Um a cada dois empresários considera que as condições gerais da economia brasileira pioraram ou pioraram muito nos últimos 6 meses (51%) – um aumento de 17 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2019 –, de acordo com pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Sebrae. A percepção dos micro e pequenos empresários (MPEs) sobre a economia do país é impactada pelos efeitos da segunda onda da pandemia da Covid-19 e as medidas de restrição adotadas nos primeiros meses do ano.

Confira a pesquisa Confiança dos Micro e Pequenos Empresários na íntegra!

Por outro lado, o cenário de avanço da vacinação e de reabertura das atividades sociais e comerciais parece trazer otimismo aos empresários. De acordo com o levantamento, metade dos MPEs (49%) está confiante ou muito confiante quanto ao desempenho da economia brasileira nos próximos 6 meses. Apesar disso, este número caiu 21 pontos percentuais em comparação com a mesma pesquisa realizada em 2019, mostrando que embora ocorra o predomínio da confiança, ela ainda não recuperou os patamares pré-pandemia.

“Os empresários brasileiros ainda sentem os impactos negativos da segunda onda da pandemia no início do ano, principalmente no setor de serviços, mas o avanço da vacinação traz otimismo para os próximos meses, ainda mais com o aumento nas vendas ocorridas nas últimas datas comemorativas deste ano, em comparação com 2020”, afirma o presidente da CNDL, José César da Costa.

A pesquisa avaliou a percepção dos empresários sobre o desempenho de vendas no último mês e descobriu que 41% consideram que foi bom ou ótimo – praticamente o mesmo percentual que em 2019, antes da pandemia. Com isto, os empresários também estão mais otimistas quanto as expectativas da própria empresa: dois a cada três estão confiantes ou muito confiantes no desempenho da empresa nos próximos 6 meses (65%).

Investimentos
Apesar do otimismo com futuro, a pesquisa aponta que dois a cada três empresários não implementaram melhorias no negócio nos últimos 6 meses (64%), ante 36% que fizeram. Trata-se de um aumento expressivo se comparado a 2019, quando 42% não haviam implementado, ante 58% dos MPEs que tinham promovido alguma melhoria.

Quando questionados sobre os próximos meses, aproximadamente um a cada três MPEs pretendem investir na empresa nos próximos 90 dias (29%). Entretanto, eles ainda não são majoritários: metade dos MPEs não tem a intenção de investir na empresa no futuro próximo (50%). Em 2019, o percentual dos que pretendiam investir foi maior, chegando a 41%.

Entre os que pretendem investir, os principais objetivos são: ampliar o estoque (28%), investimento em mídia e propaganda (24%), reforma da empresa (24%) e compra de equipamento (24%). Além desses objetivos ligados a expansão da empresa, também se destacou outro aspecto que praticamente não tinha expressividade na pesquisa anterior à pandemia: “conseguir manter a empresa aberta considerando as dificuldades vividas com a crise econômica” (25%).

Como fazer a empresa crescer em tempos de crise
Em períodos em que o dinheiro está curto, prosperar é um desafio, mas não precisa ser o limite para o negócio. A partir de ações conjuntas – algumas delas relativamente simples –, é possível transformar as adversidades em oportunidades, inclusive, há quem diga que toda recessão esconde oportunidades. É preciso agir, ou seja, planejar estratégias e implementar ações capazes de fazer sua empresa evoluir.

A equipe da Varejo S.A. separou dicas práticas para ajudar sua empresa crescer em tempos de crise. Confira:

1 – Reveja o orçamento
Uma das primeiras ações é rever seu orçamento e reorganizar as finanças de seu empreendimento, eliminando despesas supérfluas e convocando sócios para reduzirem os gastos. Avalie a lista de fornecedores, e verifique se é possível renegociar preços. Com os recursos poupados, poderá fazer os investimentos necessários ou manter o negócio aberto e competitivo.

2 – Mantenha o planejamento em dia
Planejamento é a chave para o crescimento de qualquer empresa. Em tempos de crise, às vezes é preciso mudar a rota, estipular novos prazos para o cumprimento de metas e planejar o aumento da receita. Atualize o plano de negócios, realize reuniões de equipe periódicas e reveja as práticas e metas de cada setor. Além disso, organize o período de trabalho dos empregados com o objetivo de aumentar a produtividade.

3 – De olho na concorrência
Uma boa forma de aumentar as vendas e conquistar e fidelizar clientes é se aproveitar da fragilidade da concorrência, ou seja, analise os pontos fracos de seus concorrentes diretos e se esforce para fazer exatamente aquilo que eles não têm conseguido. Indique aos seus clientes que sua empresa está passando pela crise, mas não se tornou refém dela.

4 – Satisfação dos clientes primeiro
Em qualquer época, os clientes são o principal ativo da empresa. Por isso, acompanhar as mudanças de comportamento do consumidor, em geral, e do seu público, em específico, lhe dará as chaves para criar novos produtos e serviços, promoções, mudar a forma como vende e planejar novas estratégias de marketing para atrair novos consumidores.

Por outro lado, com menos dinheiro para gastar, os consumidores priorizarão as empresas que os coloquem em primeiro lugar. É o consumidor como centro do negócio! Neste sentido, comprometa-se com a excelência, melhorando a comunicação e o relacionamento com o cliente e o serviço de pós-venda. O atendimento de qualidade é crucial para o seu negócio continuar prosperando.

5 – Melhore o marketing
Uma boa estratégia de marketing em tempos de crise é essencial para a empresa enfrentar e superar as dificuldades, e conquistar o consumidor. Invista com assertividade e consciência em um bom plano de marketing, traçando objetivos e metas claros e plausíveis.

É imprescindível que a sua marca também esteja ativa no mundo digital, com seu site, blog e redes sociais. Hoje, o próprio público quer se relacionar com as marcas, engajando e interagindo com elas nas redes sociais.

6 – Inove para crescer
Utilize a criatividade a seu favor, ou seja, busque soluções inovadoras para os velhos problemas. E inovar não significa, necessariamente, investir em algo tecnológico. Mudanças simples podem gerar resultados disruptivos.

7 – Qualifique-se
Visite e participe de feiras e exposições relacionadas ao seu setor; faça cursos e palestras; frequente coworkings… Não se esqueça dos colaboradores: treine-os, capacite-os e os motive para continuarem sempre oferecendo o melhor atendimento aos clientes.

8 – Melhore os estoques
As empresas devem avaliar cuidadosamente os estoques em tempos de crise, sem exagerar nos cortes, pois isso pode prejudicar a sua participação de mercado. Lembre-se: empresas com os produtos que os compradores desejam, conquistam clientes fiéis.

9 – Ofertas
Recessão é um bom momento para o “Leve 3, Pague 2” e outras ofertas promocionais. Preste muita atenção à forma como os diferentes produtos estão vendendo, e considere novas ofertas de preço e esteja pronto para explorar as ofertas que atendam aos clientes.

10 – Equipamentos usados
Para os empreendimentos planejando melhorar os equipamentos – seja computadores, seja caminhões –, uma boa alternativa é apostar em equipamentos seminovos de última geração, provenientes de empresas que estão diminuindo o tamanho ou fechando seus negócios.

11 – De olho nas oportunidades
Fique de olho na desocupação dos imóveis comerciais. Em tempo de crise, é possível alugar um imóvel em localizações mais estratégicas por valores mais interessantes. Outra oportunidade é ficar de olho em quem está passando para a frente o estoque – também por preços mais acessíveis –, porque está encerrando as atividades.

Com informações de AAA Inovação, Belluno Tec, Controlle, IEV e Otimize.

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