Arquivo mensais:agosto 2018

contas

46% dos inadimplentes não acreditam que vão conseguir pagar dívida nos próximos três meses, apontam CNDL/SPC Brasil.

Maior parte dos inadimplentes são mulheres, com média de 36 anos e com renda familiar de até cinco salários mínimos. Soma de todas as pendências ultrapassa R$ 2.600. Dentre os que têm esperança de sair da lista de devedores, 37% vão propor acordo com credor

O Brasil saiu da recessão, mas os efeitos da crise seguem impactando o bolso do cidadão brasileiro. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) apenas com consumidores inadimplentes mostra que 46% dos que estão com contas em atraso não acreditam que terão condições financeiras de pagar o que devem pelos próximos três meses. O percentual se manteve estável na comparação com 2017, quando foi de 48%. De forma contrária, 49% dos inadimplentes confiam que vão conseguir regularizar a situação, sendo que 36% planejam quitar todo o valor e 13% apenas parte dele.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, os dados reforçam a percepção de que após um ano, as pessoas seguem em dificuldades financeiras, mesmo com alguns sinais tímidos de melhora da economia. “O ritmo atual de retomada está longe de produzir efeitos benéficos diretamente na vida de muitas pessoas, que veem as dívidas se acumulando e enfrentam dificuldades para honrar compromissos assumidos. Embora a inflação permaneça controlada e a taxa básica de juros esteja em seu menor nível histórico, o grande número de pessoas sem emprego prova que os reflexos da crise ainda se fazem presentes do dia a dia de milhões de brasileiros”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

O estudo mostra que o valor médio da soma de todas as pendências do brasileiro é de R$ 2.615,98, sendo ainda maior quando considerada a parcela masculina de entrevistados (R$ 2.934,34) e as pessoas das classes A e B (R$ 3.718,48). Entre os brasileiros com renda familiar de até cinco salários mínimos, a dívida média é de R$ 2.530,96, aponta a pesquisa. Há ainda 14% de inadimplentes que nem sabem o quanto devem.

Renda insuficiente e desemprego são principais dificuldades para quitar dívidas; dos que têm esperança de sair da lista de devedores, 37% pretendem renegociar

Indagados sobre a principal dificuldade para conseguir pagar as dívidas atrasadas, a maior parte (36%) alega possuir uma renda insuficiente. O desemprego aparece em segundo lugar com 27% de menções, enquanto 15% justificam que a dívida é muito superior aos seus ganhos, o que inviabiliza o pagamento. Há ainda 9% de inadimplentes que não conseguem abrir mão de gastos com os quais estão acostumados.

Entre aqueles que têm a esperança de sair da lista de inadimplentes, a renegociação com o credor será a principal estratégia. Em cada dez entrevistados, quatro (37%) pretendem realizar um acordo com a empresa e parcelar o débito, enquanto 19% farão cortes nos gastos e 18% recorrerão a bicos para gerar renda extra. Ao mesmo tempo, considerando aqueles que pretendem economizar para quitar as dívidas em atraso, as principais áreas de corte serão o lazer (34%), aquisição de roupas e calçados (32%), idas ao salão de beleza (30%), alimentação fora de casa (29%) e compra de produtos de beleza (25%).

“Por mais elevada que esteja a dívida, o consumidor só irá resolver a questão se houver disposição para encarar o problema e buscar soluções. O melhor caminho é se planejar, negociar, dialogar com o credor e procurar prazos e condições de pagamento realistas que caibam no orçamento mensal. Além disso, é preciso readequar a sua realidade financeira, contingenciando gastos para conseguir cumprir o novo acordo”, orienta o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

38% dos inadimplentes estão devendo empréstimos para amigos ou parentes; dívidas que mais geram ‘nome sujo’ são crediário e cartão de crédito

O levantamento da CNDL e do SPC Brasil também identificou que os empréstimos contraídos com amigos e parentes é o tipo de dívida em atraso mais frequente do brasileiro inadimplente, com 38% de menções. Em seguida, aparecem as faturas do cartão de crédito (20%), crediários no comércio (20%) e o cheque especial, que saltou de 8% em 2017 para 20% neste ano.

Com o passar do tempo e as dívidas se acumulando, aumentam também a chance de que as contas atrasadas resultem na inclusão do nome do consumidor em cadastros de restrição ao crédito. Nesse caso, a pesquisa descobriu que os compromissos não quitados que mais resultaram na negativação do CPF são, principalmente, o crediário (65%), o cartão de crédito ou de loja (63%) e o empréstimo pessoal feito em bancos e financeiras (61%).

Em média, as contas atrasadas há mais tempo são o empréstimo pessoal (34 meses), empréstimo consignado (27 meses) e o cheque especial (24 meses). Já a lista de produtos ou serviços comprados no crédito que mais resultaram na inadimplência é liderada pela roupas, calçados e acessórios, que somam 42% de citações. As compras no supermercado (20%) e a aquisição de eletrônicos (20%), smartphones (15%) e eletrodomésticos (15%) completam o ranking.

Outra constatação é que na hora de gerir o orçamento, o consumidor inadimplente procura não atrasar o pagamento de contas consideradas essenciais. Nesses casos, os principais compromissos financeiros que os entrevistados possuem e que não estão atrasados são plano de saúde (89%), condomínio (86%), aluguel (82%), despesa de água e luz (79%) e TV por assinatura e internet (75%). “A iminência de corte de serviços de necessidade básica quando há atraso no pagamento pode ser um motivo para que essas contas tenham menor percentual de atraso em relação às dívidas bancárias. Como a pessoa não tem como pagar tudo, ela elege prioridades como o aluguel e o plano de saúde, por exemplo”, afirma o presidente da CNDL, José Cesar da Costa.

32% dos inadimplentes são reincidentes; 22% dos que atrasam contas compraram recentemente mesmo sabendo que seria difícil pagar

Embora muitos consumidores mencionem as condições ruins da economia na hora de justificar suas dificuldades financeiras, a pesquisa indica que o consumo por impulso e a falta de planejamento também são fatores que contribuem para a inadimplência. Em cada dez pessoas com contas em atraso, duas (22%) fizeram alguma compra nos últimos três meses mesmo estando conscientes de que seria difícil ou não conseguiriam pagá-la.  Além disso, a reincidência é um comportamento frequente entre o inadimplente brasileiro. Quase um terço (32%) das pessoas que devem no país já estiveram negativados duas vezes ou mais nos últimos cinco anos, sendo que 18% foram negativadas em duas oportunidades e 6% mais de três vezes.

De modo geral, o raio-x da inadimplência no pais, mostra que de cada dez consumidores inadimplentes, seis (58%) são homens e quatro (42%) são mulheres. A média de idade dessas pessoas é de 36 anos e a maior parte (59%) possui o segundo grau completo ou incompleto. Quase a totalidade dos que estão com contas em atraso possui renda familiar de até cinco salários mínimos (93%) e divide a casa com mais três pessoas, em média. A maioria dessas pessoas reside nas regiões sudeste (46%) e nordeste (24%).

Metodologia

A pesquisa ouviu 609 consumidores que possuem contas em atraso há mais de 90 dias em todas as capitais do país, de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de no máximo 3,97 pp a uma margem de confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em  https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Fonte: CNDL

ORGANIZACAO

56% dos brasileiros não conseguem aproveitar a vida pelo jeito que administram seu dinheiro, revela indicador da CNDL/SPC Brasil

Indicador de bem-estar financeiro tem tímido avanço em 12 meses; 34% dos brasileiros acham que são controlados pela vida financeira e apenas 11% da população jovem está comprometida em garantir futuro confortável. SPC Brasil lança aplicativo em que consumidor pode testar o próprio bem-estar

Garantir um futuro financeiro confortável sem abrir mão de aproveitar o tempo presente é uma das principais dificuldades do consumidor brasileiro na hora de administrar as finanças. A conclusão é do Indicador de Bem-estar Financeiro mensurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). De acordo com o levantamento, que foi realizado em todas as capitais, 56% dos brasileiros reconhecem que não conseguem aproveitar a vida da maneira ideal em razão da forma com que administram seu dinheiro.

Os dados que mensuram o bem-estar do consumidor até apresentam uma pequena evolução nos últimos 12 meses – ao passar de 47,5 pontos em julho de 2017 para 48,4 pontos em julho deste ano – mas ainda assim permanecem em baixo patamar. Isso porque, quanto mais próximo de 100, maior o nível médio de bem-estar financeiro da população; quanto mais distante de 100, menor o nível de conforto. Por bem-estar financeiro, entende-se o estado em que o indivíduo tem capacidade de honrar as suas obrigações financeiras, sente-se seguro com relação ao futuro financeiro e pode fazer escolhas que lhe permitam aproveitar a vida.

A abertura dos dados por gênero mostra que, entre os homens, o nível médio de bem-estar financeiro é maior do que entre as mulheres. No primeiro caso, alcançou 49,3 pontos em julho, enquanto no segundo, foi de 47,5 pontos. Já a abertura dos dados por faixa etária mostra os consumidores mais velhos (51,2 pontos) à frente dos mais jovens (46,9 pontos). Já nas classes A e B, o indicador alcançou 52,5 pontos, enquanto nas classes C, D e E atingiu 47,2 pontos.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o leve crescimento no índice de bem-estar do brasileiro no último ano comprova que a melhora do ambiente econômico não alterou de forma considerável a condição financeira das famílias, que seguem lidando com dificuldades. Além disso ela explica algumas diferenças entre os estratos sociais. “As pessoas com renda mais elevada, de fato, apresentam um nível médio de bem-estar financeiro maior do que as pessoas com menos renda. Isso ocorre porque à medida que se avança nas faixas de renda, os gastos essenciais diminuem como proporção dos ganhos, permitindo um melhor proveito do presente e até um preparo mais adequado para o futuro. Mas isso não significa que a renda, por si só, garante um nível de bem-estar maior. Há aspectos comportamentais que também fazem diferença”, afirma a economista.

Apenas 12% dos brasileiros estão preparados para lidar com gastos imprevistos e 28% garantem apenas ‘sobreviver’ com a renda que possuem

De acordo com o levantamento, o que mais compromete o bem-estar dos brasileiros é a falta de preparo para lidar com gastos imprevistos. Apenas 12% dos consumidores teriam condições de cobrir uma despesa inesperada de valor expressivo, seja se utilizando recursos da própria renda ou de uma reserva financeira. A maioria (65%) não teria saídas práticas para enfrentar essa situação, segundo apurou o indicador.

Para alguns consumidores, a situação de aperto é tão evidente que em cada dez entrevistados, três (28%) reconhecem que apenas ‘sobrevivem’ com o dinheiro que ganham mensalmente, ao passo que 38% conseguem desfrutar de forma satisfatória da renda que possuem. Exemplo do baixo nível de preparo dos consumidores para manobrar o orçamento, é que 23% dos entrevistados admitiram que, dar um presente de casamento ou de aniversário a alguém, seria o suficiente para prejudicar as próprias finanças.

Esse comportamento acontece porque em boa parte das vezes ter dinheiro sobrando fim do mês é uma das tarefas mais difíceis de serem cumpridas pelo brasileiro. Em cada dez entrevistados, seis (62%) disseram que nunca ou raramente veem o dinheiro sobrar no encerramento do mês. Os que sempre conseguem ter sobras formam 9% da amostra, ao passo que 28% somente as vezes conseguem ter dinheiro sobrando.

“Pagar as contas e ainda ter um dinheiro para outras finalidades é uma forma de garantia contra imprevistos e viver sem grandes sustos, além de servir de meio para a realização de planos de consumo, que são naturais das pessoas, independentemente da sua renda. Para ver o salário sobrar no fim do mês, antes de tudo é preciso controlar os gastos e cortar despesas desnecessárias”, afirma o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

34% dos brasileiros têm a sensação de que são controlados pela vida financeira e somente 11% da população jovem se prepara para futuro

Um sentimento compartilhado entre muitos consumidores é o de impotência diante das finanças. Mais de um terço (34%) dos entrevistados relataram a sensação de que suas vidas são controladas pela sua situação financeira e não o contrário. Outros 38% admitiram que as vezes se enquadram nessa situação, ao passo que 29% não se veem dessa forma. “Um dos grandes desafios da educação financeira é fazer as pessoas usarem o dinheiro como um aliado na conquista de sonhos e realizações pessoais e não como fonte de preocupação e dor de cabeça. Mas para isso, é preciso planejamento, metas traçadas e muita disciplina, garante a economista Marcela Kawauti.

Outra constatação do levantamento é que quando o assunto é futuro, também há muito o que melhorar na vida dos brasileiros. Apenas 16% afirmam estar comprometidos em assegurar um futuro financeiro garantido para si, percentual que cai para 11% entre os mais jovens. O percentual dos brasileiros que não estão assegurando o seu futuro foi de 56%. “Esse é um assunto que, com as discussões sobe a reforma previdenciária, ganha ainda mais importância e deveria chamar a atenção, inclusive, dos mais jovens, pois quanto mais cedo começa o preparo para o futuro, mais se consegue diluir o esforço mensal de recursos a serem guardados”, orienta Vignoli.

Aplicativo SPC Consumidor calcula bem-estar da população

Para ajudar os consumidores a melhorarem hábitos financeiros, o SPC Brasil lançou o aplicativo SPC Consumidor, plataforma gratuita em que os consumidores podem fazer um teste para calcular o seu próprio bem-estar financeiro e comparar com a média nacional. Também é possível receber dicas de acordo com o seu perfil identificado. O app está disponível para usuários Android e IOS.

Metodologia

O Indicador de Bem-Estar Financeiro do consumidor baseia-se em modelo desenvolvido pelo Consumer Financial Protection Bureau (CFPB), órgão americano de proteção ao consumidor e foi traduzido para a realidade brasileira pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) com o apoio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). De acordo com suas respostas, os entrevistados recebem uma nota, que pode variar entre zero e 100. Quanto mais próximo de 100, maior será o nível de bem-estar financeiro; quanto mais próximo de zero, menor o nível de bem-estar. O Indicador é obtido pela média dos scores da amostra. Baixe a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

Fonte: CNDL

consumo colaborativo

Economia compartilhada deixa 89% de seus usuários satisfeitos, revela estudo da CNDL/SPC Brasil.

87% dos brasileiros acham que consumo colaborativo vem ganhando espaço no dia a dia das pessoas. Poupar dinheiro é a principal vantagem, mas falta de confiança nas pessoas é barreira para 51%. Carona, aluguel para temporadas e compartilhamento de roupas são práticas mais usuais

Novos modelos de negócios em que a experiência de consumo vale mais do que a propriedade sobre um determinado bem. Essa é a lógica da economia compartilhada, também conhecida como ‘Consumo Colaborativo’. Um levantamento feito em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que 89% dos brasileiros que já experimentaram alguma modalidade de consumo colaborativo ficaram satisfeitos após a experiência vivenciada. Apenas 2% dos entrevistados ficaram insatisfeitos, enquanto 9% estão indiferentes.

De modo geral, em cada dez consumidores brasileiros, nove (87%) acreditam que a economia compartilhada é uma prática que vem ganhando mais espaço na vida das pessoas e 68% creem que, em até dois anos, podem incorporar esta nova forma de consumir no seu dia a dia. Além disso, para 81% das pessoas, a economia colaborativa torna a vida mais fácil e funcional e 71% acham que possuir muitas coisas em casa mais atrapalha do que ajuda.

Na avaliação do educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli, a economia compartilhada nasce da necessidade de tornar acessível aos consumidores os benefícios de determinados produtos ou serviços, sem que, necessariamente, eles se tornem proprietários sobre aquilo que consomem.  “O objetivo é dar utilidade às coisas. Trata-se de uma mudança de paradigma em que o verbo ‘possuir’ é substituído pelo verbo ’compartilhar’. Assim, ao invés de simplesmente adquirir, a pessoa escolhe desfrutar de um produto ou serviço de forma coletiva. É como se a pessoa se perguntasse: será que eu preciso mesmo de um carro na garagem e de todos os custos associados a esse bem ou meu objetivo real é apenas me deslocar rapidamente pela cidade de forma barata?”, afirma Vignoli.

Caronas, aluguel para temporadas e compartilhamento de roupas são práticas colaborativas mais adotadas; internet é principal meio para unir consumidores

De acordo com o levantamento, as modalidades de consumo colaborativo mais utilizadas pelos brasileiros são as caronas para locais como trabalho, faculdades e viagens (41%), aluguel de casas ou apartamentos de terceiros para pequenas temporadas (38%) e aluguel ou compartilhamento de roupas (33%). Outras atividades já utilizadas são as bicicletas compartilhadas em vias públicas (21%), financiamentos coletivos (16%), compartilhamento de espaço de trabalho, como coworking (15%), aluguel de brinquedos (15%) e compartilhamento de moradias, também conhecido como república ou cohousing (15%).

A CNDL e o SPC Brasil também procuraram descobrir quais são os tipos de economia compartilhada que os brasileiros nunca experimentaram, mas conhecem e estão propensos a vivenciar. Nesse caso, o aluguel de bicicletas (48%) e o compartilhamento de espaço de trabalho (47%) ocuparam as primeiras colocações. Por outro lado, ainda há modelos de negócios colaborativos pouco conhecidos, mas que já demonstram alguma rejeição por parte do público, como o aluguel de itens para casa e utensílios da cozinha (15%) e o compartilhamento de moradias (14%).

A pesquisa demonstra que embora a revenda, troca e aluguel já existissem há tempos, as novas tecnologias impulsionaram as práticas existentes e viabilizaram o surgimento de novas. Exemplo disso, é que a maioria das modalidades de consumo compartilhado foram conhecidas pela internet, especialmente os financiamentos coletivos (43%), aluguel de itens esportivos (43%) e compartilhamento do espaço de trabalho (43%). Entre a recomendação de amigos ou conhecidos, se destacam as modalidades de caronas (47%), aluguel de casas para temporadas curtas (36%) e aluguel ou compartilhamento de roupas (33%). Nas redes sociais, as modalidades de aluguel ou troca de brinquedo (31%), compartilhamento do local de moradia (31%) e hospedagem de animais de estimação (29%) ganham força.

“As pessoas sempre viveram inseridas em redes de relacionamento. Os laços comunitários estão na origem das sociedades e sempre exerceram papel importante. A inovação, contudo, é a potencialização das relações que se estabelecem com ajuda da tecnologia e da internet. Para a economia compartilhada, isso significa que as pessoas podem estar em contato mais rapidamente e de forma ampla, rompendo distâncias e aproximando interesses em comum, inclusive entre desconhecidos”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Para 61% dos usuários, consumo colaborativo foi estratégia para economizar; 88% acham que quantia poupada é significativa

Outra constatação do estudo é que a maioria dos entrevistados enxerga a economia compartilhada como um meio capaz de ajudar a lidar melhor com as próprias finanças. Desse modo, economizar dinheiro foi a principal finalidade daqueles que se utilizaram de algum tipo de consumo colaborativo, com 61% de menções. Outras motivações foram contribuir para a sustentabilidade do meio ambiente (39%), ajudar terceiros (30%), economizar tempo (26%) e até mesmo conhecer outras pessoas (21%). Há ainda 11% de entrevistados que resolveram adotar práticas de consumo colaborativo para ganhar renda extra e 10% que foram influenciadas por conhecidos.

No geral, para 88% dos entrevistados, a economia proporcionada pelo consumo colaborativo é significativa para o bolso. Apenas 9% afirmam que ela é pequena ou irrelevante. Sobre esse assunto, as modalidades com melhor nota de avaliação dos entrevistados sobre os aspectos da economia de dinheiro, comodidade e facilitar a vida das pessoas são as caronas (7,85), o aluguel de casas para curtas temporadas (7,84) e o aluguel de bicicletas (7,66). As que obtiveram notas menores são o compartilhamento do local de moradia (6,74) e o aluguel de itens da casa, eletrônicos e ferramentas (6,55).

Para 51%, falta de confiança nas pessoas é principal entrave para economia compartilhada

O crescimento do consumo colaborativo no Brasil, contudo, ainda enfrenta barreiras. De acordo com a pesquisa, ainda há caminho a percorrer para tornar essas relações de consumo mais transparentes e confiáveis. Na opinião dos entrevistados, as principais barreiras para a economia compartilhada estão ligadas ao desconhecimento sobre quem está do outro lado. Mais da metade (51%) das pessoas ouvidas relataram a falta de confiança nas pessoas e o medo de ‘serem passados para trás’ e 43% falaram do perigo de lidar com estranhos. Outros temores são a falta de garantias no caso de não cumprimento do acordo (42%), falta de informação (37%) e desconfiança com relação a qualidade daquilo que está sendo dividido (30%).

“A economia compartilhada oferece soluções criativas que aproximam consumidores de um jeito diferente e muitas vezes sem intermediários. Com barreiras desfeitas, a confiança ganha ainda mais importância nesse contexto. É natural que com a popularização dessas práticas colaborativas, formas mais seguras de aproximar pessoas sejam criadas com o auxílio da tecnologia. Principalmente, porque muitos desses modelos de negócios atendem a necessidades reais das pessoas e muitas delas não querem abrir mão da facilidade adquirida”, explica o educador financeiro José Vignoli.

Metodologia

A pesquisa ouviu 824 consumidores acima de 18 anos, de ambos os gêneros, de todas as classes sociais e que residem nas 27 capitais do país. A margem de erro é de no máximo 3,4 pontos a um intervalo de confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Fonte: CNDL

contas

Aprenda a organizar suas finanças e livre-se das dívidas!

Como pagar as dívidas e, finalmente, conseguir poupar para seus sonhos e objetivos de longo prazo? Confira um guia básico para se reorganizar financeiramente!

Quer fechar o mês no positivo? Organização é a palavra-chave. Sem ela, não há como pagar as dívidas, viver uma vida confortável no presente e ainda poupar para o futuro!

Mas, uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostrou que organização e planejamento financeiro não são realidade de grande parte da população brasileira: 45% dos brasileiros entrevistados afirmam não fazer um controle do próprio orçamento. Outro estudo mostrou que 58% dos consumidores não gostam de dedicar seu tempo com esse tipo de atividade.

Esse perfil do consumidor brasileiro pouco cuidadoso com as finanças se reflete em vários comportamentos, como tomar crédito sem se planejar. Segundo uma terceira pesquisa do SPC, a contratação de um financiamento foi realizada por um a cada dez brasileiros nos últimos 12 meses. Entre os que têm parcelas em aberto, 20% possuem prestações em atraso!

“O problema não está em tomar crédito. O crédito é uma ferramenta de consumo de extrema importância para a sociedade e economia – sem ele, pouquíssimas pessoas poderiam comprar uma casa ou apartamento e quase nenhuma empresa poderia realizar investimentos. Se o crédito for tomado de forma planejada, responsável e consciente, ele pode ser de grande ajuda. O problema é o descontrole em relação ao dinheiro”, explica Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

Isso porque os serviços de crédito possuem juros, muitas vezes altos. O consumidor acaba pagando mais por aquilo que poderia ter sido adquirido à vista com condições mais vantajosas, caso tivesse conseguido planejar a compra ou se tivesse uma reserva financeira para isso.

Viu, só? O planejamento pode mudar o cenário de sua situação financeira rapidamente. E um passo a passo simples pode te ajudar:

1o passo: registro

Você precisa ter controle de todas as receitas (ganhos) e de todas as despesas mensais (gastos). Por isso, para iniciar esse registro, guarde os holerites, recibos, extratos, contas dos últimos meses, tudo que puder ajudar a reunir dados sobre suas finanças.

A partir daí, faça seu diagnóstico: onde estou gastando além do que preciso? Onde posso cortar custos?

“Se você ganha mais do que gasta com contas fixas e ainda assim está endividado, pode ser que seu dinheiro esteja indo para compras não planejadas. Agora, se acontece o contrário (as contas fixas são superiores aos seus rendimentos) é preciso dar um jeito de ganhar mais, fazendo bicos ou trabalhos extras, ou cortar custos – reduzir o plano de internet, mudar os filhos de escola, mudar para um aluguel mais barato ou até vender o carro”, sugere a economista.

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No começo, pode parecer assustador realizar esse diagnóstico, mas não se preocupe. Ele é necessário para resolver seu problema e o medo de enfrentar sua real situação de frente só vai te prejudicar ainda mais.

Faça esse registro da maneira que julgar mais simples: planilha, aplicativo ou caderninho de bolso. O importante é ter algo que possa ser alimentado com facilidade sempre que preciso e que não irá cair no esquecimento.

2o passo: planejamento

Agora, é hora de fazer o planejamento do mês seguinte. Para facilitar, divida as despesas em categorias, como saúde, educação, carro e outras. Isso permitirá ver com mais clareza quais categorias representaram um montante mais alto. A partir daí, você pode buscar maneiras de reduzir esse valor.

Aqui, você também deve listar as parcelas de suas dívidas para encaixá-las em seu orçamento. Mas, como pagar as dívidas? Se necessário, é hora de renegociá-las para que caibam em seu orçamento mensal. “Fazendo esse planejamento das suas finanças com antecedência, você terá mais propriedade na renegociação, já que saberá exatamente o quanto pode gastar por mês com as parcelas ”, explica Marcela.

Veja como parcelar a dívida do cartão de crédito sem pagar juros abusivos

Ao longo do mês vá anotando os gastos e acompanhando suas finanças. Quando for fazer uma compra de maior valor, sempre verifique se ela está dentro do orçamento que você havia delimitado para aquele tipo de gasto. Após fazer esse planejamento, você já conseguirá notar o quanto terá para investir a cada mês em sua poupança de emergência. Se ainda não sobrar nada, não se preocupe. Foque suas forças no pagamento das dívidas.

Lembre-se: na maioria das vezes, é melhor quitar as dívidas antes de começar a fazer uma reserva financeira. “Não adianta fazer esforço para guardar dinheiro enquanto está pagando juros. O mesmo vale para quem já possui alguma reserva: provavelmente valerá a pena se desfazer de parte ou de toda ela e quitar a maior parcela possível da dívida”, sugere.

3o passo: checagem

Passado o mês que foi planejado, é hora de voltar às anotações para conferir, juntamente com o registro de receitas e despesas, e checar se tudo foi realmente cumprido.

Muitas vezes, altas despesas acontecem de forma diluída, sem que nos damos conta. O importante é saber identificar esses pontos falhos e manter a organização. “Somente dessa forma você sabe quanto pode gastar com supermercado, lazer, roupas, refeições fora de casa a cada novo mês. E, no final do mês, consegue acompanhar se cumpriu o que estabeleceu no início. Caso não tenha cumprido, saberá onde exatamente errou”, diz Marcela.

Enquanto isso, mês a mês, vá acertando suas dívidas. Quando elas finalmente acabarem, é hora de pensar em seus objetivos!

Quite suas dívidas sem pedir empréstimos

4o passo: objetivos

“Dívidas pagas, contas organizadas, foque na reserva financeira: o valor que antes você direcionava para o pagamento das parcelas da dívida, agora vai para a reserva. Ao longo do tempo, se houver aumento na renda ou redução de algum custo familiar, você pode aproveitar e aumentar o valor que vai para a reserva financeira. Também ao longo do tempo, comece a pensar em investimentos que rendam mais do que a poupança”, sugere Marcela.

Está conseguindo abastecer a reserva financeira para imprevistos todos os meses? É hora, então, de fazer uma reserva específica para seus sonhos!

O que você deseja? Comprar um carro, uma casa, fazer um intercâmbio, pagar a faculdade dos filhos? A dica agora é estabelecer uma meta principal e o prazo em que deseja concluí-la. Saiba o valor necessário e divida por esse prazo. Agora, você já sabe o quanto precisa poupar por mês para alcançar esse objetivo.

É muito importante também guardar dinheiro para a aposentadoria, ok? Essa fase da vida chega para todo mundo e todos queremos usufruir dela tranquilamente.

São tantos sonhos e planos… como definir prioridades?

Não existe certo e errado. As prioridades variam de família para família – há quem acredite que vale a pena investir em educação, outras famílias preferem gastar mais com um bom convênio médico, outras em viagens.

O importante é sempre ter uma reserva de emergência e direcionar a cada mês uma quantia para a aposentadoria. Então, os sonhos de consumo podem ser divididos em ordem de prioridade conforme a importância pessoal de cada um.

“Se você organizar suas contas, pode se surpreender ao perceber que todos os seus sonhos são possíveis: a viagem para o exterior pode acontecer com alguns anos evitando ir à praia em todos os feriados, por exemplo”, diz Marcela.

Comece aos poucos, sem querer abraçar o mundo. “É mais fácil definir uma, duas ou três prioridades por vez e segui-las. De tempos em tempos, volte e analise se elas se mantêm ou se mudaram. Em família, é interessante compartilhar as prioridades, além de manter as individuais, claro, um dando uma força para o outro”, finaliza Vera Rita de Mello Ferreira, doutora em psicologia social pela PUC-SP e professora da B3 Educação, da Bovespa.

Fonte: Meu Bolso Feliz.

dia dos pais

Vendas a prazo no Dia dos Pais se mantêm estável, com variação de -0,10% em relação a 2017, apontam CNDL/SPC Brasil.

Resultados refletem a lenta recuperação da economia, que impactam as vendas. Com alto índice de desemprego e orçamento apertado, brasileiros tendem a limitar os gastos 

As vendas a prazo no Dia dos Pais se mantiveram estável, com variação de -0,10% na comparação com o mesmo período do ano passado. É o que apontam os dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O resultado do indicador reflete a lenta recuperação da economia, que ainda pesa sobre o desempenho das vendas nos setores de comércio e serviços.

Nos últimos anos, as variações registradas foram: +8,88% (2017), -9,76% (2016), -7,17% (2015), +5,01% (2014), -5,69% (2013), +18,00% (2012) e -8,14% (2011).

aa

 

Segundo o presidente da CNDL, José César da Costa, o comércio teve praticamente o mesmo ritmo de vendas do ano passado, mostrando quanto o brasileiro possui o hábito de presentear. “Os consumidores continuam preocupados em não comprometer o orçamento com compras parceladas, principalmente diante de um quadro de dificuldades, com o achatamento da renda e alto índice de desemprego”, explica.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, a confiança do consumidor em relação à economia não evolui já que muitos brasileiros continuam sem perspectiva de emprego, outros voltaram ao mercado do trabalho com salários mais baixos e o índice de inadimplência é alto, levando à restrição do crédito. Todos esses fatores exercem forte impacto sobre o consumidor, que acaba sendo obrigado a limitar seus gastos para salvar as finanças.

O Dia dos Pais é a primeira data comemorativa do segundo semestre e, embora não movimente cifras tão volumosas como no Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados, funciona como um termômetro para as próximas datas, como Dias das Crianças e o próprio Natal. De acordo com pesquisa de intenção de compras feita pelo SPC Brasil, os produtos mais procurados neste período seriam as roupas, perfumes e cosméticos, calçados e acessórios masculinos, como cintos, carteiras, relógios e meias.

Metodologia

O cálculo de vendas a prazo é baseado no volume de consultas realizadas ao banco de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) entre os dias 5 e 11 de agosto deste ano comparado com a semana anterior ao dia dos pais de 2017. A CNDL e o SPC Brasil lançam nesta divulgação uma nova metodologia para as datas comemorativas, tornando a apuração ainda mais precisa.

Acesse a integra em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

Fonte: CNDL

 

Fonte: CNDL e Gazeta Online

 

cadastro positivo

Novo Cadastro Positivo vai beneficiar consumidores e empresas.

Os bons pagadores poderão ter acesso a taxas de juros mais atraentes e melhor negociação quando precisarem de crédito nas instituições financeiras.

A cena se repete diariamente, Brasil afora. Consumidores e pequenos empresários que, hoje, sentam-se à frente de um gerente de banco em busca de um empréstimo encaram uma verdadeira via crúcis de exigências e juros difíceis de pagar. Os noticiários avisam que a Selic está em 6,5% ao ano, mas esse porcentual passa longe de quem efetivamente precisa de crédito, na ponta.

Uma das principais dificuldades para que cidadãos e empresas pequenas acessem linhas de financiamento e empréstimos é a burocracia dos bancos e das instituições financeiras, causada pela falta de informação. Na maioria das vezes, quem empresta não sabe se quem está pedindo empréstimo é um bom ou mau pagador, e por isso parte da perspectiva pessimista ao realizar suas avaliações.

Ainda pouco conhecido da maioria dos brasileiros, o novo Cadastro Positivo, quando aprovado, ajudará a mudar esse quadro de burocracia, falta de flexibilidade dos prazos para pagamentos e juros altos. As propostas para alteração no atual sistema estão contidas no Projeto de Lei Complementar 441/17, que tramita na Câmara dos Deputados – como o PL recebeu ajustes em seu texto, terá de retornar para nova apreciação na sua casa de origem, o Senado Federal.

A principal mudança é que todos os portadores de CPF e CNPJ do país terão suas informações sobre históricos de pagamento disponíveis nesse cadastro. Atualmente, a Lei do Cadastro Positivo (Lei 12.414/11) prevê o inverso: é preciso autorizar a entrada no banco de dados que, atualmente, conta com apenas 8 milhões de inscritos. Com a mudança, a expectativa é de que aproximadamente 130 milhões de brasileiros passem a compor o cadastro. Quem não quiser permanecer deve solicitar a retirada de seus dados, gratuitamente, até 30 dias após ser comunicado da inclusão.

O novo Cadastro Positivo terá, além de informações sobre contratação e pagamento de financiamentos e empréstimos, o histórico de uso de crediário e pagamento de contas de luz e água, por exemplo. Dessa forma, alguém que nunca pegou empréstimo no banco ou não tem cartão de crédito poderá ter seu perfil financeiro identificado pelo mercado. E os bons pagadores poderão ter acesso a taxas de juros mais atraentes e melhor negociação quando precisarem de crédito nas instituições financeiras.

O projeto de lei ainda garante a privacidade do consumidor e seu sigilo bancário. Informações sobre o local do crédito ou o que foi comprado não podem ir para o cadastro, e o cidadão terá acesso gratuito às suas informações. Será uma lei positiva e benéfica que atende a um direito do consumidor, pois terá como consequência a redução da burocracia e dos juros bancários – afinal, com a popularização do Cadastro Positivo, aquele que empresta terá mais condições de fazer uma análise mais justa e apropriada da pessoa física ou jurídica em busca de empréstimo.

Para se ter uma ideia, segundo o Banco Central, atualmente 22 milhões de brasileiros têm uma pontuação baixa de crédito devido à insuficiência de informações sobre a sua capacidade de pagamento. São os “falsos negativos”: em sua maioria, bons pagadores que precisam de empréstimo, podem honrar a dívida, mas não conseguem comprovar a sua condição.

A experiência internacional mostra que o Cadastro Positivo é uma ferramenta que aumentou o acesso ao crédito e reduziu a taxa de juros nos países onde foi implementado. Temos certeza de que as mudanças propostas podem trazer grandes benefícios a todos, consumidores e empresários, democratizando o acesso às instituições financeiras e à bancarização, impulsionando a economia do país.
José César da Costa

Presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), entidade que administra o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Clique aqui e tenha acesso a reportagem mais completa sobre o Cadastro Positivo.

Fonte: CNDL e Gazeta Online

 

compras

Alimentos e remédios lideram gastos no cartão de crédito em junho, aponta indicador da CNDL/SPC Brasil.

Fatura média do cartão no período supera R$ 1 mil e 25% dos usuários caíram no rotativo. No mês de junho, 40% dos brasileiros utilizaram alguma modalidade de crédito, sendo o cartão o instrumento mais comum

Um levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que o uso do cartão de crédito já não se limita a compra de itens de mais alto valor, que geralmente são parcelados. As despesas correntes, incluindo produtos de primeira necessidade, também já fazem parte das aquisições mais feitas via cartão. No último mês de junho, os alimentos de supermercados lideraram esse tipo de compra, com 63% de menções, seguidos dos remédios (45%) e dos combustíveis (37%). Somente em quarto lugar aparecem as roupas, calçados e acessórios (36%).

De acordo com o levantamento, no último mês de junho, 40% dos brasileiros recorreram à alguma modalidade de crédito, sendo que o cartão de crédito foi o mais comum, citado por 35% dos consumidores. Em seguida, aparecem o crediário ou carnê, com 8% de utilização, empréstimos (5%), cheque especial (5%) e financiamentos (3%). Os que não se utilizaram de nenhuma modalidade no período somam 60% dos consumidores.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, por trata-se de uma modalidade de crédito pré-aprovada, o cartão de crédito é um instrumento bastante popular como forma de pagamento. “Hoje o cartão de crédito já não é uma exclusividade dos bancos. Redes varejistas e fintechs já oferecem o instrumento, tornando-o ainda mais acessível para várias camadas da população”, explica a economista.

25% dos usuários de cartão caíram no rotativo em junho; média da fatura supera R$ 1 mil

Apesar de ser um aliado do consumidor que não pode pagar por um bem à vista, o cartão de crédito também pode se tornar fonte de problemas financeiros para pessoas que perdem o controle dos gastos. A CNDL e o SPC Brasil apuraram que no último mês de junho, um quarto (25%) dos usuários de cartão de crédito no país entraram no rotativo, ao não quitarem a fatura integral no período. Os que pagaram o valor cheio da fatura somam 72% da amostra.

Para a maioria dos entrevistados, o tamanho da fatura do mês de junho aumentou na comparação com o mês de maio, observação feita por 39% dos usuários de cartão de crédito. Apenas 23% notaram queda na fatura, ao passo que 32% acreditam que ela permaneceu igual. Considerando os que souberam reportar o valor gasto com as compras em junho realizadas no cartão de crédito, a média é de R$ 1.045,63.

Para o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, o cartão de crédito é um instrumento de pagamento que facilita a vida das pessoas, mas que deve ser utilizado com vigilância. “O requisito básico para o usuário do cartão de crédito é ter organização. Ele é um excelente meio de pagamento porque ao contrário do crediário, só cobra juros se não houver o pagamento mínimo da fatura. Então, se os gastos estiverem dentro de um planejamento, o cartão cumpre um papel positivo na vida financeira do consumidor”, explica Vignoli.

Apenas 13% dos brasileiros estão com contas ‘no azul’. Maioria vive no limite do orçamento e as principais razões são preços elevados e queda da renda

O Indicador de Propensão ao Consumo investigou a vida financeira dos consumidores e descobriu que somente uma minoria se encontra em situação confortável. Em cada dez brasileiros, oito (80%) vivem no aperto financeiro, seja por estarem no ‘zero a zero’, ou seja, sem sobras de dinheiro no orçamento (44%) ou até mesmo ‘no vermelho’, isto é, não conseguem terminar o mês com todos os compromissos financeiros quitados (36%). Os que estão com as contas ‘no azul’ formam 13% da amostra.

Na avaliação dos próprios entrevistados, as principais razões para tantos brasileiros viverem com dificuldades financeiras são os preços elevados (43%) – embora a inflação esteja sob controle -, queda da renda (33%), desemprego (27%) e descontrole dos gastos (12%).

Para o último mês de julho, mais da metade (56%) dos consumidores planejavam cortar gastos ao longo do mês, contra apenas 6% que iriam desembolsar mais.

Metodologia

O Indicador abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. Baixe a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

Fonte: CNDL

 

pais

Dia dos Pais deve movimentar quase R$ 14 bilhões no varejo, projetam CNDL/SPC Brasil.

Aproximadamente 93 milhões de brasileiros devem ir às compras na data. Shopping Center e lojas online lideram preferência dos entrevistados. Dois em cada dez tiveram CPF negativado no ano passado após compras do Dia dos Pais

Embora os brasileiros ainda estejam sensíveis aos efeitos da lenta recuperação econômica e do desemprego, a maioria (61%) dos consumidores deve ir às compras neste Dia dos Pais – o dado é levemente superior aos 55% de entrevistados que realizaram compras na mesma data do ano passado. A conclusão é de um levantamento feito em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Ao todo, a expectativa é de que quase 93 milhões de pessoas façam alguma compra no período, o que deve movimentar uma cifra aproximada de R$ 13,9 bilhões nos setores do comércio e serviços.

Apenas 28% dos consumidores não devem presentear alguém na data, sendo que a principal justificativa é o falecimento do pai (70%). Comemorado tradicionalmente no segundo domingo de agosto, o Dia dos Pais é considerado por muitos o ‘patinho feio’ das datas comemorativas por não injetar cifras tão expressivas como Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados. Mesmo assim, a comemoração serve de termômetro para analisar o desempenho do varejo no segundo semestre, ainda permeado por incertezas no campo político e por uma recuperação econômica gradual.

“As tradicionais datas comemorativas demonstram um forte apelo emocional e muitas vezes até se descolam do ambiente de crise, que segue impactando o orçamento das famílias. Tanto é que nas últimas três datas comemorativas deste ano, o varejo apresentou crescimento nas vendas. Os resultados, contudo, foram discretos e não revertem as perdas acumuladas durante a crise. Ainda assim, servem de alento para impulsionar a retomada da economia”, explica o presidente da CNDL, José Cesar da Costa.

Consumidor brasileiro vai desembolsar quase R$ 150 com presentes; 40% dos compradores planejam gastar a mesma quantia que em 2017

Apesar de a intenção de presentear no Dia dos Pais ser elevada, a maior parte dos brasileiros está cautelosa na hora de gastar. Do total de potenciais compradores, 40% disseram que planejam gastar a mesma quantia que no ano passado. Os que vão desembolsar menos formam 16% da amostra, ao passo que 32% acreditam que vão gastar mais.

Entre as pessoas que vão às compras, o valor desembolsado com o total de presentes será, em média, de R$ 149,27 – valor que diminui para R$ 139,36 quando considerados somente os consumidores das classes C, D e E. De acordo com o levantamento, a maior parte (50%) dos entrevistados pretende comprar apenas um presente para o Dia dos Pais. Os que vão adquirir dois presentes somam 34% da amostra.

Os problemas econômicos que o país atravessa são a principal razão da cautela dos compradores. Mais de um terço (34%) dos que pretendem gastar menos afirmam passar por uma situação de aperto financeiro e 24% pretendem economizar com os presentes. Já 16% devem priorizar o pagamento de dívidas em atraso. Por outro lado, entre os que pretendem gastar mais em 2018, 54% disseram que irão comparar um presente melhor, enquanto 24% acreditam que os produtos estão mais caros.

Shopping Center e lojas online ficam tecnicamente empatados como principais locais de compras; roupas são os itens mais buscados e maioria pretende pagar à vista

Neste ano, os itens mais procurados para agradar os pais devem ser as roupas (50%). Em seguida aparecem os perfumes e cosméticos (32%), calçados (28%) e acessórios (27%), como cintos, carteiras, relógios e meias. Haverá ainda procura por ferramentas (10%), artigos esportivos (10%) e smartphones (10%). As pessoas mais presenteadas neste ano devem ser os pais dos entrevistados (64%), esposos (20%), o pai dos filhos dos entrevistados (11%), sogros (7%) e avôs (5%). Há ainda 5% de entrevistados que devem se auto presentear.

Com relação à forma de pagamento, a maioria dos entrevistados mostra preferência pelo pagamento à vista, seja em dinheiro (53%) ou cartão de débito (22%). O pagamento via cartão de crédito, seja em parcela única ou mais de uma parcela, será escolha de 16% e 25% dos consumidores, respectivamente. Entre aqueles vão dividir o pagamento, a média será de quatro prestações. Isso significa, que muitos dos que vão agradar os pais nesta data, só terminarão de quitar as prestações na época do Natal.  “Em um momento em que os trabalhadores estão inseguros em seus empregos e com relação ao futuro da economia e da política, comprar o presente à vista em dinheiro pode ser uma alternativa sensata para fugir do endividamento”, orienta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Líder absoluto como principal local de compra em todas as datas comemorativas, os shopping centers (37%) seguem em primeiro lugar, mas desta vez estão tecnicamente empatados com as lojas online, que tiveram 33% de preferência. Completam o ranking as lojas de departamento (20%) e os shoppings populares (14%). Para a escolha do local de compra dos presentes, 53% levam em consideração a atratividade do preço, 42% a qualidade dos produtos e 38% promoções e descontos, especialmente a parcela feminina de entrevistados (43%).  Há ainda 25% que dão preferência a locais com diversidade de produtos ofertados.

Para economizar, 80% recorrem a pesquisa de preço; 22% dos consumidores ficaram com ‘nome sujo’ por compras na mesma data do ano passado

E principalmente na tentativa de tentar economizar, os consumidores irão, em sua maioria, realizar pesquisa de preço. De acordo com o levantamento, oito em cada dez (80%) compradores admitem que vão buscar melhores ofertas antes de concretizar a compra do Dia dos Pais, sendo que em 82% desses casos a internet será a principal aliada na busca por melhores opções, seguida dos shopping centers (47%).

No geral, a maioria (60%) dos entrevistados avalia que os preços dos presentes estão mais caros em relação ao ano passado. Outros 34% acreditam que não houve variação de preços e apenas 6% acham que ele diminuiu.

Outra estratégia para não deixar o presente pesar no bolso será dividir o valor da compra com algum familiar. Do total de entrevistado, 8% vão adotar essa opção, sendo que em 40% dos casos os custos serão compartilhados com o cônjuge, em 31% das vezes com os irmãos e 17% com a mãe.

O estudo também buscou analisar a situação financeira dos entrevistados. Nesse sentido, a constatação é de que 22% dos compradores admitem ter o costume de extrapolar o orçamento na hora de agradar ao pais e 30% dos que irão às compras neste possuem contas em atraso. Exemplo que inspira cautela é que das pessoas que fizeram compras em 2017, 22% tiveram o CPF inscritos em cadastros de devedores em decorrência de aquisições feitas na ocasião.

“Nesta hora é preciso ter autocontrole para conter os gastos e usar a criatividade para surpreender o pai e não deixar a data passar em branco. O consumidor deve presentear, sim. Porém, é importante respeitar o tamanho do próprio bolso, planejar os gastos e fazer muita pesquisa de preço, dando prioridade ao pagamento à vista. Para quem está inadimplente, mesmo que os valores dos presentes possam parecer inofensivos, todo o esforço deve ser direcionado para o pagamento das dívidas”, orienta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Fonte: CNDL

 

renda extra

Para complementar renda, 64% dos brasileiros recorreram a bicos no primeiro semestre, apontam SPC Brasil e CNDL.

Efeitos da melhora da economia ainda não são sentidos por 77% dos consumidores. Nos últimos meses, oito em cada dez brasileiros fizeram cortes no orçamento. Principais contenções incluem alimentação fora de casa e supermercado

Embora o país tenha superado, ao menos tecnicamente, a recessão econômica, as consequências da crise ainda se mostram presentes em diversos aspectos do dia a dia da população. Um estudo realizado em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que passou de 57% para 64% o percentual de consumidores que recorreram a alguma forma de trabalho extra ou bicos para complementar a renda no primeiro semestre deste ano. Nas classes C, D e E, a proporção salta para 70% dos entrevistados.

Segundo o levantamento, em cada dez consumidores, cinco (51%) acreditam que as condições gerais da economia pioraram ao longo deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado – o que configura um aumento de 12 pontos percentuais em relação à pesquisa de 2017. Quando avaliam a própria condição financeira, 44% garantem que também houve piora em relação ao último ano, um aumento de oito pontos percentuais. Outros 34% falam em condições financeiras iguais, ao passo que apenas 19% pensam que a situação está melhor que antes.

“A recuperação da economia ainda é bastante lenta e surte pouco efeito prático na realidade dos brasileiros. O momento mais crítico da crise ficou para trás, mas isso não significa que a vida das pessoas tenha melhorado substancialmente. A renda das famílias segue achatada e o consumo melhora a passos lentos porque o desemprego segue alto e a confiança abalada”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

No primeiro semestre, 83% dos consumidores fizeram cortes para driblar crise; 77% não sentem efeitos da melhora da economia

Para muitos brasileiros, o primeiro semestre deste ano foi um período marcado por dificuldades que exigiram sacrifício e capacidade de adaptar a vida financeira. Reflexo do cenário ainda complicado para as finanças, 83% dos brasileiros tiveram de fazer cortes no orçamento para driblar as consequências da crise ao longo de 2018.

Entre os que contingenciaram gastos, 61% cortaram ou reduziram refeições fora de casa – comportamento que apareceu com mais frequência entre os brasileiros de mais alta renda, com 74% de citações. Outros cortes comuns no período foram os de roupas, calçados e acessórios (57%), itens que não são de primeira necessidade em supermercados, como carnes nobres, congelados, iogurtes e bebidas (55%) e gastos de lazer, como cinema e teatro (53%). Há ainda, 30% de entrevistados que para conseguir algum dinheiro tiveram de vender algum bem.

De modo geral, 77% dos brasileiros declaram que ainda não sentem os efeitos da melhora da economia no seu cotidiano, seja nos preços dos bens e serviços, juros, emprego ou consumo. Segundo apurou a pesquisa, entre esses entrevistados 77% consideram que os preços continuam aumentando, ao mesmo tempo em que 56% pensam que as taxas de juros estão muito elevadas e 54% argumentam que o mercado de trabalho segue sem contratar. Além disso, 57% das pessoas ouvidas disseram que ficaram desempregados ou tiveram algum membro da família que perdeu o emprego nos últimos meses.

Em sentido oposto, 23% dos entrevistados relataram já sentir no próprio bolso os efeitos de melhora na economia. Nesse caso, 47% justificam sua posição dizendo que as pessoas voltaram a consumir, enquanto 36% consideram que a criação de novas vagas está aumentando. “O Brasil passou por uma das recessões mais longas de sua história, com 11 trimestres consecutivos de retração no produto interno bruto. Hoje, mesmo com a inflação controlada, fica a impressão de que a economia do país está emperrada e isso só vai mudar quando o ritmo de crescimento se tornar mais vigoroso e a confiança for recuperada” explica a economista Marcela Kawauti.

69% acham que não vão conseguir concretizar algum plano traçado para 2018; para 51%, eleições presidenciais vão influenciar comportamento da economia

A crise econômica fez com que apenas 17% dos entrevistados conseguissem realizar algum sonho de consumo no primeiro semestre deste ano. E as perspectivas para o futuro não são boas. Sete (69%) em cada dez brasileiros acreditam que será difícil concretizar projetos planejados para o ano de 2018, sendo a formação de uma reserva financeira (51%), realizar uma grande viagem (33%), comprar um carro (33%) e reformar a casa (32%) os mais afetados. Na opinião dessas pessoas, os principais empecilhos para realizar os projetos são a falta de dinheiro (61%) e o preço elevado dos bens e serviços (56%). Outro dado é que mais da metade (53%) dos consumidores admitiu ter ficado várias vezes ao longo deste ano com as contas no vermelho e 37% tiveram de recorrer a empréstimo em bancos ou até mesmo com familiares para organizar o orçamento.

Para colocar a vida financeira nos eixos, 28% dos brasileiros desejam aumentar a renda no segundo semestre fazendo algum trabalho extra ou bico. Outras estratégias que os consumidores idealizam praticar no dia a dia para economizar são organizar as contas de casa (26%), realizar mais pagamentos à vista (25%) e cortar gastos com lazer (21%). Desse modo, 42% dos entrevistados têm a expectativa de que a vida financeira será melhor no segundo semestre do que no primeiro. Outros 29% consideram que será igual, ao passo que 12% aguardam uma piora.

Questionados sobre o cenário futuro da economia, a pesquisa aponta opiniões divididas: 39% acham que a situação será melhor no segundo semestre, enquanto 29% acham que a situação continuará a mesma. Os que aguardam piora nas condições somam 15% da amostra. Considerado um dos principais acontecimentos deste ano, 51% dos consumidores acreditam que as eleições presidenciais vão interferir de algum modo no andamento da economia. Outros 27% pensam que não, enquanto 23% não sabem dizer.

Fonte: CNDL