Dia dos Namorados

Mais de 90% dos capixabas vão pesquisar preços para o Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados, considerado a terceira data de maior movimento no comércio, deve levar muitos consumidores às compras. Uma pesquisa realizada pelas Câmeras de Dirigentes Lojistas (CDL) de Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra e Guarapari apontou que 61,55% dos entrevistados vão comprar presente para a pessoa amada neste ano.

Ao todo, 1.356 pessoas foram entrevistadas, entre os dias 13 e 24 de maio. Conforme o levantamento, 90,33% informaram que farão uma pesquisa de preço antes da compra. “Diante de um cenário econômico desfavorável, muitos consumidores passaram a administrar melhor as finanças e o orçamento, pesquisando preços e fazendo a escolha que cabe melhor no seu bolso”, afirmou o presidente da CDL Vitória, Estanislau Ventorim.

As roupas e os calçados lideram a lista dos itens preferidos para presentear, totalizando 48,34%, seguidos de celulares (12,62%) e eletrônicos (12,25%).

A pesquisa mostrou, ainda, que a maioria prefere fazer suas compras no comércio de rua (35,79%), enquanto 27,53% irão recorrer aos shoppings.

Antes de escolher o presente, muitos também já estipularam o quanto irão investir: 30,33% dos entrevistados contaram que pretendem gastar entre R$ 101 e R$ 250, e 28,63% disseram que vão gastar entre R$ 51 e R$ 100.

Quanto ao parcelamento, uma parte dos consumidores (17,42%) prefere dividir o valor em mais de quatro vezes, enquanto outra prefere parcelar somente se não for pagar juros ( 20,07%). A maioria, no entanto, disse que vai optar pelo pagamento em dinheiro (49,08%).

Números
Comprar presente – 61,55%
Não vão comprar presente – 35,42%
Pesquisar preços –  90,33%

Presentes 
Roupas e/ou calçados – 48,34%
Celular – 12,62%
Eletrônicos – 12,25%

Local de compra
Comércio de rua  – 35,79%
Shopping – 27,53%

Forma de pagamento
Dinheiro – 49,08%
Crédito – 24,80%
Débito – 12,18%

Valor do presente
De R$ 101 a R$ 250 – 30,33%
De R$ 51 a R$ 100 – 28,63%
Até R$ 50 – 15,35%
Acima de R$ 501,00 – 7,53%       
De R$ 251 a R$ 500 – 5,68         

Parcelas
Parcelar somente quando não tem juros – 20,07%
Parcelar em mais de quatro vezes– 17,42%
Parcelar em duas vezes – 16,83%
Parcelar em três vezes – 11,81%%
Não vai parcelar – 10,04%

Lojistas vendem produtos sem impostos nesta quinta-feira (dia 30)

Hoje, dia 30 de maio, lojistas da Grande Vitória venderão produtos com descontos, sem o valor dos impostos embutido. É a 13ª edição do Dia Livre de Impostos (DLI), ação comandada pela CDL Jovem Vitória para chamar a atenção da população sobre a alta carga tributária brasileira.

Dentre os participantes estão os principais shoppings da Grande Vitória, além de grandes redes de lojas, como Elmo, Dadalto Casa, Óticas Diniz e Supermercados Extrabom. Os descontos chegam a até 70% em alguns produtos.

O valor dos tributos será pago pelas lojas patrocinadoras, mas não repassado aos consumidores. Cerca de 5 mil itens serão colocados à venda com desconto referente à isenção do imposto (mais de 500 tipos diferentes de produtos).

No Shopping Vitória e no Shopping Vila Velha haverá lojas-conceito para a demonstração de preços de produtos com e sem imposto.

O diretor de Desenvolvimento Interno da CDL Jovem Vitória e coordenador estadual do DLI, Pablo Vitorazzi, destacou que o evento contribui para despertar na população a conscientização sobre o alto custo da tributação nos produtos e serviços adquiridos.

“Nesse dia, o consumidor tem a oportunidade de se conscientizar e também de comprar os itens desejados por um valor menor, que serão comercializados sem o valor referente aos impostos. O percentual de desconto varia conforme a quantidade de tributos que incidem sobre cada item”, ressaltou Vitorazzi.

A programação do Dia Livre de Impostos é nacional, sendo realizada simultaneamente em 108 cidades de 18 estados e do Distrito Federal.

“O alto valor tributário afeta muito o poder de compra dos brasileiros e essa ação mostra como os impostos pesam na formação dos preços dos produtos”, afirmou o presidente da CDL Jovem Vitória, Márcio Merçoni.

Brasileiro trabalha 153 dias para pagar impostos

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), em um ranking de 30 países, o Brasil é o 14º que mais arrecada impostos. E está em último lugar como país que melhor retorna o dinheiro para a população.

A carga tributária brasileira está entre as mais elevadas do mundo, que corresponde a uma média de 42% do rendimento bruto de cada cidadão. Isto é, uma pessoa que recebe um salário mínimo perde pouco mais que R$ 415 do pagamento sem receber quase nada em troca.

O brasileiro trabalha cerca de 153 dias (cinco meses) por ano só para pagar impostos. Apenas nos setores de maquiagem e eletrônicos as cargas tributárias são de 58% e 43%, respectivamente.

Impostossauro

Desde a edição de 2015, o DLI conta com um símbolo nada amigável: o Impostossauro. Trata-se de um personagem utilizado na campanha para representar o impacto negativo dos impostos sobre o poder de consumo do consumidor e o crescimento econômico do país. É um dinossauro ultrapassado e agressivo que devora o dinheiro do consumidor em uma só mordida!

Confira as lojas e os serviços que vão participar do DLI 2019

– Rosa Calçados (Reta da Penha – Vitória)
– Óticas Diniz (todas as 15 lojas do Estado, incluindo shoppings) 
– Dadalto Casa (todas as 11 lojas do Estado)
– Extrabom Supermercados

Shopping Vitória:

Croasonho, Maschio, Fricote, Bebedouros e Cia, Imaginarium, Fatto a Mano, Sapataria, Jaklayne, Empório do Aço, Reserva, Limits, Óticas Diniz, Jheny, Giulia Taffner, Origens, Parada Ibiraçu, Wcom Informática, Elmo, Mundo Verde, Óticas Cachoeiro, Sérgio’s, Maybelline, DiFerolla, Brand, Puket, Folic.

Shopping Vila Velha:

Óticas Diniz, Malwee Kids, Móveis Simonetti, Casa Brasil, Jheny, Sérgio’s, Unhas Design, Mestre Cervejeiro, Mavericks, Hipnose, Kibrasão, Toca da Turma, Puket, Alphabeto, it Caser, Wcom, Polo Wear, Fragrance, Jaklayne, Griletto, EcoPremium Colchões, Mundo do iPhone, Mundo Verde, Sonho dos Pés, Mr. Cat, Maybelline, Maschio, Multicoisas, Empório do Aço, Recco, We Basic, Elmo, Nação Rubro-Negra, Bebedouros e Cia, Parada Ibiraçu.

Shopping Praia da Costa:

Fricote, Óticas Diniz, Fragrance.

Aplicativo de transporte

No dia da ação (30 de maio), o aplicativo V1 dará 34% de desconto. O usuário terá que digitar o código DLIV1 para receber desconto nas suas viagens, no horário de 10 às 16 horas.

Lista de alguns produtos que serão vendidos sem impostos

Dadalto Casa

Travesseiro estampado: de R$ 14,99 por R$ 11,09Manta casal microfibra lisa: de R$ 64,99 por R$ 48,06Faqueiro 12 peças Brisa: de R$ 24,99 por R$ 16,42Jogo de cama solteiro 2 peças (malha): de R$ 39,99 por R$ 29,57

Maschio

Terno (APA HON001): de R$ 599 por R$ 391,33
Camisa polo MC Ogochi: de R$ 109,90 por R$ 71,80
Camisa tecido manga longa Maschio: de R$ 169,90 por R$ 111

Fricote

Bolsa Vamos Fugir (algumas estampas): de R$ 229 por R$ 137 
Bolsa Pit (mochila – algumas estampas): de R$ 218 por R$ 130
Fronha (algumas estampas): de R$ 55 por R$ 40

Elmo

Sapato Bertelli infantil: de R$ 79,99 por R$ 51,99
Chinelo Tallita Dias: de R$ 39,99 por R$ 25,99
Tênis Diadora: de R$ 199,99 por R$ 131,99
Bola de vôlei Wilson: de R$ 49,99 por R$ 32,99
Sandália Via Scarpa: de R$ 99,99 por R$ 65,99

Casa Brasil

Pipoqueira Brinox: de R$ 149,90 por R$ 94,43
Conjunto de panelas 5 peças MT: de R$ 229,90 por R$ 144,83

We Basic  

Sapatos masculinos
Vert All Grey: de R$ 369 por R$ 258,30
Vert Pinhão: de R$ 369 por R$ 258,30
Dusseldorf White: de R$ 379 por R$ 265,30
Estocolmo Pinhão/White: de R$ 429 por R$300,30
Iate Tressê Brown sola black: de R$ 398 por R$ 278,60     

Polo Wear

Calça masculina brim: R$ 119,99 por R$ 49,99 Camisa masculina social: de R$ 119,99 por R$ 79,99Vestido feminino: R$ 99,99 por R$ 49,99  Polo feminina: de R$ 59,99 por R$ 29,99Calça jeans infantil: de R$ 89,99 por R$ 59,99 (duas por R$ 99,99)

Óticas Diniz

Óculos polo (4120 5000187): de R$ 470 por R$ 310
Óculos Vogue (5205S 24167B): de R$ 390 por R$ 257
Óculos Moschino (MS018/S C9A): de R$ 935 por R$ 617
Óculos Ralph (5245 57154l): de R$ 460 por R$ 303
Ar Prada (04v ync 101 53): de R$ 1.240 por R$ 818

Multicoisas

Cozedor de ovos: de R$ 169,90 por R$ 112,13Panela elétrica 6 xic Mundial: de R$ 159,90  por R$ 105,53Omeleteira elétrica Cadence: de R$ 119,90   por R$ 79,13Cortador de cabelo Cadence: de R$ 49,90 por R$ 32,93

Jheny Bolsas

Mochila de náilon: de R$ 179,90 por R$ 107,90
Bolsa transversal: de R$ 119,90 por R$ 71,90
Mala de viagem tamanho G: de R$ 499,90 por R$ 299,90

Fatto a Mano

Blazer de veludo molhado marrom: de R$ 499,90 por R$ 326,58
Bermuda jeans: de R$ 109,90 por R$ 71,79

Puket Vitória

Poncho Unicórnio: de R$ 129,90 por R$ 84,86
Mochila sem roda poá: de R$ 119,90 por R$ 72,40
Mochila + lancheira Dálmata: de R$ 229,90 por R$ 138,81
Mochila Unicórnio: de R$ 189,90 por R$ 114,66

Mundo do iPhone

Capa iPhone 7/8: de R$ 130 por R$ 91
Película Diamond iPhone 7/8: de R$ 130 por R$ 91
Bateria externa digital 10.000 mAh: de R$ 320 por R$ 224

Bebedouros e Cia

Purificador Soft modelos Slim, Star e Fit: de R$ 1.152.00 por R$ 760 (à vista)

Diferolla

kimonos e pareôs com estampas exclusivas inspiradas nas belezas do Espírito Santo: de R$ 150 por R$ 99

Maybelline

Sombra em lápis (cores variadas): de R$ 31,90 por R$ 15
Protetor solar antirrugas FPS 30: de R$ 37,90 por R$ 20
Protetor solar toque seco FPS 60: de R$ 57,90 por R$ 29
Paleta de sombras 12 cores: de R$ 119 por R$ 60

Sergio’s

Sapatênis (91840): de R$ 249 por R$ 169
Sapatênis (64548): de R$ 249 por R$ 169
Mocassim (0370 010): de R$ 229 por R$ 158
Slip on Sergio’s: de R$ 249 por $ 154
Sapatênis Sense Sergio’s: de R$ 359 por $ 229

Griletto

Combo contra-filé +refrigerante 300ml: R$ 26,80 por R$ 16,50
Combo filezinho de frango + refrigerante 300ml: de R$ 23,90 por R$ 16,50
Chopp Brahma 500ml: de R$ 10,00 por R$ 7,30

Sapataria

Mocassim e sandália de couro linha Calabria: de R$ 229,90 por R$149,90
Sapatoterapia Confort N. York: de R$ 299,90 por R$ 199,90

Malwee Kids  

Vestido com babado e alcinha (ref. 1000051610): de R$ 69,90 por R$ 48,23
Conjunto feminino com camiseta meia manga com babado e legging cotton (ref. 1000051572): de R$ 99,90 por R$ 68,93
Conjunto feminino com camiseta manga japonesa e short (ref. 1000054250): de R$ 59,90 por R$ 41,33
Conjunto feminino com regata de alcinha e bermuda cotton (ref. 1000054248): de R$ 49,90 por R$ 34,43
Conjunto feminino com batinha e bermuda de cotton (ref. 1000051596): de R$ 59,90 por R$ 41,33

Empório do Aço

Aliança Ouro + base aço (700500): de R$ 499 por R$ 349
Aliança Banho de Ouro (201020): de R$ 119 por R$ 83,30
Aliança Aço com Filete (102320): R$ 89 por R$ 62,30
Pingente Foto Banho (E010200813): de R$ 169 por R$ 118,30
Pingente Foto banho (E010200302: de R$ 99 por R$ 69,30
Pingente Foto Aço (P010100705): de 79 por R$ 55,30

Rosa Calcados

Bolsa de palha colorida: de R$ 99,90 por R$ 59,98
Tamanco feminino: de R$139,90 por R$ 89,29 (30 unidades)

Folic  

Vestido gravataria (25160174): de R$ 429,80 por R$ 296,56
Blusa gravataria (05100296): de R$ 349,80 R$ 241,62
Saia midi fleur (01120410): de R$ 389,80 por R$ 268,96
Saia Chardonnay (01120411): de R$ 399,80 por R$ 275,86

Fragance

Juicy Couture EDP 100 ML: de R$ 609,00 por R$ 182,70 (Desc.70%)
Big eagle Black EDT 100 ML: de R$ 109,90 por R$ 32,97 (Desc.70%)
Crazy Glamour EDP 100ML: de R$ 109,90 por R$ 32,97 (Desc.70%)
Série Expert Celebration – L’oreal Professional Kit: de R$ 299,90 por R$ 179,94
Everlast Choice of Champions Street Figth Hadouken 100 ML: de R$ 109,90 por R$ 76,93
I Love Mont Anne Glamour EDP 100 ML: R$ 169,90 por R$ 118,93  

Ecopremiun colchões

Travesseiro Visco Elástico: de R$ 69,99 por R$ 51,79
Colchão Green Pocket Casal 138×188: de R$ 1.637,32 por R$ 998,76
Queen 158X198: de R$ 1.871,24 por R$ 1.141,45
Colchão Pró-Coluna D45 88X188X24: de R$ 701,74 por R$ 428,06

Imaginarium

Luminária Flor de Luz: de R$ 199,90 por R$ 125,93
Pantufa Pisando em Nuvens: de R$ 149,90 por R$ 103,43
Drone: de R$ 1.299,90 por R$ 699,90
Boia Tô frita: de R$ 199,90 por R$ 125,93
Amplificador Darth: de R$ 1.699,90 por R$ 968,94
Amplificador Bluetooth Unicórnio: R$ de 269,90 por R$ 153,84

WCom

Protetor Eletrônico 330VA Energylux: de R$ 69,90 por R$ 34,90
Roteador Multilaser 150MBPS RE057: de R$ 74,90 por R$47,90
Pendrive 32GB preto Sony USM32M2: de R$ 69,90 por R$ 39,90

Hipnose

Colar (3373): de R$ 62,90 por R$ 41,51
Bolsa Social (2773): de R$ 232,90 por R$ 139,74
Bolsa Praia (62126): de R$ 116,90 por R$ 70,14
Carteira (2765): de R$ 72,90 por 43,74
Brinco (3355): de R$ 62,99 por R$ 41,57

Recco

Pijamas e camisolas de algodão: de R$ 59,90 por R$ 41,30
Calcinhas diversas: de R$ 29 por R$ 20
Sutiãs diversos: de R$ 99 por R$ 68

Mundo Verde

Carbolift Essential 300 gramas: de R$ 111,90 por R$ 76,00
Amor em pasta Food4Fit 500 gramas: de 52,90 por 36
Bombom Haoma lata sabores avelã e amendoim 200 gramas: de R$ 65,90 por 44,80
Alfajor Food4Fit 70 gramas: de R$ 16,90 por 11,50
Whey Concentrado Naturovos 907 gramas: de R$ 119,90 por R$ 81,50

Extrabom

Leite Condensado Italac TP 395g: de R$ 3,99 por R$ 3,22
Amaciante Qboa 2L: de R$ 6,79 por R$ 5,49
Fralda Baby Looney Tunes Mega Gc/38, Mc/44, Pc/50, XGc/36 ou XXGc/30: de R$ 33,90 por R$ 26,90
Vinho Santa Ana Seleccion 700ml: de R$ 17,90 por R$ 12,76
Max Ducha Lorenzetti 127/4600: de R$ 69,90 por R$ 46,76
Ração Xerife 7kg: de R$ 33,90 por 25,90
*Além das lojas físicas o consumidor ainda poderá optar por comprar no site do Extrabom (extrabom.com.br). Exclusivamente neste dia, será concedida taxa de serviço grátis nas compras acima de R$300,00.

Brand  

Vestido Bardot (3600440-633): de R$ 149,90 por R$ 104,93
Vestido Color Block (3647701-996): de R$ 169,90 por R$ 118,93
Vestido Midi listrado (3647202-016 ): de R$189,90 por R$ 132,93
Camisa linho folhagem (2735834-184 ): de R$ 189,90 por R$ 132,93
Camisa abacaxi preta (2812542-186 ): de R$ 189,90 por R$ 132,93

Limits

Camisa capri manga longa (09040610001167): de R$ 319 por 220
Camisa manga longa tricoline (09040502659169): de R$ 209 por R$ 144
Polo FT patch (300000367251169): de R$ 199 por R$ 137
Boardshort better days (2700038002136): de R$ 179 por R$ 123
Bermuda elástico naked (02080503384167): de R$ 159 por 109
Regata laundry ondas (29000781120167): de R$ 89  por R$ 61
T-shirt full soft ( 20004163001167): de R$ 139 por R$ 95

Em ritmo de desaceleração, inadimplência chega a 62,6 milhões de pessoas.

Número de negativados avança 2,0% e na faixa etária de 30 a 39 anos, mais da metade dos CPFs está com restrição. Volume de dívidas recua pelo quarto mês consecutivo

O crescimento do número de consumidores com contas em atraso e registrados no cadastro de inadimplentes perdeu força nos últimos meses. Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelam que a inadimplência cresceu 2,0% em abril na comparação com o mesmo período do ano passado. O número confirma a desaceleração do avanço da inadimplência, que vem perdendo fôlego desde novembro de 2018, quando a variação foi de 6,0%. Ainda assim, o Brasil encerrou o mês com cerca de 62,6 milhões de pessoas negativadas. O dado representa mais de 40% da população adulta brasileira.

adassa

Outro número calculado pela CNDL e pelo SPC Brasil é o volume de dívidas em nome de pessoas físicas. A sondagem mostra que houve uma queda de 1,23% em abril deste ano na comparação com 2018. É o quarto mês seguido em que foi registrado um recuo no Indicador de Inadimplência PF. A queda do número de dívidas, em contraste com o avanço do número de devedores, resultou no recuo do número médio de dívidas, que passou de 1,927 em abril do ano passado para 1,866 em abril de 2019.

Já os dados abertos por setor apontam que a maior parte das pendências (52%) está ligada aos bancos, que envolvem dívidas com cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e empréstimos. Em seguida aparecem os segmentos do comércio (17%), de comunicações (12%) e de água e luz (10%).

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, embora o crescimento da inadimplência no país ainda persista, nota-se que o ritmo desse avanço menor e acontece em paralelo com o crescimento do saldo de crédito, segundo dados do Banco Central. “Por muito tempo, o aumento da inadimplência foi mitigado pela restrição do crédito. Agora, a desaceleração acontece em um contexto de retomada das concessões, o que indica um cenário melhor para mercado do crédito”, analisa.

Mais da metade dos inadimplentes está na faixa de 30 a 39 anos, com
quase 18 milhões de pessoas nos cadastros de devedores

A estimativa por faixa etária revela ainda que o maior índice de negativados está entre o público de 30 a 39 anos. Em abril, mais da metade (51%) da população nesta faixa etária tinha o nome inscrito em alguma lista de devedores, somando um total de 17,7 milhões.

Também merece destaque o fato de porcentagem significativa da população com idade entre 40 e 49 anos (43%) estar negativada. Entre os mais jovens, com idade de 18 a 24 anos, a proporção cai para 16% ou 4 milhões de pessoas. Na população idosa, considerando-se a faixa etária entre 65 a 84 anos, a proporção
é de 33%.

“É justamente nessa fase da vida em que a corrida ao crédito acaba sendo inevitável, pois muitos já constituíram família, possuem filhos e assumem mais compromissos financeiros. Em um momento de crise, pode ser difícil equilibrar o orçamento se não houver controle e disciplina”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Região Norte registra queda de 0,42% no número de negativados

De acordo com a sondagem, apenas uma das regiões apresentou queda no número de inadimplentes, a Norte, com recuo de 0,42%, resultado próximo da estabilidade. No Nordeste foi observado uma alta de 0,27%, contra queda apresentada no mês anterior. Já na região Sudeste, o avanço no volume de pessoas com contas atrasadas foi de 3,72%, enquanto no Centro-Oeste chegou a 1,57% e no Sul a 1,97%.

Em termos proporcionais, o Norte continua sendo a região com maior participação de inadimplente: 47% da população, o que representa 5,71 milhões de negativados. Em seguida aparecem Centro-Oeste (43% da população inadimplente ou 5,14 milhões de negativados), Sudeste (40% de inadimplentes ou 26,91 milhões de pessoas nessa situação), Nordeste (40% de inadimplentes ou 16,39 milhões consumidores em contas em atraso) e Sul (37% de sua população inadimplente ou 8,50 milhões de pessoas com o CPF negativado).

Metodologia

O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) têm acesso. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. A estimativa do número de inadimplentes apresenta erro aproximado de 4 p.p., a um intervalo de confiança de 95%.

Fonte: CNDL.

47% dos jovens da Geração Z não realizam o controle das finanças.

Estudo revela que a maioria dos jovens com idades entre 18 e 24 anos têm alguma fonte de renda e ajudam nas despesas de casa, mas, apesar da conectividade, usam papel para organizar o orçamento e guardam dinheiro de forma conservadora

Praticamente metade dos jovens com idades entre 18 e 24 anos, nascidos dentro da chamada Geração Z e considerados os primeiros nativos digitais, tendo crescido em um ambiente com acesso a grandes quantidades de informação, recursos tecnológicos e propensão ao auto aprendizado, não realiza o controle das finanças pessoais (47%). A principal justificativa é o fato de não saber fazer (19%), sentir preguiça (18%), não ter hábito ou disciplina (18%) ou não ter rendimentos (16%). Por outro lado, 53% afirmam controlar receitas e despesa, e apesar de bastante conectados, 26% ainda utilizam o tradicional bloquinho de papel para organizar o orçamento.

Oito em cada dez entrevistados garantem ter alguma fonte de renda (78%), sendo que a maior parte (36%) trabalha com carteira assinada e 23% estão alocados em trabalho informal, fazendo bicos ou atuando como freelancers. Em contrapartida, 22% não têm rendimentos. O estudo mostra, ainda, que dos jovens que afirmam ter dinheiro guardado (52%), a maioria investe em opções pouco ou nada rentáveis: 53% mantém os valores na poupança, 25% guardam em casa e 20% na conta corrente.

Os dados foram levantados em uma pesquisa conduzida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que avaliou hábitos de gestão das finanças pessoais desse grupo. A pesquisa integra o convênio Políticas Públicas 4.0 (PP 4.0), firmado entre o Sistema CNDL e o Sebrae, e pretende coletar insumos para a proposição de políticas públicas que contribuam com a melhoria do ambiente de negócios no país e, consequentemente, apoiem o desenvolvimento do varejo.

O estudo também revela que 65% dos jovens da Geração Z contribuem financeiramente para o sustento da casa. Considerando os gastos mensais pagos com o próprio dinheiro, nove em cada dez mencionam ao menos alguma despesa, sendo que as mais comuns são: alimentação (51%), roupas, calçados e acessórios (43%), produtos de higiene e beleza (34%), TV por assinatura ou internet (31%) e contas de serviços básicos como água e luz (27%). Por outro lado, 11% têm todas as despesas e gastos mensais pagos por terceiros.

Quem é a Geração Z?

A Geração Z reúne os nascidos entre 1995 e 2010, que hoje têm entre nove e 24 anos – sendo que a pesquisa considerou os jovens de 18 a 24 anos. São considerados os primeiros nativos de um ambiente tecnológico definido pela mobilidade digital e pela onipresença da internet e das conexões em rede. Como consequência da hiperconectividade, é a primeira geração a crescer e chegar à vida adulta tendo acesso online e instantâneo, desde cedo, a grandes quantidades de informações.

“A Geração Z está vivendo seu período de formação intelectual num contexto social e cultural de intensas transformações, em que a todo momento surgem produtos e serviços mediados pela tecnologia. Esses jovens prometem ser a próxima grande força indutora do consumo e, na verdade, já tomam parte em muitas das decisões de compra de suas famílias”, comenta o presidente da CNDL, José Cesar da Costa.

Metade dos jovens da Geração Z possui dinheiro guardado e maioria se revela conservadora com os investimentos

Pouco mais da metade dos jovens entrevistados possui dinheiro guardado (52%), sendo as principais motivações os acontecimentos imprevistos (33%), viagens (21%) e compra da casa própria (19%). 85% guardaram os próprios recursos, enquanto 20% obtiveram esses recursos financeiros dos pais. Mas mesmo com acesso a grandes quantidades de informação, estes jovens investem em opções pouco ou nada rentáveis, com claro predomínio do uso das modalidades mais tradicionais: 53% mantém os valores na poupança, 25% guardam em casa e 20% na conta corrente. Entre os motivos de quem não guarda nenhuma quantia, 51% afirmam que nunca sobra dinheiro, 22% não têm disciplina para juntar dinheiro e 19% sentem-se desestimulados e sem esperança de juntar um bom valor a longo prazo por sobrar pouco dinheiro.

Em relação aos hábitos de consumo, 56% admitem que costumam ceder aos impulsos quando querem muito comprar algo, enquanto 47% às vezes perdem a noção de quanto podem gastar com atividades de lazer e 34% gostam de ter um produto que a maioria dos seus amigos têm. Três em cada dez admitem que a forma como gastam o dinheiro é motivo para brigas frequentes com pais, familiares ou cônjuge (32%).

Quatro em cada dez entrevistados já estiveram com o nome negativado (37%). Ao comentar as razões para os compromissos financeiros não pagos, os jovens mencionam a perda do emprego (24%), o fato de não terem planejado os gastos ou terem gasto mais do que podiam (21%) e o empréstimo do nome para terceiros (20%).

“Embora a crise econômica e desemprego elevado ajudem, em parte, a explicar as dificuldades financeiras dos jovens, é preciso ressaltar a importância de investir na formação e na educação financeira dessa parcela da população. A seu favor eles têm a enorme familiaridade com a tecnologia e o pensamento lógico, a fluidez ao transitar entre os ambientes físico e o online, a aptidão intrínseca para absorver e compreender novas formas de interação social mediadas pelos aplicativos e ferramentas online, bem como para colocar ideias novas em prática”, comenta Costa.

Somente um em cada quatro se prepara para a aposentadoria

A pesquisa revela que 75% não se preparam para a aposentadoria. Dentre os que realizam algum preparo, a estratégia mais comum é a aplicação em poupança (26%), o INSS pago pela empresa (21%) – que não reflete um investimento deles mesmos –, a Previdência Privada (21%), a abertura do próprio negócio (21%) e o INSS pago de forma autônoma (19%).

As razões apontadas pelos que se preparam para a aposentadoria envolvem julgar que sempre foram precavidos (35%), espelhar-se em exemplos de pessoas que não se prepararam e tiveram problemas financeiros (22%) ou mesmo em pessoas que se prepararam e, por isso, tiveram uma aposentadoria tranquila (18%). Por outro lado, aqueles que não se preparam argumentam não ter renda (27%), o fato de ser cedo, pois ainda são muito jovens (27%), não sobrar dinheiro (24%) e não saber como fazer (21%).

“É importante observar que os jovens precisam ter objetivos financeiros claros e aprender a controlar o imediatismo e os impulsos de consumo, evitando gastos excessivos desde cedo para que não se tornem hábitos e comprometam a saúde financeira e o atingimento de metas no futuro”, afirma Costa.

Apesar das justificativas para o despreparo, muitos sabem que essa negligência pode provocar efeitos negativos no futuro: 26% acreditam que quem não se prepara não poderá viver com tranquilidade na terceira idade, 25% consideram que o padrão de vida pode cair depois de aposentado, 16% julgam que não poderão parar de trabalhar e 13% que precisarão contar com ajuda financeira de familiares e amigos para se manter.

“A implantação de políticas públicas que não somente conscientizem os jovens, mas incentivem o letramento financeiro e eduquem quanto ao uso do dinheiro é fundamental para evitar problemas financeiros futuramente. Ao mesmo tempo, são necessárias propostas de intervenções práticas no sentido de incentivar comportamentos adequados e o autocontrole nas decisões de gastos. Medidas como a reserva automática de uma parte dos ganhos e a adesão automática a planos de previdência nas empresas e para empreendedores, por exemplo, estimulando o preparo para a aposentadoria e evitando que na velhice toda uma geração venha a depender do Estado ou da ajuda de terceiros”, acredita Costa.

34% possuem cartão de crédito digital com abertura e operação via internet

A pesquisa também buscou entender como se comportam os jovens brasileiros desta nova geração em relação ao acesso e posse de instrumentos financeiros, bem como a adesão frente as instituições financeiras digitais, uma vez que muitos já integram a força de trabalho e possuem renda. Dos entrevistados, 65% já possuem conta corrente, 42% têm cartão de loja e 22% limite extra de cheque especial em uso no momento. Praticamente seis em cada dez possuem cartão de crédito (57%). Destes, um terço tem um cartão digital com abertura e operação via internet (34%), enquanto 25% dos que têm conta bancária possuem somente em formato digital; e 12% dos que têm algum investimento fizeram em fintechs ou startups do segmento financeiro.

Considerando as dívidas declaradas pelos entrevistados, independentemente de estarem em dia ou não, as mais mencionadas são as parcelas do crediário ou carnê (26%)os empréstimos pessoais ou consignados (21%) e as parcelas de financiamento de automóvel (21%).

“Esses jovens precisam de orientação sobre uso responsável do crédito e do dinheiro. Quanto mais as ferramentas se tornarem rápidas e intuitivas, quanto mais fácil se tornar a abertura de uma conta corrente ou a realização de um investimento, maior deverá ser o conhecimento em relação às consequências da má gestão financeira. Além disso, políticas claras e regras de conduta devem pautar as instituições públicas e privadas que lidam com a concessão de crédito, para que haja critérios justos e responsáveis, ajudando o jovem no uso consciente dos instrumentos de crédito, na manutenção da própria saúde financeira, e evitando o endividamento e a inadimplência”, argumenta Costa.

Metodologia

A pesquisa ouviu 801 jovens brasileiros, com idade entre 18 e 24 anos, residentes em todas as capitais. Homens e mulheres pertencentes a todas as classes econômicas e escolaridades. A margem de erro no geral é de 3,5 pontos percentuais, a um intervalo de confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em http://site.cndl.org.br/noticias/pesquisas/

PP 4.0 – Com investimento total de R$ 3,7 milhões ao longo de dois anos, o projeto prevê três tipos de eventos que irão percorrer todas as regiões do país. São encontros com objetivo de qualificar lideranças para ações de Relações Institucionais e Governamentais (RIG) com foco no estímulo às articulações locais; encontros para fomento ao desenvolvimento local e regional por meio da articulação das lideranças do varejo e elaboração de propostas de Políticas Públicas; e encontros para mobilização empresarial para debater fundamentos essenciais ao desenvolvimento sustentável de negócios e empresas. Ao longo do período do convênio, serão realizados 36 encontros, 12 de cada tipo.

Os fóruns são conduzidos por especialistas em cada tema a fim de estimular o debate e a consolidação de fundamentos essenciais aos líderes do setor de comércio e serviços, como protagonismo, ética e associativismo. Também serão promovidos 12 estudos e pesquisas com objetivo de embasar a formulação de políticas públicas com foco nas micro e pequenas empresas do setor. Além disso, será desenvolvida uma plataforma digital de articulação política – um sistema online inédito no Brasil que permitirá acompanhar projetos, estruturar demandas e ao mesmo tempo mobilizar lideranças e conectar atores públicos e privados.

SPC Brasil – Há 60 anos no mercado, o SPC Brasil possui um dos mais completos bancos de dados da América Latina, com informações de crédito de pessoas físicas e jurídicas. É a plataforma de inovação do Sistema CNDL para apoiar empresas em conhecimento e inteligência para crédito, identidade digital e soluções de negócios. Oferece serviços que geram benefícios compartilhados para sociedade, ao auxiliar na tomada de decisão e fomentar o acesso ao crédito. É também referência em pesquisas, análises e indicadores que mapeiam o comportamento do mercado, de consumidores e empresários brasileiros, contribuindo para o desenvolvimento da economia do país.

CNDL – Criada em 1960, a CNDL é formada por Federações de Câmaras de Dirigentes Lojistas nos estados (FCDLs), Câmaras de Dirigentes Lojistas nos municípios (CDLs), SPC Brasil e CDL Jovem, entidades que, em conjunto, compõem o Sistema CNDL. É a principal rede representativa do varejo no país e tem como missão a defesa e o fortalecimento da livre iniciativa. Atua institucionalmente em nome de 500 mil empresas, que juntas representam mais de 5% do PIB brasileiro, geram 4,6 milhões de empregos e movimentam R$ 340 bilhões por ano.

Fonte: CNDL.

Como tomar as corretas decisões financeiras?

Novo app SPC Consumidor ajuda a traçar um panorama atual de sua situação financeira para que sua tomada de decisões seja bem embasada

Quase metade dos brasileiros já perdeu o controle sobre o próprio orçamento, revela uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). De acordo com o levantamento, 36% dos entrevistados não utilizam um método sistemático e confiável para manter as finanças em ordem. Como consequência, o número de pessoas que conseguem fechar o mês com dinheiro sobrando, seja para guardar ou gastar, foi de apenas 54,4% em 2018.

E você? Faz parte de alguma dessas estatísticas? Sabe dizer com precisão como está a sua vida financeira? O SPC Brasil acaba de relançar o app SPC Consumidor, um aplicativo que vai te ajudar nessa missão.

“Recorrendo à nossa incansável busca pelo desenvolvimento digital e tecnológico, transformamos recentemente o nosso aplicativo e o tornamos em uma plataforma mais completa que, muito mais do que trazer benefícios para seu dia a dia, vai nos deixar ainda mais próximos e conectados”, diz Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

Com novo layout mais amigável, o app SPC Consumidor vai te ajudar a conhecer seu panorama financeiro, facilitar o seu planejamento e dar suporte para sua tomada de decisões.

Já imaginou poder ter uma ideia de como anda seu comportamento em relação a suas finanças para poder utilizar seu dinheiro de forma mais consciente? É isso que o bem-estar financeiro oferece para você: uma espécie de fotografia da sua vida financeira considerando seu momento atual. Ele mede em uma escala de 0 a 100 se você está ou não em uma situação financeira saudável, além de dar dicas para melhorar seus pontos fracos e evoluir nesta jornada.

Nessa nova versão do aplicativo SPC Consumidor, a consulta gratuita SPC Brasil também pode ser feita, assim você pode descobrir se seu nome está na lista de devedores do SPC e ainda identificar quem são as empresas que você precisa procurar para negociar sua dívida e resolver a situação.

Já descobriu como está sua situação financeira? Então, confira a seguir, o passo a passo para você chegar ao equilíbrio financeiro:

Situação financeira ruim

Se você está endividado, sem reserva financeira e sem a possibilidade de fazer planos para o futuro, o primeiro passo é descobrir onde você está errando:

  • Anote todos os gastos e receitas e avalie um por um: com esse tipo de controle, você vai perceber que alguns gastos da sua rotina são totalmente dispensáveis e podem ser cortados sem grandes dificuldades;
  • Defina prioridades: toda despesa que não for estritamente necessária pode ser reduzida ou cortada. Você precisa estar focado em recuperar uma situação financeira estável e estar consciente de que alguns sacrifícios serão necessários nesse primeiro momento;
  • Renegocie suas dívidas: “Para fazer a negociação, a pessoa deve entrar em contato diretamente com o credor. Nesse momento, é sempre melhor já ter feito todas as contas para saber o quanto pode pagar e fazer a proposta para a empresa, podendo esperar uma contraproposta depois”, esclarece Marcela.

Situação financeira razoável

Se o app SPC Consumidor mostrou que a sua situação financeira é razoável, você pode respirar um pouco mais tranquilo, mas não pode relaxar!

  • Não se acomode: “As pessoas não se dão conta de que o tempo passa e que é preciso estabelecer um compromisso com os objetivos financeiros o quanto antes”, explica José Vignoli, educador financeiro do SPC Brasil. Estar com as contas em dia, por exemplo, é uma boa realização, mas não pode ser o seu objetivo final. Faça planos e trace estratégias para conquistá-los.
  • Comece a economizar: fechar o mês com dinheiro sobrando não significa que você pode se deixar levar pelo consumismo inconsequente. Se você está nessa situação, comece a poupar para realizações no médio e longo prazo – nesse começo, pode guardar o dinheiro na poupança mesmo. Nela, você pode iniciar com a construção de uma reserva de emergência para os imprevistos e também já pode pensar na sua aposentadoria!
  • Seja um consumidor consciente e cauteloso: “Hoje somos levados a todo o momento para o consumo e, muitas vezes, descontroladamente. As redes sociais e a pressão por se mostrar bem fazem de nós consumidores impulsivos. Ter objetivos claros, dar importância para aspectos não necessariamente materiais e ter consciência da necessidade de se preparar para o futuro podem ser caminhos iniciais para um consumo saudável e sustentável, que engloba não só o aspecto financeiro, mas ambiental e social”, diz Vignoli.

Situação financeira boa

Primeiramente, parabéns! Manter as suas finanças sob controle é um feito do qual você deve se orgulhar. Nessa etapa, você já pode começar a pensar em crescer ainda mais e alçar voos maiores: comece a investir o seu dinheiro.

  • Comece o quanto antes: se você já tem o hábito de poupar um pouco por mês, que tal dar um passo adiante para conseguir melhores rendimentos? Abra conta em uma corretora de sua preferência para, dessa forma, começar a investir no Tesouro Direto ou mesmo em algum CDB.
  • Defina seus objetivos com clareza: primeiro você precisa estabelecer suas metas. Existem modalidades de investimentos para diversas situações: as de maior liquidez, por exemplo, como o Tesouro Direto Selic e a poupança são recomendados para planos de curto prazo. Já Tesouro Direto IPCA+ ou pré-fixado devem respeitar as datas de vencimento dos papéis, enquanto fundos de investimento e de ações devem sempre ser de longo prazo.
  • Diversifique seus investimentos e tenha paciência: estude bastante sobre educação financeira e, se necessário, consulte os profissionais dessa área para que você possa diversificar o seu portfólio de investimentos. Dessa forma, as chances de você aumentar os seus rendimentos são bem maiores. Mas lembre-se: investir dinheiro é um exercício de paciência. “Querer resultados imediatos pode colocar todo o seu esforço  de investir por água abaixo. Muito planejamento, estudo, diversificação e habitualidade em guardar dinheiro são necessários para se conseguir uma tranquilidade financeira”, finaliza Vignoli.

Fonte: Meu Bolso Feliz.

Dia das Mães deve movimentar 24 bilhões de reais no varejo, mostra pesquisa CNDL/SPC Brasil.

Roupas, calçados e acessórios devem ser os campeões de venda neste ano; cresce de 19% para 26% o percentual de consumidores dispostos a desembolsar mais com os presentes

Considerada pelos varejistas como a principal data comemorativa do primeiro semestre e a segunda melhor do ano em termos de faturamento, perdendo apenas para o Natal, o Dia das Mães deve aquecer as vendas pelos próximos dias. Levantamento feito em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que 78% dos consumidores devem realizar pelo menos uma compra no período — o dado fica bastante próximo dos 74% observados em 2018. Em números absolutos, a expectativa é de que aproximadamente 122,1 milhões de brasileiros presenteiem alguém este ano, o que deve movimentar uma cifra próxima de R$ 24,3 bilhões nos segmentos do comércio e serviços.

Ainda que a economia esteja longe de engatar uma recuperação mais consistente e o desemprego siga elevado, a pesquisa deste ano detectou um aumento de sete pontos percentuais na parcela de consumidores que pretendem desembolsar uma quantia maior na data: em 2018, apenas 19% dos consumidores acreditavam que iriam gastar mais com os presentes e agora, em 2019, o dado passou para 26% dos entrevistados. Outros 41% devem gastar a mesma quantia que em 2018, ao passo que 24% planejam gastar menos.

Dentre os que vão gastar mais, a maior parte (56%) alega que comprará um presente melhor para a mãe. Já 22% justificam com o aumento dos preços dos produtos e 18% vão comprar mais presentes, o que acabam resultando em um gasto maior.

Por outro lado, considerando os que vão colocar o pé no freio na hora dos gastos, 32% culpam o orçamento apertado no atual momento, 24% têm como objetivo economizar e 13% atribuem o gasto menor à economia instável do país. Há ainda 11% que afirmam estarem desempregados. “A despeito de todas as dificuldades econômicas que o pais atravessa, o brasileiro deverá ampliar os gastos no Dia das Mães, ainda que de forma tímida na comparação com o ano passado. As intenções de compra da data servirão de termômetro para o desempenho do comércio pelos próximos meses, principalmente, em um momento que o poder de compra das famílias continua sendo afetado pelo desemprego elevado e a renda achatada”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Roupas, calçados e acessórios devem ser os líderes de venda neste ano; consumidor vai desembolsar quase R$ 200 com presentes

A pesquisa ainda revela que no Dia das Mães deste ano, os produtos campeões de venda devem ser as roupas, calçados e acessórios (42%), perfumes (36%), cosméticos (23%) e chocolates (19%). O ranking ainda é formado por flores (15%), maquiagem (13%), ida a restaurantes (12%) e utensílios de cozinha (12%). Já os itens de tíquete médio mais elevado e, que pesam mais no orçamento, aparecem com menos força, como celulares (10%), eletrônicos (10%) e eletrodomésticos (8%).

Em média, cada cliente deve adquirir entre um e dois presentes e apenas 37% dos entrevistados vão consultar a presenteada para descobrir o que ela deseja ganhar. Em cada dez compradores, quatro (38%) devem gastar na faixa de R$ 75 a R$ 150 com os presentes. Já considerando a média total de gastos, o brasileiro deve desembolsar R$ 198,79, cifra superior à média constatada no ano passado, que era de R$ 152,98, o que representa uma alta de 24%, já descontada a inflação acumulada no período.

Os shopping centers, que reúnem diversas lojas e se destacam pela variedade de opções, despontam como o principal centro de compra do Dia das Mães deste ano: mais de um terço (34%) dos consumidores devem realizar a maior parte das compras nesse tipo de estabelecimento. A internet aparece na segunda colocação com 30%, seguida dos shoppings populares (18%) e das lojas de departamento (18%). Para os entrevistados, os fatores que mais pesam na escolha do local de compra são a atratividade do preço (52%), as promoções (40%) e a qualidade dos produtos (39%).

De acordo com o levantamento, os entrevistados têm a intenção de presentear não apenas as próprias mães (72%), como também as esposas (17%), sogras (16%), irmãs (11%), a mãe dos seus filhos (9%) e as avós (8%).

Para fugir do endividamento, 65% vão recorrer ao pagamento à vista, mas 37% vão às compras mesmo com contas em atraso

Outra constatação do estudo é que a maioria dos consumidores pretende não se endividar no Dia das Mães, dando preferência para o pagamento à vista (65%), sendo que em 45% dos casos o pagamento será em dinheiro e em 22%, no cartão de débito. O pagamento a prazo será escolha de quase metade (49%) dos entrevistados, sobretudo no cartão de crédito parcelado (25%) ou em parcela única também do cartão de crédito (18%). Entre os que dividirão as compras, a média será de quatro parcelas, isso significa que o consumidor só se verá livre desse compromisso em meados de setembro.

“Em um momento em que as pessoas estão inseguras em seus empregos, comprar o presente à vista em dinheiro pode ser uma boa alternativa para fugir do endividamento e evitar comprometer a renda no futuro”, orienta o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

Sobre os cuidados com o orçamento, a pesquisa ainda sinaliza que muitos dos consumidores já extrapolaram o limite de endividamento: 37% dos entrevistados declararam ter atualmente alguma conta em atraso, percentual que sobe para 42% entre as pessoas da classe C, D e E e o público feminino.

Outro comportamento imprudente é que 34% das pessoas ouvidas admitem ter o costume de gastar mais do que podem para agradar as mães com presentes e 16% reconhecem que podem deixar de honrar algum compromisso financeiro para ir as compras neste Dia das Mães, um crescimento expressivo, uma vez que no ano passado, esse comportamento estava presente em apenas 6% dos entrevistados.

O educador financeiro José Vignoli alerta para o planejamento em datas comemorativas, para que o lado emocional não se sobreponha a realidade financeira do consumidor. “O gasto com o presente precisa caber no orçamento. Antes de sair para as compras é essencial que o consumidor analise suas contas e seus gastos básicos e defina com clareza o quanto pode gastar, dentro de uma análise realista. Para evitar que uma data comemorativa leve o consumidor ao descontrole das finanças e acabe virando motivo de preocupação, ele precisa ser um consumidor planejado”, orienta Vignoli.

Dois em cada dez consumidores vão dividir custo dos presentes com algum familiar, pesquisa de preço é prática adotada por 77% das pessoas ouvidas

A pesquisa ainda detectou que, em cada dez consumidores que vão gastar no Dia das Mães deste ano, dois (19%) devem recorrer a estratégia de dividir o valor das compras com alguma outra pessoa. O rateio será feito, principalmente, entre irmãos (36%), familiares (33%) e com o pai (26%). Aliviar o bolso em um momento de dificuldades econômicas é a principal razão para quem vai dividir o pagamento dos presentes com alguém próximo: 22% acreditam ser uma boa alternativa para reduzir os gastos, 18% justificam o preço elevado dos presentes e 17% estão sem dinheiro suficiente, mas não querem deixar de presentear.

Outra tática aliada para reduzir gastos é comparar marcas e os preços entre diferentes lojas. O estudo revela que a maioria (77%) dos consumidores pretende fazer pesquisa de preço neste ano, sobretudo as pessoas das classes C, D e E (79%) e o público feminino (81%). Os sites na internet deverão ser as principais fontes de pesquisa (62%), seguido dos shopping centers (51%). Ainda que as expectativas do mercado sejam de inflação controlada em 2019, mais da metade (55%) dos consumidores tem a percepção de que os preços dos presentes estão mais caros neste do ano do que em 2018.

“O recomendável é sempre evitar compras de última hora, pois na pressa acaba não sobrando tempo para pesquisar preços e analisar o orçamento. Ir às compras com calma e com tempo para pesquisar se o mesmo produto pode custar mais barato em uma loja concorrente incentiva compras mais saudáveis para o bolso. Nesses casos, a internet é uma grande ferramenta de pesquisa”, analisa Vignoli.

Metodologia

A pesquisa ouviu inicialmente 711 consumidores de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais do país para identificar o percentual de pessoas com intenção de gastar no Dia das Mães. Para avaliar o perfil de compra, foram considerados 600 casos da amostra inicial. A margem de erro no geral é de 4,0 pontos percentuais, a um intervalo de confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas.

Fonte: CNDL.

Inadimplência das empresas cresce 3,30% em março, a menor alta em 18 meses, apontam CNDL/SPC Brasil

Aumento de empresas inadimplentes é o mais moderado desde setembro de 2017; já o volume de dívidas em nome de pessoas jurídicas cai pela primeira vez desde 2011. Cenário de baixa atividade econômica tem limitado capacidade de endividamento das empresas

O número de empresas com contas em atraso e registradas nos cadastros de devedores cresceu 3,30% em março na comparação com o mesmo mês do ano passado – trata-se da menor variação desde setembro de 2017, quando a alta fora de 2,62%. Na passagem de fevereiro para março de 2019, sem ajuste sazonal, a alta foi de 0,69%. Os dados foram calculados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

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Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a inadimplência das empresas tem crescido de forma mais moderada do que no auge da crise e sinaliza um cenário de acomodação para os próximos meses de 2019. “Mesmo com a lenta retomada da confiança, os empresários seguem cautelosos para investir. Com isso, há menos custos e menos tomada de crédito, consequentemente, há menos endividamento. Além disso, o crescimento econômico segue em ritmo abaixo do que era esperado do início do ano, com o mercado de trabalho demorando para reagir e a capacidade ociosa das indústrias em níveis elevados”, afirma Pellizzaro Junior.

Inadimplência das empresas cresce mais na região sudeste; dívidas de pessoas jurídicas caem pela primeira vez desde 2011

Os dados regionais mostram que o Sudeste lidera o crescimento da inadimplência entre as empresas. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o número de pessoas jurídicas negativadas na região cresceu 4,60%, a maior alta entre as regiões pesquisadas. Em seguida aparecem, na ordem, as regiões Sul, que registrou avanço de 3,29% na mesma base de comparação, Centro-Oeste (1,99%), Nordeste (1,53%) e Norte (0,47%).

Entre os segmentos devedores, destacam-se as altas apresentadas pelos ramos de serviços (5,74%) e comércio (1,55%), seguidos pelas empresas que atuam no setor das indústrias (0,93%). Entre os setores credores, ou seja, os que deixaram de receber valores de terceiros, o setor de serviços, que engloba bancos e financeiras, responde por 70%. Em seguida aparecem estabelecimentos comerciais (17%) e indústrias (12%).

Outro indicador também mensurado pelo SPC Brasil e pela CNDL é o de dívidas em atraso. Neste caso, houve a primeira retração desde janeiro de 2011, início da série histórica, com uma queda de -0,11% na comparação com março do ano passado. Na comparação mensal, na passagem de fevereiro para março, a variação foi positiva, de 0,44%, um resultado que denota estabilidade.

“Para os próximos meses, espera-se a atividade econômica ainda se mantenha pouco aquecida, o que deve manter o crescimento da inadimplência das empresas em patamares ainda discretos”, afirma Pellizzaro Junior.

Metodologia

O Indicador de Inadimplência das Empresas sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. Baixe o material completo em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

SPC Brasil – Há 60 anos no mercado, o SPC Brasil possui um dos mais completos bancos de dados da América Latina, com informações de crédito de pessoas físicas e jurídicas. É a plataforma de inovação do Sistema CNDL para apoiar empresas em conhecimento e inteligência para crédito, identidade digital e soluções de negócios. Oferece serviços que geram benefícios compartilhados para sociedade, ao auxiliar na tomada de decisão e fomentar o acesso ao crédito. É também referência em pesquisas, análises e indicadores que mapeiam o comportamento do mercado, de consumidores e empresários brasileiros, contribuindo para o desenvolvimento da economia do país.

CNDL – Criada em 1960, a CNDL é formada por Federações de Câmaras de Dirigentes Lojistas nos estados (FCDLs), Câmaras de Dirigentes Lojistas nos municípios (CDLs), SPC Brasil e CDL Jovem, entidades que, em conjunto, compõem o Sistema CNDL. É a principal rede representativa do varejo no país e tem como missão a defesa e o fortalecimento da livre iniciativa. Atua institucionalmente em nome de 500 mil empresas, que juntas representam mais de 5% do PIB brasileiro, geram 4,6 milhões de empregos e movimentam R$ 340 bilhões por ano.

Fonte: CNDL.

Inadimplência encerra primeiro trimestre com leve alta de 0,13%; país tem 62,7 milhões de pessoas negativadas, mostram CNDL/SPC Brasil

Crescimento da inadimplência é maior entre idosos, enquanto recua na população jovem. Volume de dívidas cai pelo terceiro mês seguido, puxado por contas de telefonia, internet, TV por assinatura e comércio. Compromissos com água e luz é único setor a ter crescimento expressivo no período

O crescimento do número de consumidores com contas em atraso e registrados no cadastro de inadimplentes perdeu força neste início de ano. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que a inadimplência ficou praticamente estável no primeiro trimestre de 2019, com um pequeno avanço de 0,13%. No mesmo período do ano passado, a variação trimestral havia sido de 2,38% na quantidade de pessoas inadimplentes. Na comparação anual, isto é, entre março de 2019 e o mesmo mês do ano anterior, também houve uma desaceleração na quantidade de consumidores que deixaram de pagar suas contas, com uma alta de 2,12%. Em março passado, a alta fora de 3,13%.

Ainda assim, o Brasil encerrou o primeiro trimestre deste ano com aproximadamente 62,7 milhões de pessoas inscritas em cadastros de inadimplentes e que, portanto, enfrentam dificuldades para obter acesso a crédito no mercado, seja por meio de compras a prazo, financiamentos ou empréstimos. O dado representa mais de 40% da população adulta brasileira.

Em três regiões a inadimplência do consumidor se manteve praticamente estável no mês de março: ligeira alta de 0,70% no Norte e de 0,24% no Centro-Oeste, além de um pequeno recuo de -0,04% no Nordeste. Já no Sudeste, o crescimento do volume de pessoas com contas atrasadas foi de 4,34%, enquanto no Sul houve um avanço de 2,15%.

Em termos proporcionais, o Norte é a região que possui a população mais inadimplente: 47% de seus residentes estão com o CPF negativado, o que representa 5,74 milhões de inadimplentes. Em seguida aparecem Centro-Oeste (43% da população inadimplente ou 5,07 milhões de negativados), Sudeste (40% de inadimplentes ou 27,01 milhões de pessoas nessa situação), Nordeste (40% de inadimplentes ou 16,36 milhões consumidores em contas em atraso) e Sul (37% de sua população inadimplente ou 8,51 milhões de pessoas com o CPF negativado).

Para o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, o ritmo de recuperação da economia está aquém do esperado e, consequentemente, afeta a melhora dos índices de inadimplência. “O desempenho da economia neste início de ano frustrou as expectativas. O desemprego persiste em um nível elevado e o consumo não esboça um crescimento vigoroso. Apesar da desaceleração da inadimplência neste início de ano, o estoque de pessoas com o CPF restrito ainda é muito alto. O que mais favorecerá um ciclo de queda da inadimplência será uma recuperação mais acentuada do mercado de trabalho e da renda dos trabalhadores”, analisa o presidente.

Inadimplência cai quase 23% entre jovens de até 24 anos e cresce 8% na população acima dos 65 anos. País tem quase 18 milhões de inadimplentes na casa dos 30 anos

Dados detalhados do indicador revelam que a inadimplência apresenta comportamento distinto entre as faixas etárias. No último mês de março, houve uma queda de -22,89% na quantidade de pessoas inadimplentes com idade entre 18 e 24 anos. Também houve recuo nas faixas etárias de 25 a 29 anos (8,31%) e de 30 a 39 anos (-0,42%).

Já entre a população de idade mais elevada, houve alta nos atrasos de pagamento. Idosos entre 65 e 84 anos apresentaram um crescimento de 8,46% no volume de negativações de CPF. A elevação também foi observada nas faixas etárias de 50 a 64 anos (4,76%) e de 40 a 49 anos (3,29%). Em termos percentuais, é a faixa dos 30 aos 39 anos que reúne o maior número de consumidores com contas em atraso no país: são 17,7 milhões de brasileiros na casa dos 30 anos que não conseguem honrar seus compromissos financeiros. “É justamente nessa fase da vida em que a corrida ao crédito acaba sendo inevitável, pois muitos já constituíram família, possuem filhos e assumem mais compromissos financeiros. Em um momento de crise, pode ser difícil equilibrar o orçamento se não houver controle e disciplina”, explica o presidente do SPC Brasil, Pellizzaro Junior.

Volume de dívidas cai 1,07% em março, o terceiro recuo seguido do indicador

Outro número calculado pela CNDL e pelo SPC Brasil é o volume de dívidas que estão no nome de pessoas físicas. Nesse caso, houve uma queda de 1,07% em março deste ano na comparação com o ano passado. Trata-se do terceiro mês seguido em que há um recuo no indicador.

Os segmentos que apresentaram as quedas mais expressivas na quantidade de dívidas foram o setor de comunicação, que engloba contas de telefone, internet e TV por assinatura (-9,56) e o de comércio (-5,91%). O número de dívidas bancárias, que levam em conta faturas de cartão de crédito, empréstimos e financiamentos, ficou praticamente estável em março, com ligeira alta de 0,02% no período. O único ramo que mostrou alta em março foi o setor de água e luz, cujo crescimento foi de 17,20%.

Metodologia

O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) têm acesso. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. A estimativa do número de inadimplentes apresenta erro aproximado de 4 p.p., a um intervalo de confiança de 95%. Baixe a íntegra do indicador e a série histórica em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

SPC Brasil – Há 60 anos no mercado, o SPC Brasil possui um dos mais completos bancos de dados da América Latina, com informações de crédito de pessoas físicas e jurídicas. É a plataforma de inovação do Sistema CNDL para apoiar empresas em conhecimento e inteligência para crédito, identidade digital e soluções de negócios. Oferece serviços que geram benefícios compartilhados para sociedade, ao auxiliar na tomada de decisão e fomentar o acesso ao crédito. É também referência em pesquisas, análises e indicadores que mapeiam o comportamento do mercado, de consumidores e empresários brasileiros, contribuindo para o desenvolvimento da economia do país.

CNDL – Criada em 1960, a CNDL é formada por Federações de Câmaras de Dirigentes Lojistas nos estados (FCDLs), Câmaras de Dirigentes Lojistas nos municípios (CDLs), SPC Brasil e CDL Jovem, entidades que, em conjunto, compõem o Sistema CNDL. É a principal rede representativa do varejo no país e tem como missão a defesa e o fortalecimento da livre iniciativa. Atua institucionalmente em nome de 500 mil empresas, que juntas representam mais de 5% do PIB brasileiro, geram 4,6 milhões de empregos e movimentam R$ 340 bilhões por ano.

Fonte: CNDL

Cartão de crédito clonado é principal fraude sofrida por consumidores nos últimos 12 meses, aponta levantamento CNDL/SPC Brasil.

Quase nove milhões de brasileiros foram vítimas de golpes entre março do ano passado e este ano. SPC Brasil dá dicas para evitar prejuízos com ação de estelionatários e libera monitoramento de CPF gratuito por 30 dias

O cartão de crédito é hoje uma das formas mais populares de pagamento no mundo inteiro, principalmente pelas facilidades que oferece. Mas seu uso exige alguns cuidados. Um levantamento feito pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que 8,9 milhões de brasileiros foram vítimas de fraude nos últimos 12 meses, sendo que a maior parte dessas ocorrências (41%) está ligada à clonagem de cartão de crédito.

Já o segundo golpe mais comum observado pelo estudo é o recebimento de boletos falsos, com 13% das menções. Além desses tipos de fraudes, também aparecem clonagem de cartão de débito, contratação de empréstimos e financiamento, todos com o mesmo nível de incidência (11%), respectivamente.

De acordo com o levantamento, metade (48%) das fraudes se deu em transações ou compras feitas pela internet. Outros 20% dos golpes aconteceram nas operações realizadas em agências bancárias ou financeiras e 15% em lojas físicas.  Quanto às principais consequências enfrentadas pelas vítimas de ações fraudulentas estão as compras indevidas em nome da pessoa (37%) e os prejuízos financeiros (24%). Há ainda problemas relacionados à perda de tempo com processos burocráticos para regularizar a situação e a inclusão em cadastros de inadimplentes, deixando a pessoa com o nome sujo e impossibilitando a realização de compras por meio do crédito — ambas situações com 22% das citações.

Crimes como esses podem causar sérios danos ao consumidor que tem suas informações pessoais utilizadas para fins fraudulentos. Na avaliação do superintendente de produtos e operações do SPC Brasil, Nival Martins, os transtornos ocasionados por estelionatários podem comprometer não apenas a saúde financeira dos consumidores que acabam caindo nesses golpes. “Além dos prejuízos financeiros, existe o constrangimento de, muitas vezes, ser incluído indevidamente em cadastros de devedores. Sem contar a burocracia para abrir boletim de ocorrência e avisar os órgãos competentes sobre o ocorrido”, alerta.

SPC Brasil dá dicas para o consumidor evitar risco de fraudes:

  • Antes de fazer qualquer compra, certifique-se sobre a idoneidade do estabelecimento comercial. Pesquise sobre a reputação da empresa e redobre atenção em sites de comércio eletrônico. Os canais de venda virtuais são obrigados a fornecer dados, como razão social, endereço, telefone e CNPJ;
  • Desconfie de produtos com preço muito abaixo do praticado pelo mercado e sempre exija nota fiscal. Essas atitudes resguardam o consumidor, caso ele tenha que fazer uma eventual troca do produto ou venha pedir algum ressarcimento;
  • Nunca forneça dados pessoais ou bancários por telefone. Caso tenha de atualizar algum cadastro, procure pessoalmente a instituição financeira ou ligue diretamente para o serviço de atendimento ao consumidor;
  • Em caso de perda, roubo, furto ou extravio de documentos pessoais, como CPF, CNPJ, certidão de nascimento, cheques e cartões de crédito, é necessário que a vítima realize o Boletim de Ocorrência (B.O.). Com o boletim de ocorrência em mãos, o consumidor deve comparecer, pessoalmente, em um balcão de atendimento do SPC Brasil com um documento de identificação para fazer um ‘Alerta de Documentos’ — serviço que é gratuito.

O SPC Brasil também liberou por 30 dias grátis o ‘SPC Avisa’, que faz o monitoramento de CPFs para evitar fraudes. Com o serviço, o consumidor é avisado por e-mail, em até 24 horas, sobre qualquer movimentação em seu documento, como consultas para a realização de compras a prazo, verificação de nome restrito, inclusão de registros de inadimplência, alteração de dados cadastrais, entre outros.

Para consultar o Posto de Atendimento do SPC Brasil mais próximo da residência, o consumidor deve acessar a página:  https://www.spcbrasil.org.br/consumidor/postos-atendimento

Para ter acesso ao monitoramento grátis por 30 dias, o consumidor deve acessar a página:  https://loja.spcbrasil.org.br/pessoa-fisica/monitorar-cpf-spc-avisa/spc-avisa-e-mail-mensal.html

Metodologia

Foram entrevistados 800 consumidores em 12 capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Continuaram a ser entrevistados somente os consumidores que disseram ter sofrido algum tipo de fraude nos doze meses anteriores à pesquisa – o que corresponde a 5,8% da amostra inicial. O estudo ouviu pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais.

Baixe a íntegra do Indicador em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

SPC Brasil – Há 60 anos no mercado, o SPC Brasil possui um dos mais completos bancos de dados da América Latina, com informações de crédito de pessoas físicas e jurídicas. É a plataforma de inovação do Sistema CNDL para apoiar empresas em conhecimento e inteligência para crédito, identidade digital e soluções de negócios. Oferece serviços que geram benefícios compartilhados para sociedade, ao auxiliar na tomada de decisão e fomentar o acesso ao crédito. É também referência em pesquisas, análises e indicadores que mapeiam o comportamento do mercado, de consumidores e empresários brasileiros, contribuindo para o desenvolvimento da economia do país.

CNDL – Criada em 1960, a CNDL é formada por Federações de Câmaras de Dirigentes Lojistas nos estados (FCDLs), Câmaras de Dirigentes Lojistas nos municípios (CDLs), SPC Brasil e CDL Jovem, entidades que, em conjunto, compõem o Sistema CNDL. É a principal rede representativa do varejo no país e tem como missão a defesa e o fortalecimento da livre iniciativa. Atua institucionalmente em nome de 500 mil empresas, que juntas representam mais de 5% do PIB brasileiro, geram 4,6 milhões de empregos e movimentam R$ 340 bilhões por ano.

Seis em cada dez consumidores brasileiros devem cair na folia durante o Carnaval, mostram CNDL/SPC Brasil.

No geral, 39% dos entrevistados pretendem viajar no feriado e 37% vão curtir os bloquinhos de rua. Produtos mais procurados serão cerveja, comidas fora de casa, água e energéticos; 21% vão aproveitar data sem planejar finanças

O Carnaval está chegando e muitos brasileiros já se preparam para a maior festa popular do país — seja para curtir os bloquinhos, seguir os trios elétricos ou apenas descansar durante o feriado prolongado. Um levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em todas as capitais mostra que seis em cada dez consumidores (62%) pretendem cair na folia pelos próximos dias. Entre os que devem participar das festividades, 37% acompanharão os blocos de rua, 17% vão a bailes em clubes ou boates, enquanto 12% planejam assistir aos ensaios das escolas de samba. Já 9% aproveitarão a festa atrás de trios elétricos e 9% querem desfilar na avenida. Em contrapartida, 27% disseram que ficarão de fora das festividades.

Por ser um feriado prolongado, o período de Carnaval acaba levando muitas pessoas a viajar. Dados da pesquisa apontam que 39% dos entrevistados devem sair de suas cidades na data, enquanto 31% aproveitarão as comemorações no próprio lugar onde moram e 20% ficarão em casa. Os locais de hospedagem mais citados são casa de familiares e amigos (37%), hotéis ou pousadas (28%) e apartamentos, sítios ou casas alugadas (16%).

Outro grande destaque deste Carnaval devem ser as redes sociais: 88% de quem vai entrar na folia pretende usar alguma rede social para postar ou interagir com outras pessoas e, entre estes, 70% admitem que são influenciados por postagens e comentários de amigos, famosos ou empresas para a compra de produtos ou serviços no Carnaval.

Gasto médio com a folia será de R$ 634; cerveja, comidas fora de casa, água e energéticos estão entre produtos mais procurados

No total, o gasto médio do consumidor durante todo o período de Carnaval deve ser de R$ 633,97, mas 40% dos entrevistados ainda não definiram a quantia. O consumo de bebidas, como cerveja (49%), água, sucos ou energéticos (46%) e refrigerantes (42%), além de comidas ou lanches fora de casa (49%) e itens para churrasco (40%) serão os produtos mais consumidos no Carnaval deste ano. Os que vão comprar fantasias ou adereços formam 28% da amostra. Considerando os serviços, dentre os mais procurados, destacam-se bares e restaurantes (40%), táxis ou serviços de transporte por aplicativos (37%), ingressos para festas (21%) e hospedagens em hotéis ou pousadas (17%).

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o Carnaval representa um grande potencial de negócios para os empresários. “Mais do que uma grande festa, o Carnaval impulsiona muitos setores da economia, especialmente o comércio e serviços, além da indústria do turismo, que comemoram o enorme alcance da data e se preparam para atender a uma demanda de consumo diversificada”, afirma a economista.
63% dos foliões concentrarão compras em supermercados; lojas de rua e internet também aparecem entre principais lugares

O supermercado é o lugar que deve concentrar a maior parte das compras ligadas ao Carnaval, com 63% das menções. Em segundo lugar aparecem as lojas de rua (32%) e em terceiro a internet ou lojas virtuais (23%). O comércio ambulante vem em seguida, com 20%. Além disso, sete em cada dez (69%) consumidores afirmaram que vão pesquisar preços antes de comprar, seja produtos e serviços (51%) ou custo com viagens (20%).

O levantamento também revela que 66% dos entrevistados têm a sensação de que os produtos e serviços ligados ao Carnaval custarão mais caros este ano em relação ao ano passado. Quanto às despesas com comida e bebida, a pesquisa indica que a maioria tem a intenção de pagar à vista, seja em dinheiro (64%) ou no cartão de débito (46%). Para quem vai viajar, o dinheiro será a principal forma de pagamento (47%), enquanto 40% pretendem optar pelas parcelas no cartão de crédito e 35% pelo cartão de débito.

21% dos consumidores não sabem se despesas caberão no bolso; Carnaval de 2018 deixou 13% dos foliões com nome sujo

A pesquisa demonstra que a empolgação com os gastos de Carnaval pode comprometer as finanças do brasileiro. Apesar de a maioria dos gastos (78%) dos foliões estarem dentro do orçamento, 21% das pessoas ouvidas disseram que vão aproveitar a data mesmo sem ter estipulado um limite de gastos ou guardado dinheiro para isso.

De fato, 27% dos consumidores que terão gastos no Carnaval deste ano admitem extrapolar o orçamento quando festejam a data, sobretudo com comidas e bebidas (20%). Um dado preocupante é que 30% dos que vão ter gastos no Carnaval deste ano possuem contas em atraso e entre estes a maioria (71%) possui o CPF em cadastros de inadimplentes.

O Carnaval passado mostra que o excesso de gastos não planejados no orçamento pode complicar a vida financeira do consumidor. Dados do levantamento revelam que 13% dos brasileiros que fizeram compras na folia de 2018 ficaram com o nome sujo.

O educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli, alerta para os excessos durante a folia e que podem custar caro ao bolso do consumidor. “O Carnaval é um momento de descontração, mas se deixar levar pela empolgação, o risco é passar o resto do ano com dívidas que vão comprometer o orçamento. É necessário planejar os gastos com antecedência e evitar que a festa de alguns dias se transforme em um pesadelo de vários meses”, orienta Vignoli.

Metodologia

Foram ouvidos 603 consumidores que tinham a intenção de consumir durante o Carnaval nas 27 capitais. A margem de erro é de 4,0 p.p, a um intervalo de confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Fonte: CNDL