Arquivo mensais:setembro 2018

vida financeira

Conheça as armadilhas financeiras que você precisa aprender a evitar.

Estar atento a essas situações pode contribuir para uma vida financeira mais saudável

Emprestar o nome, apostar em títulos de capitalização, usar o limite do cheque especial, entrar em pirâmides financeiras e até guardar dinheiro em casa são algumas ciladas que podem estar impedindo você de obter sucesso e equilíbrio nas finanças. A seguir, conheça essas e outras armadilhas financeiras que corroem sua conta bancária – e aprenda como fugir delas!

Empréstimo de nome

Ficar com o nome negativado ou com o acesso ao crédito bloqueado pode prejudicar sua a rotina e afetar seus planos de longo prazo. Por isso, é fundamental prestar atenção a questões diversas que podem causar essa situação –, pois ela nem sempre é causada diretamente por você.

De acordo com pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o empréstimo de nome é o motivo pelo qual 17% dos consumidores negativados ficaram com o nome sujo no último ano. Os dados revelaram ainda que, em 28% dos casos, a dívida provem de compras que excedem o limite autorizado pelo consumidor para a pessoa a quem ele emprestou o nome.

“Dentro das coisas que são verdadeiramente nossas, o nome é algo exclusivíssimo. É muito difícil prever como a pessoa vai usar o seu nome, por isso, o melhor é não emprestá-lo a ninguém”, ensina o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

“Independentemente de quem fez a compra, se ela estiver no seu nome, você será cobrado e é o seu CPF que pode ser negativado se a dívida não for paga. Dizer ‘não’ pode até abalar a amizade, mas se você diz ‘sim’ sem pensar nas consequências do ato, corre o risco de perder não somente o amigo, mas o dinheiro e ficar com o nome sujo”, completa Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

Portanto, se você realmente quer ajudar algum familiar ou amigo, vale mais emprestar o valor que a pessoa precisa do que dar seu nome para que ela realize compras. Dessa forma, o risco é apenas de não ter a quantia devolvida, mas você se assegura de que sua reputação continuará intacta.

Título de capitalização

Eles são vendidos pelos bancos como investimento, mas na verdade são armadilhas financeiras. Fique ligado: possuem rendimento abaixo da inflação e só lhe serão vantajosos se você for sorteado. “É uma forma de acumular dinheiro recebendo o valor de volta [desatualizado] algum tempo depois e participando de sorteios. Está mais para aqueles que gostam de jogar na loteria”, explica Vignoli.

Funciona assim: todo mês, você paga uma quantia pré-determinada, que pode ser de pouco mais de R$ 30, e caso seja sorteado, ganha a prêmios em dinheiro. Uma parcela significativa do que você paga vai para a chamada reserva que o banco constitui para pagar os prêmios. Por causa disso, se você retirar o seu dinheiro antes do período de carência, você deixa de participar dos sorteios e perde uma parte do que investiu.

Rotativo do cartão de crédito

O cartão de crédito é uma boa opção para parcelar compras e reunir todas as despesas em um único dia de pagamento. Porém, caso você opte por usá-lo com esse fim, vale controlar diariamente os gastos via aplicativo ou site. Ao chegar no limite de gastos proposto por você, pare de utilizá-lo.

Isso porque não pagar a fatura inteira no fim do mês pode desequilibrar suas finanças. “As altas taxas do crédito rotativo ainda são cobradas no primeiro mês e, mesmo que depois haja a possibilidade de trocar por outra dívida mais favorável, você não será poupado da obrigação de quitar a pendência”, diz Marcela.

Pagar contas fixas com cartão de crédito

Alguns cartões permitem que você pague suas despesas fixas, como conta de água, luz e outras no crédito. Fique atento: cada instituição tem condições específicas para esses tipos de pagamentos, mas mesmo nos pacotes mais vantajosos é cobrado IOF.

Fuja dessa armadilha financeira! “É sempre mais vantajoso pagar a conta de forma tradicional do que por esse meio”, diz Marcela.

Cheque especial

Com juros altos, o cheque especial deve ser usado somente em casos emergenciais e jamais como uma renda extra. “O uso frequente deste recurso, além de reduzir o orçamento do consumidor, que sempre inicia o mês devendo para o banco, também o conduz a um ciclo vicioso, já que ele tende a enxergar o limite como uma extensão do próprio salário”, explica Marcela.

Pirâmides financeiras

Pirâmide financeira é um modelo de negócio proibido em que o rendimento depende do ingresso e recrutamento de novas pessoas, o que o torna não sustentável no longo prazo, já que em algum momento isso se esgota. Essa é uma das principais armadilhas financeiras que deve ser evitada!

Atrativa aos olhos de quem espera resultados rápidos, as empresas pirâmides podem nem sempre gerar os benefícios esperados.

Por isso, o mais importante é saber identificar esse tipo de empresa para fugir dele. “Se for necessário que você faça um investimento inicial e depois dependa de trazer novas pessoas para o negócio dar certo, fique atento, é muito provável que o dinheiro apenas esteja percorrendo toda a pirâmide até o topo, ou seja, seus idealizadores”, diz a economista.

Fazer seguro “obrigatório” ao fechar um financiamento ou empréstimo

Fazer um seguro pode ser uma boa opção para emergências e situações inesperadas, mas é preciso que a compra seja muito bem pensada e pesquisada. Ele pode ser feito no banco ou em uma corretora. “A vantagem da corretora frente ao banco é que ela pode te oferecer opções mais personalizadas, além do corretor ficar à disposição para resolver possíveis problemas ou te assessorar caso seja necessário”, diz Marcela.

O grande problema dos bancos pode acontecer caso queiram embutir o seguro – dizendo ser obrigatório – quando você fecha um financiamento ou toma um empréstimo, por exemplo. Nesses casos, configura uma venda casada, que é uma armadilha financeira ilegal.

“O consumidor não deve aceitar a venda e pode exigir a compra apenas dos produtos e serviços dos quais necessita, cabendo procurar o SAC da instituição ou o Banco Central para fazer a denúncia”, orienta a economista.

Guardar dinheiro em casa

Deixar o dinheiro parado em casa é permitir que ele perca seu valor. Afinal, no Brasil, temos inflação de mais de 4% ao ano (IPCA-IBGE). Sem falar no risco de roubo ou assalto!

Ofertas com taxa de juros zero

Sabe quando você vai fazer uma compra e a loja promete parcelar em quantas vezes você quiser, sem juros? Isso pode ser uma armadilha financeira! “O que acontece é que quando o estabelecimento anuncia um parcelamento sem juros, no valor do item à vista ele já considerou que uma parte dos consumidores vai parcelar e embutiu os juros no valor total, tornando o produto mais caro”.

Por isso, sempre que você vir um anúncio do tipo e tiver dinheiro para pagar à vista, peça desconto. Na maioria dos casos, você vai conseguir negociar.

Além disso, fique sempre de olho no contrato da compra. Veja se não estão sendo embutidos no valor garantia estendida e outros itens que não são obrigatórios.

Não entrar no Internet Banking com frequência

É importante estar sempre de olho na conta corrente para evitar cobranças indevidas e manter o controle dos gastos. No caso de dúvida em tarifas que estão sendo descontadas da sua conta, entre em contato com seu gerente ou a central de atendimento da instituição.

“O mesmo vale para contas que ficam no débito automático. Sempre que possível, cheque se o que está sendo cobrado é o mesmo que foi contratado e se não houve reajustes de valor. Atenção também à fatura do cartão de crédito. Dessa forma você evita especialmente problemas com clonagem do cartão e compras indevidas, por exemplo, já que, nesse caso, quanto mais rápido conseguir entrar em contato com o banco para cancelar o cartão e pedir reembolso, melhor”, aponta Marcela.

Fonte: Meu Bolso Feliz

 

Eleicao

53% dos brasileiros estão pessimistas com as eleições presidenciais, mostra pesquisa CNDL/SPC Brasil.

Entrevistados mostram-se divididos sobre rumo da economia após eleições: 34% acreditam em melhora e 33% acham que situação ficará igual. Combater corrupção, desemprego e criminalidade devem ser prioridades de quem for eleito

Faltando pouco mais de duas semanas para a votação que definirá o novo presidente do país, a maior parte dos brasileiros afirma estar pessimista com as eleições. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) nas 27 capitais revela que mais da metade (53%) dos consumidores está com uma percepção negativa sobre as eleições presidenciais – o percentual sobe para 59% entre a parcela feminina de entrevistados. Somente 18% das pessoas ouvidas reconhecem estar confiantes com a eleição, enquanto 26% estão neutros.

Para os pessimistas com o processo eleitoral, a maior parte (34%) afirma não ter boas opções de candidatos à disposição. De forma semelhante, 30% não confiam nos nomes que disputam o Planalto, ao passo que 28% não acreditam que o novo presidente será capaz de promover mudanças positivas para a população na economia. Há ainda 27% de pessoas que estão desacreditadas com a possibilidade de renovação na política.

Considerando apenas a opinião dos brasileiros otimistas com as eleições, 39% acham que o novo governo terá mais estabilidade política para aprovar matérias de interesse para o país e 35% depositam esperança no fato de a sociedade estar mais vigilante com os políticos. Outros 18% de entrevistados esperam uma melhora porque haverá mudanças com relação às políticas adotadas pelo atual governo.

Brasileiro está dividido sobre futuro da economia pós-eleições: situação ficará melhor para 34%, mas 33% acham que tudo ficará igual

O levantamento demonstra que muito da percepção negativa sobre as eleições decorre da constatação de o país ainda sofre consequências da crise. Seis em cada dez (63%) brasileiros avaliam que a situação econômica do país está pior do que há um ano, enquanto 24% consideram que a situação é a mesma e somente 13% acham que ela está melhor. Para os brasileiros, mesmo com o fim da recessão, a maior parte dos impactos da crise ainda persistem, como desemprego elevado (90%), aumento de impostos (89%), endividamento das famílias (88%) e inadimplência crescente (86%).

Indagados sobre a situação da economia do Brasil após as eleições, a opinião pública mostra-se dividida: 34% esperam que a economia fique melhor sob o novo governo, mas uma parcela semelhante de 33% acredita que tudo continuará igual. Há ainda outros 17% que acreditam em uma piora do quadro.

Sob o novo governo, quatro em cada dez (44%) pessoas ouvidas acreditam que haverá aumento dos preços, aumento do dólar (44%) e elevação dos juros (42%). Quanto aos rumos do desemprego, as opiniões mais uma vez estão divididas: 33% acham que haverá mais cortes de vagas, enquanto 32% acreditam em criação de novos postos de trabalho. Para 28%, a situação permanecerá a mesma.

Diante da expectativa de um cenário macroeconômico mais difícil, 45% dos que estão pessimistas acreditam que terão de economizar mais e manter a disciplina nos gastos depois das eleições e 43% disseram que será mais complicado manter as contas em dia em 2019.

69% esperam grandes mudanças com presidente eleito. Para entrevistados, combater corrupção, desemprego e criminalidade devem ser prioridades

De modo geral, em cada dez entrevistados, sete (69%) esperam que o presidente eleito faça grandes mudanças em relação ao que vem sendo feito. Outros 26% argumentam em favor de mudanças pontuais, desde que sejam mantidos determinados programas e reformas já colocados em práticas. Somente 5% desejam a continuidade das políticas do atual governo.

Na avaliação dos entrevistados, o combate a corrupção (47%) e o desemprego (45%) lideram como os temas nacionais a serem tratados com prioridade pelo novo presidente e sua equipe. A criminalidade é citada por 38% das pessoas ouvidas e a precariedade da saúde pública por 32%. Outros assuntos considerados relevantes para a nova gestão são a necessidade de ajuste fiscal (23%) e corte de impostos (22%). Embora elejam uma série de temas a serem enfrentados pela nova gestão, um quarto (25%) dos entrevistados acha que nenhum problema será de fato resolvido pelo novo presidente. Além disso, 87% concordam que os candidatos fazem mais promessas na campanha do que podem cumprir depois de eleito.

Dentre as diretrizes que vão nortear o novo governo, 61% discordam da avaliação de que o presidente deve intervir menos na economia. Dessa forma, 88% pensam que o vencedor deve fortalecer a produção nacional e 73% concordam que a prioridade deve ser a distribuição de renda. Outros temas que recebem destaque são o estímulo ao comércio internacional (70%) e a garantia de direitos às minorias (67%).

Indagados sobre o Brasil que querem para o futuro, 44% dos entrevistados desejam um país em que políticos corruptos sejam presos e cumpram suas penas até o fim. Já 39% querem um sistema de saúde mais eficiente e 33% almejam um país mais seguro.

70% querem candidato que ‘põe a mão na massa’ e 53% valorizam honestidade; 24% dos brasileiros discutem eleições nas redes sociais

A CNDL e o SPC Brasil também investigaram o que os brasileiros esperam das habilidades do novo presidente. De modo geral, a população procura um candidato com perfil proativo e ao mesmo tempo articulado, com capacidade de se comunicar com a população e dialogar com a classe política. Para 70% dos entrevistados, é importante que o presidente eleito seja alguém que ‘ponha a mão na massa’ e realize projetos de melhorias em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Para 30%, o candidato precisa ser uma pessoa próxima do povo e para 22%, ser um político influente para aprovar projetos no Congresso.

A pesquisa revela também que algumas características pessoais pesam na hora do eleitor decidir seu voto. As mais mencionadas são honestidade (53%), cumprir o que promete (37%), saber abrir mão de interesses particulares em detrimento do interesse da população (34%), ser sensível aos problemas da população (33%) e ter ‘pulso firme’ (31%). A maioria (60%) dos brasileiros disse rejeitar candidatos envolvidos em escândalos de corrupção, enquanto 59% descartam a possibilidade de votar em candidatos desonestos e que mentem.

O levantamento ainda revela que parte considerável dos brasileiros tem se engajado nas eleições: 36% tentam influenciar as pessoas que conhecem a votar no candidato que acreditam ser o melhor e 24% costumam entrar em discussões políticas nas redes sociais.

Metodologia

A pesquisa ouviu 800 brasileiros de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais do país. A margem de erro é de no máximo 3,5 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Fonte: CNDL - http://www.cndl.org.br/

 

limpar o nome

Aprenda a limpar seu nome!

Milhões de brasileiros estão inadimplentes. Muitos sequer sabem como começar a colocar as contas em ordem e limpar o nome.

O Brasil tem atualmente mais de 62 milhões de pessoas inadimplentes, segundo estimativa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). O estudo constatou uma realidade nada positiva: o número de brasileiros negativados está em patamar muito superior a sua média histórica.

Além, é claro, da falta de planejamento financeiro e da organização de despesas, que ainda é uma questão negligenciada por muitas pessoas, esse nível de inadimplência pode ser explicado pelo fato de que o país acabou de passar pela maior crise econômica de sua história, em que o número de desempregados ultrapassou a marca de 13 milhões.

Diante dessa situação, como colocar as contas em dia e como acertar os débitos e limpar o nome? Vamos lá:

Entenda por que o nome fica ‘sujo’

Quando você faz uma compra no crédito ou adquire uma dívida a prazo e, depois, não consegue pagar as parcelas, a empresa vendedora tem o direito de incluir seu nome nos órgãos de proteção ao crédito, como o SPC Brasil. Porém, ela é obrigada a te contatar antes através de uma carta, informando que, caso você não quite o débito em um determinado prazo, seu nome ficará negativado.

“As empresas devem fazer contato com o consumidor para tentar receber o valor de forma amigável. Caso o consumidor não se lembre desse contato – e não saiba qual empresa o negativou, basta fazer uma consulta do CPF para descobrir”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Nome sujo – e agora?

Após terem o nome negativado, muitos consumidores não sabem o que fazer ou como falar com a empresa credora. Por isso, uma em cada quatro pessoas inadimplentes (25%) acaba contratando empresas especializadas, na tentativa de limpar o nome. Apesar disso, é importante saber que o consumidor pode fazer a negociação diretamente com a instituição credora e conseguir bons acordos.

Se você está inadimplente, uma negociação amigável é sempre a melhor opção. A maioria das empresas são preparadas para lidar com essa questão com naturalidade e flexibilidade.

Como iniciar uma negociação?

Procure agir com transparência e plena consciência das suas possibilidades de pagamento. Não adianta assumir um compromisso para a quitação da dívida que esteja além das suas reais condições financeiras para o momento. “Para fazer a negociação, a pessoa deve entrar em contato diretamente com o credor. Nesse momento, é sempre melhor já ter feito todas as contas para saber o quanto pode pagar e fazer a proposta para a empresa, podendo esperar uma contraproposta depois”, esclarece Marcela.

Muitos credores, dependendo do valor e do tempo de inadimplência, estão predispostos a preparar condições mais favoráveis para que seus devedores consigam quitar suas dívidas. Para quem vendeu, é sempre melhor receber alguma quantia do que não receber nada. Reduções e isenções em taxas de juros, descontos promocionais e campanhas de negociação são alguns dos exemplos mais comuns dos procedimentos adotados pelas empresas para ampliar as possibilidades de diálogo com os inadimplentes.

Caso você não consiga negociar, pode ser interessante contratar uma empresa intermediadora. Mas muita atenção com golpes e falsas promessas: muitas empresas prometem limpar o nome mesmo sem a quitação da dívida. Essa possibilidade não existe e, muito provavelmente, esse tipo de promessa está associada a meios ilícitos e fraudulentos. Descubra também quais as taxas que essa empresa lhe cobrará.

Em tempo: se a negociação for um sucesso e você conseguir o parcelamento de suas dívidas, deverá assinar um documento com os detalhes do acordo. Isso significa que a dívida anterior desaparecerá e uma nova surgirá.

“Após a quitação (ou pagamento da primeira parcela da nova negociação) a empresa tem até 5 dias úteis para retirar o nome do consumidor do cadastro de devedores. Se isso não acontecer, a pessoa deve procurar novamente o credor com o comprovante do pagamento e exigir a retirada do nome do cadastro de devedores”, esclarece Marcela.

De olho em seu CPF

Também pode acontecer de você ter seus documentos clonados e utilizados de maneira indevida. Um golpista, por exemplo, pode usar seu CPF para fazer uma dívida, incluindo, assim, seu nome nos órgãos de proteção ao crédito. Nesse caso, é cabível fazer um boletim de ocorrência e também avisar a empresa responsável pela sua negativação, que deve retirar seu nome dos cadastros de devedores.

Por isso, é sempre importante monitorar seu CPF. Você pode fazer uma consulta no balcão de atendimento do SPC Brasil ou pela internet. Também é possível assinar o serviço de monitoramento do CPF.

Quais são as vantagens de ter o nome limpo?

Quando você tem o nome limpo, é visto como um bom pagador pelo mercado. Dessa forma, fica mais fácil conseguir empréstimos, financiamentos e consórcios, com taxas de juros menores.

Você também consegue melhores condições de pagamentos para compras –, pois os lojistas, geralmente, checam o seu histórico antes de parcelar algo.

Conseguir abrir uma conta corrente ou adquirir cartão de crédito são outras vantagens de bons pagadores. O mesmo vale para obtenção de visto para a entrada em outros países!

Cadastro Positivo

Trata-se de um banco de dados que reúne informações de operações de crédito e obrigações de pagamento quitadas ou em andamento, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas.

Precisa de financiamento ou empréstimo? Inscreva-se no Programa Cadastro Positivo, caso você esteja em dia com suas contas. A adesão é gratuita.

 Fonte: Meu Bolso Feliz

descontrole

Além dos efeitos da crise, descontrole financeiro está entre principais causas da inadimplência no país, revela pesquisa CNDL/SPC Brasil.

Mais da metade dos entrevistados sabe pouco ou quase nada sobre seus rendimentos, enquanto 45% ignoram valor das contas básicas, como água e luz. Perda do emprego, queda na renda e compras por impulso são maiores responsáveis por atrasos no pagamento de dívidas

O cenário macroeconômico do país tem contribuído para o alto nível de endividamento dos brasileiros, somado à falta de controle das finanças pela população. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que dentre os principais vilões da inadimplência, os mais citados são a perda do emprego (37%), que chega a 38% nas classes C e D, a redução da renda (24%) e a falta de controle financeiro (12%).

Considerando apenas aqueles que se endividaram por descontrole do orçamento ou porque tiveram crédito fácil, 39% afirmam que quiseram aproveitar as promoções oferecidas pelas lojas, levando-os a contrair gastos extras sem avaliar o orçamento. Já 24% reconhecem não ter negociado bem os preços no momento da compra e 14% disseram que costumam comprar mais do que o necessário para se sentir bem quando estão ansiosos.

O levantamento mostra também que seis em cada dez brasileiros inadimplentes (61%) têm pouco conhecimento sobre a própria renda, entre salários e outros rendimentos. Para muitos, negligenciar as finanças se estende até os compromissos mais importantes do dia a dia. Um termômetro disso é que 45% reconhecem saber pouco ou quase nada sobre o valor das contas básicas que precisam pagar no fim do mês, mesmo que elas não estejam em atraso, como água, luz, telefone, aluguel, condomínio, plano de saúde e mensalidade escolar. Já 61% desconhecem o número exato de parcelas das compras realizadas por meio do crédito e, em geral, 36% não planejam o orçamento mensal.

“A conjuntura econômica continua afetando o bolso da população, que sente dificuldades financeiras com a perda do emprego ou a redução da renda. Mas a atitude do próprio consumidor tem papel fundamental diante dessa situação preocupante de alta inadimplência. O brasileiro possui o mau hábito de `andar no escuro´, ao não conhecer profundamente quanto gasta e quanto ganha”, alerta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Ansiedade e problemas no trabalho contribuíram para desequilíbrio no orçamento dos inadimplentes

Além da falta de controle sobre o orçamento, as emoções diante de determinadas situações acabam gerando um consumo desordenado em muitas pessoas. Ao investigar que tipo de acontecimento pode ter contribuído para o desequilíbrio das finanças no período em que os entrevistados fizeram a dívida, a pesquisa constatou que o fator número um está ligado à ansiedade (21%). Em seguida, foi mencionada a insatisfação ou problemas no trabalho (13%) como responsável por esse tipo de comportamento. Outros 12% contraíram dívidas em momentos de estado emocional abalado por dificuldades financeiras, enquanto 9% passavam por problemas no relacionamento familiar.

Mas mesmo após vivenciar todos os contratempos associados à inadimplência, a má notícia é que pouco são os consumidores dispostos a adotar novos hábitos para evitar a reincidência. Entre os que se endividaram por descontrole financeiro ou compras impulsivas praticamente seis em cada dez não tentaram mudar a atitude para reverter esse quadro (58%). Metade desses entrevistados alega não ser esse um problema tão grande (50%), 19% afirmam que o hábito faz parte do seu jeito de ser e que nunca irão mudar e 17% garantem que a situação não provoca nenhum incômodo.

Ainda sobre as medidas tomadas para manter as finanças em dia, apenas 19% buscaram algum tipo de ajuda para resolver suas dificuldades, enquanto 81% não fizeram nada. Nesse último caso, 49% justificam sua decisão dizendo que são capazes de resolver esses problemas sozinhos, ao passo que 18% afirmam não ter dinheiro para contratar ajuda profissional.

37% gastam mais do que podem para aproveitar a vida e 37% já deixaram de pagar alguma conta para comprar algo que desejam

O autocontrole é uma barreira importante contra o consumo exagerado, embora seja uma tarefa difícil para muitos. Quase metade dos inadimplentes ouvidos pela pesquisa disseram que quase sempre cedem aos desejos e impulsos quando querem comprar alguma coisa (46%), enquanto 43% não conseguem controlar os gastos, 42% demoram para cancelar serviços ou assinaturas que não usam e 31% vivem fora de seu padrão de vida.

A impulsividade e a imprudência financeira de parte dos inadimplentes ficam evidentes também quando respondem sobre sua relação com o dinheiro em várias situações. Para 40% é comum perder a noção do quanto podem gastar em uma balada ou jantar, extrapolando o orçamento, ao passo em que 40% se sentem pressionados a gastar mais dinheiro quando estão com amigos e família, 37% gastam mais dinheiro do que podem para aproveitar a vida e outros 37% às vezes deixam de pagar uma conta para comprar algo que têm vontade.

O estado emocional dos entrevistados também interfere na gestão do orçamento, uma vez que 36% admitem comprar, algumas vezes, coisas que não haviam planejado para se sentirem melhor. Já 27% excedem o orçamento para ficarem mais bonitos. “Se o consumidor cede frequentemente à impulsividade para satisfazer seus desejos de compra, se continua gastando sem planejar ou fazer reserva financeira é necessário reconhecer que algo precisa mudar. Valorizar o bem-estar imediato é uma tendência natural do ser humano, mas se a atitude não for bem pensada, pode trazer grandes prejuízos no médio e longo prazo. O primeiro passo é reavaliar o orçamento, identificando todas as despesas e receitas do mês, para então saber onde estão os gastos que podem ser cortados”, orienta a economista do SPC Brasil.

Metodologia

A pesquisa ouviu 609 consumidores que possuem contas em atraso há mais de 90 dias em todas as capitais do país, de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de no máximo 3,97 pp a uma margem de confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Fonte: CNDL

prazo

Em julho, 19% dos brasileiros tiveram crédito negado ao tentarem comprar a prazo, apontam CNDL/SPC Brasil.

Ainda assim, cresce de 40% para 44% o percentual de consumidores que usaram algum tipo de crédito em julho. Fatura média dos usuários de cartão de crédito chega a quase R$ 900 e 23% entraram no ‘rotativo’

Em meio ao cenário de alta da inadimplência e de desemprego elevado, o consumidor brasileiro tem encontrado dificuldades para comprar a prazo. Dados do Indicador de Uso do Crédito apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que em cada dez brasileiros, dois (19%) tiveram crédito negado ao tentarem parcelar uma compra, o percentual é ligeiramente acima dos 17% observados em junho. De acordo com os entrevistados, a restrição do CPF em virtude do não pagamento de contas foi a principal razão para a negativa (39%), seguida renda insuficiente (18%) e falta de comprovação de renda (12%).

A contratação de empréstimos ou de financiamentos também é um entrave na avaliação dos consumidores. Metade (50%) dos entrevistados considera difícil a sua contratação, sendo que o percentual aumenta para 55% dos consumidores que ganham até cinco salários mínimos.

Para o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, a recuperação econômica abaixo das expectativas acaba intensificando os cuidados das instituições financeiras e do comércio nas políticas de concessão de crédito, o que dificulta seu acesso pelo consumidor. “Há um contingente grande de consumidores que já tiveram acesso ao crédito em um passado recente, mas que hoje enfrentam restrições em razão de atrasos de pagamentos ou pela perda do emprego. Por mais que isso seja algo frustrante para o consumidor, a sua liberação sem critérios mínimos aumentaria o risco de inadimplência, de endividamento excessivo e também exigiria a cobrança de juros elevados para cobrir esse risco”, explica Costa.

O estado das finanças do consumidor colabora para esse comportamento cauteloso por parte dos credores. Apenas 13% dos consumidores brasileiros estão com as contas no azul – ou seja, com sobra de recursos para consumir ou fazer investimentos. A maior parte (46%) admite estar no ‘zero a zero’, sem sobra e nem falta de dinheiro, enquanto 35% encontram-se no vermelho e não conseguem pagar todas as contas com a renda que possuem.

Cresce para 44% o percentual de consumidores que usaram crédito em julho; 23% dos usuários do cartão caíram no rotativo

As condições pouco propícias ao crédito fizeram como que a maior parte (56%) dos brasileiros não recorresse a nenhuma modalidade no mês de julho. Ainda assim, cresceu a parcela dos que conseguiram contratar algum tipo de crédito, passando de 40% em junho para 44% em julho. O cartão de crédito, que é uma linha pré-aprovada, liderou o ranking como a modalidades mais utilizada no período, mencionado por 38% dos consumidores. O crediário apareceu em segundo lugar, com apenas 10% de citações, seguido do cheque especial (7%), empréstimos (5%) e financiamentos (4%).

Sobre as dificuldades que o mau uso do crédito pode acarretar, o levantamento detectou que 44% dos tomadores de empréstimos e financiamentos atrasaram, em algum momento, parcelas dessa dívida – sendo que 18% ainda possuem prestações pendentes. Além disso, 23% dos usuários de cartão de crédito entraram no rotativo no mês de julho ao não quitarem o valor integral da fatura. Os juros cobrados pelos bancos quando o cliente não paga a fatura cheia do cartão de crédito são altos e chegam a 285% ao ano, em média, segundo dados oficiais do Banco Central.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, aconselha que, a cada compra no cartão, o consumidor avalie o quanto a prestação comprometerá a sua renda. “O cartão de crédito pode ser um aliado do consumidor na organização das finanças. O problema está em sua utilização inadequada. Para quem é disciplinado, o cartão é uma forma inclusive de registro dos gastos, além de permitir em alguns casos o parcelamento sem a incidência de juros”, afirma a economista.

Entre os consumidores que utilizaram o cartão de crédito em julho, 34% aumentaram o valor da fatura nesse período e somente 24% notaram um queda. Para 34% houve estabilidade. Entre os que se lembram o valor que gastaram, a média da fatura encerrada em julho foi de R$ 888,91. Os itens mais adquidos em julho no cartão foram alimentos em supermercados (67%), remédios (45%), combustíveis (33%), roupas, calçados e acessórios (31%) e idas a bares e restaurantes (30%). Para o mês de agosto, 53% pretendiam cortar gastos ao longo do mês, principalmente por conta do alto custo de vida (29%), para economizar (28%) e em virtude do desemprego (24%).

Metodologia

A pesquisa abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.  Baixe a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

Fonte: CNDL

Sites

Preço baixo é principal atrativo de quem compra em sites internacionais, revela pesquisa da CNDL/SPC Brasil.

Para 67% dos consumidores de lojas virtuais de fora do país, produtos com valores menores são principal vantagem. Roupas, calçados e acessórios estão entre os itens mais comprados

Os brasileiros têm comprado cada vez mais em sites internacionais e a principal razão para esse fenômeno são os preços atrativos dos produtos em relação aos praticados nas lojas virtuais no país. Uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que 29% dos consumidores conectados fizeram compras em sites internacionais nos últimos 12 meses. Desse total, 67% afirmaram que os valores mais baixos tiveram influência na hora de comprar em lojas online fora do Brasil, enquanto 46% apontaram a possibilidade de achar artigos difíceis de serem encontrados localmente. Outros 46%, procuram variedade de produtos e 35% vão em busca de itens novos que quase ninguém possui.

Os itens mais adquiridos são vestuário, calçados e acessórios, como cintos, bolsas e carteiras (47%, percentual que sobre para 60% entre as mulheres), acessórios de informática e celular (33%), cosméticos e perfumes (26%), brinquedos, jogos e games (26%) e eletrônicos, como tablets, notebooks e câmera digital (22%, número que cresce para 30% entre os homens).

De acordo com o estudo, o valor médio gasto na última compra foi de R$ 140,28. “A compra virtual tem ganhado adeptos, sobretudo pelos preços altamente competitivos praticados por esses sites, que se somam à oferta de produtos que nem sempre estão à disposição no mercado nacional”, avalia a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Prazo de entrega é maior desvantagem para 62% dos consumidores; segurança no processo de pagamento é fator considerado por 51%

Os entrevistados apontaram também as desvantagens em comprar produtos por meio de sites internacionais. O prazo na entrega foi considerado a principal delas, mencionado por 62%. Em seguida, os internautas citaram  a incerteza de que o produto será entregue (50%), o risco de apreensão da compra ou cobrança de impostos pela Receita Federal (48%) e o pagamento de taxas de importação (40%). Além disso, metade admite receber com frequência os itens adquiridos fora do prazo (50%).

Ainda segundo a pesquisa, três em cada dez compras são recebidas em um intervalo de 31 a 60 dias (30%), enquanto 26% dos produtos adquiridos chegam entre 61 a 90 dias. Em média, o prazo para a entrega de compras em sites internacionais é de 67 dias. Quanto aos custos de entrega, 51% afirmam ter pago frete na última compra feita e 63% dos compradores não tiveram de pagar impostos de compras internacionais no Brasil. Outro dado mostra que 58% dos consumidores digitais adquiriram algum produto em sites do exterior nos últimos três meses e em média foram feitas três compras no período.

Entre os fatores levados em conta ao realizar uma compra em sites fora do país, em primeiro lugar está o preço baixo (65%). Depois, os internautas destacam a segurança do sistema de pagamento (51%) — percentual que aumenta para 59% entre os homens —, o fato de ser uma loja conhecida (49%), o site ser traduzido para o português (43%) e a experiência de outros compradores (29%).

Para o educador financeiro do Meu Bolso Feliz, José Vignoli, um ponto de atenção é a possiblidade de fraude. Se no Brasil é preciso cuidado com sites duvidosos, os riscos de golpes são ainda maiores com as compras virtuais no exterior. “É preciso redobrar a atenção e pesquisar bem sobre o site. Vale a pena olhar quem já comprou e analisar os depoimentos, como reclamações, por exemplos. Trocas e devoluções costumam ser mais difíceis de se resolverem”, orienta.

Metodologia

No estudo foram entrevistados consumidores das 27 capitais brasileiras, entre homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos, de todas as classes econômicas que fizeram compra pela internet no último ano. A amostra de 815 casos foi feita em um primeiro levantamento para identificar o percentual de pessoas que compraram pela internet nos últimos 12 meses. Em seguida, continuaram a responder o questionário 611 casos, que fizeram alguma compra ao longo deste período. A margem de erro é de 3,4 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Fonte: CNDL

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Após recuo com paralisação dos caminhoneiros, confiança da micro e pequena empresa cresce para 51,1 pontos, aponta indicador da CNDL/SPC Brasil.

Indicador mostra que empresários têm visão mais negativa sobra a economia do país do que para o próprio negócio; 56% estão otimistas com futuro da empresa, mas maioria não sabe explicar razões

A confiança da micro e pequena empresa com as condições da economia e dos seus negócios voltou a esboçar melhora no último mês de agosto após amargar quedas acentuadas nos meses de junho e julho, com o reflexo da paralisação dos caminhoneiros. De acordo com dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o índice ficou em 51,1 pontos em agosto frente 46,3 pontos observados em junho e 48,9 pontos de julho. A escala do indicador varia de zero a 100, sendo que resultados acima de 50 pontos apontam o predomínio de uma visão positiva dos micro e pequenos empresários. No entanto, a proximidade do indicador com o nível neutro de 50 pontos mostra que a confiança ainda não está consolidada, apesar da melhora.

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De acordo com o levantamento, é a avaliação do desempenho da economia e dos negócios nos últimos meses que tem puxado o indicador para baixo, em contraste com as perspectivas para o futuro da própria empresa e da economia, que vem mostrando pontuações um pouco melhores. Dessa forma, o Indicador de Condições Gerais, que avalia a percepção dos últimos meses, ficou em 39,1 pontos, enquanto o Indicador de Expectativas, que se projeta para um horizonte futuro de seis meses, marcou 60,1 pontos, ambos acima do constatado em agosto do ano passado.

“É a imagem do copo meio cheio ou meio vazio. Os dados mostram que a maioria dos empresários de menor está otimista com o futuro, mas ainda em compasso de espera. Há um otimismo comedido e moderado por parte desses empresários, que ainda não pode ser considerado satisfatório. Alguns indicadores macroeconômicos já dão sinais de melhora, mas o cenário eleitoral ainda é incerto. Isso faz com que a confiança não deslanche, mas também não retroceda a níveis do momento mais grave da recessão”, afirma o presidente da CNDL, José Cesar da Costa.

Percepção de piora é menos acentuada sobre o próprio negócio do que para a economia, avaliam micro e pequenos empresários

O levantamento revela que, apesar do fim da recessão, mais da metade (53%) dos micro e pequenos empresários ainda considera que o desempenho da economia do país piorou ao longo dos últimos seis meses, contra apenas 15% de entrevistados que notaram melhora no período. Já quando a análise se detém ao próprio negócio, o quadro é um pouco melhor, uma vez que 21% notaram algum progresso na sua empresa, enquanto 39% observaram piora.

Dentre os que notaram piora em suas empresas, a queda das vendas é o sintoma mais evidente, mencionada por 78% dos entrevistados. Outros 29% disseram que houve aumento dos custos de matéria prima e produtos e 15% sofrem as consequências da inadimplência de seus clientes. Entre os que notaram melhora na performance do próprio negócio, 45% disseram ter vendido mais no período, ao passo que 34% investiram na gestão da empresa.

“Apostar na eficiência da gestão é uma saída inteligente para lidar com a crise que atinge a economia como um todo. Os reflexos do desemprego, da renda mais curta e da inadimplência são sentidos por todos, mas quem consegue racionalizar custos e aproveitar oportunidades sofre menos que seus concorrentes e anda na contramão da crise”, avalia o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Apesar do quadro atual não ser positivo, 56% dos micro e pequenos empresários estão confiantes com próprio negócio; 43% esperam aumento nas vendas

O indicador ainda mostra que mesmo diante de uma realidade negativa, uma parte significativa dos empresários entrevistados mantém a expectativa de melhora, seja com relação à própria empresa ou à economia do país. Em termos percentuais, 56% dos donos de micro e pequenas empresas disseram estar confiantes com o futuro do próprio negócio contra apenas 11% que estão declaradamente pessimistas. Quando a análise se detém a realidade da economia, os números são um pouco piores, mas ainda demonstram otimismo: 38% estão otimistas contra 19% de pessimistas.

A confiança dos empresários no desempenho do seu negócio, entretanto, não é explicada de forma concreta na maior parte dos casos: quatro em cada dez (37%) desses empresários alegaram não saber a razão de seu otimismo, apenas acreditam que coisas boas irão acontecer. Essa também é a principal razão para quem está otimista com o futuro da economia, com 58% de citações. Ainda entre os otimistas com a economia, 21% apostam no amplo mercado consumidor para fazer o país superar a crise e 16% destacam a recente melhora de alguns indicadores econômicos. Entre os que vislumbram um futuro positivo para suas empresas, 32% garantem fazer uma boa gestão do negócio e 28% disseram estar investindo para melhor o desempenho da empresa.

De modo geral, 43% dos empresários de menor porte acreditam o faturamento de sua empresa irá crescer nos próximos seis meses, enquanto 46% acham que o quadro não irá se alterar.

Levando em conta apenas a opinião dos micro e pequenos empresários que estão, majoritariamente pessimistas, mais da metade (52%) afirma que seus negócios não devem melhorar porque as vendas estão em baixa. Há ainda 29% que consideram difícil empreender no país.

As incertezas políticas, que aumentam com a indefinição do cenário eleitoral, é motivo para 65% dos entrevistados pessimistas não acreditarem que a economia vai apresentar melhora nos próximos seis meses. Outro temor é o aumento do desemprego e inflação (27%) e amarras institucionais e leis do país que não favorecem o crescimento (24%).

Metodologia

O Indicador e suas aberturas mostram que houve melhora quando os pontos estiverem acima do nível neutro de 50 pontos. Quando o indicador vier abaixo de 50, indica que houve percepção de piora por parte dos empresários. A escala do indicador varia de zero a 100. Zero indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais da economia e dos negócios “pioraram muito”; 100 indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais “melhoraram muito”. Baixe a íntegra do Indicador de Confiança MPE e a série histórica em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

Fonte: CNDL