Seis em cada dez consumidores brasileiros devem cair na folia durante o Carnaval, mostram CNDL/SPC Brasil.

No geral, 39% dos entrevistados pretendem viajar no feriado e 37% vão curtir os bloquinhos de rua. Produtos mais procurados serão cerveja, comidas fora de casa, água e energéticos; 21% vão aproveitar data sem planejar finanças

O Carnaval está chegando e muitos brasileiros já se preparam para a maior festa popular do país — seja para curtir os bloquinhos, seguir os trios elétricos ou apenas descansar durante o feriado prolongado. Um levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em todas as capitais mostra que seis em cada dez consumidores (62%) pretendem cair na folia pelos próximos dias. Entre os que devem participar das festividades, 37% acompanharão os blocos de rua, 17% vão a bailes em clubes ou boates, enquanto 12% planejam assistir aos ensaios das escolas de samba. Já 9% aproveitarão a festa atrás de trios elétricos e 9% querem desfilar na avenida. Em contrapartida, 27% disseram que ficarão de fora das festividades.

Por ser um feriado prolongado, o período de Carnaval acaba levando muitas pessoas a viajar. Dados da pesquisa apontam que 39% dos entrevistados devem sair de suas cidades na data, enquanto 31% aproveitarão as comemorações no próprio lugar onde moram e 20% ficarão em casa. Os locais de hospedagem mais citados são casa de familiares e amigos (37%), hotéis ou pousadas (28%) e apartamentos, sítios ou casas alugadas (16%).

Outro grande destaque deste Carnaval devem ser as redes sociais: 88% de quem vai entrar na folia pretende usar alguma rede social para postar ou interagir com outras pessoas e, entre estes, 70% admitem que são influenciados por postagens e comentários de amigos, famosos ou empresas para a compra de produtos ou serviços no Carnaval.

Gasto médio com a folia será de R$ 634; cerveja, comidas fora de casa, água e energéticos estão entre produtos mais procurados

No total, o gasto médio do consumidor durante todo o período de Carnaval deve ser de R$ 633,97, mas 40% dos entrevistados ainda não definiram a quantia. O consumo de bebidas, como cerveja (49%), água, sucos ou energéticos (46%) e refrigerantes (42%), além de comidas ou lanches fora de casa (49%) e itens para churrasco (40%) serão os produtos mais consumidos no Carnaval deste ano. Os que vão comprar fantasias ou adereços formam 28% da amostra. Considerando os serviços, dentre os mais procurados, destacam-se bares e restaurantes (40%), táxis ou serviços de transporte por aplicativos (37%), ingressos para festas (21%) e hospedagens em hotéis ou pousadas (17%).

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o Carnaval representa um grande potencial de negócios para os empresários. “Mais do que uma grande festa, o Carnaval impulsiona muitos setores da economia, especialmente o comércio e serviços, além da indústria do turismo, que comemoram o enorme alcance da data e se preparam para atender a uma demanda de consumo diversificada”, afirma a economista.
63% dos foliões concentrarão compras em supermercados; lojas de rua e internet também aparecem entre principais lugares

O supermercado é o lugar que deve concentrar a maior parte das compras ligadas ao Carnaval, com 63% das menções. Em segundo lugar aparecem as lojas de rua (32%) e em terceiro a internet ou lojas virtuais (23%). O comércio ambulante vem em seguida, com 20%. Além disso, sete em cada dez (69%) consumidores afirmaram que vão pesquisar preços antes de comprar, seja produtos e serviços (51%) ou custo com viagens (20%).

O levantamento também revela que 66% dos entrevistados têm a sensação de que os produtos e serviços ligados ao Carnaval custarão mais caros este ano em relação ao ano passado. Quanto às despesas com comida e bebida, a pesquisa indica que a maioria tem a intenção de pagar à vista, seja em dinheiro (64%) ou no cartão de débito (46%). Para quem vai viajar, o dinheiro será a principal forma de pagamento (47%), enquanto 40% pretendem optar pelas parcelas no cartão de crédito e 35% pelo cartão de débito.

21% dos consumidores não sabem se despesas caberão no bolso; Carnaval de 2018 deixou 13% dos foliões com nome sujo

A pesquisa demonstra que a empolgação com os gastos de Carnaval pode comprometer as finanças do brasileiro. Apesar de a maioria dos gastos (78%) dos foliões estarem dentro do orçamento, 21% das pessoas ouvidas disseram que vão aproveitar a data mesmo sem ter estipulado um limite de gastos ou guardado dinheiro para isso.

De fato, 27% dos consumidores que terão gastos no Carnaval deste ano admitem extrapolar o orçamento quando festejam a data, sobretudo com comidas e bebidas (20%). Um dado preocupante é que 30% dos que vão ter gastos no Carnaval deste ano possuem contas em atraso e entre estes a maioria (71%) possui o CPF em cadastros de inadimplentes.

O Carnaval passado mostra que o excesso de gastos não planejados no orçamento pode complicar a vida financeira do consumidor. Dados do levantamento revelam que 13% dos brasileiros que fizeram compras na folia de 2018 ficaram com o nome sujo.

O educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli, alerta para os excessos durante a folia e que podem custar caro ao bolso do consumidor. “O Carnaval é um momento de descontração, mas se deixar levar pela empolgação, o risco é passar o resto do ano com dívidas que vão comprometer o orçamento. É necessário planejar os gastos com antecedência e evitar que a festa de alguns dias se transforme em um pesadelo de vários meses”, orienta Vignoli.

Metodologia

Foram ouvidos 603 consumidores que tinham a intenção de consumir durante o Carnaval nas 27 capitais. A margem de erro é de 4,0 p.p, a um intervalo de confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Fonte: CNDL

21% dos consumidores foram vítimas de fraudes ou transtornos no Carnaval do ano passado, mostra levantamento da CNDL/SPC Brasil.

68% dos que vão gastar no Carnaval temem sofrer algum golpe ou ser vítima de violência. SPC Brasil disponibiliza monitoramento gratuito de CPF por 30 dias e dá dicas para agir em caso de perda ou roubo de documentos

O Carnaval é um período de festa, mas também requer cuidados. A aglomeração em espaços públicos e o aumento dos níveis de consumo podem favorecer a ação de criminosos, que tentam tirar vantagem de consumidores distraídos em meio à multidão. Um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) com consumidores que pretendem gastar no Carnaval deste ano, revela que em cada dez entrevistados, dois (21%) foram vítimas de alguma fraudeou sofreram algum transtorno durante o feriado do ano passado. Os principais contratempos foram a aquisição de produtos falsificados (7%), furto de pertences pessoais (6%), assalto (4%), perda de documentos pessoais (4%) e perda de cartões (3%).

Entre os entrevistados que foram roubados ou furtados, os principais itens foram celulares (78%) e dinheiro (65%). Há ainda pessoas que voltaram para casa sem os documentos (46%) e cartões de crédito ou débito (33%). Considerando os consumidores que tiveram documentos pessoais, cartão de banco ou cheques roubados, 30% sofreram alguma tentativa de fraude do uso de seu nome para saques em dinheiro, compras ou abertura de financiamentos e empréstimos.

Diante de um percentual relevante de consumidores que enfrentaram problemas em 2018, o receio de entrar para as estatísticas está presente entre a maioria dos entrevistados que vão aproveitar o Carnaval deste ano: 68% declararam ter medo de passar por algum tipo de violência ou golpes nos dias de folia, sobretudo as mulheres (72%) e os mais jovens (75%). Para os entrevistados, as principais consequências de quem é vítima desse tipo de ação são receber faturas de compras indevidas (73%), perder tempo ao regularizar a situação na polícia, bancos ou lojas (63%) e perda de dinheiro (62%).

“Ninguém está totalmente livre de passar por situações de golpe, furtos ou roubos, ainda mais durante eventos de massa como o carnaval. Ainda assim, é possível diminuir as chances de algo sair errado. As dicas mais básicas são andar apenas com cópias autenticadas dos documentos pessoais, evitar bolsas e mochilas e deixar o cartão de crédito ou débito sempre bem guardado, longe da vista de terceiros. Além disso, deixar anotado o número do serviço de atendimento da operadora do cartão facilita em casos de furtos, assim o bloqueio é solicitado o mais rápido possível”, orienta o superintendente de bureau de crédito do SPC Brasil, Nival Martins.

Apenas 11% dos consumidores conhecem serviços antifraudes. SPC Brasil ensina como agir em caso de perda ou roubo de documentos durante o Carnaval

Para este ano, a pesquisa mostra que a maioria (76%) dos entrevistados ficará em alerta para evitar fraudes ou não sofrer algum tipo de golpe. As maneiras mais comuns serão tomar cuidado com pertences (48%), fazer compras apenas em locais confiáveis (36%) e não passar dados a estranhos (34%). Outros 24% não veem necessidade em tomar precauções.

Ainda que muitas pessoas garantam tomar atitudes preventivas durante o carnaval, uma parcela bem menor sabe a quem recorrer quando surge algum problema: apenas três (32%) em cada dez consumidores ouvidos sabem a qual instituição procurar para fazer denúncias, caso sejam vítimas de fraudes, sendo que as mais citadas foram polícia (88%), administradora do cartão de crédito (48%), entidades de proteção ao crédito, como o SPC Brasil (40%), e bancos (36%). Além disso, apenas 11% dos entrevistados sabem da existência de serviços antifraudes para o consumidor, como as ferramentas de monitoramento de CPF, por exemplo.

O SPC Brasil orienta que em caso de perda, roubo, furto ou extravio de documentos pessoais, como CPF, o consumidor deve comparecer pessoalmente até um balcão de atendimento do SPC Brasil com o boletim de ocorrência em mãos para fazer um ‘Alerta de Documentos’ – o serviço é gratuito.

Feito o alerta, o risco de fraudes é reduzido, já que os estabelecimentos comerciais serão informados do problema, evitando os transtornos decorrentes de terem seus dados pessoais utilizados por golpistas nas compras a prazo, quando são realizadas consultas no banco de dados do SPC Brasil para a concessão de crédito.

Além disso, o SPC Brasil também disponibiliza, por 30 dias grátis, o “SPC Avisa”, um serviço que serve para a prevenção de fraudes. Ao contratá-lo, o consumidor recebe informações, em até 24 horas, sempre que seu CPF for consultado, incluído, excluído ou alterado no banco de dados do SPC Brasil por e-mail. Para contratar, entre em contato através do telefone (27) 3232-2064 ou pelo e-mail spc@cdlvitoria.com.br.

Metodologia

Foram ouvidos 603 consumidores que tinham a intenção de gastar durante o Carnaval nas 27 capitais. A margem de erro é de 4,0 p.p, a um intervalo de confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Fonte: SPC Brasil – https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/noticia/6035

SPC Brasil tem serviço gratuito de alerta de documentos para quem perdeu CPF no Carnaval.

21% dos consumidores foram vítimas de fraudes ou transtornos no Carnaval do ano passado. Cidadãos também podem monitorar CPF por 30 dias grátis no SPC Brasil

Os feriados prolongados são épocas propícias para as pessoas perderem seusdocumentos ou serem vítimas de furtos e roubos. Um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostrou que 21% dos consumidores foram vítimas de fraudes ou transtornos no Carnaval do ano passado. Para minimizar esses riscos, o SPC Brasil oferece, gratuitamente, um serviço que dá ao consumidor a oportunidade de manter seus documentos em segurança. É o “SPC Alerta de Documentos”.

Em caso de perda, roubo, furto ou extravio de documentos pessoais, como CPF,CNPJ, certidão de nascimento, passaporte, cheques, cartões de crédito etc, o consumidor pode comparecer, pessoalmente, até um balcão de atendimento do SPC Brasil com o boletim de ocorrência em mãos. Com isso, o risco de fraudes é reduzido, já que os estabelecimentos comerciais são informados do problema, evitando os transtornos decorrentes de ter os dados pessoais utilizados por golpistas nas compras a prazo, quando são realizadas consultas no banco de dados do SPC Brasil para a concessão de crédito.

“Isso significa que se algum estelionatário tentar se passar pelo consumidor utilizando seus documentos em algum estabelecimento comercial que consulta a base de dados do SPC Brasil, o lojista será avisado da perda de documentos e, deverá pedir mais informações para se certificar que se trata do real dono do documento”, explica o superintendente de bureau de crédito do SPC Brasil, Nival Martins.

O SPC Brasil também liberou por 30 dias grátis o ‘SPC Avisa’, que faz o monitoramento de CPFs para evitar fraudes. Com o serviço, o consumidor é avisado por e-mail, em até 24 horas, sobre qualquer movimentação suspeita em seu documento, como consulta para a realização de compras a prazo, verificação de nome restrito, inclusão de registros de inadimplência, alteração de dados cadastrais, entre outros.

Para consultar o Posto de Atendimento do SPC Brasil mais próximo da residência, o consumidor deve acessar a página: https://www.spcbrasil.org.br/consumidor/postos-atendimento

Para ter acesso ao monitoramento grátis por 30 dias, o consumidor devem entrar em contato pelo telefone (27) 3232-2064 ou pelo e-mail spc@cdlvitoria.com.br.

Fonte: SPC Brasil – https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/noticia/6035

Apenas 19% dos brasileiros pouparam em janeiro, mostram CNDL/SPC Brasil.

Caderneta de poupança segue como a mais popular modalidade de investimento do brasileiro, com 64% de citações. Especialistas do SPC Brasil recomendam busca por modalidades mais rentáveis, de  acordo com perfil e objetivo do investidor

Chegar ao fim do mês com sobra de dinheiro ainda é algo para poucos. Nem mesmo o início de um novo ano, período em que muita gente se compromete a mudar velhos hábitos, foi capaz de encorajar o brasileiro a pensar no futuro. Dados apurados pelo Indicador de Reserva Financeira, da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), revelam que somente 19% dos consumidores conseguiram terminar o mês de janeiro guardando alguma quantia de dinheiro. A maioria (75%) encerrou o período sem fazer qualquer tipo de reserva financeira, enquanto 6% não souberam ou preferiram não responder.

A dificuldade em poupar é ainda maior entre os brasileiros de menor renda. Nas classes C, D e E, apenas 15% conseguiram guardar ao menos parte de seus salários em janeiro, percentual que chegou a 32% entre os consumidores das classes A e B.

Entre os brasileiros que não pouparam nenhum centavo em janeiro, 39% alegam ter uma renda muito baixa, o que torna inviável ter sobras no fim de cada mês. Outros 21% foram surpreendidos por algum imprevisto financeiro, enquanto 17% disseram não possuir fonte de renda. Há ainda 16% de consumidores que admitiram perder o controle dos gastos, e 10% que culpam a falta de disciplina para manter o hábito de guardar dinheiro.

Outro dado do levantamento revela que mesmo entre aqueles que guardam dinheiro com frequência (35%), na maior parte dos casos, a reserva que juntam não é fruto de um planejamento. Em cada dez poupadores, seis (60%) apenas guardam o que sobra do mês, ao passo que 40% sempre estipulam um valor a ser poupado.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, é preciso superar a ideia de que uma reserva financeira deve ser feita a partir do que sobra do orçamento. “O ideal é definir um valor que possa ser guardado de forma fixa, como um compromisso a ser cumprido, mesmo que seja um valor baixo. Se o consumidor deixa para guardar apenas o que sobra após pagar todas as contas, ele pode ceder às compras por impulso. Uma boa solução para ajudar na disciplina é programar no banco uma transferência automática”, orienta a economista.

51% dos poupadores sacaram recursos em janeiro. Maioria resgatou dinheiro para lidar com imprevistos

Proteger-se contra imprevistos foi o principal objetivo dos brasileiros que conseguiram guardar parte da renda no mês de janeiro. Mais da metade (51%) reservou um percentual de seus rendimentos para lidar com reparos em casa, do carro, eventual doença ou possibilidade de morte de alguém da família. Em seguida aparece a preocupação em garantir um futuro melhor para os familiares (42%). Apenas 15% pouparam pensando na aposentadoria e outros 15% citam a intenção de juntar dinheiro para abrir um negócio. Entre as aspirações de consumo, as mais citadas entre os poupadores são a conquista da casa própria (15%) e a aquisição de um automóvel ou carro (10%).

Outro dado é que metade (51%) dos brasileiros que possuem reserva financeira teve de sacar parte de seus recursos guardados já no primeiro mês do ano. O destino dessa quantia foi, principalmente, para cobrir despesas com imprevistos, como doença e desemprego (14%). Há ainda 13% de pessoas que tiveram de usar esse dinheiro para pagar contas e 12% que saldaram dívidas atrasadas com o recurso. Para 7%, o objetivo do saque foi realizar uma compra. “Uma das finalidades da reserva financeira é a proteção contra imprevistos. Caso contrário, em momentos de aperto, o consumidor é obrigado a recorrer a empréstimos ou algum outro tipo de crédito, que pode cobrar juros elevados e dificultar ainda mais a situação financeira. Contar com uma reserva é a garantia de mais tranquilidade diante de contratempos”, analisa o educador financeiro do SPC Brasil e Meu Bolso Feliz, José Vignoli.

64% optam pela poupança na hora de investir. Minoria opta por modalidades mais como fundos (8%) e ações (4%)

De modo geral, o levantamento mostra que o brasileiro tem um perfil conservador na hora guardar o dinheiro e opta por modalidades de fácil liquidez, ou seja, em que há praticidade na hora do resgate. Em janeiro, 64% dos que possuem reserva financeira disseram que costumam recorrer à tradicional caderneta de poupança. A segunda opção mais citada é guardar dinheiro na própria casa (23%), escolha arriscada do ponto de vista de segurança e desvantajosa financeiramente, uma vez que não gera rendimentos ao consumidor. Há ainda 13% que deixam o dinheiro parado na conta corrente.

Outras alternativas mais rentáveis de investimentos, mas menos citadas pelos poupadores, são os fundos de investimento (8%), tesouro direto (8%), previdência privada (7%), ações na bolsa de valores (4%) e letras de crédito, como LCI e LCA (3%) e CDBs (3%). Em média, os poupadores guardaram R$ 558,38 em janeiro.

Na avaliação do educador financeiro José Vignoli, a liderança da poupança como principal modalidade de investimento do brasileiro comprova que, mesmo entre os que possuem uma reserva financeira, há pouca familiaridade com aplicações mais rentáveis e adequadas para cada objetivo. “Existe um leque de opções mais vantajosas no mercado do que a poupança e que são adequadas para investimentos de curto prazo, como os CBDs e o Tesouro Direto, por exemplo. O grande desafio não é escolher um investimento que supere a poupança, pois existem vários neste sentido, mas saber optar pelo que melhor se encaixa com o perfil e os objetivos de vida de cada consumidor”, explica Vignoli.

Metodologia

O objetivo da sondagem é acompanhar, mês a mês, a formação de reserva financeira do brasileiro, destacando a quantidade daqueles que tiveram condições de poupar ao longo dos meses. O indicador abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo; Rio de Janeiro; Belo Horizonte; Porto Alegre; Curitiba; Recife; Salvador; Fortaleza; Brasília; Goiânia; Manaus; e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

Baixe a íntegra do indicador e a série histórica em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

Fonte: CNDL