Arquivo mensais:outubro 2017

INADIMPLENCIA

69% dos inadimplentes sofrem de ansiedade por não conseguir pagar dívidas, aponta pesquisa do SPC Brasil e CNDL.

Alto nível de preocupação com dívidas cresce de 42% para 56% em um ano. Após contraírem dívidas, 25% passaram a ficar mais desatentos no ambiente de trabalho e 21% desenvolveram algum vício, como cigarro, comida ou álcool

Não é apenas a vida financeira que sai prejudicada quando alguém contrai uma dívida e não consegue pagá-la. A saúde do corpo e da mente também fica comprometida, potencializando uma série de problemas que se acumulam e afetam todas as esferas da vida de uma pessoa. Um levantamento nacional realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que o número de consumidores inadimplentes que passaram a se sentir mais ansiosos após contraírem a dívida cresceu nove pontos percentuais em relação ao ano passado, passando de 60% para 69% e, assumiu a liderança no ranking de sentimentos que a má situação financeira mais desperta.

Na sequência aparecem os sentimentos de insegurança (65%), estresse (64%, alta de 6 p.p em relação a 2016), angústia (61%), desânimo (58%), sentimento de culpa (57%) e baixa autoestima (56%). A pesquisa ainda revela que mais da metade dos inadimplentes (51%) sente-se envergonhada perante a família e amigos por se encontrarem nessa situação.

O educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, orienta que o consumidor com dívidas em atraso deve tirar o foco da dívida em si e se concentrar no atingimento das metas traçadas para vencer o desafio de sair da inadimplência. “A postura emocional do devedor revela muito sobre como ele vai lidar com a reorganização das finanças. Quem se desespera no momento de dificuldade, multiplica os seus problemas. Um consumidor desorientado, ansioso e sem motivação dificilmente vai ter energia para traçar uma saída. Os primeiros passos nessas horas são manter a calma, buscar racionalidade e contar com a compreensão da família. Ou até mesmo recorrer a um profissional especializado”, orienta Vignoli.

Dívidas deixam 52% dos inadimplentes mais facilmente irritados e 46% passaram a ter menos vontade de se sociabilizar depois das contas atrasadas

A pesquisa constata que em muitos casos a inadimplência altera negativamente o estado emocional dos consumidores, atingindo até mesmo a vida profissional e social dos entrevistados. Um quarto dos inadimplentes consultados (25%) admite que ficou mais desatento e menos produtivo no ambiente de trabalho após a situação de inadimplência, percentual que cresceu 9 p.p em relação a 2016. Outro dado nesse sentido é que 21% não conseguem controlar a paciência e acabam se irritando com facilidade ao lidarem com colegas no serviço.

O vício também é uma das consequências desencadeadas por causa das dívidas em atraso. Dois em cada dez (21%) entrevistados disseram que passaram a descontar a ansiedade em vícios, como cigarro, comida ou álcool. Também foi identificado um aumento nas atitudes agressivas dos inadimplentes: 18% confessaram que andam mais irritados, chegando ao ponto de agredir verbalmente pessoas próximas da família e amigos e 14% já partiram até mesmo para as agressões físicas. No ano passado, os percentuais dessas opções eram de 13% e 8%, respectivamente.

O humor de boa parte dos entrevistados é impactado pelo endividamento, causando abalos na vida social. Os principais efeitos incluem ficar facilmente irritado (52%) ou mal-humorado (49%), além de ter menos vontade de sair e socializar com outras pessoas (45%). A pesquisa também detectou que alguns devedores acabam apresentando comportamentos opostos. Enquanto alguns inadimplentes sofrem de insônia (44%) e descontam a ansiedade comendo mais (34%), outros acabam desenvolvendo atitudes contrárias, como perda de apetite (35%) e vontade fora do normal de dormir (36%), comprovando que as dívidas em atraso muitas vezes trazem prejuízos para o corpo e para a mente de quem está devendo.

56% demonstram alto grau de preocupação por estarem devendo. Mais de um terço temem não conseguir pagar dívidas

Embora 47% dos inadimplentes tenham procurado alguma atividade que os façam esquecer os problemas gerados por suas dívidas, aumentou o percentual de entrevistados que estão mais preocupados por se encontrarem com as finanças em dificuldade. No ano passado, os inadimplentes com alto nível de preocupação eram 42% e, neste ano eles somam 56% da amostra. Os que possuem nível médio de preocupação representam 25% dos entrevistados, ao passo que os que possuem preocupação baixa ou muito baixa é de 12%. Os que não demonstram qualquer preocupação são 6% da amostra.

De acordo com o levantamento, o maior temor dos inadimplentes com relação às pendências atrasadas é não conseguir pagar as dívidas (36%), ser considerado desonesto pelas demais pessoas (11%), não conseguir parcelas suas compras (9%), não arrumar um emprego (9%) e não poder mais fazer empréstimos (7%). Há ainda 5% de entrevistados que temem ter de vender algum bem para cobrir a dívida contraída.

76% frearam consumo parcelado após dívida, mas 45% ainda compram alimentos supérfluos

Tentando reverter a situação das contas no vermelho, sete em cada dez (76%) inadimplentes pesquisados disseram ter colocado o pé no freio e deixaram de fazer compras parceladas no cheques, cartões e carnês. Além disso, 74% fizeram cortes ou algum tipo de ajuste no orçamento e 47% até mesmo deixaram de comprar itens de primeira necessidade para si ou para a família. O ajuste no orçamento, contudo, não é feito por todos: 45% não deixaram de comprar alimentos supérfluos, como iogurtes, congelados e bebidas e 36% não deixaram de sair com amigos para se divertir, mesmo estando com contas em atraso. Os que não abrem mão de adquirir, de forma parcelada, roupas e calçados são 29% daqueles que estão endividados.

“Não se sai da inadimplência sem esforço. É importante que o consumidor faça um detalhamento minucioso de todos os seus gastos e priorize o pagamento das contas e compras de primeira necessidade, visando uma sobra no orçamento, que será utilizada justamente para negociar e quitar a dívida em atraso”, orienta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. A especialista também não descarta outras alternativas como a procura por fontes de renda extras. “O importante é que o consumidor não caia na tentação de aumentar as despesas porque há uma fonte extra de renda. Por isso, o controle rígido dos gastos neste momento é fundamental”, afirma.

Metodologia

A pesquisa foi realizada pelo SPC Brasil e pela CNDL no âmbito do ‘Programa Nacional de Desenvolvimento do Varejo’ em parceria com o Sebrae. Foram ouvidos, pessoalmente, 600 consumidores com contas em atraso há pelo menos 90 dias, de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais do país A margem de erro dessa amostra é de no máximo 4,0 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/

Acompanhe dicas de educação financeira em http://meubolsofeliz.com.br/

 

 

PEDALAR SITE

Domingo tem Passeio Ciclístico em Vitória.

Para estimular uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, além de propor às pessoas que dirigem todos os dias que revejam a dependência que criaram em relação ao carro ou à moto, a CDL Jovem Vitória realizará o 9º passeio ciclístico Pedalar para Respirar, no próximo domingo (29/10).

A partir das 9 horas, os ciclistas sairão do quiosque K1, na Praia de Camburi, e seguirão até a altura do Posto Shell, na Avenida Adalberto Simão Nader, de onde retornarão ao ponto de partida.

“Queremos conscientizar a sociedade sobre o aumento da poluição provocada pelos veículos motorizados e estimular um estilo de vida saudável”, afirmou o presidente da CDL Jovem, Gustavo Oliveira.

Como participar

Para participar do evento, basta doar dois quilos de alimentos não perecíveis, uma lata de leite em pó ou R$ 15,00 em dinheiro e trocar por uma camisa do passeio.

Os alimentos poderão ser entregues na tenda do Pedalar para Respirar instalada no quiosque K1, onde também serão retirados os kits do pedalaço, a partir das 8 horas. Já as doações em dinheiro deverão ser feitas pelo aplicativo PicPay @acacci. Tudo o que for recolhido será repassado à Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil (Acacci).

SERVIÇO

9º Pedalar para Respirar

Data: próximo domingo (29/10)

Horário: a partir das 9 horas

Concentração e entrega dos kits: a partir das 8 horas, no quiosque K1, na Praia de Camburi

Percurso: os ciclistas sairão do quiosque K1, na Praia de Camburi, e seguirão até a altura do Posto Shell, na Avenida Adalberto Simão Nader, de onde retornarão ao ponto de partida

campanha

CDLs da Grande Vitória realizam campanha de Natal para movimentar o comércio.

As Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Guarapari preparam uma grande campanha de final de ano para aquecer as vendas no comércio. É a ação “Tem Prêmio no Ar”, realizada em parceria com o Sicoob / ES e que irá sortear um carro zero quilômetro, dez motos e 255 vales-compra.

A cada R$ 50,00 em compras nos estabelecimentos participantes da promoção, o consumidor terá direito a um cupom para concorrer aos prêmios. A campanha terá início no dia 1º de novembro e será encerrada em 25 de dezembro.

Para participar, o consumidor terá de fazer um cadastro prévio no hotsite da campanha (em breve o endereço eletrônico estará disponível para os acessos). A partir daí, sempre que o cliente realizar R$ 50,00 em compras nas lojas participantes da promoção, ele terá direito a um cupom para concorrer aos prêmios. Quem fizer o pagamento com o Sicoobcard, cartão de crédito e débito do Sicoob, receberá cupons em dobro.

Vale destacar que o consumidor não terá de preencher nenhum cupom. O próprio vendedor vai inserir o CPF do cliente e, em seguida, o sistema fará a leitura dos dados e os boletos serão impressos diretamente nas urnas instaladas nas CDLs participantes.

Roleta digital

Além de concorrer aos sorteios das 10 motos e do carro, o cliente participante também concorrerá a vales-compra por meio da roleta digital, disponibilizada no hotsite da promoção. A cada R$ 50 em compras, o consumidor terá direito a rodar a roleta e concorrer a 240 prêmios instantâneos no valor de R$ 50 e 15 no valor de R$ 400.

Segundo o presidente da CDL Vitória, Adriano Ohnesorge, o objetivo da ação é aproveitar o clima natalino para movimentar as lojas da região metropolitana. “Esta é maior campanha de Natal já realizada pelas CDLs da Grande Vitória. Nossa expectativa é reunir cerca de mil lojistas”, informou o dirigente.

Confira as datas dos sorteios

10 motos 0 km

1º sorteio: 4 de dezembro, às 16 horas

Local: um sorteio por município (Cariacica, Guarapari, Serra, Vitória e Vila Velha)

2º sorteio: 27 de dezembro, às 16 horas

Local: um sorteio por município (Cariacica, Guarapari, Serra, Vitória e Vila Velha)

1 carro 0 km (modelo Palio)

Data: 29 de dezembro, às 16 horas

Local: CDL Vitória

compras

Indicador de Confiança do Consumidor se mantém estável em setembro; apenas 11% avaliam a vida financeira como positiva, mostram SPC Brasil e CNDL.

Para 81%, economia do país se encontra em condições ruins. Apesar da percepção atual ser negativa, 58% nutrem esperanças de que vida financeira vai melhorar em um horizonte de seis meses

O Indicador de Confiança do Consumidor (ICC) calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) se manteve praticamente estável na passagem de agosto para o último mês de setembro. Nesse período, o índice registrou uma leve variação negativa, indo de 42,3 pontos para 41,3 pontos na escala que varia de zero a 100. Resultados abaixo de 50 pontos mostram que a maior parte dos consumidores segue pessimista com a economia e com a vida financeira.

A abertura do indicador que avalia a Percepção do Cenário Atual também apresentou estabilidade, variando de 30,1 pontos para 29,8 pontos. De acordo com a sondagem, apenas 11% dos consumidores brasileiros avaliam como positiva as condições atuais de sua vida financeira. Para 43%, a situação é ruim. Outros 45% classificam as condições como regular. Quando a avaliação se detém à situação econômica do Brasil no presente, o percentual dos que avaliam o momento como ruim sobe para expressivos 81%. Apenas 3% consideram a situação positiva.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, “a consolidação da volta da confiança é uma condição necessária para a retomada do consumo das famílias e dos investimentos pelo lado dos empresários. Mas isso dependerá, fundamentalmente, do aumento de vagas de emprego e ganhos reais de renda, depois de longo período de queda”.

Dificuldade de pagar contas e desemprego são principais sintomas de que vida financeira vai mal

O levantamento apurou que para os que observam que sua vida financeira vai mal, a dificuldade de pagar as contas e o aperto orçamentário são as principais razões, mencionadas por 38% desses consumidores. A segunda razão mais mencionada é o desemprego, citado por 34% da amostra. A queda da renda familiar tem 14% de menções.

Dentre aqueles consumidores que avaliam negativamente o desempenho da economia, o desemprego, novamente, aparece com destaque. Neste caso, ele é o principal sintoma do pessimismo, mencionado por 47% dos entrevistados. Os altos preços de produtos e serviços também são lembrados, com 27% de menções. Os juros elevados ficaram em terceiro lugar, com 10% de citações.

Para 47% dos consumidores ouvidos, o que mais tem pesado na vida financeira familiar é o alto custo de vida. Também pesa sobre o orçamento das famílias o desemprego, citado por 21% e o endividamento, mencionado por 13%. Os preços de combustíveis são os mais citados quando se fala em aumento dos preços: 76% notaram que os preços aumentaram nesses locais.

Considerando a parcela minoritária de entrevistados que veem a sua vida financeira de modo positivo, a maior parte (45%) desses consumidores entende que as coisas vão bem por causa do controle que fazem de seu orçamento pessoal. Outro fator de peso é possuir uma reserva financeira (8%) para lidar com situações de emergência. A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti avalia que o dado revela a importância de colocar a organização financeira como prioridade, sobretudo em um momento de crise como o atual. “Quem faz um controle sistemático do orçamento consegue ajustar os gastos e o padrão de vida com mais rapidez em momentos de aperto”, explica.

Apesar do quadro atual ser ruim, 58% nutrem esperanças de que vida financeira vai melhorar em seis meses; 25% acham que vão conseguir emprego ou promoção

Ainda que o diagnóstico do quadro atual seja negativo, a maioria dos brasileiros nutre esperanças de que a sua situação financeira deve melhorar em um horizonte de seis meses. O Indicador de Expectativas marcou 52,7 pontos. Como se encontra acima do ponto neutro de 50 pontos, o resultado indica que a maior parte dos consumidores têm uma percepção positiva sobre o futuro, ainda que de forma discreta. A expectativa para a vida financeira pontuou 63,7 pontos. Já a expectativas para a economia ficou nos 41,8 pontos.

Em termos percentuais, 58% dos consumidores possuem boas expectativas para a própria vida financeira. Apesar disso, a maior parte (36%) desses consumidores não sabe ao certo justificar as razões concretas do otimismo. Apenas acreditam que coisas positivas devem acontecer em suas vidas. Há, no entanto, 25% que respaldam esse sentimento na esperança de conseguir um novo emprego ou uma promoção no trabalho e 10% que consideram fazer uma boa gestão do orçamento.

Entre aqueles que nutrem expectativas negativas para o próprio bolso (11%), 27% relatam o aumento dos preços e 26% citam o receio de que a crise econômica persista no futuro.

Brasileiro está mais otimista com o futuro próprio bolso que com economia do país; corrupção é principal motivo para quem não acredita em melhora

Uma constatação de destaque revelada pelo indicador é um relativo descolamento entre a percepção da própria situação financeira e as condições econômicas do país. Se, por um lado, o brasileiro acredita que conseguirá controlar seu orçamento, por outro, há desconfiança com relação a economia do país. A maior parte (42%) dos brasileiros se diz pessimista em um horizonte de seis meses. Apenas 16% estão otimistas de que a economia brasileira irá melhorar, ao passo que 36% têm opinião neutra a respeito.

A corrupção é o principal motivo do pessimismo do brasileiro com a economia. Quatro em cada dez (37%) dos que não guardam boas expectativas acreditam os escândalos atrapalham o desempenho do país. Outra razão citada é o alto nível de desemprego que ainda se nota (21%).

Entre os otimistas com a economia, novamente, a maior parte (46%) não sabe ao certo porque pensam dessa maneira. Para 13%, a razão está no fato de o pior momento da crise política já ter passado. Também há os que mencionam a percepção de que o desemprego está caindo (8%). “Ainda que algumas variáveis já comecem a apresentar sinais positivos, como é o caso da inflação controlada e da queda das taxas de juros, que são fatores com impacto no bolso do consumidor, o mercado de trabalho e a renda das famílias, ainda se encontram em patamares historicamente ruins e, isso acaba deteriorando as expectativas dos consumidores”, afirma Marcela Kawauti.

Fonte: SPC Brasil

comercio

Vendas no dia das Crianças crescem 3%, o primeiro aumento após três anos de retrações.

Dado de vendas a prazo positivo é o resultado mais expressivo de todas as datas comemorativas de 2017 até agora

Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que a retomada da economia pode ter seus primeiros reflexos na confiança dos consumidores e aumento do consumo. As consultas para vendas a prazo na semana anterior ao Dia das Crianças (entre 5 e 11 de outubro), que é a segunda data mais lucrativa para o varejo no segundo semestre, aumentaram 3% na comparação com 2015. Trata-se do primeiro ano de crescimento após três anos consecutivos de retração e a primeira data comemorativa de 2017 com aumento expressivo: Páscoa (+0,93%), Dia das Mães (-5,50%), Dia dos Namorados (-9,61%), Dia dos Pais (-2,18%).

No ano passado as vendas no Dia das Crianças haviam registrado uma variação negativa de -9,02%. Em anos anteriores, os resultados foram de -8,95%  (2015), -1,50% (2014), +3,15% (2013), +4,83% (2012), +5,91% (2011) e +8,5% (2010).

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Segundo o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, o resultado é consequência da melhora da conjuntura e da proximidade do fim da crise econômica. “O acesso ao crédito mais difícil e os juros elevados ainda limitam o poder de compras dos brasileiros, mas com o arrefecimento da crise política e a economia dando primeiros sinais de retomada, os consumidores foram às compras de forma menos tímida que nos últimos anos e também nas outras datas comemorativas de 2017”, afirma. “O dado é positivo especialmente quando se considera que o Dia das Crianças desenha a tendência de vendas melhores que deve se consolidar no Natal.”

Neste ano, segundo um levantamento do SPC Brasil, os presentes mais procurados seriam os bonecos e bonecas (31%) e roupas e calçados (22%). O gasto media girou em torno de R$ 194,00.

Metodologia

O cálculo de vendas a prazo é baseado no volume de consultas realizadas ao banco de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), com abrangência nacional, entre os dias 5 e 11 de outubro deste ano.

Fonte: CNDL

crianca

75% dos brasileiros devem ir às compras no Dia das Crianças; gasto médio será de R$ 194, aponta pesquisa do SPC Brasil e CNDL.

Data deve movimentar R$ 9,7 bilhões no comércio; 25% vão fazer compras mesmo com o nome sujo e 89% acreditam que a publicidade infantil exerce influência sobre as crianças na hora de pedir presentes

A expectativa de consumo para o Dia das Crianças deste ano reforça a tendência de uma recuperação lenta e gradual da economia brasileira. Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais aponta que 75% dos brasileiros devem ir às compras no Dia das Crianças de 2017, percentual que se mantém elevado em todos os estratos sociais e sobe para 89% entre entrevistados das classes A e B. No ano passado, 70% dos brasileiros haviam realizado alguma aquisição na data.

Se por um lado, a alta intenção de presentear anima o mercado varejista, por outro, a expectativa de gasto do consumidor deve ficar ligeiramente contida e a plena retomada ainda é precedida de ponderação. De acordo com o levantamento, quase um terço (32%) dos entrevistados que vão comprar presentes pretende gastar o mesmo valor que no ano passado e 27% têm a intenção de gastar menos. Uma proporção de apenas 17% afirma que vai gastar mais em 2017 do que em 2016.

No total, o consumidor deve desembolsar R$ 194 com os presentes, sendo que mais da metade (55%) ainda não sabe o quanto será gasto na data. A maioria pagará os produtos à vista (61%) e vai comprar apenas um presente (44%). O cartão de crédito será opção de 21% dos consumidores. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, “o pagamento integral no momento da compra pode ser importante para o orçamento em um momento em que o desemprego segue elevado e o consumidor deve evitar compromissos financeiros de longo prazo”, afirma.

O SPC Brasil e a CNDL estimam que somente neste ano, o Dia das Crianças deve movimentar aproximadamente R$ 9,7 bilhões no comercio. A data representa a última festa comemorativa antes do Natal e, por isso, dá ao mercado de consumo as primeiras impressões de como será o desempenho das vendas no final do ano.

“As expectativas para o Dia das Crianças são um alento para o fim de ano porque podem sinalizar um Natal mais auspicioso que em anos anteriores, que foram os piores já vistos em muitos anos. Hoje, os juros estão mais baixos, o mercado de trabalho dá mostras de uma leve recuperação e até mesmo o consumo das famílias aos poucos está sendo reativado”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Economizar é razão para 34% dos que vão frear gastos na data; para 55% presentes estão mais caros do que em 2016

De acordo com a pesquisa, as dificuldades impostas pela crise estão as principais razões para aqueles que se planejam para gastar menos. Mais de um quarto (34%) desses entrevistados vão frear o consumo porque precisam economizar.

Outras razões são as dificuldades no orçamento (32%), o aumento dos preços e a economia do país ainda instável (21%), a escolha por comprar menos presentes (12%) e ter de priorizar outros tipos de compras (11%). Há ainda 10% que se veem impossibilitados de comprar presentes porque tiveram redução salarial e 6% estão desempregados. Dentre a parcela minoritária de entrevistados que irá gastar mais, 38% alegam que vão comprar um presente melhor.

Mesmo com a inflação mais comedida que em tempos recentes, a maioria dos consumidores (55%) acredita que os preços dos presentes estão mais caros em 2017 do que em 2016 e o principal culpado, na avaliação desses entrevistados, é a crise econômica, mencionada por 71% deles. Outros 27% avaliam que os preços estão na mesma faixa e somente 5% julgam estar mais baratos.

25% vão comprar presentes mesmo com o nome sujo; 77% vão recorrer à pesquisa de preço

A pesquisa revela ainda que muitos dos compradores estão com orçamento apertado. Três em cada dez (27%) consumidores que têm a intenção de comprar
presentes neste ano possuem ao menos uma conta em atraso e 25% se encontram com o nome negativado em entidades de proteção ao crédito. Perguntados se deixarão de pagar alguma conta para presentear, 8% dos entrevistados disseram que sim e 13% reconhecem ter o hábito de extrapolar o orçamento na hora de agradar o filho no Dia das Crianças, comprando produtos e quantidade de presentes acima de suas condições. Ainda que esse comportamento impulsivo seja bastante presente, a maioria (77%) dos entrevistados pretende fazer pesquisa de preço antes de adquirir os produtos, seja diretamente nas lojas (66%) ou usando a internet como um aliado (12%).

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, alerta que mesmo em datas comemorativas, os consumidores só devem ir às compras se o orçamento permitir e não possuir contas em atraso. “Para quem está inadimplente, mesmo que os valores possam parecer inofensivos, todo esforço deve ser direcionado ao pagamento das dívidas. Já para quem está com as contas em dia, a palavra de ordem é planejar os gastos, pesquisa preços e pagar à vista”, orienta.

Para a 89%, publicidade exerce influência sobre as crianças na escolha do presente; crianças participam da decisão da compra em 41% dos casos

Outra constatação da pesquisa é que as crianças são fortemente impactadas pelos apelos da publicidade em datas como essa. Nove em cada dez (89%) entrevistados acreditam no poder da publicidade infantil em influenciar as crianças a pedir presentes. Perguntados se outras crianças, como colegas de escola, vizinhos e parentes também são capazes de influenciar na escolha do presente, 87% também responderam que sim.

O estudo revela, contudo, que apesar dessas influencias, são os adultos que, na maior parte das vezes, tomam as rédeas na hora de escolher o que a criança vai ganhar. Quatro em cada dez (43%) entrevistados escolhem sozinhos o presente que vão dar, sobretudo as mulheres (52%) e os consumidores das classes C (45%). A decisão conjunta entre os adultos e as crianças é realizada por 27% da amostra. Em menor proporção, 15% deixam o filho escolher o que vai ganhar por contra própria. De acordo com o levantamento, 24% dos entrevistados irão acompanhados das crianças no momento de realizar as compras na data e 25% cedem as pressões dos filhos.

19% vão dividir a compra dos presentes com outra pessoa; ao contrário de outras datas, lojas de rua aparecem à frente dos shoppings

O ranking de presenteados deste ano não poderia ser diferente: os filhos aparecem em primeiro lugar, com 48% de menções. Mas ainda haverá espaço para os netos (25%), sobrinhos (19%) e afilhados (10%). Há ainda 2% de consumidores que vão presentear crianças órfãs ou de abrigos e instituições de caridade.

A maior parte (74%) dos entrevistados afirma que vai pagar o presente sozinho, mas 19% vão dividir o valor total com outras pessoas, principalmente o cônjuge (13%). A estratégia é usada como forma de diminuir os gastos (32%) e viabilizar a aquisição de um presente mais caro (23%).

Na hora de agradar as crianças, os produtos mais procurados serão os bonecos e bonecas (31%), roupas e calçados (22%), aviões e carrinhos (9%), jogos educativos e de tabuleiro (8%), bicicletas, skate e patinetes (5%), bolas (5%) e doces (3%). Presentes mais caros como videogames, por exemplo, serão adquiridos por apenas 2% da amostra.

Neste ano, as lojas de rua (26%) aparecem à frente dos shopping centers (23%), que geralmente são os primeiros colocados na preferência por locais de compras. Em terceiro lugar se posicionam as lojas de departamento, com 12% de citações. Segundo os entrevistados, os fatores que mais influenciam a escolha do local de compra são o preço (61%), a qualidade do produto (36%) e a diversidade das opções ofertadas (29%).

Metodologia

A pesquisa foi realizada pelo SPC Brasil e pela CNDL no âmbito do ‘Programa Nacional de Desenvolvimento do Varejo’ em parceria com o Sebrae. Foram ouvidos, pessoalmente 798 brasileiros nas 27 capitais do país. Para avaliar o perfil de compra, foram considerados 600 casos da amostra inicial. A margem de erro dessa amostra é de no máximo 4,0 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

Fonte: CNDL

dinheiro

50% dos tomadores de empréstimos e financiamentos atrasam prestações, indica pesquisa do SPC Brasil e CNDL.

Levantamento revela ainda que 58% dos consumidores não recorreram às compras a prazo ou ao empréstimo de recursos, enquanto 42% recorreram a pelo menos uma forma de crédito. Seis em cada dez consumidores pretendem cortar gastos

Apesar de a economia nacional acenar com os primeiros sinais de retomada, os consumidores ainda enfrentam algumas dificuldades para obter crédito e pagar suas contas em dia. Entre os consumidores com empréstimos e financiamentos, 34% admitem que houve atrasos ao longo do contrato e 16% dizem estar, no momento, com parcelas pendentes de pagamento, o que totaliza 50% desses consumidores com dificuldades para honrar os compromissos. É o que revela o Indicador de Uso do Crédito de agosto apurado pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

A sondagem mostra ainda que 14% dos entrevistados contraiu algum empréstimo e possui atualmente parcelas a pagar, enquanto 18% têm parcelas de financiamentos pendentes.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, alerta para o perigo de endividamento. “A inadimplência atinge hoje cerca de 59 milhões de consumidores no Brasil, o que representa quase 40% da população adulta. O contexto de crise econômica, com desemprego elevado e redução da renda das famílias, agrava ainda mais o cenário. Diante dessa realidade, é importante que o consumidor se planeje financeiramente, evitando assumir compromissos com os quais não terá condições financeiras de arcar no futuro”, diz a economista.

A avaliação do grau de dificuldade para conseguir aprovação em empréstimos e financiamentos mostrou que 44% dos consumidores dizem considerar difícil ou muito difícil a contratação do serviço, enquanto para 18% não é nem fácil nem difícil, e para 15%, fácil ou muito fácil.

Nas lojas, considerando apenas aqueles que tentaram fazer alguma compra parcelada, 63% tiveram o crédito negado, sendo o motivo principal a inadimplência (24%), seguida da renda insuficiente (11%).

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o cenário de recessão acaba intensificando os cuidados das instituições financeiras no momento de conceder crédito, o que dificulta seu acesso pelo consumidor. “Com a retomada gradual da economia, a situação deve se reverter. Dados recentes do Banco Central ilustram esse cenário e mostram uma pequena alta nas concessões de crédito direcionado a pessoas físicas”, avalia Pinheiro.

Cartão de crédito ainda é modalidade mais utilizada por 35% dos consumidores

De acordo com a sondagem, em agosto, 58% dos consumidores não recorreram às compras à prazo ou ao empréstimo de recursos, ante 42% que recorreram a pelo menos uma forma de crédito. Como nos meses anteriores, o cartão de crédito foi a modalidade mais utilizada, mencionada por 35% dos consumidores. Aparecem em seguida o cartão de loja/crediário, citado por 13%, o limite do cheque especial (6%), os empréstimos (4%) e, por fim, os financiamentos (3%).

O Indicador de Uso do Crédito registrou 27,2 pontos. O resultado ficou muito próximo da média dos meses anteriores. Quanto mais próximo de 100, maior o número de usuários e de frequência do uso das modalidades.

Valor da fatura aumentou para quase 40% dos usuários de cartão

Entre os usuários do cartão, 39% notaram aumento do valor de sua fatura, ao passo que 26% notaram redução e 31% disseram que o valor permaneceu o mesmo. Ainda de acordo com a sondagem, o valor médio das faturas em agosto foi de R$ 630,59.

Quanto aos produtos e serviços mais comprados com o cartão, itens de primeira necessidade encabeçam a lista das compras: 59% mencionam alimentos em supermercado, seguidos dos itens de farmácia e remédios, citados por 53%, roupas e calçados (32%), combustíveis (32%), roupas, calçados e assessórios (32%) e bares e restaurantes (28%).

Seis em cada dez consumidores pretendem cortar gastos

O Indicador de Propensão ao Consumo busca medir se o intento dos consumidores é aumentar, diminuir ou manter os seus gastos no mês posterior à pesquisa. Projetando o orçamento para o mês seguinte à coleta dos dados, ou seja, o mês de outubro, a maior parte dos consumidores (59%) pretende cortar gastos, 32% pretende manter o mesmo o nível de gasto e apenas 5% pretendem aumentar o nível de gastos.

Os efeitos da crise se destacam entre as justificativas para os que irão diminuir o consumo: 23% mencionam os altos preços, 17% o desemprego e 8% a redução da renda. Além desses, 11% citam o endividamento e a situação financeira difícil e 9% citam a intenção de fazer reserva financeira. O fato de estar sempre tentando economizar foi mencionado por 22% dos entrevistados.

Desconsiderando-se os itens de supermercado, na lista dos produtos que os consumidores pretendem comprar no mês de outubro, os remédios lideraram (23%), seguido pelas roupas, calçados e acessórios (20%). Em seguida, aparecem as recargas para telefone celular (17%), perfumes e cosméticos (11%), materiais de construção (7%), eletrodomésticos (7%), salão de beleza (6%), artigos de cama, mesa e banho (6%). Bens de maior valor aparecem só ao final da lista, com os smartphone sendo citados por 5%, os carros citados por 3% e casa própria citada por 3%. Destacam-se ainda 25% que não pretendem comprar nenhum dos itens elencados.

Refletindo sobre o estado de suas finanças em setembro, a maior parte dos consumidores (43%) disse estar no zero a zero, isto é, sem sobra nem falta de recursos.

Não é baixo, a propósito, o percentual de consumidores que dizem estar no vermelho, isto é, sem conseguir pagar todas as contas – o percentual chegou a 36%. Apenas 15% disseram estar no azul, sendo que 4% pretendem gastar sua sobra de recursos e 11% pretendem poupar.

“Esses números mostram o impacto da crise e, em muitos casos, da negligência com as próprias finanças, nos orçamentos familiares. E, como não poderia ser diferente, acabam por impactar o consumo, seja pela decisão do próprio consumidor de adia-lo, seja pela restrição do crédito”, ressalta Marcela Kawauti.

Metodologia

A pesquisa abrangeu 12 capitais das cinco regiões brasileira, a saber: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Baixe a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos

crescimento

Confiança da micro e pequena empresa avança de 46,0 para 49,0 pontos em um ano, aponta indicador do SPC Brasil e CNDL.

Seis em cada dez micro e pequenos empresários do varejo e serviços estão otimistas com os seus negócios para os próximos seis meses; 25%, contudo, não sabem explicar a razão do otimismo. Faturamento deve crescer na opinião de 45% dos empresários.

A confiança dos empresários de menor porte apresentou sinais de melhora no último mês de setembro. Segundo dados apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) o Indicador de Confiança dos Micro e Pequenos Empresários que atuam no ramo de comércio e serviços atingiu 49,0 pontos em setembro de 2017. Em setembro do ano passado, o indicador marcara 46,0 pontos. O dado também supera o verificado em setembro de 2015, quando se encontrava em apenas 37,6 pontos. Na comparação mensal, entre agosto e setembro deste ano, sem ajuste sazonal, também houve uma alta discreta, uma vez que o índice estava em 47,4 pontos. O indicador varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo de 100, mais otimistas estão os empresários.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, os dados mostram que os empresários de menor porte estão menos pessimistas com o futuro, mas ainda em compasso de espera. “Há um otimismo comedido e moderado por parte desses empresários, que ainda não pode ser considerado satisfatório. Alguns indicadores macroeconômicos já dão sinais de melhora, mas o cenário político ainda é incerto. Isso faz com que a confiança não deslanche, mas também não retroceda a níveis de 2015, que foi um período de grave recrudescimento da crise. Diante desse cenário, a intensificação da agenda de reformas estruturais são importantes para trazer mais previsibilidade e credibilidade aos rumos da política econômica, melhorando o ambiente de negócios”, explica o presidente.

O Indicador de Confiança é composto pelo Indicador de Condições Gerais e pelo Indicador de Expectativas. Por meio da avaliação das condições gerais, busca-se medir a percepção dos micro e pequenos varejistas e empresários de serviços sobre os últimos seis meses, tanto da economia quanto do seu negócio. Já através das expectativas, busca-se medir o que se espera para os próximos seis meses.

62% dos micro e pequenos empresário reconhecem que houve piora na economia nos últimos meses

Dados do Indicador de Condições Gerais do SPC Brasil e da CNDL apontam um avanço de 27,3 pontos para 33,3 pontos entre setembro deste ano e setembro do ano passado. Como o índice segue abaixo do nível neutro de 50,0 pontos, significa que para a maioria dos micro e pequenos empresários a situação econômica do país e de suas empresas não tem sido satisfatória.

Na abertura do indicador, tanto a avaliação dos últimos seis meses de seus negócios quanto para a economia, apresentaram alta em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro caso, passou de 30,5 pontos para 36,1 pontos na escala. Já para o desempenho recente da economia, o número aumentou de 24,0 pontos para 30,4 pontos na escala.

Para 62% dos micro e pequenos empresários o cenário econômico se deteriorou nos últimos seis meses, contra apenas 14% que visualizaram melhora. Para outros 23% o quadro não se alterou. Quando a análise se detém ao seu negócio, o índice de empresários que sentiram piora na performance de suas empresas atingiu 53% da amostra, ao passo que apenas 18% notaram alguma melhora nesse intervalo dos últimos seis meses.

Dentre os que notaram piora em suas empresas, a queda das vendas é o sintoma mais evidente, mencionada por 74% dos entrevistados. Outros 10% disseram que houve aumento dos custos.

46% estão otimistas com a economia para os próximos seis meses e 45% esperam aumento do faturamento no mesmo período

O Indicador de Expectativas permaneceu praticamente estável na comparação com setembro do ano, passando de 60,0 pontos para 60,7 pontos. Na comparação com agosto deste ano houve uma pequena alta, pois o índice se encontrava em 56,5 pontos. “Esse resultado mostra que, mesmo diante de uma realidade ruim, já há algum tempo, parte significativa dos empresários entrevistados mantém a expectativa de melhora, seja com relação à própria empresa ou à economia do país”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Quase a metade (46%) dos micro e pequenos empresários estão, de algum modo, confiantes com o futuro da economia brasileira. Quando essa análise detém apenas a realidade da sua empresa, o índice é maior e chega a 60% dos empresários consultados. O percentual de pessimistas com a economia é de 23% e de 13%, quando levado em conta a situação de seus negócios.

A confiança dos empresários no desempenho da economia, entretanto, não é explicada de forma concreta na maior parte dos casos: quase a metade (47%) desses empresários que se dizem confiantes para os próximos seis meses alegaram não saber a razão de seu otimismo, apenas acreditam que coisas boas irão acontecer. Essa também é a principal razão para quem está otimista com o futuro de suas empresas, com 25% de citações. Entre os que estão otimistas com a economia, há também 22% de entrevistados que observam alguns sinais de melhora no cenário macroeconômico. Entre os que vislumbram um futuro positivo para suas empresas, 24% garantem fazer uma boa gestão do negócio e 20% disseram estar investindo no negócio para enfrentar a crise.

Apesar da proximidade do período de festas, que tradicionalmente aquece o desempenho do varejo, os empresários mostram-se divididos quanto as perspectivas de ver o faturamento aumentar: 45% vislumbram melhora nas vendas para os próximos seis meses, ao passo que 42% disseram esperar estabilidade. A queda do faturamento no período é aguardada por 10% dos micro e pequenos empresários.

Metodologia

O Indicador e suas aberturas mostram que houve melhora quando os pontos estiverem acima do nível neutro de 50 pontos. Quando o indicador vier abaixo de 50, indica que houve percepção de piora por parte dos empresários. A escala do indicador varia de zero a 100. Zero indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais da economia e dos negócios “pioraram muito”; 100 indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais “melhoraram muito”.

Baixe a íntegra do Indicador de Confiança MPE e a série histórica no link: https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos