, o que totaliza 53% desses consumidores com dificuldades para honrar os compromissos. “A situação pode ter sido agravada pela crise, mas sofre influência também da falta de planejamento do orçamento pessoal. Organizar as finanças de forma que seja possível a formação de uma reserva para lidar com os imprevistos e emergências é essencial para que haja tranquilidade”, orienta o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

42% dos brasileiros estão no ‘zero a zero’ e 56% vão tentar conter gastos em setembro, segundo indicador de propensão ao consumo

Sobre o estado das finanças, a maior parte dos consumidores (42%) disse estar no zero a zero. Ou seja, sem falta de recursos, mas também sem sobras. “Embora a situação desses consumidores não seja tão dramática quanto a daqueles que estão no vermelho, a situação não é confortável, devido ao risco de que lhes ocorra algum imprevisto” afirma Vignoli. O percentual de consumidores que disseram estar no vermelho, isto é, sem conseguir pagar todas as contas, é de 36%. Apenas 17% se encontram no azul.

Como reflexo das dificuldades financeiras, o levantamento que aferiu a propensão do brasileiro ao consumo apurou que 56% dos consumidores pretendem cortar gastos no mês de setembro contra apenas 5% que pensam em realizar mais compras. Os que pretendem manter o mesmo patamar de gastos somam 34% dos consumidores. Os efeitos da crise se destacam entre as justificativas para os que irão diminuir o consumo: 21% disseram que reduzirão as despesas por conta dos altos preços, 14% por estarem desempregados e 10% porque tiveram redução de renda. Além desses, 16% mencionam o endividamento, 8% citam a intenção de fazer uma reserva financeira e 5% o descontrole sobre o próprio orçamento.

Sem considerar as compras de supermercados, os produtos que os consumidores mais pretendem adquirir neste mês de setembro são roupas, caçados e acessórios (21%), seguidos dos remédios (20%). Outros itens também citados são recarga para celular pré-pago (16%), perfumes e cosméticos (11%), artigos de cama, mesa e banho (6%), materiais de construção (6%), eletrodomésticos (6%) e salão de beleza (65). Bens de maior valor aparecem somente no final da lista, como celulares (3%), carro (3%) e casa própria (2%).

Metodologia

A pesquisa abrangeu 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Fonte: SPC Brasil