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16 de maio de 2018

Como garantir seu bem-estar financeiro.

Imagine ter liberdade para fazer escolhas que lhe permitam aproveitar a vida e ser feliz! E mais: conseguir guardar dinheiro para imprevistos, ter compromisso com seus objetivos financeiros e controle total sobre suas finanças!

Segundo uma metodologia desenvolvida pelo Consumer Financial Protection Bureau (CFPB), órgão americano de proteção ao consumidor, esses são os quatro pilares que indicam como anda seu bem-estar financeiro.

Em março de 2018, esses pilares foram aplicados em uma pesquisa com consumidores de 12 capitais brasileiras, com o objetivo de mensurar como anda o bem-estar financeiro por aqui.

Os resultados mostraram que, em uma escala de 0 a 100, o indicador do consumidor encontra-se em 48. “Isso indica que grande parte das pessoas ainda não se deu conta que o imediatismo com relação às finanças influencia no bem-estar de forma geral”, analisa José Vignoli, educador financeiro do SPC.

Na prática, apenas 11% dos brasileiros conseguem lidar com despesas inesperadas e a preocupação com a possibilidade do dinheiro acabar amedronta cerca de 28% das pessoas, que mostram não ter controle sobre as próprias finanças. E mais: expressivos 55% afirmaram que não fazem nada para assegurar seu futuro financeiro – apenas 12% têm condições de aproveitar a vida por causa da forma que administra o dinheiro.

Quer mudar esse panorama? Comece por você! Viver de bem com as finanças não é só ter dinheiro sobrando no bolso, mas saber investir para assegurar o futuro, aproveitar o presente e poder lidar com imprevistos a qualquer momento. A gente indica o caminho:

1o pilar: proteção contra imprevistos

Imprevistos acontecem. Poder contar com uma reserva própria, nesses casos, evitará muitas noites em claro. Segundo a pesquisa, apenas 11% das pessoas têm alguma reserva para lidar com despesas inesperadas.

Mas, como criar essa reserva? “Esperar sobrar o dinheiro para guardar pode ser uma armadilha. Os apelos do consumo estão por toda parte e é muito fácil ceder”, diz Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil. Afinal, se o dinheiro está à mão, quando você se der conta, já teve gastos que poderiam ser evitados. “A reserva deve ser encarada como um compromisso mensal. Mesmo que seja pouco, pois mês após mês a quantia vai crescendo com o reforço dos juros. Ao poupar, você ainda afasta o mau hábito de terminar o mês no vermelho, ou seja, em vez de pagar juros, vai receber”, completa.

Agora, para iniciar sua reserva, é preciso primeiro pagar as dívidas, caso existam. “Dependendo da modalidade em que dívida está contratada, ganha-se mais antecipando o pagamento e obtendo um desconto do que investindo em alguma aplicação. Em resumo, primeiro livre-se dos juros; depois, comece a juntar para receber juros”, explica Marcela.

É importante também rever passo a passo o que levou ao endividamento para evitar cair nessa mesma armadilha no futuro. “Geralmente um estilo de vida fora da realidade financeira acaba levando as pessoas a se endividaram”, diz Vignoli.

2o pilar: controle sobre as finanças

Você controla suas finanças ou elas te controlam? Segundo a pesquisa, a situação financeira controla a vida de 31% dos consumidores. E este problema amedronta as casas brasileiras: a preocupação com a possibilidade de o dinheiro acabar descreve cerca de 28% dos consumidores.

Como mudar essa situação? O primeiro passo é confrontar a realidade. Coloque na ponta do lápis todos os gastos e ganhos. Então, é preciso agir, ou seja, estabelecer prioridades e cortar gastos. “Reorganizar o orçamento pode levar tempo, mas faz diferença no fim do mês. Se não cortar gastos, o único jeito de conseguir um alívio no orçamento é aumentando os ganhos”, diz Marcela.

“Reveja seu estilo de vida e tome consciência de que você comanda o seu dia a dia”, completa Vignoli.

3pilar: compromisso com os objetivos financeiros

Mais da metade dos consumidores (55%) não está assegurando seu futuro financeiro e 61% nunca ou raramente têm dinheiro sobrando no fim do mês.

Apesar desses altos números, o brasileiro se mantém otimista: 46,6% acreditam que, por causa da sua situação financeira, terão aquilo que querem na vida.

“As pessoas não se dão conta de que o tempo passa e que é preciso estabelecer um compromisso com os objetivos financeiros o quanto antes”, explica Vignoli. Para ele, é necessário conversar sobre dinheiro em casa, inclusive, com as crianças, e criar um compromisso honesto com você mesmo – assim como pagar as contas, o dinheiro para investir precisa ser levado a sério.

Na prática, você precisará se comprometer com três tipos de reserva: para emergências, para aposentadoria e para os sonhos de consumo.

4O pilar: liberdade para fazer escolhas que lhe permitam aproveitar a vida

O controle financeiro não deve sufocar as possibilidades de aproveitar a vida – não se deve trabalhar apenas para poupar. O bem-estar financeiro configura também como você está no momento presente, se você usufrui do dinheiro que ganha.

Quando questionadas, apenas 12% das pessoas têm condições de aproveitar a vida por causa da forma que administra o dinheiro – e 55% dizem não possuir condições para isso. Dar um presente a alguém, exemplo de gasto simples e eventual, prejudicaria 26% dos consumidores nos dias de hoje.

“É preciso lembrar que o conceito de bem-estar financeiro prevê que o consumidor possa desfrutar o presente. Mas, cria-se um problema quando o foco no presente compromete o futuro. Uma dica bastante prática é, após ter suas reservas financeiras, destinar uma parte do orçamento para o lazer e, claro, permanecer dentro desse limite”, conta Marcela. Lembre-se também que nem todos os prazeres da vida são relacionados aos bens materiais!

Fonte: Meu Bolso Feliz