Arquivo mensais:dezembro 2017

vendas de natal

Vendas no Natal crescem 4,72%, o primeiro aumento após três anos de retrações, mostra indicador do SPC Brasil.

Dado de vendas a prazo positivo é o resultado mais expressivo de todas as datas comemorativas de 2017

Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que a retomada da economia teve seus primeiros reflexos na confiança dos consumidores e aumento do consumo. As consultas para vendas a prazo na semana anterior ao Natal (entre 18 e 24 de dezembro), a data comemorativa mais lucrativa para o varejo no ano, aumentaram 4,72% na comparação com 2016. Trata-se do primeiro ano de crescimento após três anos consecutivos de retração e a data comemorativa de 2017 com o aumento mais expressivo: Páscoa (+0,93%), Dia das Mães (-5,50%), Dia dos Namorados (-9,61%), Dia dos Pais (-2,18%), Dia das Crianças (+3,00%).

Nos últimos anos, os resultados de vendas a prazo no Natal foram: -1,46% (2016), -15,84% (2015) e -0,7% (2014).

Segundo o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, o resultado é consequência da melhora da conjuntura e da proximidade do fim da crise econômica. “O acesso ao crédito mais difícil e os juros elevados ainda limitam o poder de compras dos brasileiros, mas com a economia dando sinais de retomada, os consumidores foram às compras de forma menos tímida que nos últimos anos e também nas outras datas comemorativas de 2017”, afirma. Porém, o presidente alerta que, embora o crescimento deste ano pareça forte, ainda está longe dos resultados dos anos anteriores à crise econômica.

Neste ano, segundo um levantamento do SPC Brasil, o gasto médio do brasileiro com o total de presentes de Natal girou em torno de R$ 461,91. A estimativa era de que a data movimentasse cerca de R$ 51 bilhões na economia.

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Metodologia

O cálculo de vendas a prazo é baseado no volume de consultas realizadas ao banco de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), com abrangência nacional, entre os dias 18 e 24 de dezembro deste ano.

compras natal

47% dos consumidores brasileiros devem comprar presente de Natal para si mesmos, mostra pesquisa do SPC Brasil.

Serão comprados em média 2 presentes, com um ticket médio total de R$ 332. Roupas, calçados e perfumes lideram lista de compras

As compras de Natal podem ir muito além dos presentes para familiares e amigos – é uma data comemorativa em que muitos também aproveitam para comprar um presente para si mesmo. Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 47% dos consumidores brasileiros irão se auto presentear esse ano, principalmente as mulheres (53%). Em relação ao Natal de 2016, metade dos entrevistados (50%) afirma ter comprado presentes para si mesmos.

A prática é justificada por esses entrevistados principalmente pela oportunidade de se presentear comprando coisas que precisam (46%, com aumento de 6,9 pontos percentuais em relação a 2016) e pelo sentimento de merecimento (39%). Entre aqueles que não pretendem comprar presentes para si mesmos (25%), os principais motivos são: não gostar ou falta de costume (30%), não ter dinheiro (15% – com aumento de 5,7 p.p. em relação a 2016) e ter outras prioridades de compra (15%).

Gasto médio por presente deve ser de R$ 156

Na média, a intenção de compras é de dois presentes para si mesmo, com um ticket médio cada de R$ 155,84. No total, os consumidores que irão se presentear e já definiram um valor, gastarão em torno de R$ 332 consigo mesmos – outros 46% ainda não sabem quanto irão gastar.

Os presentes mais comprados para si mesmo devem ser roupas (54%) e calçados (34%), perfumes e cosméticos (25%) e celular/smartphones (17%).

Para o educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, é compreensível que alguém manifeste o desejo de presentear-se, desde que não abuse deste momento para ceder a compras impulsivas ou fora da realidade financeira. “Muitas pessoas sentem a necessidade de recompensarem a si mesmas, depois de terem enfrentado dificuldades ao longo de todo o ano. É natural, mas isso não pode ser usado como desculpa para ultrapassar os limites do orçamento ou sair comprando desregradamente”, afirma. “Por causa de um ato impensado de consumo, muitas pessoas passam vários meses pagando despesas para as quais não estavam preparadas. O mais recomendável é sempre fazer um planejamento e definir o quanto pode gastar”, aconselha Vignoli.

Metade dos consumidores espera ganhar algum presente de Natal

Além do autopresente, muitas pessoas acreditam que serão lembradas e receberão algum presente no Natal. A pesquisa indica que metade dos entrevistados espera receber presentes de outras pessoas (50%), sendo que 24% acreditam que o motivo é porque há muitas pessoas que gostam deles e querem agradá-los. Por outro lado, 6% acham que não serão presenteados e 45% não sabem responder.

Dentre os que esperam ser presenteados neste Natal, os itens mais desejados são roupas (50%), calçados (36%), perfumes e cosméticos (35%), livros (25%) e celulares/smartphones (25%).

negativacao

59,9 milhões de brasileiros estão com o nome negativado.

Faixa etária com maior quantidade de negativados é entre 30 e 39 anos. Região Sudeste concentra o maior número de negativados: 24,24 milhões de consumidores

O volume de brasileiros com contas em atraso e registrados nos cadastros de devedores segue estável, porém alto. Segundo dados do indicador do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) a estimativa é que o Brasil tenha aproximadamente 59,9 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas.  O número representa 39,5% da população com idade entre 18 e 95 anos.

Em novembro, houve um aumento de 0,23% na quantidade de inadimplentes na comparação com o mesmo mês do ano passado. Na comparação mensal, ou seja, entre outubro e novembro de 2017, o indicador apresentou aumento de 0,15%.
“Mesmo com a estabilidade, a cifra ainda é bastante elevada. Para as empresas, o cenário implica a perda de potenciais consumidores; para os consumidores, implica restrição do acesso ao crédito”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

Para ele, a mudança desse quadro passa pela efetiva melhora das condições econômicas e, em especial, pela redução da taxa de desemprego. “Nos últimos meses, a economia brasileira iniciou um processo de recuperação. A atividade avançou por três trimestres consecutivos e a inflação e os juros recuaram. Algumas mudanças de regras também favoreceram o consumidor, a exemplo das novas regras do rotativo do cartão de crédito. Não obstante, a recuperação ainda é incipiente e não atinge o bolso do consumidor.”

Faixa etária com maior quantidade de negativados é entre 30 e 39 anos

A estimativa por faixa etária revela que é entre os 30 e 39 anos que se observa a maior frequência de negativados. Em novembro, praticamente metade da população nesta faixa etária (49%) tinha o nome inscrito em alguma lista de devedores, somando um total de 16,93 milhões. Também merece destaque o fato de porcentagem significativa da população com idade entre 40 e 49 anos (47%) estar negativada, da mesma forma que acontece com os consumidores com idade entre 25 a 29 (46% em situação de inadimplência). Entre os mais jovens, com idade de 18 a 24 anos, a proporção cai para 21% – em número absoluto, 4,92 milhões. Na população idosa, considerando-se a faixa etária entre 65 a 84 anos, a proporção é de 31%, o que representa 4,92 milhões de pessoas.

Sudeste é a região que concentra a maior quantidade de inadimplentes

É na região Sudeste em que se concentra a maior quantidade de consumidores com contas em atraso, em termos absolutos: 24,24 milhões – número que responde por 37% do total de consumidores que residem no estado. A segunda região com maior número absoluto de devedores é o Nordeste, que conta com 16,85 milhões de negativados, ou 42% da população. Em seguida, aparece o Sul, com 8,30 milhões de inadimplentes (37% da população adulta).

Já em termos proporcionais, destaca-se o Norte, que, com 5,42 milhões de devedores, possui 46% de sua população adulta incluída nas listas de negativados, o maior percentual entre as regiões pesquisadas. O Centro-Oeste, por sua vez, aparece com um total de 5,08 milhões de inadimplentes, ou 44% da população.

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Número de dívidas cai -3,79% em novembro

Outro número calculado pelo SPC Brasil e pela CNDL foi o volume de dívidas em nome de pessoas físicas. Neste caso, a variação negativa foi de -3,79% na comparação anual, e de -0,14% na comparação mensal.

“Desde o início de 2016, a quantidade de dívidas em atraso desacelera de forma mais intensa do que o número de devedores negativados. Isso quer dizer que o consumidor inadimplente tem iniciado o pagamento de dívidas em atraso aos poucos. Além disso, a partir do início da crise, a tomada de novos empréstimos diminuiu significativamente”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Os dados de dívidas abertos por setor credor revelam que o único que apresentou alta foi o setor de comunicação, com variação de 4,02%. No comércio foi onde houve o recuo mais acentuado: o número de pendências com o segmento caiu 6,44%. Em seguida, vêm os bancos (-2,55%) e os setores de água e luz (-1,43%).

Em termos de participação, os bancos seguem como os maiores credores do total de dívidas em atraso no país, concentrando 49% do total. Aparecem, em seguida, o setor de comércio, com 19% do total, e o setor de comunicação (14%). Água e luz concentram 9% das pendências.

Metodologia

O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) têm acesso. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. A estimativa do número de inadimplentes apresenta erro aproximado de 4 p.p., a um intervalo de confiança de 95%.

Baixe a íntegra do indicador e a série histórica em:
https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

Amigo choco natal

Quatro em cada dez consumidores pretendem participar de amigo secreto neste fim de ano, mostra pesquisa do SPC Brasil e da CNDL.

Dois em cada dez consumidores irão optar pelo amigo secreto para presentear gastando menos. Gasto médio com cada presente deve ser de R$ 61

Tradicional nas festas de fim de ano, o amigo secreto (ou oculto), chega numa época que já concentra bastante gastos. Seja ao lado da família ou entre amigos e colegas de trabalho, a brincadeira é uma alternativa viável e financeiramente acessível de presentear no Natal. De acordo com um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) 44% dos consumidores pretendem participar desse tipo de brincadeira, sendo que 18% participarão principalmente porque gostam desse tipo de evento e outros 18% por considerar uma boa maneira de poder presentear alguém gastando menos dinheiro.

Entre os que têm intenção de participar, 48% pretendem participar apenas de um amigo-secreto e 40% de dois eventos, sendo a média geral de quase duas participações. As confraternizações serão realizadas principalmente com familiares (67%), colegas de trabalho (39%) e amigos (39%).
O levantamento revela que o gasto médio pretendido com cada presente de amigo secreto é de R$ 61.

Considerando os 35% de consumidores que não vão participar de amigo secreto neste fim de ano, a principal justificativa é porque os parentes e amigos não têm o costume de fazer amigo secreto (19%), o receio de ganharem presentes indesejados ou ruins (10%), seguido da falta de dinheiro (6%).

O educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, ressalta o papel do amigo secreto para celebrar e reforçar laços e, ao mesmo tempo, permitir a troca de presentes de forma mais acessível: “O amigo secreto é um jeito de presentear dentro das possiblidades de cada um. E todos ficam satisfeitos, porque o preço é estipulado com antecedência,  em concordância com todos os participantes.”

Metodologia

As entrevistas se dividiram em duas partes. Inicialmente ouviu-se 1.632 consumidores nas 27 capitais para identificar o percentual de quem pretendia ir às compras no Natal e, depois, a partir de 600 entrevistas, investigou-se em detalhes o comportamento de consumo no Natal. A margem de erro é de no máximo 2,4 e 4,0 pontos percentuais, respectivamente. A uma margem de confiança de 95%.

Baixe a íntegra da pesquisa em: https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

pais natal

Natal: 11% dos pais que pretendem presentear irão atrasar contas para atender aos desejos dos filhos, mostra pesquisa do SPC Brasil.

Gastos com cartão de crédito, impostos de início de ano e contas básicas de água e luz serão os mais atrasados para as compras de Natal para os filhos

Para satisfazer a vontade dos filhos no Natal, com a compra de brinquedos e presentes, alguns pais acabam tomando atitudes extremas. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL): a grande maioria dos pais não pretende deixar de pagar contas para atender a vontade dos filhos (82%), mas expressivos 11% admitem que irão atrasar alguma conta para presenteá-los. A fatura do cartão de crédito (7%), os impostos de início de ano (3%) e as contas básicas de água e luz (2%) serão as mais atrasadas com essa finalidade.

O levantamento revela que 70% dos que pretendem presentear no Natal possuem filhos e, em 49% dos casos, os presentes dados a eles serão escolhidos apenas pelos pais, em 44% serão escolhidos conjuntamente com os filhos e 6% somente pelos filhos.

De acordo com o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, muitos pais e mães acabam se complicando financeiramente porque não querem que o filho passe por frustrações, mas isto é normal e até desejável: “É fundamental que eles deem presentes que estejam de acordo com as posses da família e com sua realidade financeira. Do contrário, estarão transmitindo a mensagem de que é normal comprometer o orçamento da casa e deixar de honrar compromissos assumidos para satisfazer seus impulsos de consumo; um exemplo nada saudável para o futuro”.

Para minimizar a frustração das crianças, o educador recomenda que os filhos façam uma lista de presentes com opções variadas de preços, tamanhos e marcas, dando ao pai ou a mãe a liberdade de escolher uma das opções sugeridas.

Metodologia

As entrevistas se dividiram em duas partes. Inicialmente ouviu-se 1.632 consumidores nas 27 capitais para identificar o percentual de quem pretendia ir às compras no Natal e, depois, a partir de 600 entrevistas, investigou-se em detalhes o comportamento de consumo no Natal. A margem de erro é de no máximo 2,4 e 4,0 pontos percentuais, respectivamente. A uma margem de confiança de 95%.

Baixe a íntegra da pesquisa em: https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas